o silêncio não é indiferença, é cansaço emocional

seen from Serbia
seen from United States
seen from United States

seen from Singapore

seen from Malaysia
seen from United States
seen from Maldives
seen from Germany

seen from Saudi Arabia
seen from United States
seen from United States

seen from Saudi Arabia
seen from United Kingdom
seen from Canada
seen from United Kingdom

seen from Saudi Arabia
seen from Germany
seen from United States
seen from Maldives

seen from Australia
o silêncio não é indiferença, é cansaço emocional

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
para onde vão todas as conexões que se quebram quando duas pessoas param de existir juntas? existe algum cemitério de paixões?
Minha memória é péssima para nomes, fisionomias ou datas, mas ela guarda sentimentos como ninguém — porque eu sempre senti demais, até o que já deveria ter ido embora há muito tempo. Carrego histórias que não tiveram fim, palavras que não foram ditas, abraços que ficaram pela metade, olhares que se encontraram e nunca souberam como se despedir. Às vezes, queria ser mais leve. Esquecer com a mesma facilidade que os outros esquecem. Passar por cima como quem atravessa uma poça d’água. Olhar para trás e não sentir saudade. Mas em mim, tudo afunda. Tudo ecoa. Tudo dura. E o fato de durar é assustador, porque não tem como explicar o peso que é sentir demais. Talvez eu seja só feita disso: de lembranças, de afetos mal resolvidos, de sentimentos que insistem em ficar.
Carrego olhos de café, não só na cor, mas no jeito... Quentes, intensos, às vezes amargos. Tem dias em que transbordam como bebida forte esquecida no fogo e outros em que esfriam sem aviso no silêncio das manhãs longas demais. Meus olhos não escondem: entregam o cansaço, a saudade, a pressa de sentir tudo de uma vez. Já tentaram decifrá-los como se fossem simples, mas quem olha bem sabe, há histórias em cada gole, memórias que ardem na garganta e doces que só aparecem depois da coragem de ficar.
Vênus em café adoçado com palavras.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Intimidade não começa no toque, começa no risco, no instante em que alguém decide permanecer mesmo sabendo que pode ser atravessado pelo olhar do outro como quem atravessa uma porta destrancada. Há algo de profundamente inquietante em permitir que alguém nos enxergue sem a curadoria das respostas prontas, sem a edição cuidadosa das versões que contamos sobre nós mesmos. Passamos a vida aprendendo a performar solidez, competência, equilíbrio, como se a vulnerabilidade fosse uma falha estrutural, quando na verdade é o único lugar onde algo verdadeiro pode acontecer. Intimidade é ser visto sem defesa, não como quem se exibe, mas como quem se entrega ao fato de que não há mais onde se esconder. É permitir que o outro perceba o tremor quase imperceptível na voz quando tocamos em certas memórias, é deixar que ele reconheça nossos mecanismos de fuga e ainda assim escolher ficar. Há quem confunda intimidade com proximidade física ou com a repetição de confidências, mas ela é mais silenciosa e mais radical. Ela acontece quando duas pessoas suportam a presença uma da outra sem a necessidade de se tornarem maiores, mais interessantes ou mais fortes do que realmente são. É o espaço onde as contradições não são imediatamente corrigidas, onde o cansaço pode ser admitido sem que se perca valor, onde o medo não precisa ser disfarçado de indiferença. Intimidade exige uma coragem específica, a de não controlar a narrativa sobre si mesmo. Porque quando alguém nos vê de verdade, ele também vê o que tentamos ocultar, a inveja que nos envergonha, a carência que negamos, a insegurança que disfarçamos com ironia. E ainda assim, se permanece, algo se constrói que não depende de espetáculo. Existe um momento delicado em toda relação em que as máscaras começam a pesar. Sustentá-las cansa mais do que removê-las, é nesse ponto que a intimidade pode nascer ou morrer. Nasce se houver espaço para o imperfeito, morre se o amor exigir performance. Não há intimidade onde há constante vigilância, ela precisa de um terreno onde o erro não seja imediatamente convertido em sentença, onde a falha não seja usada como munição futura. Ser íntimo de alguém é confiar que suas fragilidades não serão transformadas em argumento contra você numa discussão qualquer. É saber que suas cicatrizes serão tocadas com respeito, não com curiosidade cruel. Também há intimidade naquilo que não é dito, no silêncio compartilhado que não constrange, na respiração que encontra o mesmo ritmo sem esforço, na sensação de que não é preciso preencher cada intervalo com palavras para garantir permanência. Intimidade é repouso, um repouso raro em um mundo que exige constante afirmação de valor. É poder baixar a guarda depois de um dia inteiro lutando para provar que se é suficiente. É saber que, naquele espaço, você não precisa vencer nada. Não precisa convencer ninguém, pode apenas existir. Mas não se engane, a intimidade não é confortável o tempo todo. Ela confronta, ela revela, ela desmonta a fantasia de que somos coerentes e estáveis. Quando alguém nos conhece profundamente, torna-se espelho das nossas inconsistências e isso dói. Dói perceber que não somos tão resolvidos quanto gostaríamos, que ainda carregamos feridas abertas, que repetimos padrões que juramos ter superado. A intimidade não suaviza isso, ela ilumina. E, ainda assim, há beleza nessa exposição, porque ser visto por inteiro e não ser abandonado é uma das experiências mais transformadoras que alguém pode viver. No fim, intimidade é menos sobre o outro e mais sobre a disposição de se permitir ser atravessado, é um pacto silencioso de honestidade imperfeita. Não é fusão, não é dependência, não é drama, é escolha contínua. Escolha de permanecer quando o encanto dá lugar à realidade, escolha de revelar o que treme por dentro, escolha de confiar que a própria vulnerabilidade não será motivo de desprezo. Intimidade é um território onde a verdade não precisa gritar para ser ouvida, ela simplesmente está ali, respirando entre duas pessoas que decidiram não se esconder.
— Diego em Relicário dos poetas.
Antes eu tinha medo de amar, agora eu tenho fobia.
@augustei
na maior parte do tempo minha mente não é um lugar legal de se estar