Algo Inesquecível - Capítulo 29
Arthur já estava dentro de seu carro. As lágrimas podiam ser notadas cada vez mais fortes a cada soluço. Por mais que isso lhe doesse, Lua tinha razão!
Lua sentia uma dor tão forte em seu peito que tinha a impressão de que a qualquer momento seu pito explodiria!
As lágrimas escorriam soltas por sua face, enquanto suas mãos se mantinha pousadas em sua barriga.
E se eu quisesse lutar?
Pelo resto da vida implorar
O que você faria?
Arthur mantinha sua cabeça encostada no volante do carro. Ele ficou por algum tempo a relembrar. A pensar... Ele amava MUITO Lua, e não seria por isso que ele deixaria de lutar.
Lua estava na pequena varanda de seu apartamento. A Lua brilhava intensa e linda. Ela sorriu ao ver o quão as estrelas brilhavam. O céu estava lindo. Lindo de mais para estar sozinha...!
Arthur mirou o céu. Estava lindo. A lua ali, redonda e brilhante o fazia sentir mais dor ainda em seu peito.
Aquele era o cenário perfeito para se lembrar de Lua. Para se lembrar do toque daquelas pequenas mãos e principalmente do gosto dos doces lábios de Lua Maria.
Arthur sorriu, seriam lembranças. Algo Inesquecível, algo que marcaria para sempre a vida daqueles dois jovens.
Lua sentia mais e mais lágrimas percorrerem sua face. Arthur a marcou.
A marcou de amores más também a marcou de mágoas e tristezas. Marcas para alguns tão simples mais para ela Algo Inesquecível!
Ela sorriu ao se lembrar de que também havia a marcado da maneira mais sincera e linda do mundo. – Pensou ao acariciar sua barriga de 6/7 meses.
Arthur sorriu e mirou mais um a vez o prédio onde ficava o apartamento de Lua. Se não foi agora, é por que não era para ser! – Ela tentou se convencer da melhor maneira possível.
Ele mirou mais uma vez o prédio e arrancou com o carro. Não queria mais poder olhar aquele prédio e lembrar de tudo que havia acontecido...!
Lua havia acordado cedo naquele dia. Ou melhor, ela nem ao menos havia dormido.
A loira havia passado a noite em claro e mal havia dormido. Tudo por quê?! Por Arthur!
Hoje seria dia de em fim, descobrir o sexo dos dois bebês que viam a caminho. Apesar de tudo Lua estava ansiosa.
Lua acordou, fez sua higiene, comeu uma maçã. Terminava de passar o lápis nos olhos quando a campanhinha tocou. Era Sophia e Mel.
Lua: Olá Mel! Oi Sophia! – Cumprimentou a amiga indiferentemente.
Sophia: Vixi! O que passa? – Disse ao perceber a indiferença da amiga.
Foi preciso apenas uma mirada para ambas entenderem o que se passava com Lua. Sophia ficou visivelmente triste.
Sophia: Eu só achei que vocês deviam conversar! ’ – Ela disse triste.
Lua: Ai Sô... Tipo, acho que isso não era coisa pra VOCÊ se meter!
Sophia: Eu só queria ver vocês juntos outra vez! – Ela disse mirando a amiga.
Lua: E EU SÓ QUERO QUE VOCÊ CUIDE DA SUA VIDA Sophia! – Pausa – Por que da minha cuido eu! – Ela disse apontando para si mesma.
Sophia: Olha Luinha.. – Foi interrompida por Mel.
Mel: Ok ok! – Ela pediu que as meninas calassem. – Vamos parar né?! – Ela disse mirando as amigas. – Por favor, né?! – Ela olhou incrédula para as meninas. – Acho melhor imos se não perderemos a hora!
Da. Soraya:Ansiosa Luinha? – A doutora perguntou simpática.
Lua: Estou muito... Más essas duas aqui, nunca vi! – As quatro riram.
Lua já estava deitada na maca, e a doutora já passava a máquina por toda a região da barriga de Lua.
O assunto Arthur não havia sido mais tocado por nenhuma das três, coisa que ajudou muito na ‘’reconciliação’’ de Sophia e Lua.
Dra. Soraya: Luinha, esses bebês são muito saudáveis! – Ela sorriu.
Sophia: Claro né Doutora?! – Ela sorriu – A gente nem a deixa respirar sem antes ela cuidar dessas lindezas...! – Elas iram.
Doutora Soraya conversou mais um pouco com as garotas, até que por livre e espontânea pressão, revelou os sexos das crianças.
Dra. Soraya: Pois então, pelo que vejo aqui, é uma linda princesinha e um lindo príncipe!
Mel,Sô e Lua*--------* - Sorriam maravilhadas. – Um casalzinho Luinha! – Disse Mel comemorando com Sophia.
Lua não teve como segurar as lágrimas. Deus fora maravilhoso, mais ela não sabia se conseguiria... – Preferiu esquecer, e pelo menos por um momento se sentir feliz.
Dra. Soraya: Parabéns minha querida! - Ela disse limpando o gel na barriga de Lua. – Só não esqueça de tomar muita água e sopa pra ter muito leite pra quando esses pequenos nascerem heim?! – Sorriu.
Lua: Pode deixar doutora...! – Sorriu.
Mel: Com as enfermeiras dela do lado dela ai vai dar tudo certo!
Doutora Soraya riu. Definitivamente Lua era uma garota de sorte! – Sorriu se despedindo das meninas.
Lua: Obrigada por tudo! – Disse sorrindo e acenando.
Lua, Mel e Sophia se despediam de uma tarde alegre e animada. Lua sorriu para as amigas que iam embora, mas antes que elas pudessem partir, Lua as chamou.
