An Archive of Our Own, a project of the Organization for Transformative Works
Você veio.
Olhou nos meus olhos, me beijou e disse que me ama de todas as maneiras possíveis. Me ouvindo, me abraçando, me olhando, me tocando, apenas sendo você – e que isso é a coisa mais linda que já vi.
Você aguentou meu pranto, meu choro pelo medo de te perder de novo. Você me deu todas as certezas que eu não sabia onde encontrar, me fez entender que não havia outra opção além de ficarmos juntas.
Porque eu te amo. Porque você me ama. Porque não há nada mais sincero do que o que há entre a gente.
Então você foi embora novamente. Mas dessa vez, com a certeza de que volta. Volta sempre que der. Porque se fosse pelo "quiser", nunca mais iria.
Mas o vazio continua.
E eu queria dizer. Eu queria contar todas as coisas.
Mas como?
Como expelir o tamanho desse sentimento? Como traduzir essa ausência que ainda ocupa tanto espaço?
Foster me disse que eu saberia.
Que eu saberia assim que deixasse os dedos correrem o que o coração tanto quer dizer.
Então aqui está.













