Protocolos de Roteamentos - RIPv1 - Parte 1
Olá.
Vamos continuar falando sobre protocolos de roteamento.Deseja ver a última aula? Clique aqui!
Hoje falaremos do protocolo de roteamento:
Routing Information Protocol - RIPv1
Existem diferentes maneiras para criar as tabelas de roteamento. A primeira maneira é criar as tabelas manualmente.
O administrador configura manualmente as rotas nos roteadores da rede.
Este método somente é indicado para pequenas redes, onde existe um pequeno número de roteadores, com poucas rotas e rotas que não são alteradas frequentemente.
Para redes maiores, com muitas rotas e muitos roteadores, este método é simplesmente impraticável. A simples adição de uma nova rota, exigiria a alteração das tabelas de roteamento em todos os roteadores da rede.
O protocolo RIPv1 não possui a detecção automática de perda de rotas quando um roteador fica indisponível ou quando um link para uma determinada rota, está com problemas. Nestas situações, os demais roteadores da rede continuarão a encaminhar pacotes para o roteador com problemas ou através do link que está fora do ar, porque a tabela de roteamento está configurada para enviar pacotes para a referida rota, quer ela esteja disponível ou não. Nesta caso uma simples indisponibilidade de um roteador exigiria uma reconfiguração manual em todas as tabelas de roteamento, de todos os roteadores da rede. Quando o roteador voltar a estar disponível, uma nova reconfiguração das tabelas de roteamento teria que ser feita.
Tabelas de roteamento Dinâmico.
Com o uso dos protocolos de roteamento dinâmico, os roteadores trocam informações entre si, periodicamente e “aprendem” sobre a rede e sobre as rotas disponíveis.
Ou seja, os roteadores vão “descobrindo” as rotas existentes e gravando estas rotas em suas tabelas de roteamento. Se um roteador ficar off-line, em pouco tempo os demais roteadores “saberão” que este roteador está off-line e atualizarão, automaticamente, suas tabelas de roteamento.
Distance-Vector - (Distância Vetorial)
O Protocolo RIP utiliza a forma de identificar o melhor caminho, por menos saltos possível em uma comunicação, chegando ao máximo de 15 saltos. A partir do 15° salto, é considerado inalcançável.
É importante salientar que distância significa hope, ou melhor, o número de roteadores existentes em um determinado caminho, em uma determinada rota.
As informações entre roteadores são trocadas quando o roteador é inicializado, quando o roteador recebe atualizações em sua tabela de roteamento e também em intervalos regulares.
Mesmo que não exista nenhuma alteração nas rotas da rede, os roteadores baseados em RIP, continuarão a trocar mensagens de atualização em intervalos regulares, por padrão a cada 30 segundos.
A maior vantagem do RIP é que ele é extremamente simples para configurar e implementar em uma rede. Sua maior desvantagem é a incapacidade de ser ampliado para interconexões de redes
Quando a topologia de interconexão da rede é alterada (por queda em um link ou por falha em um roteador, dentre outros motivos), podem ser necessários vários minutos para que os roteadores RIP se reconfigurem, para refletir a nova topologia de interconexão da rede.Embora a rede seja capaz de fazer a sua própria reconfiguração, podem ser formados loops de roteamento que resultem em dados perdidos ou sem condições de entrega.
Conforme já salientado anteriormente, uma das principais desvantagens do algoritmo distance-vector do RIP é o alto tempo de convergência. Ou seja, quando um link ou um roteador fica indisponível, demora alguns minutos até que as atualizações de rotas sejam passadas para todos os roteadores. Durante este período pode acontecer de roteadores enviarem pacotes para rotas que não estejam disponíveis. Este é um dos principais motivos pelos quais o RIP não pode ser utilizado em redes de grande porte.
Continua...













