Outro dia eu a vi, com um sorriso delicado, observando o céu nublado, não entendi àquela cena e me perguntei como alguém poderia sorrir admirando o cinza, a questionei sobre isso, então ela me olhou ainda com aquele semblante doce, e enquanto sua boca mais parecia cantar do que explicar, ela me disse que por trás do que se via haviam milhões de estrelas que iluminavam tudo que estava escondido atrás daquelas nuvens cinzentas, e disse também que assim como àquele céu, existem pessoas andando por aí nubladas e melancólicas, mas que possuem uma beleza inenarrável de constelações inteiras morando dentro de si. Ela tem esse dom de ver beleza e poesia em detalhes mínimos, e eu tenho essa sorte de ter a beleza e a poesia narrando o céu para mim.













