São realmente pobremas? Crarus
Cara Jenna
64 reais para gastar em cultura... você acredita nisso? Não moro na Argentina (e depois falam tão mau da Argentina, mas não estou entre os que depreciam esse país) e depois vocês vem falar que Morton Cohen é um problema carrolliano, eu queria que Ele estivesse aqui (não o Morton, o Professor) para dizer a vocês o que realmente é um problema carrolliano, eu posso usar minha imaginação para retratar problemas carrollianos da minha realidade?
Problema carrolliano número 1
Ser carrolliano(a) num lugar que isso não fede nem cheira (a nível estadual)
Bem, embora haja quem geograficamente esteja mais isolado do que eu, é muito chato não ter ninguém com quem você possa conversar sobre isso pessoalmente, o que me salva é que isso não é a nível federal, apenas estadual mesmo.
Problema carrolliano número 2
Ser carrolliano(a) e ter apenas 64 reais para gastar com sua carrollianice
40 reais vai para a Alice no País da Filosofia mas o resto eu terei de descontar em Lan House, ok, vamos descontar do tempo em que estarei no College aproveitando internet da Biblioteca e wi-fi gratuitamente (enquanto o Temer deixar) mas você consegue imaginar o que é ter de pagar fretes por que a Alice’s shop não fica do outro lado da sua rua, e por enquanto eu moro de frente para uma conveniência de bairro, em breve morarei de frente para um cemitério velho aberto, e não é nem o cemitério de Guildford se você quer saber.
Problema carrolliano número 3
Não saber falar Inglês.
Isso é culpa minha mesmo, mas é um problema (assim como você ser revisionista e ter o Cohen como problema, são escolhas) ter de confiar em Google tradutor toda vez que você posta um texto sobre o senhor Dodgson, e ficar fingindo que fala alguns termos em inglês britânico quando na verdade não sabe nem se quer montar uma frase direito é muito chato, isso quando não lançam aquele livro fantástico e você fica cogitando se investir em um livro em inglês que custa os rins e mais o olhos e a pele em frete, mas pelo menos quando eu posto estes textos você não entende nada (a menos que tenha paciência para traduzir como eu) e assim eu não se torno um #carrollianproblem para você.
Problema carrolliano número 4
Não poder viajar para os lugares carrollianos.
Eu devia trocar essa por “não viver em Oxford, Croft, Daresbury, Eastbourne, ou qualquer outro antro de carrollianos”, eu viajei apenas uma vez para uma capital de estado do meu país para uma (do que eu chamo, lógico) de convenção de carrollianos quando na verdade era um carrollsday, ou Aliceday como você preferir, 4 de julho, chá, balões, fantasias e edições especiais, foi tudo o que eu tive até hoje, eu agora estou pensando em ir para a Argentina mas estou pensando muito, também tem Holanda, Japão. Inglaterra, EUA e a Rússia por que eles amam o Lewis Carroll lá. Mas falta dinheiro e boa vontade do mundo não querer acabar até eu conseguir ir para alguns desses lugares.
Problema carrolliano número 5
Não ser revisionista.
Eu não posso dizer que não me importo, por que toda vez que eu digo que não me importo eu fico pensando na Lizandrinha com aqueles olhos doidos dela, eu fico pensando na árvore viscosa (que eu já mencionei ser seiva de árvore Tumtum) ou fico pensando nas inúmeras vezes que agradeci ao senhor Cohen, também é um problema carrolliano não poder comprar a biografia que o Wakeling escreveu direto com ele, e considero o maior problema carrolliano desse sentido (o problema mor) terem sumido todas as provas que livrariam a cara do senhor Dodgson de uma vez por todas (ou não)
Esses foram os que eu lembrei agora, mas tenho certeza de que a qualquer instante eu possa achar outros. Por enquanto é só.
Sua cheia de problemas, remetente.
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