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Tipos de galáxias de acordo com a classificação de Hubble.
Essa é uma classificação superficial das galáxias, ou seja, não expressa por exemplo as taxas de formação estelar ou as atividades do núcleo do galáxia, para essas características há outras classificações. A classificação de Hubble é baseada no tipo morfológico visual, que nada mais é que a aparência das galáxias, nessa classificação há três tipos principais de galáxias:
• Elípticas;
• Espirais;
• Irregulares.
Na (Figura 1) um “E” indica uma galáxia elíptica, um “S” é uma espiral e “SB” é uma galáxia espiral barrada. Falaremos sobre cada um desses tipos detalhadamente:
Elípticas
(Figura 2)
O sistema de classificação de Hubble identifica as galáxias elípticas com base em sua elipticidade, variando de E0, quase esféricas, até E7, que são bastante alongadas. Essas galáxias têm um perfil elipsoidal, o que lhes confere uma aparência elíptica independentemente do ângulo de visão. A sua aparência mostra pouca estrutura e elas têm tipicamente pouca matéria interestelar. Consequentemente, essas galáxias também possuem uma porção pequena de aglomerados abertos e uma taxa reduzida de formação de novas estrelas. Em vez disso, elas são geralmente dominadas por estrelas mais velhas e evoluídas, que orbitam o centro comum de gravidade em direções aleatórias. Neste sentido, elas têm alguma similaridade com os muito menores aglomerados globulares.
As maiores galáxias são elípticas gigantes. Acredita-se que muitas galáxias elípticas se formam devido à interação de galáxias, resultando em colisões e junções. Elas podem crescer a tamanhos enormes (comparados com os das galáxias espirais, por exemplo), e galáxias elípticas gigantes são frequentemente encontradas perto do núcleo de grandes aglomerados de galáxias. Galáxias starburst são o resultado de uma colisão galáctica, que pode levar à formação de uma galáxia elíptica.
Devido a essas disparidades imensas de tamanho, as galáxias elípticas foram divididas em diversas classes morfológicas:
• Galáxia elíptica gigante (cD);
• Galáxia elíptica normal;
• Galáxia elíptica anã (dE's);
• Galáxia esferoidal anã (dSph's);
• Galáxia anã compacta azul (BCD's).
Não haverá um texto especificando cada classe morfológica devido a falta de necessidade e para não alongar ainda mais o texto, é uma classificação tomada pelo tamanho de cada galáxia elíptica, uma subdivisão galáctica.
Espirais
Galáxias espirais consistem de um disco giratório de estrelas e meio interestelar, juntamente com um bulbo central destacado, composto geralmente de estrelas mais velhas. Estendendo-se para fora deste bulbo existem braços relativamente brilhantes. Na classificação de Hubble, as galáxias espirais são indicadas como tipo S, seguido por uma letra (a, b ou c) que indica o grau de aperto dos braços espirais e o tamanho do bulbo central. Uma galáxia Sa tem braços apertados e pouco definidos, com uma região de núcleo relativamente grande. No outro extremo, uma galáxia Sc tem braços abertos e bem definidos e uma pequena região de núcleo.Uma galáxia com braços pouco definidos é às vezes chamada de galáxia espiral floculenta, em contraste com as galáxias espirais de grande desenho, que têm braços espirais proeminentes e bem definidos.
Em galáxias espirais, os braços têm a forma aproximada de espirais logarítmicas, um padrão que pode ser teoricamente demonstrado como resultado de uma perturbação em uma massa de estrelas girando uniformemente. Como as estrelas, os braços espirais giram em torno do centro da galáxia, mas eles o fazem com velocidade angular constante. Acredita-se que os braços espirais sejam áreas de matéria de alta densidade, ou "ondas de densidade". À medida que as estrelas se movem através de um braço, a velocidade espacial de cada sistema estelar é modificada pela força gravitacional da maior densidade e a velocidade retorna ao normal depois que a estrela sai pelo outro lado do braço. Este efeito é similar a uma “onda” de desacelerações movendo-se ao longo de uma rodovia cheia de carros em movimento. Os braços são visíveis porque a alta densidade facilita a formação de estrelas, portanto eles abrigam muitas estrelas jovens e brilhantes. A próxima imagem é um exemplo de galáxia elíptica (não barrada) do tipo Sbc.
