Olhe quem vem por ali! Não é aquele bruxo (non consaguinei)? Seu nome é Boo SiAn se não me engano, e ouvi dizer que tem 20 anos, embora os boatos apontem que na verdade tenha 22 anos. Ele parece bastante com o Choi SeungCheol a.k.a S.Coups, e vem andando bem ocupado.
Ocupação: Escritor. Posicionamento: Diante do tratado de Pacem, Sian é neutro. Afiliação: Nenhuma. Nacionalidade: Coreano. Player: Shiro. Poder específico (caso bruxa): Biokineses.
SiAn deveria ter sido só um humano comum durante toda a sua vida; talvez a única característica singular dele seria que ele sempre foi mais forte do que as outras crianças de sua idade por ter crescido ajudando o pai na pescaria, mas seria só isso. Ele se perguntava se fora Sarang que havia mudado sua vida, ou o assassinato de sua família, ou – talvez, já que sempre fora um garoto curioso demais – ele sempre esperou por isso. Sua vida pacata que, em boa parte, se resumia a estar em um barco poderia ser o começo de uma história que ele nunca preveu.
Seus pais o tiveram depois de uma certa idade, então ele acabou amadurecendo e desenvolvendo sua personalidade com muita facilidade. Poderia sofrer bullying por cheirar a peixe e sempre falar sobre barcos, mas isso não o impedia de ser um verdadeiro explorador da sua realidade. Logo cedo acabou se apaixonando pelas ciências naturais e sempre perseguia os professores pelos corredores da escola com as mais diversas e loucas dúvidas que sua cabecinha imaginativa e curiosa demais conseguia inventar. Além disso, apareceram os filmes de ficção científica e fantasia que só alimentaram ainda mais sua imaginação. E, entre os quatorze e quinze anos estava pensando seriamente em fazer faculdades de biologia e cinema para que pudesse fazer verdadeiros filmes de monstro que parecessem tão reais que a evolução poderia acabar os fazendo.
Fora quando esse sonho apareceu que o impossível surgiu em sua vida em forma de uma garota de cabelos cor de rosa. Quando sua mãe o disse que havia a encontrado perdida na praia, ele passou todo o tempo que pôde encarando aquela garota se perguntando qual seria a história daquela garota; ele não imaginava que a resposta viria algum tempo depois e seria “Ela é uma sereia”. Algumas vezes, acordava antes que seus pais para preparar o barco antes de um dia inteiro de pescaria, e, nesse momento, encontrou Sarang nadando em direção a costa. Mesmo anos depois, ele se lembra do momento em que os olhos dos dois se encontraram como um grande marco de mudança.
Muitas vezes, usando a desculpa de só querer dar uma volta pela costa, SiAn pegava o barco de seu pai e, naquele lugar, ele e Sarang passavam horas e horas conversando sobre seus mundos, enquanto ele tocava gaita distraidamente. Ela lhe falava tudo que sabia e havia estudado sobre o mundo das criaturas sobrenaturais, e ele lhe dizia sobre o que os humanos eram e as questões científicas e filosóficas que sabia. Isso durou tanto tempo que fora quase inevitável que algo crescesse entre os dois. Quando não estava com Sarang, os traços mais brutos da sua personalidade e sua impaciência apareciam de forma intensificada, o que acabou resultando com que ele entrasse em algumas brigas na escola – mas ele sempre ganhava por ser mais forte do que os outros. Contudo, um sorriso tímido aparecia em seus lábios, quando a sereia examinava seus machucados para ter certeza que não havia nada de errado com ele.
Os dois fizeram planos para que pudessem ficar juntos, e ele estava disposto a desistir de sua natureza humana simplesmente para que a visse sorrindo mais vezes e a conhecesse melhor ela e seu mundo. Contudo, em uma noite de lua cheia, essa relação chegou ao clímax e ao seu fim. Quando SiAn acordou com o barulho do corpo da sereia batendo contra a água ele sabia que só voltaria a vê-la depois que se tornasse parte de seu mundo. Os anos se passaram, ele se fechou mais, contudo isso não quer dizer que não ajudava os pais e não continuava a ser a pessoa curiosa de antes. Estudou o mundo humano e tudo que conseguiu identificar do mundo sobrenatural graças ao que Sarang havia lhe ensinado. Acabou pegando o costume da sereia de tomar notas sobre tudo que achava interessante e as colocava em um mural muito bem criptografado – para que seus pais não entendessem o que estava escrito – em seu quarto. E ele saía escondido em algumas noites exatamente para que pudesse satisfazer a própria curiosidade, e isso acabou sendo sua ruína.
