Eu cavuco a pele Em busca de insetos hediondos Eu cuspo em teus olhos E faça-os de véus O amor mora depois dos seios Soterrado em caixas torácicas Popularmente conhecidas como gaiolas O que vens de fora não o atinge, a raiva interna também Pragmático, exige devotos Viver por calcar outros sapatos Tentando por caber em outras medidas Vertido como nota de rodapé O eu um outro fonema Em caso complexo de Hades Audacioso, invocando Cérberos Dentro do peito paternalista Vem como soma Soprando perfeição O seis esquece-se do sete E pula karma de serpentes à oitava casa As coisas certas, são só coisas Mofadas em caixas de sapatos Recomendadas ao fundo do armário Contudo, algumas traças insistem em namora-las O pedido era a óbvia bênção A dei sob lençóis brancos Costurados sobre lenços pálidos Frágil e ultra fragilidade Faltam meses aos meus destinatários Venham em pares de quinzenas Viciados em olhos europeus Entretanto, sem teor de colonização
Maturação, Pierrot RuivoÂ