Lua: As amo muito! – Ela sorriu. – Obrigada por tudo!
Sophia: Nós também amiga... Amamos-te muito!
Mel: Segunda - feira estamos aqui ok?
Lua: Ok, não se preocupem comigo!
Mel ligou o carro, e iria dar o arranque, más Lua gritou por ela novamente. Mel a mirou assustada.
Sophia: O que ta havendo Luinha?! ’
Lua: Vêem aqui! – Ela disse, pedindo que as meninas fossem ao encontro dela. - Dêem-me um abraço! – Pediu.
Sophia e Mel se olharam, más fizeram o que a amiga havia lhes pedido.
Deram um abraço coletivo cheio de amor. Parecendo uma... – Mel nem terminou o que pensava. - Era paranóia dela! – Pensou.
Lua guardou um pequeno envelope dentro de uma gaveta, e se dirigiu ao banheiro. Tomou seu banho, e se arrumou para dormir.
A noite estava fria, Lua pegou mais de um cobertor, e se cobriu enquanto ligou a TV com o controle remoto.
Na TV passava a previsão do tempo, e para aquela noite, iria ser chuva e frio. Cobriu-se com a coberta e ficou a assistir TV.
xxx: O que foi Thur?! – Disse Guga, um amigo de Arthur, no qual agora morava com o mesmo. – O que houve?! – disse ao ver a inquietude do amigo.
Thur: Não... Não é nada! – Disse saindo da sala e indo para a varando do pequeno apartamento.
Arthur olhou para o céu, estava frio. O tempo nublado e o vento sopravam forte por sua face. Pensou em Lua. Como será que sua pequena estava?
Arthur sentiu seu coração apertar. Um aperto forte e doloroso. Não, não eram saudades nem nada... Era algo diferente!
Thur: O que é isso meu Deus?! – Disse ‘’massageando’’ o peito e falando para si mesmo.
Já eram quase 03h00min da manhã e Arthur ainda estava na varanda do seu apartamento, más agora sentado. Ele via a chuva grossa cair sobre as árvores e a dor no coração, si fazia aumentar o cada segundo. Ele já estava preocupado.
Já sabia definir bem o que aquilo era. Um pressentimento, e nada bom! Ela sabia disso! Ele sentia!
Thur: Seja com quem for Meu Deus, abençoa! Proteja! – Ele pedia isso, rogava a Deus.
Arthur não sabia o que fazer. Já havia tentado ligar para Sô, Mel e até mesmo Lua, más parecia que todos estavam dormindo.
Lua acordou assustada. Algum de seus pequenos havia chutado, e nada fraco! – Ela disse respirando fundo.
Lua Espera...! – Ela disse mirando a cama. – A bolsa... – Ela mirava sua própria barriga. – A bolsa estourou! ’
Lua não sabia o que fazer. A chuva havia dado uma trégua. Ela sorriu mais tranqüila. Pegou a bolsa dos gêmeos que já estava pronta, pegou um guarda chuva e saiu do seu apartamento.
Estava bem; As contrações ainda estavam pequenas e isso de alguma forma a ajudou. Não quis pegar táxi, foi a iria a pé,já que o hospital onde ela teria as crianças era
perto.
Lua mirava tudo quanto era canto. As contrações já estavam mais repetentes e a dor aumentava mais e mais; Atrapalhando assim, que ela caminhasse.
Lua Meu Deus! Ajuda-me! – Ela dizia para si mesma. – AII! – As contrações se seguiam mais fortes.
Lua andava devagar, estava sentindo algumas dores, mais nada que ainda a atrapalhasse de continuar andando. Iria até o hospital, ela conseguiria!
Lua sabia que a hora estava chegando, e que certamente não conseguiria chegar a nenhum hospital.
Lua: AIIIIIIII! – Ela já tinha lágrimas nos olhos pela dor, que já se fazia aumenta a cada segundo.
Aqueles minutos foram agonizantes para Lua. A loira tentava em vão, dar a luz aos Gêmeos. Sabia que algo estava errado!
E algo que ainda atrapalhava mais, era a chuva que se tornava cada vez mais forte. Lua não sabia se agüentaria. Suas forças já estavam se esgotando!
Lua: AAAAAAAAI! – Ela gritava pela dor.
Lua chorava enquanto a chuva caia sobre seu corpo. Lua definitivamente na tinha mais forças para nada. Más, mal sabia ela...
Arthur tinha os olhos mareados. Aquela dor em seu peito já era tão forte, que lhe chegava a sufocar.
A única coisa que fazia naquele momento era rezar. Rezava por Lua...
Algo dentro de seu coração dizia que algo acontecia com ela, e Arthur queria de alguma forma ajudar... Ele queria não lhe importava como... Não naquele momento!
Thur: Muitas vezes não acreditei no seu poder... – Ele dizia como se estivesse falando com Deus, ali, a sua frente. – Muitas vezes duvidei que é forte o suficientepara proteger as pessoas... Para amá-las como todos dizem que ama!
Muitas vezes errei, mais queria pedir do fundo do meu coração que abençoasse minha pequena... A proteja... – A lágrimas já percorriam sua face, enquanto a voz, já se tornava um pouco embargada. – Se o senhor tem tanto poder assim... Se nos ama tanto, por favor, a ajude! Eu sei, eu sinto que ela precisa de você como nunca precisou tanto em nenhum outro dia... Por favor... Eu lhe peço, imploro... Eu sei que pode fazer isso! Não quero que pense no que fui muitas vezes... No que falei a respeito de você; Quero que pense apenas nela... Naquela que em todos os momentos te teve como o maior porto seguro!