Ouçam: https://youtu.be/MC1VpjpcYwo Rayanne estava no quarto arrumando as roupas nas gavetas. Ela estava cantarolando uma mĂșsica aleatĂłria enquanto dobrava e guardava as peças de roupa. JĂĄ fazia uma hora que Douglas tinha ido embora e ela estava tentando se recompor. Ray ouviu um barulho estranho vindo da sala de estar. Ela gelou. - Ray. - Ela ouviu seu nome sendo pronunciado e ficou sem acreditar. - O que vocĂȘ tĂĄ fazendo aqui? - Ela questionou ainda assustada. - TĂĄ errado. - Douglas disse olhando para a esposa. - O que tĂĄ errado? - Ela perguntou segurando as lĂĄgrimas. - O nosso futuro. - Ele respondeu tambĂ©m segurando as lĂĄgrimas. - O que vocĂȘ tĂĄ falando? - Eu recebi um sinal e se eu for, o nosso futuro vai dar errado. - O que vocĂȘ tĂĄ dizendo, Douglas? - Eu vou te trair, a gente vai separar, meus filhos vĂŁo me odiar... VocĂȘ vai parar sua vida e eu vou ser enganado. - Que isso? - Rayanne ainda estava bastante assustada. - Isso Ă© o que nĂŁo vai acontecer, Rayanne. NĂŁo vai. - Ele assegurou. - Porque eu nĂŁo vou mais embora. Vou ficar aqui com vocĂȘ. - Ă a sua chance. - VĂŁo ter outras chances, tenho certeza. - VocĂȘ tem certeza do que estĂĄ fazendo? - Rayanne perguntou preocupada e Douglas assentiu. - Absoluta. - Ele disse e a puxou para um beijo. Ela prontamente correspondeu. - Me perdoa. - Douglas disse soltando a esposa. - Me perdoa, Ray. - Pelo que? - Rayanne fechou os olhos, tentando nĂŁo pensar no pior. - Pelo que eu fiz com vocĂȘ. - O que vocĂȘ fez? - A indiferença. - Tudo bem. - Ela fechou os olhos e respirou fundo. - Tudo bem, Douglas. Esquece isso. - Eu sinto muito de verdade. - Eu sĂł senti o que vocĂȘ sentiu. - NĂŁo queria que tivesse feito vocĂȘ passar pelo que me fez passar. NĂŁo foi nenhuma vingança ou algo do tipo. NĂŁo foi. VocĂȘ acredita em mim, nĂ©? - Acredito. - Ray deu um sorriso leve e meio fechado. - Eu nĂŁo estava agindo de coração, vocĂȘ sabe, nĂŁo sabe? Sabe que eu nunca faria nada pra te machucar. - Sei. - Ela abaixou o olhar. - NĂŁo fui eu que te rejeitei. Na verdade, foi, mas eu queria te poupar de tudo e me poupar de tudo. Eu nĂŁo sei explicar a forma que eu agi, morrendo por dentro, louco pra ficar perto de vocĂȘ e agindo de outra forma diferente do que eu estava sentindo. Diferente do que eu queria. - Douglas tentou se explicar. - TĂĄ bem. - Ela sorriu e ele tambĂ©m sorriu. - Posso falar que te amo ou Ă© muito tarde pra isso? - Ele questionou e Ray abriu um sorriso verdadeiro. - Claro que pode. - Te amo, Rayanne. - Ele disse e colocou a mĂŁo no rosto dela. - Te amo, Douglas. - Ela repetiu e ele se aproximou e a beijou. - Eles estĂŁo dormindo? - Douglas questionou a esposa e ela assentiu. - Vem cĂĄ. - Ele a pegou no colo e levou atĂ© o quarto, fechando a porta. - Saudade. - Ray disse assim que ele a colocou na cama. - Eu tĂŽ morto de saudade de vocĂȘ, eu nĂŁo consigo ficar sem vocĂȘ. Foi muito difĂcil ontem, nĂŁo te tocar, nĂŁo te beijar, vocĂȘ nĂŁo imagina o quĂŁo difĂcil foi, Rayanne. - Douglas tirou sua blusa e voltou a beijar Rayanne. - Hm. - Ela parou o beijo. - A gente tĂĄ a muito tempo separado. Mais do que eu posso aguentar, se Ă© que vocĂȘ me entende. - Do mesmo jeito que eu tĂŽ. Mas a gente vai ter muito tempo pra matar essa saudade. - Vai direto. - Ela sussurrou. - Me pede qualquer coisa que vocĂȘ quiser que eu te dou. - Ele tambĂ©m sussurrou. - VocĂȘ sabe o que eu quero. - Rayanne respondeu. - O que vocĂȘ quer? - Ele provocou, tirando a blusa do pijama dela. - VocĂȘ. - Ela disse tirando a bermuda jeans que ele estava vestindo. - VocĂȘ me quer? - Ele questionou, avançando no pescoço dela e dando leves mordidinhas. - VocĂȘ sabe que sim. - Ela disse e ele