- Como não pode? -praticamente gritei com ela. O silêncio foi longo e todos olhavam para o celular na minha mão.
- Eu... - ela rompeu o silencio. - Eu não poderia ter feito isso. - sua voz agora estava estranha, não era aveludada e nem um tom sarcástico que costumava manter. Mellany estava doce e ao mesmo tempo embargava a voz como se estivesse prestes a chorar. - Chaz, por favor!
Conhecia Mellany tão bem quanto a palma da minha mão, sabia que ela estava mal com aquilo. Desliguei o viva voz e sai do quarto deixando a porta encostada.
- O que você fez? Pode falar ,estou longe dos outros.
- Me sinto horrível, Chaz. Estou cada vez pior! Minha garganta seca cada vez que penso nele e eu não posso ficar assim.
- Não é só você que sofre com isso. - Essa era a realidade, não era apenas ela que tinha um coração nessa história.
- Não! Justin está péssimo. Sabe o que ele fez? Raspou a cabeça, está com a perna completamente machucada e as costas cortadas. Eu não sei o porquê, mas quando o encontramos na igreja parecia ter medo.
- Por favor! - Ela já estava chorando. - Onde ele está?
- Está comigo, mas quer ir embora para a igreja.
- Não deixa - ela murmurou como se fosse uma criança medrosa. Engoli a seco e respirei fundo.
- Eu não sei, eu não vou pedir perdão ao Luke para voltar. Ele quer que eu faça isso, mas não vou pedir por algo que não errei.
- Vai deixar seu orgulho besta afetar todos que estão ao seu lado?
- É isso sim! Vai deixar todos preocupados com você e agora temos que nos preocupar com o Justin porque ele esta sofrendo? A culpada foi quem mesmo? - não deixei ela falar. Estava irritado e a vontade que tinha era de socar a cara dela. - Quem foi que correu atrás do cara até conseguir ir para cama com ele? Porque você fez isso com alguém inocente? Você é uma maldita vadia.
- Eu o amo e você não tem o direito de dizer isso.
- Se o ama tanto, por que não cala a merda da sua boca e liga para o seu pai pedindo perdão, implora de joelhos e da o seu jeito? Parece que você quer ficar aí, que fez tudo isso de propósito. Por que? Sabia que o Justin era fraco e não tinha como dispensá-lo depois, não é?
- Se continuar falando comigo desse jeito eu vou desligar.
- Vai desligar? A vadia covarde vai desligar? Sabe a merda que você fez? Sabe quantos caras já choraram por você? E agora o único homem que gosta de você pelo o que você é, está aqui fodido e a vadia não quer falar com ele. Acha que os outros caras com quem já foi pra cama e depois chorou pedindo uma nova transa, são como o Justin?
- Ele não é como ninguém. Justin é puro e eu me arrependo de ter feito isso com ele. Não me torture falando o quanto o fiz mal.
- Isso é tortura para você? O que eu vejo no Justin é mais que isso. Mellany, eu sou crescido o suficiente para ver quem eu gosto feliz com outra pessoa, e estou pedindo para que você volte e acabe de uma vez por todas com isso ou vá embora com o Justin.
- Ele merece uma pessoa melhor do que eu.
- Ele não quer uma pessoa melhor que você, ele quer você. - Doía em mim falar essas coisas para ela. Eu não queria ofender e muito menos fazê-la chorar, mas a verdade tinha que ser dita.
Escutar o seu choro pelo telefone e não poder pegar minha moto e sair correndo para enxugar suas lágrimas era ainda pior. Mellany me deixava confuso, ela me tinha nas mãos como um brinquedo.
- Eu posso ouvir a voz dele? Me deixa falar com ele. - Mordi meu lábio inferior e olhei em direção da porta do quarto. Justin tinha que ser um homem e eu não podia intermediar pelos seus sentimentos.
Caminhei lentamente até o quarto e no rosto de cada um deles tinha preocupação. Ryan estava do seu lado com o braço em volta de Justin que parecia ainda mais abalado.
- Ela quer falar com você. – Estendo o celular na sua frente, ele pulou como se estivesse recebendo o melhor presente do mundo. Não iria ficar tentando ouvir a conversa dos dois, ele estava afobado por falar com ela e Camila estava com raiva. Ela aproximou-se de mim perto da janela colocando suas mãos no meu braço.
- Todos escutaram sua conversa.
