Nanã and Shangô by Kypris Aquarelas
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Nanã é uma orixá tida como Mãe Antiga, chamada carinhosamente pelos adeptos de religiões de axé como a Avó. Tem conexão com a ancestralidade, os pântanos, os poços, o fundo do lago, a vida e a morte, a saúde, maternidade - a terra, a água, o lodo estão sob seu olhar. Carrega consigo o ibiri, um bastão de hastes de palmeira. Nanã é mãe de orixás como Iroko, Oxumaré e Obaluayê, a quem abandonou devido ter nascido com feridas pelo corpo. Deusa dos mistérios, nas palavras de Serena Assumpção, Nanã Buruquê "nas matas é água benta / nos rios é flecha ligeira", dos seus filhos e filhas se canta que "quem anda com Mamãe, anda bem devagarinho / quem caminha com Mamãe, nunca fica no caminho". Nanã foi sincretizada com Nossa Senhora Sant'Anna no Brasil, uma das suas saudações mais conhecidas é "Saluba, Nanã".
"Quando chega na beira da costa, salve a Lua, salve o Sol, Quando chega na beira da costa, salve Nanã que é nossa Vó!" (Omolu, cordeiro de Nanã - Águas de Aruanda)
Por outro lado, Xangô é rei dos reis, orixá da justiça, do poder, da realeza, dos trovões e do fogo, do calor da lava dos vulcões que são o "corpo vivo de Xangô", segundo Bethânia. Conta-se que Xangô foi um dos mais conhecidos e poderosos alafins de Òyó, antigo e poderoso império da África Ocidental. Xangô carrega seus oxés, machados duplos, tem sua morada terrena nas pedreiras e sua saudação mais conhecida é "Kaô Kabiesilê". No Brasil é sincretizado com São Jerônimo.
"Obá é meu rei É pai Xangô É justiceiro Nagô Kabiesilê Xangô é rei na cachoeira Xangô é chefe na pedreira" (Xangô - Serena Assumpção)











