uma das primeiras famílias a se instalar em redford, e até hoje, uma das com mais terra. todos conhecem as fazenda saint james. e bom, quase todos conhecem miles também. o caçula da família, e o motivo de metade das histórias que circulam pelos bares da cidade. ele cresceu no meio do caos: um pai orgulhoso, um irmão teimoso, duas irmãs que brigavam por qualquer e todas as coisa e uma casa que nunca conheceu silêncio.
e miles, que quando criança, odiava brigas, acabou se tornando a pessoa responsável por deixar o clima melhor depois das brigas. o palhaço. aquele que vinha com historias e falava sem parar por minutos até que a briga estivesse menos na cabeça de todos.
papel esse, que se estendeu para a escola. nunca foi a pessoa mais intelectual do mundo, então... aprontava na escola. vivia brincando, vivia fugindo e matando aula. ele era conhecido por ser um problema ambulante, mas nunca era punidos por esse. sempre achava uma forma de escapar dos castigos. sua mãe brincava dizendo que ele devia se dedicar a escola e se tornar um advgoado.
hoje ele ajuda a tocar a fazenda, supervisiona o trabalho, cuida dos cavalos, faz o que precisa ser feito. papelada, nem pensar. ele diz que nasceu pra campo aberto, não pra escritório. além disso, ele também compete em rodeos. laço individual e montaria em cavalo sem sela, e costuma ganhar praticamente tudo que entra.
fuma muita maconha ("pra relaxar")
não dorme direito, vive entre euforia e tédio
gosta de provocar, especialmente as pessoas que levam a vida a sério demais
não resiste a uma aposta — joga pôquer ilegal todo mês e aposta em sinuca, corrida, qualquer desafio que aparecer
tem TDAH mas nunca que alguém na família dele iria sugerir isso e ir atrás de investigar, então acha que é só normal ser do jeito que é.
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cold nights, bad handwriting, melting candles, soft eyes and bitten lips, honey with tea, thunderstorms and messy hair.
tw: menção de tentativa de estrupo
mae lynn sempre foi o tipo de pessoa que parecia preferir o silêncio, os livros velhos e um copo de chá invés de um rodeio ou coisas que as outras meninas da sua idade gostavam. sua mãe a descrevia como uma "alma velha", talvez por isso nunca tenha tido uma grande vida social na cidade. ou talvez fosse culpa de ser filha do professor de matemática. algo entre os dois.
tentou por um tempo durante a adolescência se encaixar: alisou seus cabelos, fazia maquiagem como todas as garotas brancas da sua sala, mas... mesmo assim, ela não era exatamente aceita ali.
foi quando começou a cozinhar, que ela encontrou ela mesma. sua avô paterna foi quem começou tudo. desde sempre ela gostava de estar na cozinha, mas quando a avô - doente, e precisando de cuidados- se mudou para a casa dos pais, ela começou a lhe ensinar receitas chinesas tradicionais e diferentes. receitas que sua mãe, alguém branca, nunca tinha lhe ensinado. a cozinha se tornou seu refúgio, e também um local de pertencimento
anos depois, uma vaga no curso de culinaria na universidade de boston parecia o início de tudo que ela sonhava. e por um tempo, foi: ela estudou, trabalhou duro. continuou em boston após se formar, conseguindo empregos bons, contatos bons. até o seu melhor emprego de todos. um restaurante com uma estrela michelin. e foi ótimo, até o momento que foi promovida para sous chefe.
alguém (que ela nunca quis saber quem) começou a espalhar fofoca de que ela só havia conseguido a posição porque havia dado para o chefe. e ela pensou que iriam passar, que as pessoas iriam a respeitar. entendia que alguns tinham raiva, existiam vários outros cozinheiros com mais tempo de casa, cozinheiros ótimos, mas ela quem tinha sido escolhida.
mas... não passou. meses e meses passaram, e ela não tinha o respeito e consideração de nenhuma pessoa na cozinha, e ela não aguentou a pressãoe humilhação, acabando por largar o restaurante. em base de uma mentira, já que ela nunca tinha feito o que lhe acusavam.
o trabalho seguinte parecia um recomeço: ser chef particular de um homem rico e entediado. até que uma noite, esse decidiu que a queria. e ela teve sorte, tanta sorte, porque conseguiu fugir antes de qualquer coisa acontecer. fugiu, e nunca mais voltou para aquela casa. deixou várias coisas suas ali, fez suas malas naquela mesma noite e no dia seguinte, estava voltando para a casa dos seus pais.
