âą Pedido
âą worldofagirll: â„ Faz um com o Harry, baseado em a Pequena sereia? â„â„ Obg
â ESTAMOS AFUNDANDO! â ouço alguĂ©m da tripulação gritar.
Dentro da minha cabine era possĂvel notar o transtorno que as ondas agitadas do mar causavam, uma terrĂvel tempestade estava se aproximando de nĂłs, e certamente causaria um desastre.
â Alteza, preciso que me acompanhe, imediatamente. â anunciou o capitĂŁo ao adentrar.
â Mas e quanto aos outros? Eu nĂŁo posso permitir que eles afoguem! â protestei.
â NĂŁo temos barcos o suficiente, a sua segurança Ă© o que importa, alteza! Venha, nĂŁo temos muito tempo.
Sem escolha, obedeço suas ordens e o sigo para o lado de fora. A ventania soprava tão forte que quase nos arrastava para o mar, as gotas de chuva de tão grossas quase impediam minha visão, e em alguns momentos assustava-me com as trovoadas, estava um completo caos.
Em meio ao tumulto entre os marujos, o capitĂŁo me guia para o barco a frente, junto com outros homens que eram considerados importantes.
â Ainda cabe mais um! â pronunciei quando vi o capitĂŁo recuar. O que ele estava fazendo?
â Infelizmente nĂŁo poderei ir, alteza. Esse Ă© o limite de peso, eu irei no outro barco com os outros. â devido ao som estridente da tempestade, tĂnhamos que gritar para nos comunicar.
â CUIDADO!
Aconteceu tudo em um piscar de olhos, o mastro de madeira onde estava a bandeira do nosso navio, caiu em chamas ao ser atingido pelo raio, fazendo com que todos os sobreviventes que estavam no barco caĂssem no mar. Minha visĂŁo se fechou em uma escuridĂŁo, entĂŁo eu caĂ no vazio das profundezas do oceano.
{...}
Um som tão melódico quanto os cantos dos påssaros ecoou em meus ouvidos, uma vibração estranha nunca sentida por mim antes, era como se aquela voz me acolhesse por inteiro e despertasse em mim o desejo de permanecer continuamente apreciando-a.
Abro meus olhos vagarosamente, os raios de sol aqueceram-me causando uma certa inquietação, e aos poucos minha visĂŁo ganhara nitidez e eu tive a certeza que estava nos cĂ©us. Uma mulher de longos cabelos vermelhos e de olhos verdes extremamente vibrantes me olhava intensamente, era a visĂŁo do paraĂso, com certeza eu morri afogado.
â VocĂȘ Ă© um anjo? â digo perplexo. A garota a minha frente apenas sorrir com meu comentĂĄrio e acaricia meu rosto.
â O ENCONTRAMOS! â AlguĂ©m grita ao longe.
A mulher assustada se afasta de mim e mergulha no mar, e sĂł entĂŁo dou conta que possuĂa caudas no lugar das pernas, fico admirado com extraordinĂĄria descoberta, mas angustiado por vĂȘ-la desaparecer.
â Por favor, espere! â pedi mas era tarde, eu a perdi.
â PrĂncipe Harry! Oh graças aos cĂ©us, vossa alteza estĂĄ vivo.
Eu nĂŁo enxergava mais nada ao meu redor, eu sĂł conseguia pensar na minha salvadora e na minha imensa vontade de entrar no mar para encontrĂĄ-la.
â Venha alteza, estĂĄ gelado! Vamos cuidar de vocĂȘ. â sai do transe quando uma das criadas do palĂĄcio me guiou ao caminho de volta pra casa.
Sem conseguir desligar-me do mar apenas um pensamento martelava em minha mente; Eu precisava encontrĂĄ-la.
{...}
â PrĂncipe Harry, Ășnico sobrevivente do naufrĂĄgio. â comentou meu tio Hans. â Ă realmente um milagre estĂĄ entre nĂłs.
â VocĂȘ nĂŁo sabe o quanto estamos felizes por esta a salvo alteza. â disse a governanta.
NĂŁo dirigir nenhuma palavra, por mais que seja indelicado da minha parte, estava em choque por ter a consciĂȘncia do meu acidente e pelo fato de estar em transe, ainda com a visĂŁo da sereia presa em minha mente.
â Venha Harry, preparamos um banho quente pra vocĂȘ. â assento com a cabeça e sou guiado atĂ© o banheiro.
{...}
ApĂłs estĂĄ devidamente limpo, observo o mar agitado da janela imensa do meu quarto, distraĂdo em meus pensamentos, ouço batidas na porta e permito que entre.
