Retroceder ao pulsar de século Caminhando nas ampolas de teus segundos digitais Estatizar formas magérrimas em estéticas simplistas Deus deserto recolha as tempestades de areia Os serafins serram os punhos em embates Frente a frente com os quatro cavaleiros Heróis norteados por dois dedos de prosa de Pandora Morreram de azar por destronar-se em espelhos Espalha-me o corpo por tuas fileiras de flores Verás brotar outros manifestos em meu lugar Poderão teus lobistas diluir outros mandamentos Dentro da imóvel lágrima talhada? Saúde saudade, que algum deus lhe cure Desde já torturando-o em expectativas Dos romances dadaístas que comprometera Ao beijar pés de conglomerados farmacêuticos E Hera brotara no jardim Hienas prontas para a submissão de escalpos no chão O tão afável banquete, resistirá a meus gafanhotos? Acorda-te Nostradamus, sei bem de teu suspiro por Saturno e moscas nova iorquinas... Aliança pinçada a linho e nascida de cobre Cobrira o dedo anelar de cristo Um beijo em devoção e forca te cuidará O pão ficara sovado e o vinho amargara, o povo espera-te um pouco de sangue... O amor e sua ciência Fora deriva para humanistas Que diziam amar o próximo após furta-lo Acendendo-se ao querer da fórmula mercadológica A janela era vigília de anjo Ao som de sirenes mundanas Confundia-se com a ordem do pai E rubricava milagres aos pedidos de faróis...
Instante Infecundo, Pierrot Ruivo









