puddlemere-robin:
Robin soltou uma risada curta, mas o ar de riso em seu rosto perdurou alguns segundos a mais. Estava encantada com a forma como Terpsícore parecia radiante. Duvidava tê-la visto tão feliz ou animada anteriormente, e perceber aquilo fez seu coração aquecer. “Sim! Mas, bom… eles tem filhas. Minha família é realmente muito grande. Um verdadeiro bando de gente calorosa e barulhenta que ama Firewhiskey e bebe aquele treco como se fosse água.” à medida que falava, memórias felizes de uma reunião em família qualquer materializavam-se na mente. Os Puddlemeres não negavam a raiz escocesa de forma alguma. “Acho que você ia adorar conhecê-los.” O pensamento a inundou, mas Robin teve consciência de que proferir aquelas palavras não traria bem nenhum ao momento. Seu rosto, porém, adquiriu um tom tristonho, quase melancólico, que durou até sentir o aperto em sua cintura. Voltou a vista para o rosto da Moody; o olhar que era dirigido a si varrendo para longe qualquer pensamento que não fosse o formigamento na ponta da barriga que a atingiu como eletricidade. Aquele não era, de forma alguma, o momento de se preocupar com coisas que estavam fora de seu controle. “Aham.” Respondeu com um aceno de cabeça, mordendo o lábio inferior em um sorriso de linha tênue entre timidez e provocação. “Pra onde?”
Apesar de toda sua atitude, naquele momento, as bochechas da Moody se enchiam de cor. Estava vermelha, mas não de vergonha. De ansiedade. Era quase que um reflexo acabar vermelha quando perto de Robin, e pelos mais variados motivos. Riu baixo, apertando o corpo dela contra o seu enquanto ela narrava sobre sua família. E por um momento, sentiu falta da sua. Sentiu falta de seu padrasto, com quem tinha perdido contato desde que saíra da casa da mãe; sentiu falta de sua mãe, que mesmo sem a aceitar, ainda era quem era; e sentiu mesmo falta de seu pai, que mesmo com toda a vergonha que tinha da filha adúltera, ainda fazia a falta por algum motivo estranho. Ela abaixou a cabeça, deixando um suspiro se manifestar por um curto espaço de tempo. Não podia, entretanto, estragar aquele momento. Não depois de tudo que tinham passado por antes de poderem acabar ali, juntas da forma que queria, à vista de quem quisesse ver. “Vem.” anunciou, sem responder a Puddlemere. Buscou sua mão, e sumiram pelas passagens secretas até retornarem à Hogwarts, onde não hesitou em a levar para sua casa. O Salão Comunal estava vazio e silencioso, então levá-la para o interior de seu quarto provou-se mais fácil do que imaginara. Esperava que suas colegas de quarto não voltassem tão cedo. “Senti sua falta, sabia?” a pergunta veio acompanhada de um beijinho carinhoso na bochecha da namorada, e seguida de um outro, agora em seus lábios. “Quer dormir aqui?”