â Vim saber como estĂĄ, alteza. â pronunciou Hans. â EstĂĄ tĂŁo distante desde que chegou, mas o que me deixa ainda mais curioso Ă©; como conseguiu voltar?
â NĂŁo consegui, ela quem me encontrou.
â PerdĂŁo? De quem estamos falando?
â A sereia que salvou a minha vida. â respondi olhando em seus olhos. â Eu preciso voltar pro mar, preciso encontrĂĄ-la!
â Sereias? Em nosso reino? â diz surpreso. â Sereias sĂŁo demĂŽnios do mar! Ela enfeitiçou vocĂȘ, por isso estĂĄ agindo indiferente.
â NĂŁo seja cĂ©tico, ela me salvou, nĂŁo condiz com o que estĂĄ dizendo. â desfiz seu discurso.
â VocĂȘ sabe o que dizem sobre as sereias? â neguei com a cabeça. â SĂŁo as criaturas mais belas deste mundo, assim como as mais vulnerĂĄveis, atrair uma sereia Ă© como assinar sua sentença de morte.
â O que estĂĄ insinuando? â pergunto curioso.
â As sereias se alimentam dos viajantes do mar, elas sĂŁo atraĂdas pela mĂșsica, como os pescadores costumam fazer. â interesso-me por cada detalhe que dizia. â Ouvir dizer que o beijo de uma sereia salva do afogamento, e quem beber de sua lĂĄgrima ganha anos de vida, como uma eterna fonte para juventude.
â NĂŁo me importo com seus poderes, eu sĂł gostaria de vĂȘ-la novamente. â respondi atĂŽnito.
â EntĂŁo, se quer tanto vĂȘ-la sabe o que deve fazer. Com licença alteza.
Ao ficar sozinho absorvo as palavras do meu tio e decido agir por conta prĂłpria. Meia noite enquanto todos dormiam no palĂĄcio, peguei um candelabro para iluminar meu caminho atĂ© a saĂda. Do lado de fora, com o meu violĂŁo começo a cantar, na esperança de que ela viesse para a superfĂcie.
Doce criatura
Onde quer que eu vĂĄ
VocĂȘ me leva para casa
Doce criatura
NĂŁo sabemos onde estamos indo
Mas sabemos aonde pertencemos
Dois coraçÔes em um lar
E lentamente eu a vi surgindo, aproximando-se e apreciando a canção, por um momento pensei que a qualquer minuto ficaria sem ar. Aos poucos vou em sua direção até a pequena rocha, mas ela recua.
â Por favor nĂŁo vĂĄ, nĂŁo quero machuca-la. â receosa a sereia cedeu ao meu pedido e continuou sobre a pedra. â Como se chama?
â (S/N). â responde tĂmida.
â Ă um lindo nome, eu sou Harry. â estendo minha mĂŁo porĂ©m acabo assustando-a. â Me desculpe, estĂĄ tudo bem, nĂŁo precisa ficar com medo.
â Poderia cantar outra vez? â pediu serenamente.
â Claro que posso, fiz especialmente para vocĂȘ.
â Fez uma mĂșsica pra mim? â diz empolgada, com os olhos brilhantes.
â Sim. â sorri.
â NinguĂ©m nunca fez isso antes, sua voz Ă© tĂŁo encantadora, eu poderia ouvi-lo cantar a noite toda e nĂŁo me cansaria. â comentou e minhas bochechas se aquecem.
â Talvez se nos aproximĂĄssemos, poderia apreciar melhor, nĂŁo acha? â assentiu nadando em minha direção, indo para areia.
Ouço um som estrondoso e me assusto, homens surgiram atirando e capturaram (S/N) com redes, a machucando sem piedade.
â Hans? O que estĂĄ fazendo? â digo alterado.
â Pra trĂĄs insolente, ela Ă© minha e ninguĂ©m vai me impedir. â apontou a arma em minha direção.
â (S/N)! â gritei ao vĂȘ-la sendo levada brutalmente.
â Fez um Ăłtimo trabalho Harry, irei conseguir uma boa recompensa por essa raridade.
â Seu imundo! â levanto furioso mas sou empurrado ao chĂŁo.
â NĂŁo tente lutar Harry, vocĂȘ nĂŁo tem como vencer.
Ainda desnorteado vejo eles a levando para o castelo, o seu sofrimento era angustiante pra mim e o pior era eu ter sido o culpado por isso.
Continua...
Meu primeiro imagine aqui espero que gostem, meu tumblr Ă© @thicyhs










