A sua superfície coberta por outra Tens cores complementares que contrastam Em uma harmonia diurna esquecida Panos que desenham por duas outras superfícies A figura conhecida em seu imaginário Não és a mesma que vês diante os olhos A admiração pulso em mármore de jardins Não pertence a persona transe ótico do teu contexto A Vênus que nunca envelhece A vitória sobre Cronos e a morte O nome desconhecido celebrado Em tua carapuça caput envernizado Pertencente a vitrais Fora posse local da cidade Sonhando em ser leiloada à molduras Onde tão somente seu significado derrama-se em deleite Barroco tapeçaria, Cruzaria referências entre letras e metáforas Para determinar-se períodos cabalísticos Entre caos e servos em termos de guerra O lar não é mais o teu mundo venéreo De adorações e adulações Hoje terra leve e plastificada Volta olhos e as verborragias para dentro do imaginário Impasse fundido entre astigmatismo e miopia As damas com rostos pixelados Sobrado de um roxo cor açaí Rudimentara vossos olhos de vidro temperado Fixados em primeiro plano Reconhece sem problemas o amor Tudo pelo amante sinestésico Não imita-se nada, contudo inspira-se em tudo...
A Vitória Sobre a Vitória de Samotrácia, Pierrot Ruivo














