Tem uns dias na nossa vida que nada rende, nada flui, parece que tem algo nos segurando; a gente até levanta da cama, mas ao olhar pra tudo que tem que ser feito nossa vontade é só voltar e dormir pra sempre ou só ficar ali mesmo, olhando pro nada, pensando na vida.
Nestes dias, eu, particularmente, começo a me sentir nostálgica, lembrar de épocas talvez até mais tristes, com mais problemas, mas que olhando agora parece tão melhores.
Começo a ouvir músicas e olhar fotos antigas, assistir filmes da adolescência, qualquer coisa que me faça lembrar de algum momento em que a vida era mais simples, que os problemas eram mais fáceis de resolver, que independentemente do que acontecesse o pessimismo jamais dominava.
A regra era se manter positiva, acreditando sempre em novos amores, amigos, novas oportunidades, novos momentos, acreditar que tudo ficaria bem sempre, não importa o quanto a dor durasse.
Infelizmente hoje lutar contra o pessimismo suga todas minhas energias, pra que acreditar se o fim é inevitável, sempre vai ter outro problema, maior e maior e nunca nada fica bem por muito tempo.
As vezes, nos raros momentos de felicidade da até um medo de sorrir e aproveitar, porque sei que logo mais isso pode acabar e tudo volta a ser um caos de novo, cercado de tristeza e desanimo.
O desanimo que quebra, paralisa, não deixa a gente seguir.
Hoje já ouvi todas músicas que podia, assisti mil coisas, mas nada ajuda a entender onde foi que minha vida entrou nesse ciclo de decepções, desilusões, dificuldades insuperáveis e sem saber como entrei, também não sei como sair.
Sigo, assim, nesse ciclo sem fim, sem esperanças de sair.