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đ·đžđœđȘđŒ: olĂĄ!!! escrevi essa histĂłria baseada na musica da diva marina sena, pois estou viciada nesse ĂĄlbum. queria que ficasse mais putifero, mas Ă© o que temos para hojekkk
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đ°đźÌđ·đźđ»đž: meio rivais to lovers, mas nenhum dos dois estĂŁo no lovers aindakkk, jeonghan advogado.
VocĂȘ e Jeonghan trabalham no mesmo escritĂłrio de advocacia hĂĄ cinco anos, os dois sempre disputando para pegar os melhores casos, os que eram mais comentados e os que valiam mais dinheiro.
Essa rivalidade entre os dois era um caso antigo, desde a Ă©poca da faculdade, onde vocĂȘs protagonizaram discussĂ”es calorosas para toda a turma. DiscussĂ”es essas que deixava vocĂȘ maluca, com sede de sempre derrotar ele em todos os espaços possĂveis. PorĂ©m, por algumas razĂ”es que vocĂȘ nĂŁo entendia, o placar de vitĂłrias entre vocĂȘs dois estava sempre empatado. Inclusive os dois se formaram com honra, sendo os melhores alunos da turma de vocĂȘs naquela Ă©poca. A vitĂłria tinha sido boa, mas nĂŁo tinha o mesmo gosto porque vocĂȘ teve que dividir o gosto com ele.
Jeonghan era um ser desprezĂvel para vocĂȘ, juntando todas as caracterĂsticas que vocĂȘ menos gostava: ele era arrogante, inteligente de uma forma surreal, porĂ©m muito cheio de si, as coisas pareciam apenas funcionar para ele sem esforços. E a praga ainda era bonita, para sua ainda maior infelicidade. Porque muitas coisas ele conseguia tambĂ©m pelo rosto bonito que ele tinha, e pela influĂȘncia que a famĂlia dele tinha.
Jeonghan, diferente de vocĂȘ, tinha nascido em uma famĂlia com dinheiro e oportunidades, vocĂȘ tinha certeza que ele nunca precisou se preocupar se teria dinheiro para sobreviver no final do mĂȘs. VocĂȘ, por outro lado, conseguiu ocupar o espaço que ocupava agora por muito esforço e muito sacrifĂcio.
Por isso que vocĂȘ estava se controlando para nĂŁo revirar os olhos a cada trĂȘs segundos durante aquele jantar da empresa, onde o assunto principal era justamente aquele playboyzinho com cara de marrento que vocĂȘ tanto detestava.
Suas amigas vivem dizendo que, na verdade, essa raiva toda entre vocĂȘs era tesĂŁo acumulado durante todos esses anos. Coisa que vocĂȘ preferia nĂŁo pensar muito sobre, pois, sendo uma mulher solteira que era quase casada com o trabalho, realmente estava ficando difĂcil arrumar alguĂ©m para sair.
â Cara, que merda. Sei que jĂĄ disse isso. mas sinto muito por vocĂȘ. â vocĂȘ conseguia ouvir Joshua, o cara que mais aguentava o Jeonghan na empresa, falar para o homem em sua frente. â Eu pensei que o casamento sairia logo. Uma pena mesmo.
VocĂȘ ficou muito mais interessada, porque atĂ© entĂŁo nĂŁo sabia qual era o motivo do jantar repentino. O grupo desse setor no escritĂłrio era bastante restrito, vocĂȘs eram dez e se consideravam amigos diante de todas as coisas que enfrentavam juntos no escritĂłrio. Apesar de vocĂȘ ter preferĂȘncias entre eles, gostando mais de uns do que de outros. E mesmo sem saber muito bem sobre do que se tratava, resolveu sair para jantar com eles. A Ășnica coisa que vocĂȘ sabia era o que Joshua tinha falado para todos; que alguĂ©m precisava sair para encher a cara porque estava passando por algo difĂcil.
â Ah, cara, sinto muito. Ela parecia uma garota bem legal. â Karina, uma das suas amigas mais prĂłximas e a sua melhor amiga na empresa, lançou um sorriso acolhedor para o homem em sua frente.
