São 400 páginas de relato (semi? pseudo?) autobiográfico sobre uma família no Japão dos anos 30. Há vários tramas narrativas, mas apesar do tamanho gigante do livro, muitas são largadas de modo insatisfatório. No que toca ao percurso familiar não chegamos a nenhuma conclusão. Depois de seguirmos os seus problemas, disfunções e conflitos (Mizuki tem muitíssimo jeito para nos fazer “viver” o seu dia-a-dia) fica a saber a pouco o final abrupto. Principalmente em relação ao pai, talvez a personagem mais interessante do livro, pois pouco ou nada nos é dito sobre as suas motivações. A personagem homónima do livro é uma velhota obcecada com fantasmas que tem uma relação próxima com Mizuki. O efeito das suas histórias sobrenaturais tem um lindo efeito sobre as crianças que orbitam à volta dela - abuso infantil a rodos, é o que é! Sinceramente, não acho apelativa a visão do sobrenatural de Mizuki, os seus Yokai (espíritos) só servem para distrair-nos do que ele realmente faz bem, o relato do quotidiano de uma pequena vila e da família de Mizuki em específico. Quando pegar outra vez em Mizuki será para ler algo sem Yokais, apesar de a escolha ser pouca nesse departamento, pois foram eles que o fizeram ultra-famoso no Japão.