(Figura 3)
A maioria das galáxias espirais possui uma faixa linear de estrelas em forma de barra que se estende para fora de cada lado do núcleo e depois se junta à estrutura do braço espiral. Na classificação de Hubble, elas são designadas por um SB, seguido de uma letra minúscula (a, b ou c) que indica a forma do braço espiral, da mesma forma como são categorizadas as galáxias espirais normais. Acredita-se que as barras sejam estruturas temporárias que podem ocorrer como resultado de uma onda de densidade irradiando-se para fora do núcleo, ou devido a uma interação de maré com outra galáxia. Muitas galáxias espirais barradas são ativas, possivelmente como resultado de gás sendo canalizado para o núcleo ao longo dos braços.
A (Figura 4) é um exemplo de uma galáxia espiral barrada, mas há outro bom exemplo, que é a nossa Via Láctea, ela é uma grande galáxia espiral barrada em forma de disco, com cerca de 30 mil parsecs de diâmetro e mil parsecs de espessura. Ela contém cerca de 200 bilhões de estrelas e tem uma massa total de 600 bilhões de vezes a massa do Sol.
(Figura 4)
Irregulares
Também conhecidas como galáxias peculiares, são formações galácticas que desenvolvem propriedades não usuais devido a interações de maré com outras galáxias. Um exemplo disto é a galáxia em anel, que possui uma estrutura de estrelas e meio interestelar em forma de anel, circundando um núcleo vazio. Acredita-se que uma galáxia em anel acontece quando uma galáxia pequena passa pelo núcleo de uma galáxia espiral.
(Figura 5)
Um evento desses pode ter afetado a Galáxia de Andrômeda, uma vez que ela apresenta uma estrutura multi-anel quando observada pela radiação infravermelha.
Uma galáxia lenticular é uma forma intermediária que possui propriedades tanto de galáxias elípticas quanto de espirais. Elas são categorizadas como tipo S0 na classificação de Hubble e possuem braços espirais mal definidos, com um halo elíptico de estrelas. Galáxias lenticulares barradas são denominadas Sb0 na classificação de Hubble.
(Figura 6)
Além das classificações mencionadas acima, existe um número de galáxias que não podem ser prontamente classificadas na morfologia espiral ou elíptica. Essas são classificadas como galáxias irregulares. Uma galáxia Irr-I possui alguma estrutura, mas não se alinha adequadamente com a classificação de Hubble. Galáxias Irr-II não possuem qualquer estrutura que se pareça com a classificação de Hubble e podem ter sido rompidas.Exemplos próximos de galáxias irregulares (anãs) são as Nuvens de Magalhães.
Isso encerra os três tipos de galáxias segundo a classificação de Hubble, mas já que foi citado as anãs, vamos falar sobre elas como um complemento a essa postagem.
Anãs
Apesar da proeminência das grandes galáxias elípticas e espirais, a maioria das galáxias no universo parecem ser anãs. Elas são relativamente pequenas quando comparadas com outras formações galácticas, tendo cerca de um centésimo do tamanho da Via Láctea e contendo apenas alguns bilhões de estrelas. Galáxias anãs ultra-compactas recentemente descobertas têm apenas 100 parsecs de largura.
Muitas galáxias anãs podem orbitar uma galáxia maior; a Via Láctea tem pelo menos uma dúzia desses satélites, estimando-se que haja de 300 a 500 ainda desconhecidos. Galáxias anãs podem ser classificadas também como elípticas, espirais ou irregulares. Como as pequenas anãs elípticas têm pouca semelhança com as grandes elípticas, elas são frequentemente chamadas galáxias anãs esferoidais.
Um estudo de 27 vizinhas da Via Láctea descobriu que em todas as galáxias anãs, a massa central é de aproximadamente 10 milhões de massas solares, independentemente de se a galáxia possui milhares ou milhões de estrelas. Isto levou à sugestão de que as galáxias são grandemente formadas por matéria escura e que o tamanho mínimo pode indicar uma forma de matéria escura morna, incapaz de coalescência gravitacional numa escala menor.
