Dentro da paisagem , o mundo é livre e opaco As bordas, foram reféns do paisagismo Passando filtros coloridos sob minha face Bombardearia o Apolo nos meus lábios O amor amou o arranhado No disco dos amantes E suas declamações leves Onde alguns órfãos os pegariam para si O meu revés lhe diz adeus Meu eu diz olá com sabor de maresia Os teus olhos marejados com assinaturas inglesas Eu menti, o eco bélico é frio no apagar das luzes Os Bares em Buenos Aires Inventaram-me turista Ao fixar-me em uma cadeira em Palermo Contudo, ainda poderia sonhar com o tango de um novo Gardel... Olhando de perto, lhe confesso Somos império de alguma ordem Porém, com a ajuda de qualquer lupa Verás rachaduras e ferrugens, bem como esta revista ao lado A perna de alteza mofaria na seção de banquetes Enquadra-te a arte como partilha de bens Um pouco aos fãs, outro punhado á musas E o principal a caneta tinteiro de um especialista O sol impresso lhe basta? Não preocupe-se, hoje é segundo O pranto do verniz chora por vós E tuas rusgas rimarão com a carne dura Eu sou a breve silhueta em um cartão postal Encontro-me embocado nos fundos de uma loja Na interiorana São Paulo com fachada Paraisense Venha nos contemplar, garanto que a decoração noir lhe amará...
Cartão Postal, Pierrot RuivoÂ













