Memes: diversão e conteúdo
Bora pessoal? Como vocês estão de isolamento social? Esperamos que essa semana tenha sido 10, culminando com este final de semana gostosinho... com esta chuvinha abençoada! Bora para mais um texto produzido com muito gás e diversão? Diversão? Siiiiiim!!! Pois o texto desta semana tem como tema principal os MEMES!!! Já pararam pra pensar o quanto os memes nos divertem? O quanto eles estão em evidência nas redes sociais digitais? Sejam enquanto produção, visualização, utilização e/ou como objeto para uma aprendizagem. “[....] Nós abrimos nossas redes sociais digitais e recebemos uma mensagem com eles, acessamos a timeline e nos deparamos com uma imagem legendada ou uma frase em repercussão [...]”(OLIVEIRA, PORTO, ALVES, 2019).
O meme acima é um exemplo do que está em mais destaque esses dias. Em geral, eles se tornam famosos por nos fazerem sorrir, geralmente com conteúdos bem humorados, que são uma marca registrada. Entretanto, algumas pessoas podem ter dificuldades para entendê-los “como deveriam ser entendidos” em determinados contextos, pois muitas vezes lhes faltam uma compreensão adequada do verdadeiro sentido da mensagem. Mas isso verdadeiramente não é o mais importante e tal! Sabe por quê? Porque quem não o entende geralmente tem sede para ficar “antenado” e busca rapidamente se inteirar. “Em janeiro,de 2012, a expressão “menos a Luíza que está no Canadá” virou sensação na internet e viralizou após a veiculação comercial em que a família da Luíza aparecia divulgando um prédio residencial.” (SANTOS, COLACIQUE, CARVALHO, 2016).
Segundo Chagas (2016), os memes são ideias que se propagam pela sociedade e por meio das nossas redes sociais digitais e sustentam determinados ritos ou padrões culturais. Gente, somente a partir do final da década de 1990 e início da década de 2000 que os memes se difundiram. Vocês sabiam? Mas segundo a Wikipedia (2016a), o seu surgimento foi em 1976, criado por Richard Dawkinks.
Os memes como objetos de aprendizagem nos estabelecimentos de ensino têm um forte potencial educativo. Eles podem ser trabalhados em suas intertextualidades, já que eles trazem consigo a diversão, podendo ser associados a aulas diferenciais e dinâmicas para atraírem os alunos nas disciplinas em curso. Que pode ser História, Língua Portuguesa, enfim... além disso, pode ser adaptado de forma interdisciplinar. Alunos podem produzir seus próprios memes aliados aos conteúdos aprendidos em sala de aula.
“Deste modo, os memes produzem aprendizagens, e quando replicados e situados em diferentes contextos, ganham mais força e amplitude em rede e na rede. Quando objetos de aprendizagem aliados ao uso das tecnologias digitais é importante distingui-los e separar suas tipologias, visto que nem todo meme tem o mesmo objetivo ou fim.” (OLIVEIRA, PORTO, ALVES, 2019). São três dimensões distintas: os memes persuasivos, memes de ação popular e memes de discussão pública. Vamos diferenciá-los? Os memes persuasivos se assemelham a peças publicitárias; os memes de ação popular se caracterizam por um comportamento coletivo, e os memes de discussão pública são os que estamos mais habituados a ver nas redes sociais. Para ilustrar, postaremos a seguir exemplos deles.
Ao compreendermos quando os memes “nasceram”, quando eles chegaram até nós, percebemos que eles são mais do que uma diversão e podem ser usados no campo da educação se tornando verdadeiros objetos de aprendizagem, lançado aos profissionais da educação um desafio, exigindo deles um olhar crítico e aprofundado sobre o tema para compreender suas tipologias, interpretá-los, situá-los com o intuito de levantar debates entre os seus alunos sobre as diversas leituras e visões que os mesmos poderão ter a respeito da reflexão dos seus significados. É usar as tecnologias digitais e aplicativos aliados aos memes no universo de produção que cabe a cada professor pensar nas suas propostas educativas, com construções de novas visões de mundo e contatos criativos não somente com a cultura digital, mas com outras culturas.
Até próxima semana Minas e Minos da Ciber!!