Seu pai sempre foi politico; e a profissão sempre foi o que ele mais se importava na vida. Ele literalmente chegou atrasado no parto dela porque estava ocupado com seu trabalho. O homem não via problema em usar tudo & todos a sua volta para crescer, inclusive a própria família. Expôs todos tremendamente desde cedo, tentando passar a imagem de perfeição.
Mas, infelizmente, as coisas não eram assim. Wren tinha apenas doze anos quando sua mãe morreu, culpa de um câncer de mama que pegou todos despreparados. Quer dizer, não tanto seu pai já que em menos de um ano depois da morte da mulher, estava noivo de uma mulher extremamente mais nova que ele. E Wren odiou aquilo, obviamente.
Wren nunca a aceitou por complementa, mesmo que tantos anos tenham se passado. ela se tornou como uma espécie de oposição ambulante: à política, à família, à narrativa que tentavam forçar sobre ela. todos pensaram que aquilo era uma fase de rebeldia, que iria passar, mas... nunca veio.
Não queria ir pra faculdade, mas aproveitou essa. Ela é formada em direito, e bem mais inteligente que todo o mundo a vê como, mas nunca chegou a trabalhar na área. Seu pai deu dinheiro para ela, e a menina investiu no mercado imobiliário, e bom... Vive disso hoje em dia. Não que isso seja exatamente um trabalho, mas paga suas contas.
Desde seus vinte e dois anos, seu pai meio que tinha "desisto" de si, ao menos, era o que ele dizia. Mas as coisas mudaram desde que ele se tornou presidente. Agora, ela não é mais filha de um deputado qualquer. É bem maior que isso, a filha do presidente não pode ser vista em uma festa usando drogas sem estampar a capa de todos os jornais do mundo; coisa que já aconteceu uma vez.
gesticula demais quando fala, derruba coisas com frequência.
faz amizade fácil com estranhos — motorista de aplicativo, atendente, qualquer um.
tem mania de acender vela em todos os ambientes.
tem mania de roubar cinzeiros/copos de bares como “lembrancinha”, outra coisa que já foi notícia.
tinha apenas oito meses quando se mudou para os estados unidos, o que quer dizer que é o único local que conheceu como casa, mas não foi assim para seus irmãos. khalid é apenas filho do seu pai, de um caso que o homem teve. seus irmãos mais velhos são, 8 e 12 anos mais velho que ele. a mulher que chamou de mãe a vida toda, era a mãe dos seus irmãos. seus pais não se separaram, custaria muito dinheiro e não era algo bem-visto dentro da cultura muçulmana, então... ele meio que cresceu com uma etiqueta invisível colada na sua cabeça para as pessoas a sua volta.
isso não quer dizer que eles mal tratavam ele ou qualquer coisa do tipo, khalid cresceu cercado de ouro. literalmente. seu avô paterno começou a trabalhar com ourivesaria ainda muito novo, e conseguiu sucesso muito rápido. o pequeno atelie, antes mesmo de khalid nascer, já havia se tornado uma marca internacionais. hoje em dia, layali, é uma das grandes marcas de grife na questão de joalheria. a questão é só... khalid nunca funcionou bem nesse ambiente.
seu pai sempre culpou a america, dizendo que ele era "americano demais", nunca passando a pensar sobre o peso e os traumas que vieram com ele desde nascença. com o peso de ser uma lembrança constante de traição para seus irmãos e sua "mãe". mesmo estudando nos melhores colegios, khalid não era inteligente como seus outros dois irmãos. ele era bom em esportes, mas era algo que ninguém em sua casa valorizava.
