Poetas do silêncio, poetas em silêncio
Catorze versos ébrios de metonímia em sorvo e meio de sigilo: Quadras, duas, mais um duo de tercetos e sinónimos de estilo. O vazio pejado de mancheias de metáforas: olhares de papelão E laranjas lilases (ah!) como quem diz que sim dizendo que não, Pois tudo o mais que se diga é sempre algo menos qu’um zero. Dizem-se poetas, dizem-se tudo, dizem tudo, dizem que quero Mudar o Mundo com versos, quando o Mundo quer é ser igual. Silencio, eu digo. E digo: o teu silêncio é a antecâmara do mal. Fingem-se poetas, poetas de métricas errantes e horas d’ estio - Talvez sejam o que dizem, mas o que dizem é a poesia do vazio.
Fabien Euskadi












