Endpapers The Sparrow published by The Broken Binding by Danil Luzin
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Endpapers The Sparrow published by The Broken Binding by Danil Luzin

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It would be very easy to make fun of the overlapping love squares in The Sparrow because everyone on this trip is in pining over someone, but I do love that Sofia is at the heart of it. She’s moved through so much of her life as an asset, as someone with measurable value, clinical and cool and detached to protect herself after a traumatic childhood, and The Sparrow nudges her to the center of a web of messy, earnest, longing relationships and makes her so, so loved. Even before they leave Earth, everyone loves Sofia for who she is and not what she can do for them.
sofia mendes has autism. no i will not explain.
Sofia: Being 4′11″ is so hard sometimes.
Jimmy: Damn, that’s so true. I remember in fourth grade I couldn’t reach anything.
Sofia:...
Descobri que sou uma pessoa preconceituosa. Mentira, eu não descobri, eu já sabia. No fundo todos somos com alguma coisa, só que ninguém gosta de admitir. Mas eu não tenho problemas em admitir defeitos e faço com frequência, a fim de evitar decepções alheias. As pessoas criam expectativas umas sobre as outras e ficam profudamente magoadas quando a gente não corresponde. Mas, ei! A criação foi sua. Meus preconceitos não são com "raças", cores ou gêneros, muito menos com opções sexuais ou gastronômicas. O que cada um faz com sua vida pessoal diz respeito a ele e somente a ele. Meu preconceito é com comportamentos e formas de pensar. Não, eu não acho que devo respeitar/aceitar a opinião de cada um. Eu não respeito a opinião de um nazista, por exemplo. Mas esse é um exemplo radical que não vem ao caso. Eu tenho muitos outros preconceitos que, no final das contas, podem ser mera intolerância. Ainda não decidi qual das duas palavras define melhor. Eu tenho preconceito com burrice. Gente burra, desarticulada, que não consegue criar um raciocínio lógico seja pro que for. Aquela burrice de quem tem preguiça de pensar. Aquela burrice de quem prefere fazer perguntas óbvias do que parar 2 minutos para refletir sobre o assunto. Aquela burrice de quem prefere pedir pra você fazer, do que aprender como fazer. Aquela burrice de quem repete o mesmo erro vezes sem conta e acha uma merda quando tudo dá errado. Aquela lentidão para processar uma informação. Eu não consigo conviver ou formar uma amizade, mesmo que a pessoa tenha bom coração. O meu coração/estômago não é tão bom assim. Eu tenho preconceito com a pobreza. Não aquela em que falta dinheiro ou comida na mesa. Aquela que falta espírito. Preconceito com gente rasa, que pode ter toda a informação do mundo, mas cujo caráter impede que ela seja relevante. Aquela pobreza de espírito a que estão condenados todos os bossais, os donos da verdade, as "assumidades" num assunto, ou simplesmente as cabeças de ervilha. Eu tenho preconceito com quem decora nomes. Nomes de pessoas "importantes", que fizeram não sei o quê não sei quando e foi genial. Eu não tenho memória e nomes e patamares não me interessam. Me interessa apenas o que foi feito. Dá licença, eu sou cheia de preconceitos. Eu tenho preconceito com a pobreza de educação que não tem nada a ver com o nível do ensino das escolas. Preconceito com quem escuta aquela música alta no celular, com quem faz festa em apartamento e incomoda os vizinhos, com quem empurra sua cara no bolo depois que canta parabéns, preconceito com quem fala alto e com quem não sabe falar (nem escrever). Eu tenho preconceito com a pobreza de intelecto. E isso não quer dizer que todo mundo tem que ler Dostoiévski, mas que tem que ler bons livros. Eu tenho preconceito com quem não lê. Com quem não tem um título sequer para me indicar. Ou um filme fantástico na manga. Ou que escuta música de péssima qualidade (e péssima qualidade pressupõe uma uninamidade de que aquilo é muito ruim). Ou não tem um assunto para uma mesa de bar. Eu tenho preconceito com aquele hippie super astral e cabeça fresca sem preconceitos, que quer viver de pulseira de missanga, é contra o consumo e o capitalismo, que toca maracatu e é do mangue, mas que fuma maconha à custa da mesada dos pais CAPITALISTAS. Mas esse preconceito quem ensinou foi mamãe. Eu tenho preconceito com gente preguiçosa, que dorme no ponto e se deixa levar nas costas. Morro de preconceito com gente incompetente. Eu tenho preconceito com quem não toma banho, não escova os dentes e faz a linha sujinho-descolado e, por isso, não consigo dar créditos nem apreciar qualquer tipo de talento: Janis Joplin e Bob Marley, vocês não conquistaram meu coração. Sou pobre, mas sou limpinha, faz mais a minha linha. (e essa rima?) Eu tenho preconceito com quem jura que é "malvado", que é polêmico, que incendeia as discussões, que causa furor e argumenta, que não está nem aí pra nada nem pra ninguém, que fala-mermo. Que preguiça que eu tenho de discussão. Tenho preconceito com crenças e idolatrias religiosas, mas religião é assunto pessoal (de foro íntimo, profundo e exclusivo) que não se discute. Mas por que raios você coloca isso no meu mural do facebook? Eu tenho preconceito com quem vai me esculhambar depois deste texto. Amigo, você não sabe da missa, um terço. Mas tudo bem.
Sofia Mendes

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Endpapers for The Sparrow, published by The Broken Binding, art by Danil Luzin
Jimmy: I don’t get why someone as intelligent and beautiful as you would love someone like me.
Sofia: Why would you say that?
Jimmy: I’m the whitest, nerdiest guy on the planet.
Sofia: …
Jimmy: This is the part where you say, “Oh, don’t say that about yourself, Jimmy, you’re not like that at all.”
Sofia: No. That is all pretty much true.
“But there was more to it than that. D.W. made no claim to saintliness, only to a certain talent for bringing people into their own—for finding God in them. A master of disguise himself, Yarbrough knew when he was looking at a facade. If nothing else was accomplished on this crazy-ass mission, he told himself first and the Father General last, he intended to take a shot at helping this one soul patch itself up and make itself whole. Long ago, John F. Kennedy proposed that America go to the moon, not because it would be easy but because it would be difficult, and that was the gift D. W. Yarbrough offered Sofia Mendes: the opportunity to do something so difficult that she’d be stretched to her limits, feel her own possibilities, find something in herself to rejoice in.
And if it was a shock that Sofia was as wise to his ways as he was to hers, he reckoned that might be to the good. For all his folksy cowboy shtick, Yarbrough was, at fifty-nine, a careful, competent leader whose slipshod personal style masked a relentless, fastidious attention to detail. Once an air squadron commander, he knew there were many things one could not control when engaged in battle, and that knowledge dictated an iron-willed insistence that what could be controlled must be brought to perfection. And in this, Sofia was his match.”