â Porra, valeu gente. Faz uns dois meses jĂĄ. Eu resolvi contar agora porque vocĂȘs sabem, as fofocas nessa merda aqui correm bem rĂĄpido. â ele deu um gole na cerveja. â Logo todo mundo vai saber que meu noivado acabou.
Aquilo chamou ainda mais a sua atenção. NĂŁo que fosse lĂĄ a melhor notĂcia do mundo para vocĂȘ, mas sempre teve a impressĂŁo de que a, agora ex-noiva, nĂŁo parecia combinar em nada com o Jeonghan. Ela era muito quietinha, fofinha e bonitinha. O contraste entre eles dois era muito alto.
â Seu noivado acabou? Uau, atĂ© que durou muito tempo. â vocĂȘ falou, sentindo a cerveja descer geladinha na sua garganta.
E era verdade. Por suas contas, Jeonghan e a ex estavam juntos hĂĄ trĂȘs anos. Ele costumava levar ela em algumas festas da empresa e vocĂȘs atĂ© chegaram a trocar algumas palavras, nada mais do que isso. VocĂȘ tinha uma leve impressĂŁo de que Jeonghan sempre tentava manter a garota bem longe de vocĂȘ durante os eventos que ela participava tambĂ©m.
â Pega leve. â Karina chutou sua perna.
â UĂ©, nĂŁo falei nada demais, certo? Mas agora fiquei curiosa pelo motivo, vocĂȘ nĂŁo pode contar as coisas pela metade. â vocĂȘ girou o copo que segurava. â Fala aĂ, por que terminaram? Ela descobriu que vocĂȘ nĂŁo presta? Ou pior, vocĂȘ traiu ela? Porque isso parece muito o que vocĂȘ faria.
Jeonghan te lançou um olhar afiado, como se quisesse muito derramar aquela cerveja toda em cima de vocĂȘ.
â Ao contrĂĄrio do que vocĂȘ pensa, nĂŁo sou tĂŁo filho da puta assim. â vocĂȘ duvidava muito, mas apenas deu de ombros. â A gente sĂł teve uma conversa bem sĂ©ria sobre o futuro e percebemos que acabamos ficando noivos porque era cĂŽmodo. Porque a gente gostava da companhia um do outro. E eu nĂŁo quero casar com alguĂ©m apanas por isso. Ela tambĂ©m nĂŁo.
Seus amigos balançaram a cabeça, de alguma forma entendendo o que ele tinha dito. VocĂȘ, na realidade, nĂŁo ligava muito pelo motivo, mas de uma forma bem perversa, ficou feliz por vocĂȘs terem voltado para o mesmo nĂvel de escala de uma vida bem sucedida. Era escroto pensar assim, mas vocĂȘ sentia que estava sempre em uma competição com o Jeonghan, entĂŁo se ele casasse primeiro, de alguma forma ele estaria acima de vocĂȘ. E assim vocĂȘ estaria perdendo.
â Poxa, que pena. â soltou um suspiro meio falso. â Mas que bom para ela, nĂŁo sei nem como ou o que ela viu em vocĂȘ.
â Ah, nem começa. A Ășltima coisa que eu preciso Ă© ouvir seu veneno. â ele se encostou na cadeira, passando a mĂŁo no cabelo.
â O que? Estou falando a verdade. â vocĂȘ tomou mais alguns goles. â Ela tinha muita cara de santinha. VocĂȘ iria destruir essa garota com o tempo.
Jeonghan te olhou de forma profunda, como se suas palavras tivessem alcançado um local que feria ele. Bom, vocĂȘ nĂŁo era conhecida por ser uma flor, mas esse cara geralmente te fazia mostrar o seu pior lado. Eram tantos anos nessa competição fudida com ele, que sentia que havia duas versĂ”es de vocĂȘ. Uma, que era sua versĂŁo normal com a maioria das pessoas, e a outra que era moldada por essa convivĂȘncia totalmente destrutiva com o Jeonghan.
â VocĂȘ tem essa percepção dela porque nem todo mundo Ă© uma vadia sem noção como vocĂȘ. â ele esbravejou.
VocĂȘ poderia se ofender, mas jĂĄ tinha ouvido coisas muito piores vindo dele que isso atĂ© parecia mais um elogio que uma ofensa.
