Son como son porque viven en la luz —pensó de pronto el pistolero—. Esa luz de la civilización que te enseñaron a adorar por encima de todo lo demás. Viven en un mundo que no se ha movido.
Si así acababa la gente en un mundo tal, Roland no estaba seguro de no preferir la oscuridad.
La llegada de los tres, de Stephen King. Capitulo tres: Contacto y Aterrizaje. Parte 8.
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21/06 - Las lluvias continúan sobre el territorio de los guardianes, posible depresión.
22/06 - Los miembros seleccionados del senado para la misión especial, se reúnen en secreto para recibir entrenamiento y preparación para el viaje.
23/06 - Los estudiantes en prácticas regresan del exterior.
25/06 - Campamento de verano para estudiantes de últimos cursos y recién llegados.
27/06 - Alerta amarilla por fuertes lluvias y vientos rápidos en el centro y sur de la isla. Un ciclón se acerca
29/06 - Ataque al barco que conducía a estudiantes al mundo exterior.
30/06 - Se ordena estado de emergencia en toda la isla, el campo de protección se encuentra bloqueado.
02/07 - El senado se reorganiza con nuevos miembros, el secreto de la misión se desvela y los guardias sobrevivientes de Solberg son acusados de traición.
08/07 - "Keres" deja caos y destrozos a su paso, el sur de la isla se encuentra en zona de desastre. Especialistas de la estación general combaten el avance del ciclón que continúa con fuerza en la frontera.
15/07 - Ciudadanos molestos y motivados por los grupos más radicales de la isla, son incitados a terminar con las mentiras del senado. Cada ciudad es saqueada y destrozada, pero de entre todas Kales termina con los mayores daños, hasta que la figura de un hombre y su discurso pone final a la rebelión.
*Las fechas indicadas, hacen referencia a los hechos on-rol.
Entrei em casa e vi meus pais andando de um lado para outro na sala e Bruna com celular na mão.
— Meu filho, graças a Deus. - indagou minha mãe assim que me viu
— Luan, o que aconteceu com você? - perguntou minha irmã
— São cinco da manhã, o que fazem acordados? - perguntei confuso
— E quem dorme sem saber onde você está?! - disse minha mãe
— Você é um irresponsável mesmo não é?! Sai, desliga o celular, volta com cheiro de bebida e com os olhos inchados e cheio de pontos, o que é isso? Cade a educação que eu te dei? Não te ensinei a sair por ai arrumando confusão.
— Não fala o que você não sabe! - joguei a chave do carro na mesa e fui para meu quarto
Tomei um banho quente e fiquei um tempo no banheiro, pensando em Fernanda. Será que isso já havia acontecido com ela? Escovei meus dentes e tentei afasta-la de meus pensamentos.
— Ah, pelo amor de Deus, tá de brincadeira? Bruna, vai dormir!
— O que aconteceu Luan?
— Não vou falar sobre isso, vai dormir!
— Você já me manteve acordada até agora e eu não vou sair enquanto não me contar!
— Eu fui a um bar, precisa esfriar a cabeça, provavelmente você sabe que eu e o papai brigamos hoje na empresa, mas enfim, eu fui até esse bar e bebi um pouco, haviam mulheres lá e você sabe, eu só bebi! Quando estava voltando pro carro vi dois caras prestes a abusar de uma garota, mais ou menos da sua idade assim.
— Ai você foi bancar o herói e apanhou?
— Eu não apanhei! E eu não podia deixar eles abusarem da menina...
— E ela está bem?
— Sim, agora vai dormir! Me deixa em paz...
— Não vai dormir por muito tempo, sabe que sete hora o papai vai vir te acordar para ir pra empresa.
— E eu não vou! - encarei ela - Tchau!
Infelizmente não pude dormir muito, nove horas acordei e tive que ir para a empresa, eu queria ter certeza de que a garota estava bem, porém eu não tinha tempo de ir fazer uma visita pra ela.
— O que tem de tão importante hoje? - perguntei entrando na sala do meu pai
— Temos uma reunião com os acionistas, como você sabe a produção está indo bem só que eu não consigo evitar as despesas que estão aumentando mais que a produção. - ele parecia irritado, mas não parecia que ia gritar e se descontrolar como na última vez - Você fez sua parte?
