Aos treze anos, ele se apaixonou pela primeira vez. Aquela paixão boba, de escola, que faz a gente sorrir só de ver a pessoa passando no corredor. Aos quatorze, teve o coração partido, depois de gostar por tanto tempo da mesma pessoa, e ver que tudo foi em vão... ficou um tempão ouvindo música triste no fone e dizendo pra todo mundo que “tava de boa” (mas não tava não). Aos quinze, se fechou um pouco começou a desconfiar do amor e a achar que talvez fosse melhor só curtir e não se apegar. Aos dezesseis, se apaixonou de novo mas dessa vez foi diferente, mais intenso, mais sincero… e mais dolorido também quando acabou, sim, acabou. Aos dezessete, aprendeu que nem todo “pra sempre” dura muito, só enquanto dura, e que tá tudo bem também. Começou a entender que às vezes a gente ama do nosso jeito e mesmo assim não dá certo. Aos dezoito, maior de idade, focou em si, viagem com os amigos, rolês aleatórios, coração mais leve… se reencontrou. Aos dezenove, se apaixonou por alguém que virou amigo, e foi aí que aprendeu que o amor também mora na calma, na parceria, nas conversas sem filtro. Aos vinte, se perdeu de novo, caiu naquelas dúvidas internas, achando que nunca ia encontrar alguém que fizesse tudo fazer sentido. Aos vinte e um, encontrou. Alguém que não pediu pra ele mudar, alguém que ficou, mesmo quando ele tentou afastar, alguém que olhou pra ele com verdade, e ele percebeu que o amor, o de verdade, chega quando a gente já parou de procurar. Não é sobre prometer o mundo é sobre dividir o café, o fone, o silêncio… e os dias ruins também. Aos vinte e um, ele entendeu: amar não é sobre se perder em alguém, é sobre finalmente se encontrar com alguém do lado.
please, don't go away.