â Nada que vocĂȘ fale para mim irĂĄ diminuir a verdade da minha fala. â vocĂȘ deu de ombros, voltando a se perder em pensamentos enquanto seus amigos continuavam a tentar consolar o cara.
Parando para analisar, de longe, Jeonghan nĂŁo parecia estar muito triste por ter terminado um relacionamento de trĂȘs anos e um noivado. Ele parecia mais chateado de ter que lidar com esses momentos de pĂłs tĂ©rmino do que, de fato, lidar com a tristeza que o fim de um relacionamento causa nas pessoas. Contudo, se vocĂȘ o conhecia relativamente bem, sabia que ele nĂŁo era igual as outras pessoas com quem vocĂȘ convivia. Tudo nele parecia fora da curva.
No final da noite, quando vocĂȘ se despediu do pessoal para ir embora, acabou ficando para trĂĄs por precisar ir ao banheiro. Contudo, quando saiu do restaurante para pedir um carro, viu no beco do lado uma figura alta e magra de um homem, fumando um cigarro e soltando lentamente a fumaça para o ar da noite. Era Jeonghan.
â Se vocĂȘ aceitar fumar comigo, te dou uma carona para casa. â a voz dele saiu rouca, carregada de uma energia que aquela noite estava proporcionando a ele.
VocĂȘ olhou o valor do carro no aplicativo e viu que, infelizmente, vocĂȘ era mĂŁo de vaca demais para pagar tĂŁo caro numa corrida, sabendo que tinha a opção de ir de graça. PorĂ©m, iria ter que testar para ver o quanto iria ter que pagar por essa gratuidade.
â Me passa um, entĂŁo. â vocĂȘ caminhou atĂ© ele, com o pano de seda do seu vestido balançando com o vento refrescante da madrugada.
Jeonghan te passou o cigarro e vocĂȘ começou a tragar em silĂȘncio, se encostando na parede ao lado dele. NĂŁo era muito fĂŁ de cigarros, mas nĂŁo conseguia negar que algumas pessoas passavam uma vibe bastante sexy quando fumavam. E, para o seu desgosto, Jeonghan ficava bastante gostoso quando fumava. E esse pensamento sempre fazia com que vocĂȘ chegasse Ă conclusĂŁo de que, sim, a relação de vocĂȘs era realmente bastante esquisita.
â Sabe, estou pensando agora sobre o que vocĂȘ falou. â ele começou. â Sobre o fato de que, se ela casasse comigo, eu iria destruir a vida dela com o tempo. Realmente acha isso?
VocĂȘ sabia que, se ele estava perguntando justamente para vocĂȘ, era porque queria saber a verdade. Jeonghan tambĂ©m conhecia a dinĂąmica da relação de vocĂȘs, essa coisa de colegas-rivais que convivem juntos o suficiente para que alguĂ©m possa falar que vocĂȘs sĂŁo amigos. E ele sabia que vocĂȘs sempre falam a verdade um para o outro, justamente porque nĂŁo tinham a preocupação se aquilo iria machucar ou nĂŁo.
â Eu acho. â vocĂȘ soltou a fumaça, sentindo o peso do olhar dele em vocĂȘ. â Com todo o respeito, nĂŁo estou falando mal dela, mas ela parecia boazinha demais para estar com alguĂ©m como vocĂȘ. Jeonghan, eu jĂĄ vi vocĂȘ passar por cima de muitas pessoas e de muitas moralidades para conseguir o que quer. Duvido que ela conseguiria lidar por muito tempo com um filho da puta como vocĂȘ. E, no fundo, eu acho que vocĂȘ tambĂ©m sabe disso.
Ele ficou em silĂȘncio por alguns instantes, deixando apenas o barulho dos carros passando ocupar o vazio da conversa.
â Ă, acho que no fundo eu sabia disso tambĂ©m. Deve ser por isso que eu estou desse jeito. â ele terminou o cigarro e jogou no chĂŁo. â NĂŁo estou sentindo merda nenhuma por termos terminado. Isso deve servir para comprovar que fizemos a escolha certa mesmo.
