Uma Espécie muito Courioser
Eu estava procurando um caderno com uma história maravilhosa que eu escrevi em 2015 sobre a Alice Liddell atravessar o espelho para salvar o príncipe Leopold que era sequestrado, ela só era apaixonada por ele no começo (porque eu não shippo esses dois) mas como eu ainda tenho esperança de achar esse caderno e transferir a história para o Wattpad, não vou dar spoiler dela aqui (mas vocês já sabem, ela tem mais de 20 anos na história). Mas encontrei o caderno em que eu escrevia enquanto deveria estar trabalhando como estagiária na secretaria de educação da minha cidade, escrevi muitas coisas e fiz alguns desenhos, dentre os escritos tem a pimeira vez que eu imaginei um encontro entre os Bridgertons e os chamados (Doi)Dodgson, e eu ainda shippava a Violet com o Charles (imagina o absurdo, só pq daria um filme ao estilo “Os Seus,Os Meus e Os Nossos” só que com 19 filhos crescidos), mas o que trago para você hoje é uma “crônica” (?, não sei definir o que eu escrevi) sobre os carrollians como espécie, ela foi escrita em junho de 2016, então teve alguns trechos que eu tive que deixar de fora porque ou soariam problemáticos ou porque ilustravam situação absurdas (não no sentido carrolliano de absurdo). Mas o que sobrou eu deixei. Tinha que postar isso aqui para quem quisesse ler o que eu produzia no tédio daquela sala de recepção. E depois pensar que ela pode estar desatualizada, acho que eu poderia escrever uma mais atualizada para 2021. Vamos a ela então.então teve alguns trechos que eu tive que deixar de fora porque ou soariam problemáticos ou porque ilustravam situação absurdas (não no sentido carrolliano de absurdo). Mas o que sobrou eu deixei. Tinha que postar isso aqui para quem quisesse ler o que eu produzia no tédio daquela sala de recepção. E depois pensar que ela pode estar desatualizada, acho que eu poderia escrever uma mais atualizada para 2021. Vamos a ela então.então teve alguns trechos que eu tive que deixar de fora porque ou soariam problemáticos ou porque ilustravam situação absurdas (não no sentido carrolliano de absurdo). Mas o que sobrou eu deixei. Tinha que postar isso aqui para quem quisesse ler o que eu produzia no tédio daquela sala de recepção. E depois pensar que ela pode estar desatualizada, acho que eu poderia escrever uma mais atualizada para 2021. Vamos a ela então.
Escrito em junho de 2016
Carrollianos
“Eu já disse que todas as pessoas são vazias quando não a conhecemos... Uma pessoa que não conhecemos sempre será uma pessoa qualquer se não a conhecermos, meros figurantes da nossa vida... é muito difícil você olhar quem nunca viu na vida e acertar se aquela pessoa é mesmo bacana para você ou apenas um tipo comum... á vista geral todos somos vazios. ... É claro que sem a venda d ignorância, quando conhecemos as pessoas um pouquinho a mais elas se tornam interessantes ou como a maioria das vezes, elas são tão ocas que você morre de solidão... Mas tem uma espécie de gente que não posso chama-las de pessoa, ou qualquer outra coisa se não “carrollianos”, os carrollians são uma espécie a parte, principalmente os mais orgulhosos de serem o que são, as pessoas comuns não notam a diferença assim como (trecho censurado que envolve judeus, Stefanie Izac e um tal de Lammers). Mas carrollianos não são perceptíveis a outros carrollianos, até que comecem a falar sobre Alice.. Ou escrever sobre tal. Isso no mundo real não tem a menor das importâncias, ou seja, ninguém ta ligando. Mas o carrolliano se sente especial e é o que importa. Um fato interessante sobre os carrollianos é que podemos encontra-los facilmente se estiverem vestidos como tal ( geralmente um vestuário bem anormal, isto é: diferente, sonhador) ou em eventos sobre Alice no País das Maravilhas, mas dependendo do evento você encontra tipos diferentes de carrollianos. Vemos, por exemplo, no lançamento de um blockbuster (é assim que se escreve) sobre Alice, você vai encontrar muitos fãs do diretor, muitos fãs do ator que fará um papel que não é o mais importante, muitos fãs de filmes de fantasia... Muitos que virão a versão anterior que era um desenho mais simples, e alguns poucos que leram o livro... ressabiados... dentro os que leram os livros, alguns que leram até o final... dentre os que leram os que leram de verdade, dentre esses, os que lembra da história, dentre esses, os que não preferem Peter Pan ou o Mágico de Oz, dentre esses, os cujo Alice é o seu livro favorito, dentre esses, os que sabem quem foi Lewis Carroll, dentre esses, os que sabem que o nome dele não era Lewis Carroll, dentre esses, o que acham que ele era pedófilo, mas não tão nem aí... Essa pessoais são horríveis porque ficam dizendo isso para as pessoas comuns, dentre esses há os que não dizem isso para as pessoas comuns, é claro que há os que sabem que toda essa história é um mito, eu amo essa gente e amo mais o que dentre esses e por aí em diante, até chegar na autoridade máxima em Lewis Carroll nacional, este sim são carrollianos de se reconhecerem a vista longa... E em um evento em homenagem a ao escritor por exemplo? Tipo, em “Dia de Carroll” (ou coisa assim) Vemos toda as subespécies de carrollianos (pois como já disse, eles são uma espécie) Tem os que leram as 666 páginas de uma biografia duvidosa (porque foi a única que editaram em português), tem os que sabem inglês (afinal, é imprescindível saber inglês, assim você lê outros biógrafos e tira suas próprias conclusões) tem aqueles que se dizem fã de Carroll, mas quando vão a Inglaterra visitam a casa da Alice Liddell pensando que ela foi mesmo para o País das Maravilhas e volta achando que a pobrezinha se casou tarde porque ficou mal falada após ter um livro publicado com o seu nome, tem aqueles que sabem de toda a história e no âmbito da polêmica diz que mais importa é a obra dele. (do Carroll) tem as autoridades máximas nacionais. Às vezes tem aqueles que defendem a inocência do dito-cujo com unhas e dentes valendo até pintá-lo como fura-olho, tem os que gostam dele por se identificarem com o suposto e nada real lado menos agradável (gente, eu escrevi isso em 2016 e já estava prevendo o Martín Pérez!), e tem gente como eu, que não acha que sou melhor do que ninguém, mas me acho especial o suficiente para escrever essa crônica. (Era uma crônica?)”









