Loverboy (1989) – Loverboy – Garoto De Programa (RIP Robert Ginty and Vic Tayback)
Esse filme bem que podia se chamar “De quando McDreamy era McTitelinha”. Sim, fãs do doutor Derek Shepherd de Grey’s Anatomy, Patrick Dempsey já foi garoto de programa, só que bem antes de ser o tal charmoso médico de cabelos grisalhos. Loverboy é mais um daqueles filmes que eu assisti por tabela quando meus primos e primas passavam pela locadora nas férias. E, por ser muito nova na época em que isso acontecia, eu não entendia a história direito. Agora eu sou aldulta e entendo muito bem, obrigada. XD
Esse é também mais um daqueles filmes de comédias de situações absurdas, como Cara, Cadê Meu Carro, American Pie e Super Bad. E com essas referências eu percebi que preciso assistir uns filmes mais atuais. XD O protagonista é colocado numa situação que parece ótima, mas ele tem um aprendizado e tudo acaba com muita bagunça. Os bonzinhos se dão bem no final. Os mauzinhos se dão mal. Esse filme ainda vai um pouco além quando trata alguns assuntos que seriam tabu com naturalidade e sem julgamentos. Principalmente a respeito das mulheres que estão buscando o serviço.
Então plotemos: Randy Bodek é um garoto sem futuro que não quer nada da vida. Mas, quando o semestre da faculdade termina e Randy volta pra casa descobre que seus pais cansaram da sua falta de comprometimento com a faculdade. Sem ter dinheiro pra pagar a matrícula, Randy aceita um trabalho numa pequena pizzaria, mas logo percebe que não há futuro algum ali. Ele quer conseguir dinheiro suficiente para voltar pra faculdade e, especialmente, pra voltar com a namorada, que ele deixou pra trás de forma complicada. Randy também tem problemas com compromisso. Um dia ele vai fazer uma entrega e segue uma moça até uma loja. Ele dá em cima dela, mas ela dispensa. Sendo que a dona da loja, que viu tudo acontecer se interessa por Randy e pede um pizza no hotel para que ele entregue. Depois de alguns dias de muito love e sex, Alex vai embora, mas passa o número de Randy para uma amiga com o código do pedido: Extra Anchovas. Logo as anchovas viram o hit do verão e Randy está aprendendo a dançar, fazer massagem, tudo pra servir bem suas clientes. Mas quando uma das clientes passa o telefone pra mãe dele, a coisa vai se complicar um pouco. E tudo piora ainda mais quando os maridos traídos descobrem o esquema.
Esse não é um daqueles filmes de chorar de rir, mesmo assim consegue ter algumas cenas que nos fazem gargalhar. Muitas delas são atingidas quase que por acaso, pela forma como Dempsey explora os absurdos como se não os fossem. Já por esse filme podemos notar um ótimo timing pra humor, que quase não aparece em seus trabalhos mais atuais. Mesmo assim, quando acontece, é sempre munido de espontaneidade. Pronto, é isso. Dempsey tem uma comicidade espontânea, que é bem utilizada na história.
Outra coisa legal é que a sexualidade das mulheres não é questionada. Pelo contrário, é até exultada, sem qualquer fantasma moral além do adultério, que mesmo assim é validado pelos comportamentos dos maridos. Eles que são os vilões. E tudo é arrematado pelo aprendizado e conclusão do protagonista. As mulheres não acreditam mais no amor. Elas querem romance, se sentirem especiais. E, acima de tudo, querem respeito. E pelas necessidades do trabalho Randy percebe isso, e percebe também que ele não sabia como tratar a própria namorada.
Só achei que ficou faltando uma parte do final. Tá os maridos descobriram, rolou a briga com o boy do mal, o casamento dos pais foi salvo. Mas a mãe dele descobriu que ele era um garoto de programa. E a namorada simplesmente aceitou tudo de boa? E o amigo que ajudou o cara durante o verão todo, ganhou alguma grana? Ficou tudo simplesmente perdoado e pronto. Senti falta de um final mais final.
Então trate bem o seu amor e dá o play, Macaco!