na cabeça dele, ainda mais adolescente, novo e bobo, eles só não o valorizavam no geral. ele fazia coisas cada vez mais absurdas para chamar atenção dos pais, foram tantas suspensões durante o colegio que todos perderam a conta. fora os dois colegios diferentes que ele foi expulso. faculdade? eles nem tentaram sugerir isso. assim que ele saiu do ensino medio, deram um cargo na empresa para ele, tentando o manter ocupado e criar alguma responsabilidade.
não que ele seja maduro hoje em dia, mas naquela época, era pior. trabalhou com seu pai durante 4 anos, e os 3 últimos, ele meio que... roubou a companhia do pai. o salario que recebia não era suficiente para o que ele queria fazer. e quando seu pai percebeu, jurou o deserdar e expulsou-o de casa.
quando foi expulso de casa, khalid se viu completamente sozinho pela primeira vez na vida. e a experiencia foi tão assustadora, que boa parte da sua personalidade mudou naquele mesmo instante. precisava provar para si mesmo que podia ser algo maior, que não era apenas “o erro” da família. juntou o dinheiro que tinha, que por sorte seu pai não havia tirado de si, e se mudou para miami, aonde um dos seus amigos hoje em dia trabalha.
ele passou alguns meses entre trabalhos como bartender, garçom, chegou até mesmo a fazer algumas fotos como modelo em um momento, mas não estava certo, e um dia, quando estava saindo do trabalho de garçom que fazia, um caminhão de bombeiro passou na sua frente e lhe deu a ideia. no começo, foi só pela adrenalina; o risco, o desafio constante, a sensação de estar vivo em cada segundo. era a válvula de escape perfeita.
a estrutura do bombeiro, todas as regras, hierarquia, e as coisas que ele passou a ver no seu dia-dia fizeram ele mudar muito. não que ele seja perfeito, longe disso, mas ele é um homem muito diferente daquele garoto que entrou no corpo de bombeiros a quase dez anos atrás.
ainda não voltou a ter contato com seus pais ou seus irmãos, mas consegue noticia deles pela internet e sabe meio tudo que está acontecendo.
começou a juntar dinheiro para devolver tudo que roubou, apesar de não precisar. na verdade, fazia isso a um tempo, mas usou boa parte desse dinheiro para comprar o apartamento em que mora hoje
tem uma mercedes benz 380SL de 1987 qual ele é obcecado por.
vive atrasado, é péssimo com horarios desde sempre.
é meio que um adrenalina junk, ama fazer algumas coisas completamente absurdas.
ama viajar, mas faz pouco, tanto pelo trabalho, quanto pelo dinheiro.
hoje em dia, está super adaptado com a vida não sendo milionário, na verdade, ele se adaptou bem rápido, e até prefere.
Carioca da gema, Domi cresceu em Santa Teresa, no Rio, numa casa grande e cheia de movimento, cheia de vida. Sua mãe toca um restaurante, literalmente na casa ao lado de onde cresceram e onde a menina vive até hoje. O pai é fotojornalista e apesar de viajar bastante, é mais presente do que muitos pais de suas amigas.
Cresceu confortável. Dominique estudava em uma das melhores escolas da região, fazia aulas de natação e sempre tinha quase tudo que queria; seus pais não cresceram dessa mesma forma. Ambos se conheceram jovem, em uma das diversas favelas do rio, e sempre fizeram questão de passar para as filhas a sorte que elas tinham de ter tudo que tinham.
Mas, honestamente, Malu, sua irmã mais nova, não teve muita sorte. Começou a ter problema de saúde cedo — tosse que não passava, falta de ar, infecção atrás de infecção. Foram anos de médico, exame, remédio que não resolvia. Cada um dizia uma coisa: asma, alergia, bronquite… só descobriram que era fibrose cística quando estava tudo muito avançado.
Malu morreu com 21 anos, menos de um ano atrás. Dominique nunca engoliu que, mesmo com dinheiro e médico particular, ninguém tenha acertado o diagnóstico antes. Tinha apenas doze anos de idade quando disse pela primeira vez que iria cursar medicina. Entrou em medicina pra que outras famílias não passem pelo que ela e a sua família passou.
