É como disse Cristo: ‘O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração.’ (Lc 6:45)
O cristão não precisa falar de si mesmo, aliás que o nosso eu venha a diminuir para que Deus resplandeça em nós. O que é a vanglória? Não seria exaltar a si mesmo? E se fosse uma boa glória, a mesma não seria vã. Mas, diante da honra vem a humildade (Pv 18:12). Se quer se gloriar de algo, exalte o nome do Senhor e o que Ele tem feito na tua vida porque a soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda. Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos.” - Pv 16:18,19 E como resplandecer a luz do Senhor se o nosso ego for nosso guia?
“O cristão não precisa depreciar-se. Nem, tampouco, vangloriar-se. O que confere valor ao cristão é sua dependência de Deus. É o que diz Paulo: ‘Contudo, quem gloriar-se, glorie-se no Senhor.’ (2Co 10:17) Há dois extremos perigosos, na vida cristã. Um deles é aquele que reconhece nossa natureza pecadora e que, por causa disso, diz que não somos nada e não temos direito a nada. A extrema esquerda desta posição prega que nem a misericórdia divina poderá nos modificar. Este extremo não é bíblico. O outro lado da polêmica é aquele que diz: ‘já que o Senhor nos salvou e nos salvou para sempre, nunca mais pecaremos, gozando de absoluta imunidade espiritual’. Assim, ‘porque somos santos, merecemos todos os privilégios dados pelo Senhor’. Este extremo, que supervaloriza o papel humano na vida cristã, também não encontra sustentação bíblica. A posição adotada pelo Apóstolo Paulo não é pessimista, nem é otimista: é bíblica. Quem nos convence de que somos pecadores? O Espírito de Cristo. Quem nos induz ao arrependimento? O Espírito do Senhor. Quem nos ensina a depender de Deus, no meio das provações do mundo? O Espírito de Cristo. Quem nos motiva a dar testemunho do Evangelho e a contribuir para o crescimento do Reino? O mesmo Espírito. Pelo visto, o denominador comum da vida e da ação cristã é o Senhor. A conclusão de Paulo, então, se impõe: se quisermos nos gloriar, a única glória a que temos direito é a que nos vem de Cristo. Se é que somos cristãos, nossa única glória saudável é a de refletir o brilho do amor de Cristo em nós. O que for diferente disto é vangloriar-se.” (Pr. Olavo Feijó)
“Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me entender e Me conhecer, que Eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor.” - Jeremias 9:23,24
Glorifique a Deus através da sua vida e das suas palavras. A maior glória que podemos ter é buscar e refletir a glória de Deus assim como Cristo. (Jo 7:16-18)