— Tá brincando? Era sério aquilo? Você me dá um dia para fazer um plano de economia e corte de gastos e quer o que? Que eu faça como se fosse mágica?
— Agora você não tem mais um dia, agora você tem até as sete horas da noite para ter esse plano pronto e apresentar para os acionistas. Você pode ir!
Era inacreditável, ele queria que eu fizesse uma coisa que levaria semanas em poucas horas, ele queria ver meu fracasso.
— Bruna, você vai passar o dia comigo e me ajudar! - falei antes que ela pudesse dizer alo
— Do que você tá falando? Luan, não vou a lugar nenhum.
— Vai sim, se não tudo o que você vai escutar daqui em diante é eu e o pai brigando! Saiu do escritório em quinze minutos, esteja pronta!
Ela ficou sem acreditar, me encarou e começou a rir.
— Para, não tem graça, você tem que me ajudar porque o pai enlouqueceu.
— E você vai apresentar um plano que ainda nem começou a fazer para os acionistas com essa cara toda quebrada e os olhos roxo? Luan, você tá louco.
— Eu não, eu tenho consciência de que eu não ia conseguir sozinho, por isso você tá aqui.
— Isso é loucura Luan.
— Eu sei, mas você tem que me ajudar.
Pedimos um café e nos concentramos ao máximo em cada ponto que a gente precisava, até o almoço já tínhamos uma ideia do que eu ia apresentar e começamos a fazer as pautas. Não estava sendo fácil, quase não demos conta de tanto número e tanto gráfico, as vezes tínhamos que parar para descansar e isso era perda de tempo.
— E com isso terminamos, já tem em mente como vai explicar tudo isso?
— Sim, não, mais ou menos...
— Que horas são?
— Seis e meia. Não dá tempo de chegar...
— Dá sim, vamos logo.
Quando entrei na sala de reunião, todos já estavam lá, inclusive meu pai com o celular na mão e cara fechada.
Assim que terminei de apresentar o plano, todos se viraram para meu pai.
— Bom, é um plano ousado, mas que pode dar certo. - falou Mauricio
— Bom trabalho garoto, vamos estudar nossas possibilidades e se colocarmos em prática esse plano, a empresa pode vir a ter mais lucros que está tendo.
— Eu acho loucura. - disse meu pai - Mas a escolha é da maioria, vamos votar.
Acabei naquele clube de novo, estava cansado de tantas críticas do meu pai e eu não queria ficar no mesmo ambiente que ele!
— Oi, você por aqui de novo?
— Eu precisava beber, e como você está?
— Estou bem, não achei que ia te ver de novo.
— Ué, por que não?
— Porque esse não é um ambiente que você parece frequentar.
— Eu queria saber como você estava, parece que ontem te ajudar foi a única coisa certa que eu fiz em meses...
Sofía percibe el aroma dulzón una vez más. La humedad y el calor del ambiente la adormecen. El cuerpo le pesa pero camina en trance entre el follaje en penumbras. El rocío que cae le brilla en la piel. Observa sus pies descalzos. Mueve los dedos con lentitud e intenta asirse más al suelo. La alfombra le raspa, transmitiéndole una electricidad estática que se esparce por su piel. Al levantar la mirada, se percata del empapelado de ramas en el pasillo tenuemente iluminado. Algo se retuerce en la penumbra, algo no del todo vivo. Una ratón blanco huye despavorido.
Daniel se siente libre. Muchas luces pequeñas, como luciérnagas, en un patio oscuro titilan y se hacen más cercanas. Cada una de ellas brilla entre puertas de madera blanca que se repiten a lo largo de un pasillo que parece no tener fin. Una fuerza lo abraza y lo lleva a través del camino, haciendo sus pies livianos como una pluma, su pecho ancho lleno de aire fresco.
Una imagen asalta a Sofía como un relámpago antes del trueno, miles de puntos de luz estallan al unísono. La muchedumbre corre en ambas direcciones y el pasillo se ensancha. El silbido de un tren la sorprende desde lejos. Alguien la toma de la muñeca izquierda y la tira con fuerza en la dirección contraria a la que ella se dirige. Le falta el aire y se agarra el pecho con la mano libre. Se siente claustrofóbica entre tanta gente. Cierra los ojos y se detiene en el lugar. Teme volver a abrirlos.
