Olhe quem vem por ali! Não é aquele vampiro? Seu nome é Yi Hui Jo se não me engano, e ouvi dizer que tem 20 anos, embora os boatos apontem que na verdade tenha 806 anos. Ele parece bastante com o Park Hyung Sik, e vem andando bem ocupado.
Ocupação: Escritor.
Posicionamento: Diante do tratado de Pacem, Hui Jo é a favor.
Afiliação: Scherbátsky.
Nacionalidade: Coreana.
Player: Mec.
Nascido sob a dinastia Goryeo, Hui Jo veio ao mundo como filho de uma serva e um nobre, era um mestiço, além disso era um bastardo. Naquela época aquilo era como um desaforo a mulher da família. Hui Jo foi criado como um servo, porém era tão maltratado quanto podia pela verdadeira mulher de seu pai e pelos filhos desta, seus meios irmãos. Hui Jo sempre foi melhor do que os irmãos nobres em quase tudo e aquilo sempre os irritou tanto que acabavam por se juntar e espancar Hui Jo. Ele não queria, mas sempre suportou aquilo, seu maior motivo era a mãe. Sabia que, se pensasse em se revoltar, ela seria o primeiro alvo para apanhar em seu lugar. Mesmo assim, no fundo, o sonho de Hui Jo era ser livre daquela família, ter sua própria vida sem depender dos outros para fazer o que queria. Não dava para contar quantas vezes Hui Jo sonhou ser um nobre.
Porém sonho não é realidade. Ele nunca conseguiu de fato ser nobre quando vivo. O mais perto de chegou de ter algum título foi, quando sob ameaça mongol, Hui Jo acabou por ser convocado pelo exército para combater os inimigos. Ser soldado nunca havia sido nem de perto o sonho do garoto, principalmente porque, naquele momento, era uma ida sem volta. Os ‘soldados’ que iam para guerra tinham entre 17 e 20 anos, vindos de famílias pobres aonde nunca haviam recebido treinamento de espadas ou o que quer que fosse. Indo para a morte, essa era a palavra certa.
Entretanto, quando chegaram ao local da guerra, a morte não veio apenas pela batalha mundana. Criaturas da noite se infiltravam na batalha. Os vampiros esperavam apenas a deixa certa para atacar os humanos.
Os soldados acabaram acampando um pouco antes de adentrarem a guerra especificamente. Naquela noite, enquanto todos os soldados dormiam, Hui Jo andava. Caminhava para que a insônia fosse embora, para que o medo deixasse seu corpo. É claro que isso não aconteceu. Sua caminhada acabou quando ele viu um corpo com diversas mordidas por todo ele. Pareciam humanas, mas não podiam ser, certo? Provavelmente um animal havia destroçado sua vítima. Mas, qual? Hui Jo não tardou a descobrir. Quando se afastava do corpo, algo lhe atacou. Ele não lembra como e porque, não lembra de doer mas haviam mordidas por todo corpo quando os homens do seu grupo o acharam. Esses homens, apenas o pegaram e levaram para o acampamento. Hui Jo estava a beira da morte, não faria diferença o tratar ou não.
Mas Hui Jo não morreu naquele momento. Embora não se lembrasse quem, existia uma lembrança de uma mulher, que veio e, ao calar da noite, deu-lhe o seu sangue e aquilo o fez melhorar. Hui Jo levantou, andou. Todos já haviam sumido. Ele havia ficado sozinho. O garoto decidiu que iria embora, havia sido abandonado, certo? Mas conforme andava, o exército inimigo o achou.
Hui Jo nem teve direito a pedir misericórdia.
Quando acordou novamente, ele já havia morrido. Ao tentar se aventurar no sol, sua pele queimou e ele gritou. O que era aquilo? Esperou até a noite para que pudesse sair. Hui Jo seguiu o cheiro de sangue pelos campos de guerra. Viu pessoas mortas, pessoas quase morrendo. O garoto bebeu o resto de sangue de cada uma das pessoas deixada no campo de batalha e aquilo não parecia nunca o bastante. Ele se sentia mal, havia terminado de matar algumas pessoas ali. Era um assassino. Hui Jo relembrou de histórias antigas, sobre demônios bebedores de sangue. Havia se tornado um?