tirou a parte de baixo do pijama dela, enquanto mordia a orelha dela. - Eu sei. - Ele sussurrou e suspendeu o cabelo dela, mordendo o pescoço. - Para com isso. - Ela pediu e olhou no fundo dos olhos dele. - Gosto de te provocar. - Ele riu. - Acaba logo com isso. - Ray pediu e ele tirou a calcinha dela e depois sua cueca. - Vem cĂĄ. - Ele a puxou para si e colocou seu pĂȘnis dentro dela. Ela gritou e ele colocou a mĂŁo na boca dela para nĂŁo acordar os gĂȘmeos. - Mais. - Ela pediu sussurrando e ele começou a se movimentar dentro dela. - Fala baixo. - Ele pediu e tirou a mĂŁo da boca dela. - Hm. - Ela gemeu. - Mais rĂĄpido. Bem mais rĂĄpido. - Vamos com calma. - Ele disse e aumentou a velocidade dos movimentos. - NĂŁo, sem calma. - Ela sussurrou e o ajudou a aumentar a velocidade dos movimentos de vai e vem. - Eu senti a sua falta. - Ele disse a puxando pelos cabelos e fazendo com que ela olhasse pra ele. - Eu tambĂ©m. - Ela disse entre um gemido e outro. Eles ficaram por uns quinze minutos fazendo a mesma coisa enquanto ele tampava a boca dela para nĂŁo gritar tĂŁo alto. Rayanne aproveitou que ele estava em cima dela e arranhou suas costas com toda a força que tinha. - Puta que pariu. - Ele sentiu a dor que a unha dela lhe causou. - Caralho, que unha grande. - Uhum. - Ela concordou e ele começou a diminuir a velocidade dos movimentos. Ela gemia mais alto conforme ele ia diminuindo. - NĂŁo vai dar mais. - Ela confessou e ele intensificou novamente a velocidade dos movimentos a fazendo chegar ao ĂĄpice junto dele. Ele gozou dentro dela e tirou seu pĂȘnis de dentro dela. - Eu amo vocĂȘ. - Ele sorriu e a beijou. - Eu tambĂ©m amo vocĂȘ. - Ray colocou a cabeça no peito do marido enquanto ele fazia carinho nela. - Eu acho que vou ter que ir na farmĂĄcia. - Por que? - Ele questionou e ela respirou fundo. - VocĂȘ nĂŁo tava tomando? - Parei. - Ela confessou e ele a observou sem saber o que dizer. - Mas tem nĂ©, pĂlula do dia seguinte e essas coisas... - Ă. - Ele concordou e a abraçou. - Eu nĂŁo quero. - Rayanne olhou seria para Douglas. - NĂŁo começa com isso de novo. - E quando eles tiverem trĂȘs anos? Podemos ter outro? - NĂŁo. - Ray riu. - Pra que? Pra passar por tudo de novo e regredir? Se a gente tivesse sĂł um, eu atĂ© queria outro filho, mas temos dois. Duas crianças pestinhas e atentadas. - Eu queria outro. - Douglas disse e Rayanne rolou os olhos começando a se irritar. - Chega. - Ela colocou a mĂŁo na boca do marido o impedindo de falar. - Eu tenho que olhar as crianças. - Rayanne se vestiu e Douglas fez o mesmo. - E se eu te garantisse que sĂł ia ficar mesmo se a gente tiver outro filho? - Douglas segurou Rayanne e ela riu da cara dele, se soltando. - NĂŁo começa. - Ela saiu do quarto e arrumou seu cabelo, fazendo um coque. - Depois a gente conversa? - Douglas tentou mais uma vez e Rayanne negou. - A gente jĂĄ teve essa conversa hĂĄ um tempo atrĂĄs. - E eu nĂŁo esqueci ainda. - Eu tenho que olhar as crianças. Vem me ajudar. - Ray puxou o braço do marido e eles entraram no quarto dos bebĂȘs. Douglas Jr e Luna ainda estavam dormindo e nem perceberam quando os pais entraram no quarto. Douglas olhou para os dois e depois olhou para Rayanne. - Que foi? - Ela percebeu a forma que Douglas estava olhando para ela e para os filhos. - Minha famĂlia. - Ele sorriu e se aproximou de Luna. - Minha salvadora. - Douglas deu um meio sorriso e Rayanne se arrepiou, lembrando do encontro que tinha tido com a filha no bar quando ainda estava grĂĄvida. - VocĂȘ tambĂ©m? - Ela questionou tambĂ©m olhando para Luna. - O que? - Douglas ficou sem entender e viu a esposa olhando fixamente para a filha. - TambĂ©m viu a Luna? - Rayanne