- Eu disse que todos escutaram, ficou burro?
- E ele mesmo assim está falando com ela?
- É o amor Chaz, ele a ama mais do que nós dois amamos ela. – Suspirou. Pelo que conheço da Camila, aquela batalha estava vencida para Justin. Mellany é dele e de mais ninguém.
Isso me deixava feliz. A mulher que eu amava gostava de um homem que iria fazê-la feliz pela eternidade. Um homem que vai poder amá-la mais do que eu. Já tinha me conformado com isso, várias vezes.
Olhei para Justin que estava chorando, o celular não estava mais com ele e sim com Ryan.
Minha garganta estava seca, minhas mãos trêmulas e minha cabeça doía. Sentia aquele gosto amargo na boca e mal conseguia pensar em alguma solução.
Ouvir a voz dele foi como enfiar facas no meu peito. O que eu tinha feito? O que eu estava sentindo era tão estranho e surreal.
Passei a ponta dos dedos limpando as lágrimas que estavma se formando novamente apenas por manter aquela voz doce falando "Eu amo você". Não poderia chorar em público, principalmente quando se está em um bar de uma cidade pequena.
Esse lugar cheirava a suor e álcool. Nem me aproximaria do banheiro, pela porta já sabia que não seria um lugar onde pudesse urinar.
O velho do outro lado do balcão de madeira encheu mais uma dose no meu copo, estava tomando um whisky barato a cowboy. Encostei o copo na boca e senti meu estomago revirar só com o cheiro. Engoli de uma só vez, minha garganta ardeu, mas não como das outras vezes. Já estava me acostumando.
- Se continuar assim vou ter que levá-la para minha casa - uma voz masculina me tirou atenção que dava para meu copo. Continuei a olhar apenas para o copo em minhas mãos, esperando o velho encher novamente.
- Não preciso de uma babá.
- Não é o que sua avó diz. - Virei para o lado e vi um moreno, seu corpo não era tão forte, seus cabelos negros e grandes na altura de seus ombros davam algo "a mais" no seu rosto que complementava com uma barba. O cara sentou ao meu lado e apenas sorriu para o velho atrás do balcão, ele sabia exatamente o que aquele cara queria.
- Trabalho para sua avó. - Nossa, ela tinha mini caipira dentro de casa?
- A velha tem um escravo sexual! Pensei que a única vadia da família fosse eu. -Outra dose estava no meu copo.
- Onde você mora não te deram educação?
- Não, passei longe dela.
- Aqui as pessoas dão as mãos e se cumprimentam falando ao menos como se chamam.
- Eu me chamo Mellany e é tudo o que tem saber sobre mim. - Mandei para dentro a dose, e depois respirei fundo.
- Me chamo James Beckett, e tem muita coisa que você pode saber sobre mim.
- Que eu não estou interessada! Aliás, porque falaria com alguém que trabalha na prisão?
- Prisão? – Ele se virou para mim. Esse cara já estava deixando minhas mãos coçando para dar uma corça.
- A casa onde você trabalha. Uma prisão.
- A porta da rua sempre está aberta e pelo que vejo, roubar 50 dólares de uma velhinha e vir para o único bar da cidade não é a cara de uma patricinha mimada. - O efeito estava me deixando um pouco zonza ou ele estava realmente me zoando?
Passei minha língua entre os lábios e sorri irônica, estendi o copo para mais uma dose, a última e seria uma dupla. Não vou perder meu tempo com gente insignificante. Tomei as duas rapidamente e desci do banco alto de madeira, puxei a nota amassada do bolso e coloquei em cima do balcão.
- Vai querer mais alguma coisa?
- Deixa o resto para mais tarde quando não tiver nenhum pirralho atrás de mim. -Beckett sorriu cínico coçando seu queixo. Não deixei de olhar para seu rosto, se eu estivesse no meu normal estaríamos conversando de outra forma.
Meu corpo parecia mole e ao mesmo tempo não conseguia me mover sem fazer movimentos bruscos. Sai um pouco cambaleando em cima das minhas botas até chegar na porta.
Estava tudo escuro, as casas pareciam ser longes o suficiente uma da outra para que não pudessem irem pedir uma xícara de açúcar quando faltasse. O bar ficava no meio da "cidade" com algumas lojas, um único posto de gasolina, um único hospital... Se é que chamamos aquilo de hospital.
- Você não vai para casa sozinha.
