Crise das Papoulas: delegações presentes no Conselho de Segurança das Nações decidem o futuro dos estrangeiros em Cabul e falham na resolução dos acordos
Mirella Olêncio, The New York Times.
Ao decorrer da sexta sessão desta sexta-feira (22), a reunião foi interrompida pela repórter correspondente de Cabul, capital do Afeganistão, que trouxe a notícia de que cidadãos americanos pertencentes à empresa privada “Riot” foram presos e eram os responsáveis por atacar o comboio de caminhões. Uma fonte anônima revelou que outros cinco americanos foram capturados e ficaram no aguardo do julgamento, com o fundamento de terem cometido atentado contra a segurança nacional do país, cuja pena aplicada é a execução em praça pública.
Também trouxeram a informação de que grupos milicianos, sem ligações comprovadas ao governo do Talibã ou ao governo do Afeganistão, pegaram em armas, passaram a ameaçar cidadãos estrangeiros - em especial, povos de origem europeia e americana. Durante o pronunciamento feito às delegações presentes, foi estimado um tempo de 45 minutos para que começassem o derramamento de sangue desses povos e 20 minutos para que ocorresse o julgamento dos americanos. Diante desses fatos, todas as delegações presentes estavam expostas à aflição que foi gerada, denominada de “Crise das Papoulas”.
Logo no início das discussões, a Albânia admitiu seus erros xenofóbicos e criou resoluções para o combate do crime da xenofobia. Resoluções essas que são de extrema importância tendo em vista as diversas polêmicas em que a Albânia está envolvida por seus casos xenofóbicos.
As coisas começaram a esquentar quando os acordos foram propostos entre Estados Unidos e Afeganistão. O país do oriente médio revelou apenas liberar os presos americanos se houvesse o descongelamento dos 9 bilhões de reais pertencentes ao Emirado Islâmico do Afeganistão.
Em resposta ao Oriente, o país americano discordou do que foi dito e retrucou falando que é inviável estornar devido valor ao governo afegão. Os Estados Unidos ainda propôs acordos como a petição de que eles não sejam mortos e que não sejam punidos conforme a lei afegã atual, sendo apenas julgados. Estados Unidos ainda declarou que iria fazer de tudo para proteger os refugiados norte-americanos que estavam sofrendo ataques.
O Afeganistão não aceitou e nem concordou com o acordo e disparou contra os Estados Unidos que “todos irão morrer!”. Enquanto isso, países como Arábia Saudita e Brasil rogavam para que as vidas não fossem ceifadas e que houvesse paz. Durante o tempo que essas discussões foram elevadas em fala, Albânia e França pediram ajuda e propuseram acordos aos países para que pudessem receber seus imigrantes refugiados. Irlanda, México, Reino Unido, Noruega e Emirados Árabes aceitaram seu pedido de ajuda e ofereceram abrigo e apoio aos respectivos povos.
Entrementes, a delegação afegã cobrou 4 milhões de reais para que os resgates pudessem ser liberados, provando mais uma vez o quanto seu interesse e ganância são maiores e mais importante do que vidas e tudo o que vem a reger os direitos humanos - algo que, claramente, não contém importância alguma para o país.
Apesar disso, os países se aliaram e elaboraram um documento de resolução que propôs uma ordem de investigação por parte da Interpol, a fim de descobrir qual organização terrorista está por trás dos ataques, reafirmando também a importância da saída dos indivíduos das embaixadas o mais rápido possível. Tal resolução terminou por se vetada pela China, e o mesmo explicou seu veto, usando como justificativa a ausência de alguns tópicos debatidos durante as sessões e concordados entre França, Reino Unido e Albânia sobre um dinheiro no valor de quinhentos milhões. A delegação também alegou que o veto foi dado por conta dos países ainda não terem reconhecido o Talibã como governo oficial. Tendo em vista os fatos apresentados, o Conselho falhou miseravelmente e tanto as cinco vidas americanas quanto as centenas de povos refugiados, infelizmente, morreram.