VocĂȘ analisou ele mais uma vez, pensando que talvez ele estivesse mal, mas nĂŁo estava conseguindo demonstrar isso. Principalmente ali, na sua frente. Contudo, Jeonghan nĂŁo era o tipo de homem com masculinidade frĂĄgil e, apesar de ser um cuzĂŁo na maioria das vezes, ele nunca teve medo de demonstrar o que ele sentia, estando vulnerĂĄvel ou nĂŁo.
â VocĂȘ estĂĄ bem, certo? â foi sua vez de terminar o cigarro e se aproximar dele, apertando a gravata dele de forma descontraĂda. â Porque nĂŁo sei se vale mesmo a pena escutar seus papos triste por uma sĂł carona. NĂŁo sou uma boa terapeuta.
Ele apertou sua mĂŁo, afastando ela da gravata, como se tivesse medo de que vocĂȘ pudesse enforcar ele bem ali, naquele beco deserto e escuro.
â Muito comovente a forma como vocĂȘ se preocupa comigo, baby. â ele apertou seu queixo com os dedos. â Mas estou bem, sim. Principalmente depois que eu analisei uma coisa.
â Que coisa?
â Que, assim, se eu que sou um partido bom praâ caralho, vou ter dificuldade de arrumar alguĂ©m para casar, imagina vocĂȘ entĂŁo, que Ă© uma megera do caralho. â ele soltou uma gargalhada alta, quando viu sua cara de chocada. â Vai ser praticamente impossĂvel e isso, de uma forma bem doentia, me deixa feliz praâ caralho.
â Ah, vai se foder, Jeonghan! Me leva logo para casa. â vocĂȘ foi atĂ© o carro dele, batendo os pĂ©s firme no chĂŁo, ouvindo o barulho dos seus saltos finos e dos passos dele correndo atĂ© vocĂȘ.
â Calma aĂ, gatinha. NĂŁo precisa ficar chateada. â ele segurou seu pulso, ainda rindo. â Se a pessoa ignorar todas as suas outras caracterĂsticas e focar apenas no fato de que vocĂȘ Ă© gostosa, pode ser que seja mais fĂĄcil para vocĂȘ.
VocĂȘ arqueou a sobrancelha para aquele papinho torto daquele idiota. Mas nĂŁo pĂŽde deixar de prestar atenção no que ele tinha falado.
â EntĂŁo vocĂȘ acha que sou gostosa? â vocĂȘ se escorou no carro dele, cruzando as pernas.
Jeonghan, como nĂŁo tinha vergonha nenhuma, passou os olhos lentamente por seu corpo atĂ© parar em seu rosto, te deixando ver o sorrisinho de lado que ele possuĂa nos lĂĄbios naquele momento.
â Claro que te acho gostosa, porra. Desde a Ă©poca da faculdade. â ele se aproximou de vocĂȘ, colocando um braço no carro, fazendo com que vocĂȘ pudesse sentir o cheiro dele por causa da proximidade. â Mas vocĂȘ Ă© tĂŁo pĂ© no saco que Ă s vezes eu esqueço do fato de vocĂȘ ter esse corpo. Inclusive, algumas vezes jĂĄ pensei em tentar a sorte com vocĂȘ e desisti justamente por vocĂȘ ter esse mal humor do caralho.
VocĂȘ estava sentindo sua garganta secar e outras partes suas ficando molhada por aquele homem que com certeza mexia com vocĂȘ de vĂĄrias maneiras possĂveis.
â Quem disse que eu te daria uma chance? â vocĂȘ realmente estava maluca, era a Ășnica coisa que justificava vocĂȘ estar, naquele momento, flertando com o Jeonghan.
â Qual Ă©, nossos amigos nĂŁo estĂŁo mais aqui. VocĂȘ nĂŁo precisa fingir que nĂŁo sente essa tensĂŁo que gravita entre nĂłs dois hĂĄ anos. â ele chegou bem perto para sussurrar em seu ouvido. â JĂĄ ouvi nossos amigos falando que isso, na verdade, deve ser tesĂŁo acumulado e eu preciso realmente saber se isso Ă© verdade ou nĂŁo.
VocĂȘ precisou se segurar com toda a sua força para nĂŁo derreter naquele chĂŁo frio pela fusĂŁo que fazia porque seu corpo agora estava quente como um vulcĂŁo.