- Eu já disse que não preciso de uma babá, muito menos de um transexual atrás de mim.
- Seja lá o que isso significa, eu vou com você. Ordens da sua querida avó! - Ele sorriu, tinha alguma palhaça aqui para ele ficar rindo?
Arfei e coloquei a mão no bolso da frente, comecei a andar até que pudesse chegar no posto de gasolina, comprar um maço de cigarro que daria para fumar até quando chegasse em casa.
E ele me acompanhava como se fosse minha sombra.
Peguei o maço de cigarro, puxei algumas moedas do meu bolso e não davam pra pagar. Sai andando sem falar absolutamente nada.
-Você paga para mim. Já que vai me acompanhar ao menos continue fazendo minha honra crescer aqui. - Puxei um cigarro e coloquei o resto no bolso de trás. O isqueiro que tinha em minhas mãos era velho, e eu sabia quem tinha me dado aquele, esse era o motivo para beber e não me lembrar de mais nada por dois dias.
Se não tiver Justin em meus braços, eu vou acabar enlouquecendo.
Soltei a fumaça sentindo a mesma entrar pelo meu nariz, relaxei os ombros e respirei devagar.
- Sua avó disse que vai ficar aqui por muito tempo.
- O que você acha? Que vamos ser amiguinhos como nas férias de verão, você me conforta e eu te dou sexo? Então tenho que ir para casa e não posso porque estou apaixonada pelo meu amiguinho. Faz sentido! O que mais vai me ensinar além de ordenhar vacas e pescar no rio?
- Você acha mesmo que eu quero ser seu amigo?
- Um típico romance americano.
- Nunca me apaixonaria por você, não gosto do estilo vadia onde todos os meus amigos possam comer você depois. - Gargalhei depois da sua breve fala, ele estava realmente me tirando do serio.
Joguei meu cigarro no chão e pisei em cima. Estávamos do outro lado da rua, já poderia ver o único lugar asfaltado acabando no meu campo de visão.
-Você tem amiguinhos, meu amor?
- Quantos você pode imaginar?
-Então você tem dois. Uma menina apaixonada por você e um cara que quer dar o cu pra você.
- Sua boca sempre sai coisas desse tipo? - ele estava indignado. Com as coisas que falava, por enquanto aquele assunto estava me divertindo.
- Eu tenho certeza que você vai gostar da minha boca. Mais do que sua amiga gosta da sua!
- Não tenho amiga, não é muito normal uma garota andar comigo.
- Essa cidade fala demais, e digamos que eu não tenha uma boa reputação nela. -Estava começando a gostar, passei a ficar do seu lado acompanhando seus passos.
- O que alguém como você pode fazer? Cometer zoofilia?
- Estou andando com um assassino! - Levantei as mãos para cima em rendição -Me sinto bem melhor agora.
- Até que se prove o contrario – continuou.
-J á fodeu Beckett? - Ele parou de andar e me olhou dos pés a cabeça.
- Já fodeu? - Coloquei minhas maos em volta do seu pescoço, acariciando sua nuca. - Você já trepou? Transou? Fez sexo? Seja lá como se chama isso aqui - murmurei perto do seu ouvido.
Senti suas mãos pesadas apertando minha cintura forte, dando um solavanco para que me soltasse dele.
- Sim, acha que sou algum tipo de criança?
- Você me chamou de vadia, ao menos deveria ter um motivo. - Puxei mais um cigarro. Beckett deu um tapa na minha mão fazendo o cigarro cair.
- Chega de fumar! Minha caminhonete está logo ali e eu não quero uma garota impregnando meus assentos com um cigarro barato.
- Você vai de qualquer forma. - Sua mão era grande o suficiente para ficar em volta do meu pulso, colocou pressão puxando para o lado onde estava a caminhonete laranja.
Abriu a porta do carona e me jogou lá dentro com uma batida forte depois, sorri maliciosa acariciando meu pulso que doía. Outra batida na porta do lado esquerdo e ele já estava do meu lado.
Sua caminhonete não era tão fodida assim. Tinha um som, mas só pegava a estação de radio local, alguma música country romântica que me embrulhava o estomago.
- Está com sono Beckett? - Desliguei aquela merda de som, colocando meus pés em cima do banco. Olhou no relógio de pulso e negou com a cabeça.