As galáxias anãs, assim como as galáxias, têm diferentes formas:
• Galáxia anã elíptica (dE);
• Galáxia elíptica compacta (cE);
• Galáxia esferoidal anã (dSph);
• Galáxia irregular anã: (dI);
• Galáxia espiral anã;
• Galáxias ultracompactas.
• Galáxias Hobbit.
Uma última imagem para encerrar essa postagem, às vezes é difícil ter uma ideia de tamanho de objetos contidos no nosso espaço, às vezes imaginamos eles grandes demais ou pequenos demais, tudo é uma questão de referencial e é isso que eu vou mostrar nessa última imagem, trata-se da galáxia de Andrômeda, não falarei sobre ela ainda, deixarei isso para futuras postagens, encare ele hoje somente como uma galáxia espiral, ela está identificada na imagem como "M31" por uma seta, aliás, eu editei a imagem para facilitar a identificar os objetos, essa galáxia é fácil, preenche praticamente toda a tela, todavia, os círculos identificados como "M32" e "M110" são as galáxias satélites, essas galáxias são anãs, se fossem encontradas isoladamente e afastadas da órbita de qualquer outra galáxia, seria apenas uma galáxia anã, mas como ela está orbitando a galáxia de Andrômeda ela se torna um satélite, para essa classificação o tamanho não é a principal característica e sim a órbita, a galáxia de Andrômeda tem vários satélites, mais de 30 sendo galáxias de diferentes tipos e 14 só de anãs, na imagem só está identificada duas porque elas são as mais brilhante, ou seja, as mais fáceis de observar, as outras tem um brilho muito fraco para a identificação visual.
(Figura 7)
Messier 32 (M32) ou NGC 221 é uma galáxia anã elíptica (dE2), ela é o satélite mais brilhante da galáxia de Andrômeda (M31).
Messier 110 (M110) ou NGC 205 é uma galáxia esferoidal anã (dE6), é o segundo satélite mais brilhante.
Os tamanhos dessas galáxias anãs não são muito precisos, então deixarei que vocês apenas comparem visualmente o tamanho delas em relação a galáxia de Andrômeda.
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⟫⟫⟫ DIREITOS AUTORAIS ⟪⟪⟪
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Licença CC BY - SA 3.0 concedida.
(Conteúdo adaptado).
FONTE: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Gal%C3%A1xia | https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Gal%C3%A1xia_el%C3%ADptica
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⟫⟫⟫ CRÉDITO DE IMAGEM ⟪⟪⟪
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(Figura 1): Classificação de Hubble.
Créditos: Ville Koistinen.
Licença Creative CommonsAttribution-Share Alike 3.0 Unported concedida.
FONTE: https://commons.m.wikimedia.org/wiki/File:Hubble_sequence_photo.png#mw-jump-to-license
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(Figura 2): Galáxia elíptica gigante NGC 1316.
Crédito: NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team STScI/AURA).
Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0 concedida.
FONTE: http://www.spacetelescope.org/images/opo0511a/
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(Figura 3): Galáxia espiral M51 (NGC 5194).
Crédito: NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team STScI/AURA)
Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0 concedida.
FONTE: http://www.spacetelescope.org/images/heic0506a/
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(Figura 4): Galáxia espiral barrada NGC 1300.
Crédito: NASA, ESA, e a equipe da herança de Hubble STScI / AURA).
Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0 concedida.
FONTE: http://www.spacetelescope.org/images/opo0501a/
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(Figura 5): Objeto de Hoag, um exemplo de uma galáxia em anel.
Crédito: R. Lucas (STScI/AURA), Hubble Heritage Team, NASA.
Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0 concedida.
FONTE: https://apod.nasa.gov/apod/ap020909.html
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(Figura 6): Galáxia lenticular NGC 5866.
Crédito: NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team STScI/AURA)
Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0 concedida.
FONTE: http://www.spacetelescope.org/images/opo0624a/
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(Figura 7): Galáxia de Andrômeda e seus satélites.
Crédito: Adam Evans.
Imagem em Domínio Público e modificada por mim.
FONTE: https://www.flickr.com/photos/astroporn/4999978603/
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