Eles não entendem nada. Esse amor certo e direito Tão falado, pouco ouvido Tão perfeito e tão pouco real... Esse amor moldado e adestrado Não me pertence.
Meu amor se derrama aos pés, exagerado É imperfeito e equivocado, Poesia de cego que Não aceita migalhas, Não precisa de muito, Intenso e quente Como um peito transbordado de verão.
Quero rir das nossas falhas e beijá-las Com a ternura de quem sabe perdoar a imperfeição. Quero tranquilidade e sabor de fruta mordida Quero viver na batida do blues, E inventar um novo amor todo dia pra te dar.
Brega, piegas e clichê, Vou escrever todo o meu amor pra você Em bilhetinhos azuis, só porque preciso dizer Que te amo, tanto.
E quando não for mais tão bacana, Não arrumarei a cama, nem as malas Não fecharei as janelas e portas de casa Ou do seu coração,
As vezes faz parte odiar por quase um segundo E te amar duas vezes mais... Voltarei com novas certezas, novas cores E passagens de um trem para as estrelas. Reescreverei o amor com novos tons e sons Para ecoar na potência da voz de um RockStar, Poeta, autêntico e boêmio Só para te dedicar.
Se você me encontrar assim, meio distante, torcendo o cacho, olhando o chão... É que eu tô pensando num lugar melhor. Ou eu tô amando, isso é bem pior...
Mas se eu tiver nos olhos uma luz bonita, fica comigo e me faz feliz!
Laiane Dantas, com sopros do meu ariano preferido, Caju













