No caminho de casa eu passei pelo "nosso mundo", o lugar que ficávamos sentados conversando, lugar só nosso e que lá éramos felizes.
Momento Saudade
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CULTURA E CIDADANIA Uma estratégia para a re-valorização e competitividade territorial?
A organização do encontro insere-se nas comemorações do ano europeu da cidadania e visa discutir e refletir o modo como a cultura funciona como um instrumento de promoção de uma cidadania ativa e de criação de identidades territoriais.
A organização do encontro, assentará em dia e meio de trabalho, iniciando-se com a criação de grupos de trabalho simultâneos (com um máximo de 20 participantes por grupo, durante uma tarde) onde se propõe perceber o modo como a cultura poderá funcionar como um elemento de criação de competitividade, não só económica, mas também de valorização territorial, a partir do reconhecimento e da valorização das especificidades de cada tipo de território. Assim, para esta primeira etapa do encontro, os grupos serão divididos por tipologias de territórios (“territórios de baixa densidade”; “áreas de vulnerabilidade critica”; “zonas históricas desertificadas”; “zonas industriais desactivadas”; “povoados dispersos”, etc.). Os grupos de trabalho serão animados por peritos (com experiencia de implementação de projetos territoriais) que apoiarão os participantes na discussão sobre o modo como a partir das caraterísticas de cada território se poderá pensar uma estratégia de revalorização dos mesmos a partir das suas especificidades, num processo co-construído com as comunidades (atores individuais e coletivos). Este primeiro dia de trabalho decorrerá na tarde anterior ao encontro, e a participação estará sujeita a inscrição prévia (para que seja possível a organização dos grupos de trabalho).
O segundo dia de trabalho, assentará num formato mais tradicional, aberto ao público em geral, que se iniciará com um painel de peritos (3 apresentações) e debate, durante a manhã, e com a apresentação das discussões/reflexões dos grupos de trabalho do dia anterior.
O encontro terminará com uma leitura técnica sobre o que poderá ser o papel da política da cultura no desenvolvimento de estratégias territoriais.
1.º DIA/1 DE JULHO - TARDE (14H-17H30): CASA DA BAÍA
Grupos de Trabalho (no máximo 20/25 participantes por grupo) divididos por tipologias de territórios
GT1 – Territórios de Baixa Densidade - Jorge Miranda[1] (moderação: Helena Mire Dores)
GT2 – Áreas Urbanas de Vulnerabilidade Crítica - António Guterres[2] (moderação: Cristina Lira)
GT3 – Centros Históricos Despovoados/Envelhecidos - Anabela Soares[3] (moderação: Lilia Agostinho)
GT 4 – Zonas Industriais Desactivadas - João Aidos[4] (moderação: Augusto Sousa)
GT 5 - Territórios Rurais – Rui Horta[5] (moderação: Ana Bandeira)
Em cada grupo de trabalho será nomeado um relator, que fará a apresentação das reflexões do seu grupo na tarde do dia do encontro.
[1] Antropólogo, empreendedor social e dinamizador comunitário, empresário, dirigente associativo. Foi fundador e gere a Etnoideia Lda. (Inovação Social, Desenvolvimento Rural, Artes e Multimédia), é membro da Direcção da Rede Europeia de Regeneração Urbana LUDEN / Qec ERAN (Quartiers en Crise) e da TIMS – The International Molinological Society
[2] Investigador em Estudos Urbanos – desenvolvimento cultural/artístico territorial, foi coordenador do Eixo da Experimentação artística no Vale da Amoreira – Moita (no âmbito da Iniciativa “Bairros críticos”) e Chefe de Projecto da Intervenção no Vale da Amoreira (no âmbito da iniciativa referida)
[3] Câmara Municipal do Seixal, Chefe da Divisão de Ação Social - Projeto CINARTE
[4] Ex-Director Geral da DGARTES, ex-Diretor artístico do Teatro Virgínia em Torres Novas, actualmente colabora com a CM de Torres Novas e com a Câmara Municipal de Águeda no desenho de novas estratégias de intervenção pela Cultura e pelas Artes para a requalificação de áreas industriais desativadas.