- Não. - Coloquei minha mão esquerda na sua coxa e acariciei lentamente, ele ficou tenso. Seus olhos me fitaram rápido. Subi um pouco mais até colocar minha mal na parte interna da sua coxa, apertei aquela região e sorri.
- Eu vou ter boa parcela de culpa – murmurei. Deslizei até seu pau por cima da calça e ele brecou o carro.
- Não comece o que não pode terminar - alertou tirando minha mão do seu pau. Sorri e passei minha perna esquerda por cima das suas, subindo em seu colo.
Puxei seu queixo e mordi a parte debaixo subindo até seus lábios carnudos. Passei minha língua entre eles e pude sentir o gosto da bebida em que ele tomava antes. Aquelas mãos fortes me jogaram em cima do volante, ficaria um hematoma obviamente, mas quem ligava?
Aprofundei o beijo segurando em seus cabelos, esfregando minha vagina contra sua perna. Tentei dominar aquela situação até ele puxar meus cabelos para trás deixando meu pescoço vulnerável. Seus olhos escuros estavam de uma maneira sarcástica como se pudesse zombar internamente de mim. Sua barba entrou em contato com meu pescoço no mesmo instante que seus lábios rodearam aquela parte sugando forte.
A raiz do meu cabelo doía, ele não poupava força comigo. Isso me excitava.
A outra mão dele estava apertando meus seios, fazendo gemidos baixos escaparem dos meus lábios. Fechei meus olhos e deixei suas mãos irem até os botões da minha blusa e de uma vez ele puxou estourando alguns botões.
O cheiro que estava em mim naquele momento era imaginário, eu estava imaginando Justin. Meu Justin me tomando daquela forma, apertando meus seios e beijando meu pescoço com força.
Ele segurou na minha cintura e jogou para o lado do banco, abrindo minhas pernas e ficando entre elas. Desabotoou meu sutiã com presa e experiência naquilo. Eu estava tão desacostumada com tanta experiência que aquelas atitudes me surpreendiam.
Sua língua quente passou pelo bico do meu seio, minhas pernas tremeram e seus lábios cercaram aquela região devagar sugando, mordiscou devagar e repetiu mais uma vez, indo para o outro. Agarrei em seus cabelos sem deixar com que parasse. Uma de suas mãos estavam na minha vagina apertando por cima do jeans.
Ergui meus quadris fazendo pressão contra seus dedos fortes, seu rosto desceu até meu abdômen beijando devagar. Puxou a parte de cima do meu jeans, abriu o botão com força e beijou aquela parte.
Beckett levantou um pouco para tirar minha calça, junto das botas. Desabotoei sua blusa. Seu peitoral era definido, tinha um pouco de pelos que deixava de forma mais sexy.
Voltou a chupar meus seios e agora eu estava completamente nua no carro de um desconhecido. Como se fosse alguma novidade foder com pessoas que não conheço. Isso me deixava mais excitada, saber dos riscos que correria depois. Subi um pouco mais batendo minha cabeça na porta, ele não era nenhum ingênuo e sabia onde chegar.
Seus dedos acariciaram meu clitóris devagar, até ele começar a friccionar aquela região. Esfregando devagar, gemi em seus lábios e rebolei nos seus dedos. Estava ficando úmida.
Um dos seus dedos deslizaram para dentro de mim e o dedão estava apertando meu clitóris devagar. Colocava e tirava o seu dedo até colocar mais um. Agora parecia que o álcool estava fazendo efeito, minhas pernas estavam moles e meu corpo não respondia por mim.
Ele estava indo bem com seus dedos em mim, entrando e saindo forte com brutalidade, sentia a força da sua mão se chocando contra minhas coxas. A que estava desocupada apalpava meus seios, e ele olhava em meus olhos desafiando-me.
Puxei seus cabelos com força inclinando um pouco meu corpo, ele prendeu seus dedos fortes e isso me fez gemer. Bieber sorriu e tirou seus dedos de dentro de mim. Poderia dizer que estava sentindo falta de alguma forma.
Abaixou sua calça até a coxa, seu pau era médio, alguns pelos na sua pélvis o deixava másculo o suficiente para se tornar excitante.
Foi como um choque de realidade pra mim. Olhei para Beckett e foi como se estivesse dormindo a ponto de transar com ele. Tentei levantar um pouco e eu não estava com Bieber. Aquele não era Bieber e eu estava completamente maluca.