â NĂŁo sei se vale a pena. VocĂȘ provavelmente iria usar isso contra mim pelo resto das nossas vidas. â vocĂȘ foi honesta com ele, encarando aqueles olhos castanhos escuros profundamente, para que ele soubesse que nĂŁo iria conseguir te intimidar.
Jeonghan encarou seus lĂĄbios e passou a lĂngua nos prĂłprios lĂĄbios dele. VocĂȘ nĂŁo conseguiu nĂŁo pensar em como seria provar daqueles lĂĄbios que, por muitas vezes, jĂĄ foram os protagonistas da sua perturbação.
â Vamos fazer o seguinte entĂŁo, vocĂȘ vai entrar no carro e eu vou te levar para sua casa. Quando chegarmos lĂĄ, vocĂȘ decide se vai me chamar para entrar ou nĂŁo. â ele enrolou uma mecha do seu cabelo no dedo dele. â Mas pensa com carinho, com calma. Tudo bem?
VocĂȘ apenas concordou com a cabeça e deu espaço para que ele pudesse abrir a porta do carro para vocĂȘ entrar.
Ao sentar no banco de couro, respirou profundamente antes que o homem entrasse no carro, para poder se recuperar daquilo tudo e clarear o pensamento para que pudesse pensar com mais precisĂŁo no que Jeonghan estava propondo. Era verdade que vocĂȘ achava ele um puta gostoso, mesmo nĂŁo gostando das outras coisas sobre ele, atĂ© porque uma coisa nĂŁo tinha nada a ver com a outra. Ele era mimado, arrogante, escroto algumas muitas vezes? Sim, mas isso nĂŁo apagava o fato de que ele era lindo, de uma forma quase angelicalmente pecaminosa. E vocĂȘ nĂŁo podia deixar de se perguntar como ele seria na cama, porque jĂĄ tinha escutado algumas coisas no meio das fofocas que Karina contava para vocĂȘ, das histĂłrias que ela ouvia de outras mulheres. Segundo elas, ele realmente sabia o que estava fazendo, e fazia muito bem.
Jeonghan entrou no carro em silĂȘncio, dando partida para o caminho que poderia te prometer muitas coisas naquela madrugada. A mĂŁo dele roçava algumas vezes, de forma proposital, na sua coxa. E todas as vezes que vocĂȘ olhava para ele, Jeonghan te lançava um sorriso calmo e ao mesmo tempo bastante travesso. Ele sabia que vocĂȘ estava fraquejando.
Mas e daĂ se estivesse? Uma mulher tem o direito de se render aos desejos da mesma forma que muitos homens faziam. Isso nĂŁo iria mudar nada entre vocĂȘs dois e muito menos iria mudar quem vocĂȘ era. Foda-se.
â Escuta, Jeonghan. Se vamos fazer isso, quero que vocĂȘ saiba que serĂĄ apenas dessa vez, em nome da ciĂȘncia, para que a gente possa resolver finalmente essa coisa estranha entre nĂłs dois. â vocĂȘ falou, de forma bastante burocrĂĄtica. â E se eu souber que vocĂȘ explanou no escritĂłrio coisas sobre mim, vou fazer vocĂȘ se arrepender. Juro que vou acabar com sua vida, nunca irei te dar um pingo de paz.
â Gata, vocĂȘ nĂŁo me dĂĄ paz hĂĄ anos. â ele teve a audĂĄcia de fazer essa piada. â Mas tudo bem, nĂŁo precisa se preocupar com isso. Fico feliz que entramos em um acordo.
Para firmar esse compromisso, Jeonghan deslizou a mĂŁo atĂ© o alto da sua coxa e deixou um aperto firme. Fazendo com que vocĂȘ engolisse em seco para nĂŁo soltar um gemido no meio do carro daquele puto.
VocĂȘ estava ficando levemente preocupada de que as coisas pudessem ficar fora de controle. PorĂ©m, foda-se tambĂ©m.
(...)
Assim que entraram no seu apartamento, Jeonghan analisou o espaço, pois ele nunca tinha ido até ali. E ver aquele homem no seu espaço seguro te fazia sentir um incÎmodo, como se ele fosse algo que não combinava muito com o espaço. Provavelmente porque o filho da mãe morava em uma cobertura em um dos prédios mais caros da cidade.
