Fácil me é detectar gente idiota, porque um idiota reconhece muito mais facilmente outro idiota, devido à similitude. Assim é para muitas outras caracterÃsticas, apenas aquelas torpes, as quais um indivÃduo pode deter em sua personalidade. Fato é que detecto, em qualquer pessoa que se aproxime minimamente de mim, que há aquele traço duvidoso, negativo, inescrupuloso, vil, entretanto, não me é possÃvel quantificar, digo, não consigo prever, mensurar até onde tal traço questionável pode chegar, até que nÃvel se enlameia o mau-caratismo de uns, e olha... vez em quando nem possÃvel é. Há quem submerja por completo, até à s pontinhas duplas do último fio de cabelo, e não pare mais, segue abissalmente, na turbidez do denso volutabro asqueroso da maldade e insensatez humanas...
Eu só observo, da superfÃcie, do raso, não me afundo junto. Sou um idiota passivo, e quase que não sinto nada, tampouco a vontade de sujeira, pelo contrário, sinto só um pouquinho de repugnância de mim mesmo, por ter me deixado focinhar e refestelar na podridão, por ter permitido proximidade que seja, juntamente ao alÃvio pela distância que se deu na sequência. Mas o pior sentir de todos, que em verdade é um não sentir, é a indiferença... ela é a pior vileza... regresso içando as pernas com dificuldade para a margem, sujo de lodo só até os joelhos... penso que ganhei.