Só que ele estava tão excitado que poderia gozar sem mesmo me foder, ele arriscou. Deitou por cima de mim posicionando seu pau na minha entrada, forçou um pouco e segurou uma das minhas coxas, colocando a cabecinha dentro.
- Eu não quero mais! - falei alto. Foi como falar com as paredes, meu corpo subiu um pouco em suas mãos e seu pênis entrou por completo. Beckett começou a se movimentar devagar, bati contra seu peito algumas vezes.
- EU NAO QUERO! - gritei, e fui ignorada mais uma vez. Suas entocadas aumentaram, sentia ele ir mais fundo nem tão rápido e nem tão devagar. Aos poucos sentia minhas pernas moles, e agora, muito menos, conseguia sair dali.
Suas mãos apertaram minhas bochechas me fazendo beijá-lo, virei meu rosto com os olhos fechados e novamente aquela sensação de estar com Bieber me tomou conta.
Coloquei minha mão esquerda em suas costas arranhando forte. Olhei para cima e só conseguia ver os olhos castanhos sorrindo e cavalgando em cima de mim. Seu pau passou a entrar mais forte, o carro balançava conforme seu corpo movia em cima do meu.
Puxei seu rosto com força para beijar seus lábios, ele não deixou. Queria dominância, puxou meus cabelos e beijou meus lábios deixando-me sem ar. Seu corpo pesado surrou para cima, meus seios subiam e desciam com pressão, minha cabeça estava rodando. Eu queria. Estava gostando cada vez mais.
- Bieber - gemi devagar ao sentir meu corpo se contrair. Recebi um tapa na minha coxa. Coloquei minha mão esquerda para cima segurando no banco, dessa vez foi um gemido mais alto e todo meu corpo relaxou quando cheguei ao meu ápice.
Ainda não tínhamos acabado até ele sair por inteiro e gozar na sua própria mão.
Não sabia a merda que tinha feito. Apenas sabia que eu havia fodido. Fodido pensando nele. Fodido para me sentir mais perto dele.
Justin estava com roupas minhas, tínhamos colocado alguma coisa em seu estomago, pois parecia que ele não se alimentava bem a dias. Uma pizza não era uma boa alimentação para ele, mas isso o manteria de pé. Pelo menos por algumas horas.
Estava de carro junto com Ryan e Camila, e os outros viam logo atrás em suas motos.
- Vamos te levar para um lugar ótimo! - Camila virou para Justin colocando a mão em seu ombro.
- Você não vai fazer nada contra ele - alertei
- Relaxa! - Sorriu cínica, ela estava feliz. Justin ouviu o que não queria, mas também ouviu que eu e ela desejávamos.
O caminho era conhecido por todos nós, as ruas eram escuras. Sempre que arrumavam as luzes, faziam questão de quebrar logo em seguida. Aliás, isso aqui servia de motel para muita gente.
Estacionei o carro um pouco longe da entrada. Se desse briga enquanto estivesse lá dentro, ele não sofreria arranhões ou algum tipo de coisa. Descemos do carro e o único que ficou lá dentro foi Justin, suas mãos estavam juntas em cima das pernas.
- Podem ir, eu fico aqui.
- Não! Trouxemos você para diversão cara! Você tem que se divertir com seus amigos pelo menos uma vez. - Puxei Justin pela camisa tirando ele do carro. Era fácil fazer isso com ele. Parecia que nunca tinha uma reação para impedir alguém.
Richard estava com aqueles panacas do outro lado. Não reconheceram Justin, ele estava muito diferente de quando levou uma surra da ultima vez.
O encarei por alguns segundos até abaixar a sua cabeça, em sinal de que ficaria quieto. Mellany não estava aqui, era desvantagem para nós. Entre ela e o Bieber, obviamente ela surraria Richard com gosto enquanto Bieber apanharia feito uma garotinha.
Camila segurou no braço dele e saiu guiando junto para a entrada do The Hell. Paguei a entrada e carimbaram a mão direita de cada um de nós.
Já não conseguia ouvir muita coisa, pessoas gritando ao som da música que tocava no pequeno palco. Corpos se movendo em um pequeno espaço, cheiro de cerveja, vodca, maconha e cocaína exalavam no suor de todos que estavam ali.
Vi uma mulher branca, cabelos negros e olhos claros. Ela estava sentada em uma das mesas "VIP", no caso, quem vendia drogas era ela. Do seu lado tinha um homem, não tão alto, com óculos escuros de braços cruzados.