Ele continuou andando a procura do cheiro de sangue que ainda exalava. Hui Jo acabou no exército mongol que havia matado seus companheiros de batalha, que havia lhe matado. Certamente, um exército foi massacrado aquela noite.
Coberto de sangue ele continuou a vagar, andou e andou até chegar na sua própria base de batalha. Houve espanto com a volta de Hui Jo. Era para ele estar morto. O garoto teve que correr antes de ser morto novamente. Foi chamado de monstro, demônio. Devastado, ele se afastou e se escondeu conforme o dia amanhecia. O que faria agora? Ele queria ver sua mãe. Sentiu as lágrimas rolarem. Hui Jo precisava vê-la. Porém, ao por o pé em casa, a noticia havia se espalhado. Todos sabiam do monstro que ele havia se tornado, sua mãe tentou o matar com fogo. A mulher pôs fogo em toda sua casa, mas Hui Jo conseguiu fugir… Ela não.
O vampiro, desnorteado, surtou e matou todos cruzavam seu caminho. Sua madrasta, seu pai, seus irmãos… Nem mesmo um criado sobrou naquela casa. E quando a consciência voltou, ele quis se matar.
De fato, Hui Jo tentou tirar sua vida. Se enforcou, cortou o pulso, pulou em um rio… Nada deu certo. Assim ele procurou ajuda. Se fosse para viver, queria viver sem matar pessoas. Em toda sua caminhada, ele só conheceu uma pessoa que foi capaz de lhe ajudar. O nome da garota? Seo Hi, uma vampira que vivia mais tempo que ele como uma médica em uma pequena aldeia. A mulher o ensinou, cuidou do garoto. Como presente por se manter controlado, lhe deu um anel para que pudesse andar no sol. Com certeza, Seo Hi o salvou. E talvez por isso, Hui Jo a seguisse para onde fosse, talvez por isso, Hui Jo se apaixonou. E o vampiro percebeu isso após adotar o sobrenome Yi e, de certa forma, querer que ela compartilhasse aquele nome com ele. Mas ela não o amava, ela o rejeitou e isso fez com que ele se afastasse e seguisse sua vida sozinho. Mal sabia ele que o amor que sentia era uma conexão pelo fato dela ser quem lhe transformou.
Novamente solitário na estrada da vida, Yi Hui Jo começou a escrever romances enquanto migrava de vilarejo a vilarejo vivendo como um médico. O vampiro passou por muitas coisas, viu a dinastia Goryeo acabar e viu a Joseon começar, depois viu a Coréia se integrar-se ao Japão. Nessa difícil época, ele se mudou para a metrópole japonesa, abandonando momentaneamente seu nome para se tornar Chinatsu Ryoko, filho de um japonês com uma coreana. Uma verdade é que, aquele foi um dos séculos mais difícil para Hui Jo. Ele perdeu amigos nas guerras os quais considerava tremendamente e isso o magoou por um tempo, são feridas abertas até hoje.
Após 1970, Hui Jo decidiu voltar para a Coréia e se estabeleceu em algumas cidades antes de parar em Busan, logo após o tratado ser estabelecido. Ele achava que iria começar a ter uma vida normal no local.
Embora tenha nascido pobre, Hui Jo atualmente possuí uma boa herança com base nos livros vendidos e também nos trabalhos médicos que prestava para pessoas ricas. Ele continua até hoje escrevendo, tendo alguns livros famosos publicados por pseudônimos. O vampiro possuí diploma de medicina e enfermagem mas não os utiliza com tanta frequência, afinal ele consegue comprar sangue sem rouba-los no hospital. Mesmo assim, ainda é voluntário nas área da saúde por não poder deixar de lado o que fazia a muito tempo. Hui Jo viveu por muito tempo e se adaptou muito facilmente com a nova era. Adora os celulares, computadores e tudo mais. É uma pessoa muito divertida de se conversar, ninguém espera que ele realmente tenha 806 anos. Embora não tenha uma pessoa para compartilhar o resto de sua eternidade, juntou-se ao clã Scherbátsky após se declarar a favor do tratado. Para ele, aquele lugar era o que mais parecia sua casa.