A passeio e a perigo Fora eu letrado Ao erro de louvação-parabólica A paranoia das fronteiras abertas O louva à deus caça a cigarra Em festejos da traça Entre roupas francesas e brindes secos Trepo, uso, decapito e festejo Os legistas estiveram entre nós Para coletar os corações amassados Substitui-los por fórmulas e formaldeído A matéria destino dissecação, a metáfora à publicidade Cria desinteressadamente formigas Testemunhando cada um de teus poros Clamando-as como um orfanato Abriguem-se meus queridos, ao menos hoje O mau presságio chegara em teu encalço O lar uma nova cosmologia de açougue A estética esotérica de ex-amores expostos e revirados pelo estômago Suas cabeças e olhos espalhadas pelos cômodos da casa Circe, diga-me aonde estão todos Ao acaso, a insalubridade os detera Tementes ao medo que nunca virá Estão a inventar dores para neurologistas Os olhos que vigiam Também informam à Fausto o seu paradeiro Possuem a missão vigadores Autorizados a ceifar e acender velas em vigília Aversão as teus seis caputs de serpentes Os lábios rachados que sorriam Enfileirando uma fileira de três dentes cada E o cheiro azedo de meus corpos que perderam a viagem
Sílaba Tônica de Scylla, Pierrot Ruivo