- Vamos colocar alguma coisa na boca - Camila gritou virando para mim. Confirmei com a cabeça.
Justin não fechava sua boca e seus olhos estavam esbulhados quase soltando para fora. Olhava para as pessoas como se fossem seres de outro planeta, peguei ele sussurrando um Pai Nosso até o caminho do bar.
Enquanto Camila foi pegar bebidas, Xavier, Ryan e eu fizemos questão de sentar na mesa onde estava aquele casal.
- O que alguém como você faz aqui? - perguntei perto do seu ouvido, ela puxou pela minha camisa deixando seu rosto próximo ao meu.
- O que você quiser. - Mordeu seu lábio inferior. Então aquele cara que estava ali não era nada dela.
- Ryan, conheça minha nova vadia. - Apontei pra ela - Qual seu nome meu anjo?
- Babi, e não me chama de anjo. - Ela abriu o casaco mostrando o corpet preto, tinha pequenos bolsos por dentro, ia da farinha até heroína. Estava no paraíso!
- Aqueles dois voados são Ryan e Xavier. Meu amigo assustado se chama Drew.
- Drew? Belo nome. - Não ia sujar o pobre padre falando que ele estava no The Hell, aliás não ia sujar minha reputação com isso.
- Ele é novo na parada. Tem alguma coisa que faça pegar leve com ele? - Passei meu braço em volta do seu pescoço. Um drogado chegou na mesa em pânico, estava com as pupilas dilatas e tremia com o dinheiro na mão e uma seringa.
As veias do pescoço dele estava inchadas. O cara estava em uma viajem agonizante, aquela onde seu corpo só vai parar de ter reações se você triplicar a dose.
O cara ao lado da Babi pegou uma pedrinha enrolada no papel alumínio. Seria o certo para picada, se ele não derrubar tudo na pia tremendo. Ele pegou o dinheiro e colocou no bolso.
Camila veio dançando até a mesa, não pude deixar de olhar. Ela era gostosa, tão gostosa quanto Mellany. Trouxe apenas uma garrafa, sem copos, pois ninguém usa muito copos no The Hell. Abriu a garrafa e levantou até a altura de sua boca bebendo, fazendo questão de deixar escorrer um pouco. A garrafa passou de mão em mão naquela mesa. Ela se acomodou no colo daquele cara. Ivan.
Justin pegou a garrafa e olhou com receio.
- Não devo. - Balançou a cabeça
- Bebe, bebe, bebe - foi o que todos gritaram na mesa. Começaram a deixar ele com medo, até segurou a garrafa com força em suas mãos trêmulas. Colocou o gargalo na boca e quase recuou com o cheiro até tomar o primeiro gole e botar para fora.
- O que ele tem? - Ivan tirou seu óculos escuro rindo.
- Falei cara, ele é novo. Por isso quero seu melhor. - Ryan ao menos deveria ser mais discreto olhando os peitos da Babi pulando para fora daquele corpet apertado. Estava ficando com água na boca.
Peguei a garrafa da mão do Bieber e tomei um longo gole, ardeu um pouco, mas já era como água. Não me deixaria louco.
Puxei duas notas de vinte e enrolei, colocando entre os seios de Babi.
- Me dá um smiley para o meu amigo, e o resto eu quero algo banquinho como a sua pele - falei perto do seu ouvido, ela sorriu.
- Isso é para criança... - Olhou para Bieber e sorriu. -Claro que tenho. - Pegou um pequeno envelope cortado de comprido e destacou um. Bons tempos em colocar smiley na boca e deixar embaixo da língua até grudar.
- Drew, engole isso, a dor de cabeça passa. - Camila estendeu o comprido para ele que olhou por alguns segundos.
- Engole isso cara, todos os seus problemas vão embora. Isso aqui vai fazer você ficar feliz, vai ver tudo o que sempre sonhou - Ivan incentivou. Justin pegou o comprido e colocou na boca.
- Não engole, deixa debaixo da língua - Ryan falou. Enquanto isso Babi dava o saquinho para mim, joguei um na direção de Ryan e fui arrumar as carreirinhas.
Camila passou a mão na cabeça de Justin e riu, ela já estava com um smiley na boca também.
- Bebe, você tem que beber! - Se curvou na mesa para pegar a garrafa, e ele ainda estava em estado de choque. Misturava medo e pânico. Cams entregou a garrafa e ele recuou, ela colocou entre os lábios dele.
