Esse amor que transpassa o intangível.
Possível. Incrível.
Essa dor que compassa o invisível.
Sentido. Contido.
Esse esmiuçar de emoções tão puras, tão duras, tão cruas.
Onde será, Senhor, que eu acertei?
(Logo eu, meus caros, tão impossível e errante. Quase berrante.
Estandarte cintilante.)
O amor, seja qual for, vem rende a dor.
No nosso caso, a saudade do passado, passado untado junto ao esplendor de cada sol que vimos se pôr.
De cada verso que tingimos de cor.
De cada esperança que matamos, de encontrar o amor.
O nosso caso, foi um caso a parte.
Foram os nossos fins de tarde.
A nossa nostalgia alarde.
O amor, seja qual for, vem rende a dor.
No nosso caso, foram vários descasos, que nos levaram ao passo de não crer em acasos.
Desacreditar no homem e nas suas intenções.
Duvidar das palavras e suas evasões.
Saudades centro histórico da cidade.
Saudades hippies e sua simplicidade.
Saudades ônibus e suas dificuldades.
Saudades meninos voando de skate.
Saudades rimas ofuscando o estilete.
Saudades, não do cenário, mas das sensações singulares que o acompanhavam.
A irmandade, amizade, simplicidade.
O amor, seja qual for, vem rende a dor.
E essa dor, não vai cessar, sempre dará um jeito de voltar.
E esse é ócio do viver, a cada amanhecer, um novo alvorecer.
Alvorecer dessa dor, mesclada com o amor, tão untada e miúde.
O amor.
A dor.
Tão miúde.
Tão infortune.
In fortune.
É uma fortuna.
Fortuna só minha.
Fortuna só tua.
Trás paz, moça bonita.
Trás de volta essa paz, minha amiga.
E sem fim eu termino essa poesia, esse escrito.
Sem fim, pois não quero por fim.
Sem fim, pois fins são chatos e abruptos.
Sem fim, porque tardará a ter fim.
O fim, virá juntamente com uma inscrição na lápide.
Lápide.
Lá perdi.