Fico me perguntando se sou especial,
mesmo sem ter tentado.
Se eu escrever isto, serå que alguém sentirå o mesmo?
Mas estas palavras nem sequer fazem sentido.
Talvez seja por isso que eu as ache tĂŁo incrĂveis.
A noite me assusta,
mas também me consola.
Posso descrever quem sou
e acabar decepcionado pela realidade.
Sempre descrevendo perguntas,
mas nunca encontrando as respostas.
O silĂȘncio Ă© ruidoso
com esses suspiros, esses ventos.
Deveriam me fazer rir,
mas me deixam inquieto.
Ă como se eu estivesse me destruindo aos poucos.
Mas isso me traz conforto.
Esses pensamentos
que eu nĂŁo queria controlar.
A mĂșsica me acalma,
mas nĂŁo Ă© alta o suficiente.
Barulho demais me machuca.
A ausĂȘncia total de som me assusta.
Pergunte-me do que gosto,
nĂŁo o que quero ser.
Porque eu nĂŁo quero saber.