- Bebe vai fazer você se sentir melhor, acha que se a Melly estivesse aqui iria gostar de ver você se excluindo? - Ele bebeu como se a vodca fosse água. Apertou os olhos, com toda certeza a cabeça dele estaria girando e quando parar não vai mais conseguir respirar direito.
E foi exatamente isso que aconteceu. Ele colocou suas mãos em cima da mesa procurando ar e todos da mesa riram. Abaixei meu rosto na altura das carreirinhas, tapei um lado do nariz e funguei com o outro puxando o pó, subiu ardendo até levantar minha cabeça pra cima.
Fiz mais duas, três, quatro vezes! Até meus músculos relaxarem.
Precisava de mais bebida. Na mão daqueles malucos o mais sóbrio era eu, e Justin era minha responsabilidade.
- Vamos, Drew! - Levantei da mesa e ele me olhou distante, franzindo o cenho. Ficou assim por quase um minuto, o comprimido estava fazendo efeito. Justin levantou sorrindo a toa como se estivesse no seu melhor humor. Não precisou de babá para chegar até o bar.
-Não fica parado, não para de beber se não sua boca cola por algum tempo. -Comprei uma cerveja e entreguei na sua ãao. Pedi uma das balas que vendia, um pirulito, abri e coloquei na boca dele.
- Feliz! Padre está ficando legal.
- O que? - Puxei o pirulito da boca dele e coloquei na minha.
- Bebe sua cerveja e vamos dançar. Eu chego naquela vadia e você na outra. -Justin tomava sua cerveja olhando para onde eu apontava. Meu amigo não era de se jogar fora. Até que essas olheiras debaixo dos seus olhos faziam parecer que ele já frequentava aqui há muito tempo.
- Você não sabe se chegar? Chega na vadia, encosta, puxa ela e beija.
- Sim, errado. Mellany, eu quero Mellany. - Ele ia ter uma Mellany para ele, nem que eu tivesse que passar sangue e colocar nos lábios da Cams para que ele ficasse um pouco parecida com Mellany. Mas ele teria sua garota mesmo na sua primeira viajem.
Chamei ele atá o meio onde as pessoas estavam dançando, algumas vadias encostaram nele sem nem se insinuar para elas. Puxei Justin para a visão das duas putas que vi de longe, elas sim tinham cara de que foderiam bem.
Aproximar das duas que estavam dançando não foi difícil. Ainda mais com Justin que estava com o dedo dentro da boca e rindo. Era difícil.
Uma delas segurou na minha nuca esfregando suas pernas nas minhas
- Pega leve! Primeira vez dele com docinho. - A que estava do meu lado sorriu e foi para cima do Justin como se ele fosse um presente de natal.
Não sei o certo, estava ocupado demais enfiando minha língua na garganta daquela mulher enquanto a vadia ralava sua buceta na minha perna esquerda. Puxei em seus cabelos fazendo-a parar, mordi seu lábio inferior.
De repente um pequeno espaço se abriu. Virei para ver o que era e Justin estava com as mãos na boca, a garrafa de cerveja no chão e a vadia completamente suja de vomito.
- FILHO DE UMA PUTA! - Pobre padre levou um tapa na cara. Queria rir, mas só sentia pena. Muita pena dele. Me afastei da vadia que estava pegando e segurei no braço dele arrastando para mesa onde não deveria ter tirado ele.
Só estava Cams e o tal Ivan, na verdade eles estavam fodendo ali mesmo. Não era difícil de ver a saia levantada e os seus seios praticamente para fora, enquanto ele apertava e beijava o pescoço dela.
Deixar ele aqui iria atrapalhar a foda dos outros, quando na verdade o bebezinho precisava foder alguém.
- Deus! Deus vai fechar esse lugar.
- DEUS NÃO GOSTA DESSA CASA DE PROSTITUIÇÃO, DROGAS E PECADOS.
- Você. - Ele puxou um cara. - Deus pode garantir seu lugar no céu. Se você estiver seguindo seus ensinamentos. - Justin estava tentando catequizar um drogado? Ele ia sair daqui apanhado, e dessa vez não poderia fazer nada.
- Vamos para casa, eu não deveria ter trazido você aqui! - Ele olhou pra mim como se estivesse com medo e se aproximou.
- Eu não quero ir pra casa, quero ficar aqui.
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