Não perca seu tempo, procurando a sua “cara-metade”.
Metade de qualquer coisa é igual a outra parte, ou seja, não tem novidade nenhuma!
Você quer alguém igual a você, com os mesmos medos e inseguranças? Com os mesmos valores, com as mesmas vontades, com a mesma visão sobre tudo, mas sem acréscimo algum à relação?
Por favor, não passe a vida inteira, procurando a sua metade.
Aceite o desafio de se encantar com alguém diferente de você, mesmo que dê trabalho para ajustar, mesmo que haja possibilidade de fracasso. A superação de expectativas também será uma possibilidade e o aprendizado será constante, de ambas as partes.
Metades sob medida, depois de encaixadas, oxidam, criam mofo, perdem o encanto. É muita matemática sem alma, é muita objetividade sem nexo!
Tem gente que parece poesia metrificada: certinha, linda, comportada, mas enfadonha, previsível. Permita em sua vida pessoas que são poesia, mas daquelas com versos livres, quebrados, sem formato definido, sem obrigação de rimas, mas que emocionam e surpreendem a cada linha!
Prefira as “peças imperfeitas”, maiores ou menores do que o espaço que você acha que dispõe. Dispense os manuais de instrução.
Permita-se conhecer alguém que seja diferente de você e que você não sinta a necessidade absurda de controlar, de modelar.
Queira na sua vida pessoas que você não se sinta obrigado a entender, para amar; nem a amar, para entender.