II Soneto de Clarisse Marillier
O cafĂ© jĂĄ estava esfriando, como o tempo passa quando eu estou ao seu lado. JĂĄ fazem duas semanas desde do dia em que fui resgata de mim mesma por vocĂȘ, comecei a trabalhar em uma cafeteria e aluguei um apartamento perto do seu.
O teu nome Ă© Carlos, ainda nĂŁo sei muito sobre vocĂȘ, apenas o que vocĂȘ me conta, porĂ©m pretendo descobrir mais coisas, como o porque de vocĂȘ usar somente camisetas brancas e ter apenas rosas vermelhas em sua casa e o mais importante porque vocĂȘ me salvou.
VocĂȘ vem me visitar todos os dias na cafeteria, chega como quem nĂŁo quer nada e senta no lugar mais discreto de lĂĄ, pede um frappuccino de cafĂ© com gelo e chocolate e fica quieto apenas me observando.
Talvez eu devesse ter medo disso, ser um pouco mais paranoica ou prudente, porĂ©m eu nunca tive alguĂ©m que olhasse para mim como vocĂȘ olha, alguĂ©m para me proteger, entĂŁo eu deixo a prudĂȘncia para outro.
- A confusĂŁo iminente estĂĄ vindo, August 1997.