Capitulo 1
Pov Lua
NĂŁo sei exatamente em que momento decidi que queria viajar, conhecer o mundo, se foi nas aulas de lĂngua estrangeira, onde aprendia um pouco mais sobre a cultura dos diferentes paĂses ou se foi quando me dei conta de que estava crescendo e logo nĂŁo teria mais a chance de realizar esse sonho de ter uma ânova vidaâ. Conversei com meus pais sobre isso, essa ideia louca que me ocorreu de fazer um intercĂąmbio. Meu destino? Miami.
â Tem certeza que quer isso? â Minha mĂŁe perguntou pela vigĂ©sima vez, quando estava prestes a me escrever nesse sonho.
â MĂŁe, Â jĂĄ conversamos sobre isso. â sorri. â Eu quero ir.
Miami nĂŁo Ă© tĂŁo longe, mas eu vou sentir sua falta. â lamentou. â Um ano Ă© muito tempo Lua. â suspirou, olhei sobre seu ombro a mulher que nos atendia bater os dedos sem paciĂȘncia sobre a mesa, tambĂ©m pudera, jĂĄ faz quase meia hora que estamos falando sobre algo que jĂĄ estava decidido, acreditem demorei meses para bater o pĂ© e dizer que quero ir. â VocĂȘ ainda nem terminou a escola, estĂĄ apenas no 2Âș anoâŠ
â MĂE â disse sĂ©ria. â JĂĄ chega. â falei entre dentes.
Ela suspirou uma Ășltima vez e assinou, tanto eu, quanto a mulher que nos atendia sorriu, finalmente. Em um tempo seria encaminhada para minha famĂlia provisĂłria, para poder os conhecer melhor receberei o email de algum membro dela. Voltamos pra casa entre suspiros de minha mĂŁe, porĂ©m eu estava alegre demais para me preocupar com isso agora. Mais tarde naquele mesmo dia minhas amigas, Sandra e Marielle, vieram atĂ© minha casa pra que pudĂ©ssemos conversar.
NĂŁo acredito que vocĂȘ vai mesmo. â Sandra disse sentando em minha cama. â como vou aguentar essa mala sem vocĂȘ? â apontou pra Marielle que se divertia girando na cadeira do computador.
â Eu juro que mando email sempre que puder. â sorri. â Vai passar rĂĄpido Sandra. â a abracei.
NĂŁo tente me consolar, eu sei que nĂŁo vai. â disse suspirando. â MARIELLE, PARE COM ESSA PORRA DE CADEIRA. â gritou, irritada.
Vai deixar ela falar assim da sua cadeira? â Marielle questionou, me olhando e vindo sentar no meu outro lado, na cama.
â Ai meu Deus, vou sentir tanta saudade de vocĂȘs duas. â sorri, abraçando elas.
â TambĂ©m  iremos Luls. â me abraçou de lado, sorrindo. â pode deixar que da Sandra eu cuido.
â VocĂȘ nĂŁo sabe cuidar nem de si mesmo. â retrucou, com seu Ăłtimo humor.
â Se tem uma coisa que eu odeio, Ă© Sandra de TPM. â Marielle disse fazendo careta.
â Cale sua boca. â disse se jogando pra trĂĄs na cama.
â Hey. â disse, me levantando. â logo estarei indo viajar e nĂŁo quero perder tempo com discussĂ”es. â sorri.
â Logo quando? â sentou de novo.
â NĂŁo sei ao certo, vĂŁo me ligar. â sentei com as pernas pra cima na cadeira do computador.
Demorou um tempo atĂ© eu receber o tĂŁo esperado telefonema, a famĂlia Aguiar decidiu me acolher em sua casa. Recebi algumas informaçÔes sobre eles, um casal com trĂȘs filhos. KĂĄtia e Leonardo serĂŁo meus pais adotivos, Taylor tem minha idade, 15 anos, Chris tem 6 e Arthur, que Ă© um ano mais velho que eu. Fiquei empolgada quando comecei a trocar emails com Taylor, que me contava que todos estavam ansiosos esperando a minha chegada. O dia da viajem ia se aproximando e com ele vinha uma ansiedade enorme, comecei a reparar mais em minha famĂlia e meus amigos, a me perguntar se conseguirei passar um ano longe dessas pessoas que eu tanto amo, para viver na casa de completos desconhecidos. Mas ao final sempre chegava a conclusĂŁo de que essa foi a minha escolha e agora eu vou seguir com ela.