â Tem como vocĂȘ parar de ficar julgando meu apartamento? â vocĂȘ falou para ele, jogando a sua bolsa em cima do sofĂĄ.
â Relaxa, nĂŁo estou julgando. SĂł estou analisando. Para alguĂ©m tĂŁo filha da mĂŁe, vocĂȘ atĂ© que tem bom gosto. â ele deu de ombros. â Mas jĂĄ que vocĂȘ falou, preciso dizer que vocĂȘ poderia estar morando em um local mais seguro, nĂ©? Esse bairro Ă© esquisito pra caralho. Com o dinheiro que vocĂȘ estĂĄ recebendo, poderia investir em uma segurança melhor nĂ©.
â Obrigada pelo toque, mas eu estou muito bem. â vocĂȘ estava seguindo para o quarto, lançando um olhar para que ele te seguisse. â Vem pra cĂĄ.
Jeonghan te seguiu em silĂȘncio para o outro cĂŽmodo do apartamento. VocĂȘ ficou feliz em lembrar que seu quarto estava arrumado o suficiente para nĂŁo causar nenhuma vergonha para vocĂȘ.
Quando virou para trĂĄs, para falar com o homem, viu que Jeonghan tinha agora um olhar obscuro nos olhos e estava te encarando novamente de uma forma intensa. VocĂȘ ficou parada, com a mente agora nublada pelo desejo que estava te consumindo. PorĂ©m, sabendo que nĂŁo poderia dar muito poder para aquele homem, vocĂȘ resolveu dar iniciativa Ă quilo.
Com as mĂŁos indo atĂ© as costas, vocĂȘ conseguiu descer o vestido de seda e ele deslizou rapidamente para seus pĂ©s. Poderia ter ficado com vergonha de ter sido tĂŁo cara de pau assim, mas algo em vocĂȘ te dizia que Jeonghan iria gostar de uma atitude assim.
â VocĂȘ veste esse tipo de lingerie para trabalhar? â ele estava tirando a gravata e se aproximando de vocĂȘ. â Os caras ficariam malucos se soubessem que vocĂȘ estĂĄ assim o tempo todo. Acho que eu ficaria louco.
â Gosto de peças bonitas, estou sempre com algo assim. Ă comum para mim. â vocĂȘ deu de ombros, mas gostando do fato de que tinha conseguido mexer com ele. â Porque vocĂȘ nĂŁo tira logo sua roupa tambĂ©m?
Jeonghan chegou bem perto de vocĂȘ e passou os dedos por seus lĂĄbios, olhando atĂ© o fundo da sua alma.
â NĂŁo estou com tanta pressa assim, quero olhar bem pro teu corpo. Porque assim, todas as vezes que vocĂȘ me irritar muito, eu vou poder fechar meus olhos e lembrar desse corpinho, pra eu me acalmar. â ele beijou seus lĂĄbios rapidamente. â Outra coisa, sei que vocĂȘ gosta de bater de frente comigo a todo momento, mas aqui eu vou falar e vocĂȘ vai fazer o que eu pedir. E sem reclamar. Tudo bem?
VocĂȘ revirou os olhos, mas por dentro gostou de ver que ele tinha culhĂ”es.
â Tudo bem, sĂł por hoje nĂŁo vai me fazer tĂŁo mal assim.
â Muito bem. â Jeonghan tirou a parte do terno, ficando com a blusa social. â VocĂȘ pode tirar pra mim?
VocĂȘ se aproximou dele e começou a desabotoar os botĂ”es da camisa, levando um susto quando sentiu as mĂŁos dele segurando sua bunda e dando um aperto firme. Precisou de muita concentração para continuar sua tarefa.
â Prontinho. â vocĂȘ jogou a camisa no chĂŁo. â Mais alguma ordem?
Jeonghan riu da forma debochada que vocĂȘ falou, mas o sorriso dele logo sumiu, dando lugar a uma expressĂŁo que dizia que ele poderia te devorar nesse exato momento. E, caralho, como vocĂȘ queria que ele fizesse.