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Cresceu em uma casa simples, mas barulhenta — não de brigas, mas de canções. Sua mãe vivia cantando. Era dessas pessoas que tratavam a música como algo essencial. Musica para momentos bons, como também para os momentos ruins. Tinha cinco anos quando seu pai abandonou a familia, e se lembra até hoje da musica que sua mãe repetia varias vezes- uma canção triste, e mais velha que a própria mãe, como também se lembrava da musica que ela cantava para seu irmão mais novo todas as noites.
Talvez por isso se apaixonou por música. Viu como servia como um refugiu para sua mãe, e encontrou nela a mesma coisa. Aprendeu a tocar piano e violão antes mesmo de entender partituras. A voz, infelizmente, nunca o acompanhou. Quando descobriu o que era produção musical, tudo fez sentido. Era aquilo. Transformar vozes, sons e ideias em algo que tocava as pessoas.
Começou cedo. Com 16 anos conseguiu estágio em estúdio, ficava até tarde ajustando níveis de áudio e aprendendo com engenheiros mais velhos. Aos 20, depois de trabalhar para pequenas gravadoras e selos independentes, tomou coragem e abriu sua própria produtora, não achava que era bom em obedecer o que outros queriam, nunca foi.
E Hayes deu sorte. Claro, se esforçou, mas para qualquer um que lhe pergunte, sempre ira dizer que sorte esteve do seu lado. Em menos de dez anos, Still Sound, sua gravadora, já tinha alguns cantores bem sucedidos em sua carta.
Sua vida pessoal, sempre foi um pouco mais caótica que a profissional. Los Angeles e ter dinheiro fizeram ele se perder um tanto. Foram anos de excessos mascarados por sucesso. Saía com atrizes, DJs, influenciadoras, artistas em começo de carreira. Às vezes, tudo isso em uma mesma semana. Até conhecer Rachel.
Ela era cantora brilhante, com uma voz que doía de tão bonita. Se apaixonou como nunca tinha acontecido antes. Trabalharam juntos, moraram juntos. Tudo foi muito rápido e intenso. Mas ela lutava com vícios que ele não sabia como enfrentar. Tentou ajudar. Tentou ficar. Não conseguiu- ela não estava pronta para ser ajudada, e ele, não podia ficar ali e assistir ela se destruindo em drogas.
Aos 34 anos, exausto de tudo aquilo; ele tomou a decisão arriscada carreira: sair de cena. Todo mundo produzia em Los Angeles, e é, ainda teria sua equipe ali, mas não ele. Comprou um pedaço de terra numa cidade pequena e construiu ali um espaço onde artistas pudessem criar em paz. Um híbrido de estúdio, retiro e refúgio. E está lá desde então, construindo uma nova vida para si mesmo, uma bem diferente da que ele já viveu antes, bem mais calma.
Filha mais nova de um dono de bar e de uma dona de casa, Marjorie cresceu em uma cidade pequena, daquela aonde todos querem sair de lá, e quem fica, não queria ficar. Sempre foi “a estudiosa da família”, passava tardes mergulhada em livros, cercada por cadernos rabiscados e provas cheias de anotações no canto.
Ainda criança, ganhou uma bolsa em uma escola particular da capital; um universo paralelo de uniformes, mochilas caras e conversas sobre viagens internacionais. Todo dia, encarava mais de uma hora de transporte para chegar até lá. Sabia que aquele esforço era sua passagem para outro lugar.
E foi. Aos 18, conquistou uma bolsa para estudar Inglês e Escrita Criativa na Universidade de Londres. Inocente e um pouco perdida, largou tudo que conhecia e se mudou. Ser estrangeira, estudar em outra língua, lidar com a solidão... Tudo era novidade. Sem muitos amigos por perto, criou um TikTok — e hoje, tem uma pequena audiência por lá, falando de livros, claro.
Ela escreveu um livro. O problema foi: nenhuma editora a quis. Ela tentou. Tentou começar a escrever outro, mas as palavras morriam antes de serem colocadas no papel, e o peso de sobreviver em Londres venceu. Aos 23 anos, Marjorie voltou para casa, para o quarto que não mudou, para as ruas que pareciam menores, para os olhares que diziam: “eu sabia.”