No livro “A Queda do Céu”, o xamã Yanomami Davi Kopenawa denuncia que o peito do branco está cheio de esquecimento. Se desenhou pra mim essa imagem impactante: a de um peito, não simplesmente vazio, mas com um coração sem memória. Então eu me perguntava: mas o que é preciso recordar? A própria etimologia da palavra deu pistas. Recordar vem do latim recordari, formada por RE (de novo; novamente) e CORDIS (coração). Voltar ao coração. Eis o fluxo vital irrigando o peito desértico, umedecendo a terra seca, florescendo o amor como selva tropical, trazendo à memória a clareza de que somos todos irmãos e irmãs nessa dança da vida entre o pai Céu e a mãe Terra. Uma grande família. Então trago sementes comigo, buscando reflorestar a terra, o corpo e o espírito. Parar o desmatamento da alma. E caminho com os cuidadores da vida, povos indígenas, rezadores, agricultores, pleno de gratidão pelas flores que trago no peito. #reflorestar (em Planeta Terra) https://www.instagram.com/p/CLwUIXChx0_/?igshid=10v10vfcezcbs