â SĂł mais uma; cala a boquinha e aproveita. â antes que vocĂȘ pudesse raciocinar, ele colou a boca na sua, em um beijo de tirar o fĂŽlego.
Suas bocas travaram uma batalha violenta, como se estivessem competindo para saber quem sentia mais fome. A mão do Jeonghan estava em seu cabelo, puxando com firmeza enquanto ele te direcionava até a cama.
VocĂȘ tropeçou nos saltos que ainda usava e caiu na cama, mas em momento algum Jeonghan desgrudou a boca de vocĂȘs dois. A lĂngua dele fazia movimentos que estavam te deixando louca. Queria arrancar o restante das roupas e se entregar de vez para ele.
â Jeonghan⊠â sussurrou o nome dele, mesmo sem saber o que iria falar.
â Caralho, que boca gostosa. â ele desceu os lĂĄbios por seu pescoço, chutando os prĂłprios sapatos para o chĂŁo. â Se eu soubesse que sua boca era assim, jĂĄ teria tentado calar ela dessa forma muitas vezes antes.
â Como se eu fosse permitir. â vocĂȘ estava jĂĄ louca de prazer, mas ainda conseguia arrumar forças para debater com ele.
â Shh, lembra do que eu falei. â ele se levantou apenas para tirar a calça sozinho e tirar seus saltos, o corpo dele era uma delĂcia. â Agora abre as pernas para mim.
VocĂȘ fez o que ele pediu, sem nem tentar dar uma de teimosa. Estava sedenta para ver tudo o que aquele homem poderia fazer. Jeonghan subiu na cama de novo, com apenas a luz do luar clareando vocĂȘs. E, de alguma forma, isso deixava tudo ainda melhor.
Ele começou com beijos no seu pescoço e foi descendo lentamente por todo o seu corpo, deixando cada parte tensa de tesão por ele. E, ao chegar no seu quadril, Jeonghan mordiscou a sua pele e começou a tirar sua calcinha.
â Isso aqui vai ter que ir embora comigo. â a voz dele estava rouca como vocĂȘ jamais tinha ouvido. â Vai ser bom lembrar que todo dia vocĂȘ estarĂĄ vestindo algo assim.
â Nem fodendo que eu vou deixar vocĂȘ⊠â antes que vocĂȘ pudesse terminar a frase, Jeonghan desceu a boca para sua boceta e deixou um beijo molhado lĂĄ, fazendo vocĂȘ gemer alto.
â Tem certeza? â vocĂȘ ergueu a cabeça para ver o sorriso malandro que ele tinha nos lĂĄbios, antes de descer novamente e colocar a lĂngua dentro da sua fenda, fazendo seus olhos revirarem.
â Caralho, vocĂȘ Ă© um filho da puta mesmo. â mas vocĂȘ estava amando tudo aquilo.
Jeonghan continuou lĂĄ embaixo, fazendo da tarefa de te chupar a coisa mais importante na vida dele naquele momento. Enquanto vocĂȘ enlouquecia tentando conter os gemidos altos que queriam saltar da sua garganta e preencher o quarto. NinguĂ©m tinha te chupado tĂŁo bem na vida, e o Jeonghan ser tĂŁo bom naquilo estava te deixando puta.
â NĂŁo precisa se conter, quero ouvir vocĂȘ gritar mesmo, pra saber que tĂĄ gostoso. â ele dedilhou os dedos nos lĂĄbios grossos, indo lentamente para o botĂŁo inchado que pulsava violentamente. â Fala pra mim se estĂĄ gostoso. Porque pra mim tĂĄ uma delĂcia, porra.
Como se seu corpo estivesse obedecendo, nĂŁo conseguiu se conter e gemeu alto quando Jeonghan desceu novamente a boca e começou a chupar enquanto massageava o seu ponto sensĂvel.
VocĂȘ estava no cĂ©u.
â Jeonghan. â soltou em forma de gemido e sabia que ele tinha adorado ouvir isso, como uma vitĂłria.
VocĂȘ puxou o cabelo dele para poder olhar no fundo daqueles olhos. Precisava que ele te desse muito mais, porque jĂĄ estava entrando em erupção.