Seus pais estavam perto de completar sessenta anos e eram um casal querido por todos. Não mereciam uma morte tão cruel quanto a que vampiros famintos poderiam dar. SiAn gritou e chorou de tristeza por horas após ter encontrado os corpos de seus pais sem vida com marcas de mordidas por todo o corpo. Eles não mereciam aquilo. Ele amaldiçoou todo o universo por aquilo ter acontecido, e podia se ver um adolescente ajoelhado no chão, sem forças, quando os corpos dos dois estavam sendo enterrados. Ainda com a roupa do enterro ele decidiu que queria retaliação. Saiu do cemitério com a gaita em seus lábios para não levantar suspeitas, mas logo sumiu por dias; e levou consigo algumas roupas, o resto de dinheiro que havia em sua casa, e o seu mural. Ele já era um maior de idade, então as autoridades só o procuraram para resolver questões mais burocráticas que haviam aparecido com a morte de seus pais, mas ele decidiu que só apareceria depois de resolver aquela questão.
Usou todo o seu conhecimento sobre criaturas sobrenaturais para conseguir achar um demônio – e ele sabia sobre o tratado de Pacem graças à Sarang – e acabou o encontrando em um estúdio de tatuagem. No caminho, havia comprado alguns livros sobre bruxaria em uma loja de antiguidades situada mais para o centro da cidade, então sabia exatamente quais poderes pedir em seu trato. Pediu por Biokineses; ainda amava biologia, então pediu poder sobre os elementos da criação, para que pudesse provocar a destruição. A sereia havia lhe falado sobre o caso do humano pai e sua irmã mais nova com a bruxa do mar, então teve todo o cuidado para que não acabasse sendo enganado pelo demônio a sua frente. Não seria burro de se perder por causa de sua vingança, mas isso não o impediria de conseguí-la. Fez o pacto sem hesitar por um segundo – o preço de ter que levar almas perdidas (viciados, ladrões, assassinos, estupradores, dentro outros) periodicamente para o demônio não era um incômodo – e logo seguiu em busca do seu objetivo.
O Boo sabia que não iria adquirir poder o suficiente para completar sua vingança se agisse sozinho, ele precisava estudar a praticar por bastante tempo antes que realmente conseguisse fazer alguma coisa. A solução acabou sendo a dona da loja de antiguidades, que acabou sendo uma bruxa poderosíssima e que lhe aceitou como pupilo; e assim ele passou meses estudando bruxaria para que pudesse executar sua vingança, e a ajudar na loja de antiquidades quando ela mandava. Então, após encontrar o ninho dos vampiros que haviam matado seus pais, fez todos os vampiros nele sofrerem até seu último suspiro usando os elementos ao seu favor para não lhes dar chance de escapatória. Um sorriso macabro ficou apareceu em seu rosto quando viu toda a “casa” do vampiros desabar no chão depois de incendiada até seus últimos pedaços, e logo sua magia a enterrando para parecer que nunca houvesse existido.
Depois disso, acabou decidindo entrar na faculdade de cinema – principalmente porque o dinheiro que seus pais haviam lhe deixado tinha exatamente esse intuito, então ele decidiu acatar último desejo. Sim, seus “sonhos humanos” haviam perdido todo o sentido, mas o mar e as histórias que Sarang havia lhe contado eram seus único refúgios com relação à realidade atual de sua vida e cinema poderia juntar os dois (talvez ele chegasse a fazer um filme sobre monstros marinhos algum dia). Utilizou-se do que aprendia na faculdade e suas anotações para criar histórias de fantasia boas os suficiente para que ele conseguisse algum dinheiro – já que “meros humanos” eram inocentes o suficiente para se fascinar por histórias como as suas, mesmo que elas fossem inspiradas em tragédias reais – e assim comprou um barco maior onde passou a morar. Muitas vezes olhava para o mar e se arrependia por não poder estudá-lo e fazer parte dele, mas também sentia que havia perdido aquele direito.