questionou e Douglas assentiu. - Ela me contou o futuro que eu estava construindo, o erro que eu jĂĄ tinha cometido e nĂŁo vou cometer. NĂŁo ia ser um bom futuro. A gente ia se machucar. - Como assim? - Brigas, traiçÔes, indiferença, as crianças sem um pai. Eu nĂŁo prestei com vocĂȘ na primeira vez, mas dessa vez, eu nĂŁo vou falhar. Tudo que ela me contou... - Ele respirou fundo. - Mas quando vocĂȘ viu a Luna? - Quando eu ainda estava grĂĄvida, ela me contou sobre ela ser gĂȘmea, sobre eu parecer com a mĂŁe dela, sobre o irmĂŁo... A profissĂŁo... - Qual profissĂŁo? - Tudo pode mudar. - Rayanne piscou e olhou para os filhos. - Parece que a Luna veio com poderes especiais. - Douglas se aproximou da filha e deu um beijo na mĂŁo dela. - De nos unir. - Ray sorriu e o abraçou. - De nos parar na hora certa. - Eu nĂŁo vou cometer os mesmos erros que o outro eu cometeu, tĂĄ bom? Eu nĂŁo vou viajar e destruir a minha vida. Depois nĂłs temos que conversar sobre o que aconteceu nesse tempo que eu fiquei lĂĄ. - TĂĄ bom. - Ray concordou. - SĂł posso te pedir uma coisa, bebĂȘ? - Claro, amor. - NĂŁo abre as cartas agora. Abre conforme vocĂȘ for sentindo. Eu nĂŁo quero que vocĂȘ perca a sensação de tudo que eu preparei. - Pode deixar. - Douglas deu um selinho na esposa e ela se soltou, indo atĂ© a cozinha. Douglas ficou um tempo parado, olhando os dois filhos e foi atĂ© a sala arrumando os brinquedos que eles tinham ganhado um dia antes daquele. Ele viu que Rayanne estava na cozinha e foi atĂ© o quarto, tirando uma coisa escondida dentro de uma caixa no guarda-roupas e observou. - Eu queria tanto. - Ele olhou para o que estava em suas mĂŁos. - Queria tanto que acontecesse isso. Eu seria a pessoa mais feliz. Rayanne saiu da cozinha e achou estranho Douglas estar sozinho em pĂ© no quarto. Ela foi devagar atĂ© a porta e se esticou, vendo que ele guardando vĂĄrias roupinhas de bebĂȘ dentro da caixa. Ela rolou os olhos e preferiu nĂŁo brigar com ele por causa disso. Luna começou a chamar pela mĂŁe e Rayanne foi atĂ© o quarto dos filhos. - Oi. - Ray olhou para a filha. - Bem? - Luna perguntou vendo que a mĂŁe tinha parado de chorar. - Eu tenho uma surpresa pra vocĂȘ. - Ela revelou e Luna arregalou os olhos. - Pra vocĂȘs dois. - Douglas Jr tambĂ©m estava olhando para a mĂŁe. - Surpresa. - Douglas Jr sorriu ao ouvir a palavra e Rayanne saiu do quarto. A mĂŁe dos gĂȘmeos voltou ao quarto dos filhos carregando seu marido pela mĂŁo e os dois nĂŁo acreditaram. - Pai! - Luna sorriu e seus olhos se encheram de lĂĄgrimas. - Papa! - Douglas Jr tambĂ©m sorriu e olhou para Rayanne. - Voltou? - A pequena perguntou e Douglas a pegou no colo. - Obrigado Luna. - Douglas disse e a menina ficou sem entender. - Um dia vocĂȘ vai entender o motivo disso. - Papa! - Douglas Jr ficou enciumado. - Papa! - Como estĂĄ meu campeĂŁo? - Douglas pegou o filho no colo e entregou Luna para Rayanne. - Amamos vocĂȘ. - Ray disse para a filha e deu um beijo na bochecha dela. - VocĂȘ Ă© muito especial, Luna. - O que acham da gente ir ao cinema? - Douglas propĂŽs. - Bubu? - Luna perguntou com seus olhos brilhando. - Sim, ver o filme do Bubu. - O pai da menina confirmou e os gĂȘmeos sorriram. - Bubu. - Douglas Jr bateu palmas. - Buba. - Luna disse e sorriu para os pais. - Obrigada. - De nada. - Douglas e Rayanne disseram ao mesmo tempo e sorriram para os filhos. Ray ficou olhando para o sorriso dos filhos e saiu do quarto dos gĂȘmeos. Ela caminhou atĂ© a ĂĄrea e respirou fundo. Rayanne acariciou Pocker e Leke que estavam cochilando num cantinho da ĂĄrea. Douglas seguiu a esposa sem que ela percebesse e viu quando ela abaixou a cabeça e respirou fundo, olhando para a aliança.