â VocĂȘ Ă© deliciosa. â ele lambeu os prĂłprios lĂĄbios, sentindo o seu gosto. â Esquece o que eu disse antes. O cara que tiver isso aqui, vai aturar qualquer coisa vindo de vocĂȘ.
â Pode deixar para brincar comigo depois, mas agora eu preciso que vocĂȘ entre logo em mim ou eu juro que vou enlouquecer. â vocĂȘ estava quase suplicando, mas nĂŁo tinha vergonha nenhuma por isso.
â Contanto que vocĂȘ me deixe te usar de todas as outras formas depois, eu topo. â ele estava com uma cara de puto safado que vocĂȘ quis muito dar um belo de um tapa na cara dele.
â VocĂȘ pode me virar do avesso se quiser.
Jeonghan soltou uma risada rouca, mas atendeu ao seu pedido quando tirou a cueca e aceitou a camisinha que vocĂȘ passou para ele. Logo depois, vocĂȘs dois estavam entrelaçados em fusĂŁo maluca de gemidos, mordidas e muitos movimentos de sincronia que faziam seus corpos se encaixarem de forma perfeita.
VocĂȘ sequer precisava dizer ao Jeonghan o que ele deveria fazer ou o que vocĂȘ gostava, porque ele ia em todos os lugares certos. A mĂŁo dele segurava firmemente o seu pescoço, com ele te olhando por cima, totalmente ofegante, mas nĂŁo desgrudando o olhar do cĂ©u. Como se quisesse guardar aquele momento na parte mais restrita da mente dele.
Seu corpo começou a tremer como nunca antes quando vocĂȘ avisou para ele que iria gozar. Ele, como pouco prestava, abriu mais suas pernas e começou a estocar com mais força, agora apoiando as duas mĂŁos no colchĂŁo para ter mais apoio enquanto te fazia enxergar as estrelas bem ali, no meio do seu quarto.
Pouco depois de chegar no seu ĂȘxtase, vocĂȘ sentiu Jeonghan alcançar o auge do prazer dele e deitar o corpo em cima do seu. Dando beijos e mordidas em seu pescoço, tentando controlar a respiração.
Uau, vocĂȘ estava completamente sem fala para o que tinha acabado de acontecer ali. O pior de tudo Ă© que vocĂȘ ainda queria mais. Queria muito mais, mesmo sabendo que aquilo nĂŁo poderia ser o certo de jeito nenhum.
â Porra, foi gostoso pra caralho. â ele beijou sua boca antes de deitar de lado ao seu lado, encarando seu rosto. â Mas sabe o que dissemos no carro? Sobre ser sĂł dessa vez, apenas pra gente acabar com essa tensĂŁo? Acho que vou precisar de mais um pouco pra ter certeza de que era sĂł isso mesmo.
VocĂȘ soltou uma risada, se sentindo relaxada e ao mesmo tempo ainda sedenta por mais.
â Posso pensar a respeito se vocĂȘ nĂŁo for um escroto comigo lĂĄ no trabalho.
â UĂ©, mas vocĂȘ tambĂ©m nĂŁo Ă© nenhuma santinha comigo nĂŁo. â ele teve a audĂĄcia de apertar seu seio exposto. â Vive tentando roubar meus casos, porra.
â Sim, porque tudo o que vocĂȘ faz eu tenho certeza que eu faço melhor. â piscou para ele.
â VocĂȘ Ă© um mistĂ©rio pra mim, sabia? Tenho mesmo que te desmitificar ou vou acabar enlouquecendo. â ele subiu em cima de vocĂȘ novamente, esfregando lentamente o corpo no seu. â Quer entrar em mais uma competição comigo?
VocĂȘ sorriu, porque via que ele realmente te conhecia, porque vocĂȘ jamais diria nĂŁo para uma boa competição com o Jeonghan.
â Manda.
â Vamos fazer uma competição valendo aquele caso da empresa de cosmĂ©ticos que vocĂȘ estĂĄ louca pra pegar. â ele mordeu seus lĂĄbios. â Quem cansar de fuder primeiro, perde.
VocĂȘ gargalhou, mas estava pronta para entrar em mais uma batalha com o Jeonghan. Porque, durante todos esses anos, era o que vocĂȘ mais sabia fazer.















