Eu sempre fui dessa forma exagerada demais, que pensava no 8 ou 80 dos sentimentos e que nunca respirava. Sempre fui demais, em tudo que fazia e de certo modo, exagerava ate na minha forma de vida. Eu que nunca fui de exatas, sempre gostei do "mais".
De amores era cheia, dos horizontes se estendia, mas nenhum deles era meu mais, namorei e fui demais, e depois eu mesmo quis o menos. Cansei, exagerei, fui demais, e quis depois sempre o menos. E depois exagerei de novo, em mim mesmo, achei que eu era demais, quando nem ao menos, sabia, me somar. AtĂ© que entĂŁo vocĂȘ chegou, vocĂȘ Ă© de menos, sempre foi, e eu, sempre demais, achava exagero teu excesso de nada, mas percebi o exagero no meu excesso de tudo. VocĂȘ nunca foi de menos, sempre foi morno, e eu quente demais, te achava gelado, ou quente de menos. O tempo passando rĂĄpido demais, e eu te entendendo muito menos, ate que entendi que nĂłs dois era o igual. VocĂȘ era meu morno, e eu tua fumaça, vocĂȘ nunca foi de menos, sĂł era menos que eu, e eu intensa demais, aprendi que pra viver com vocĂȘ, tenho que ser menos, mas nĂŁo nada, mais meu menos, para ser demais