[5] Bailarino, Coreógrafo, Director Artístico do Espaço do Tempo em Montemor-o-Novo.
2º Dia/2 de Julho – DIA Inteiro (10h00 – 18h30): CINEMA CHARLOT
10h00 Sessão de Abertura
Directora do Centro Distrital de Setúbal – Ana Clara Birrento
Presidente da Câmara de Setúbal – Maria das Dores Meira
PAINEL 1 – Cultura, Participação, Inclusão: ingredientes para Cidades Criativas?
Moderação: Isabel Guerra, professora universitária/investigadora DINAMIA/CET[1]
10h30 - Cultura e Participação
Madalena Vitorino, coreografa[2]
11h00 - Cultura e Inclusão
António Guterres, investigador em estudos urbanos *
11h30 - Cultura e Desenvolvimento Territorial
Carlos Vargas, investigador em Ciência Politica [3]
[1] Socióloga, Professora Universitária no ISCTE e na Univ. Católica Portuguesa, Investigadora do DINAMIA/CET, perita em questões do desenvolvimento social urbano.
[2] Responsável pelo projecto/Festival TODOS na Mouraria, desenvolveu ações na Cova da Moura, ensinando os jovens a desenvolver trabalho de coreografia na área da dança contemporânea a partir das vivencias que registavam da vida no Bairro. Tem um espectáculo de Dança (o vale) que tem essa mesma metodologia de trabalho com aldeias do Ribatejo, em que os habitantes participam no espectáculo.
[3] Presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional D. Maria.
PAINEL 2: Cultura e território (s)
Moderação: Maria João Freitas, investigadora do LNEC[1]
14h30 – Cultura em Cidades de Baixa Densidade **
14h50 – Cultura em Áreas de Vulnerabilidade Crítica **
15h10 – Cultura em Centros Históricos envelhecidos/despovoados**
15h30 – Cultura em Zonas Industrializadas desativadas **
15h50 – Cultura em Territórios Rurais **
17h00 – PAINEL 3: Cultura e Desenvolvimento Territorial – elementos para uma política pública
Moderação: João Ferrão, investigador do ICS[2]
Oradores:
Ao nível da politica local, Autarca (s) (ainda por definir)
Ao nível da Politica Nacional - Jorge Barreto Xavier, Secretário de Estado da Cultura (a confirmar)
Contributos para e/a partir do quadro das Politicas da União Europeia - Dr. Rui Mendes, Vice-presidente da CCDR do Alentejo (a confirmar)
18h15 – Sessão de encerramento pelo Secretário de Estado da Segurança Social
[1] Socióloga, Investigadora do LNEC, perita em questões da Intervenção Urbana e Habitação, Professora Universitária, Ex-Vogal do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana. Esteve envolvida num projecto relacionado com Cidades Criativas. Integrou o painel de consultores do projeto “RuCAS Utopias Reais em Espaços Socialmente Criativos” da FCT, coordenado pela Professora Isabel André. O projecto defende que “A criatividade é actualmente um trunfo importante do desenvolvimento regional e urbano. Tendo como núcleo central a cultura e as artes, o projecto RuCAS estuda os meios urbanos criativos e a forma como estimulam as dinâmicas económicas e promovem a cidadania, a inclusão social e a coesão territorial. O projecto ajuda a reflectir sobre o que transforma um lugar urbano – uma rua, um bairro ou uma cidade ‐ num meio criativo e como isso pode contribuir para a resiliência dos lugares.”
[2] Perito em Politicas Publicas de Desenvolvimento Territorial, ex-Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades.
Conversas tensas de um dia sem-graça...
Professor: Imaginem um lazarento montado em um jumento que sai da Paraíba e vai para o Ceará, enfim, ele chega no Ceará, na sexta feira, fica lá 3 dias e sai de lá na sexta-feira, como isso é possível?
Alunos:
Professor; O nome do jumento era "sexta-feira"!
Alunos: Ai ai ai...