La memoria de Daniel se siente como una borrachera en un cuarto oscuro, con luces relampagueantes y música a todo volumen. Imágenes aleatorias se disparan en su mente, con gente que no alcanza a distinguir y colores que parecen fundirse en la oscuridad, hasta transformarse en un óleo pastoso. Entre esos pequeños fragmentos puede encontrar algunos sabores, como a tabaco y alcohol; el sonido de una máquina de escribir golpea con un ritmo frenético: “¡tac!¡tac!¡tac!”. El martilleo está en sintonía con la música de fondo, un galope electrónico con una profunda vibración que reverbera dentro de su pecho. Entonces, en medio de ese remolino, una mano lo toma por detrás, desde su antebrazo.
El murmullo se diluye en un plácido oleaje, y el chirrido de las vías en el canto de los pájaros. Sofía se relame los labios y siente un atisbo de briza marina inundándole los pulmones. Abre los ojos para encontrarse con la alfombra acrílica y el frondoso empapelado. Ve una única puerta blanca a su derecha con el número “605” y entra en un cuarto rústico con techo de machimbre. Observa la cama de pino y las tres frazadas. La temperatura parece caer varios grados y se le eriza la piel. La taza de té todavía humeante junto al cuaderno en la mesita de luz. Percibe unas risas lejanas y una voz gruñona que parecen diluirse con el ulular del viento. El lugar le resulta extrañamente acogedor, casi familiar. Descubre con alegría la biblioteca. Recorre las estanterías con los dedos, leyendo los títulos. El aroma a aserrín y manzanilla se entremezcla con el de las hojas impresas.
No hay nadie alrededor, y ni siquiera se oye el sonido de su propio respirar. Se pregunta qué habrá detrás de las puertas. Juega a adivinar, crea historias fantásticas detrás de ellas. En un parpadeo, Daniel se halla en una habitación decorada con un fino empapelado de principios del siglo pasado, con una biblioteca de madera empotrada en la pared, ¡y lo que parecía ser su colección de libros! Aquellos que su abuelo le había regalado cuando era apenas un niño pequeño. La emoción lo invade por completo: quiere volver a oler el papel antiguo, acariciar las cubiertas de terciopelo. Al hojearlos, siente que hay algo nuevo. En cada página, un suave perfume de mujer emerge de la pasta de madera.
Entre el sonido de las hojas que se deslizan, una voz dice: "Sé que me buscás desde el silencio. Queremos ver las luces del día y al mismo tiempo no despertar. Cerrar los ojos nos hizo abrir el alma." Ambos levantan la mirada del libro que tienen entre sus manos, y sus ojos se cruzan por primera vez por el hueco que ha dejado el volumen faltante en el estante de la biblioteca.
" Me cruzo con la mirada de un muchacho que se encuentra mirando hacia mi dirección fijamente y se acerca esquivando a la gente como si nada, –yo cada pocos pasos choco contra alguien, así que es frustrante- miro con curiosidad hacia atrás buscando lo que el observa, solo veo a las personas caminando sin detenerse a ver nada, finalmente cuando se para frente a mí con su sonrisa coqueta suelto un bufido, es el guardián del parque, solo que ahora ya no lleva el uniforme.
Es un cabeza más alto que yo, su cabello es del color del azabache como sus ojos y su piel se mira tostada por el sol.
-¿No te alegras de verme?- Pregunta con una falsa alegría en su voz y lo miro irritada – De acuerdo, tuvimos un mal comienzo, tienes que entender que yo solo estaba haciendo mi trabajo."
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“Con tantos mentirosos en este mundo ¿Por qué debería creerle al que se viste de ángel?”
Miré hacia los extremos de la habitación, estaba más o menos oscuro, el ambiente se sentía opaco. Cuando puse mis manos en el suelo para levantarme me di cuenta que no estaba hecho de madera. De hecho, ni si quiera el piso. Cuando pude recuperar el resto de mi consciencia me di cuenta que mis piernas estaban cubiertas con una sábana blanca. Tenía manchas de colores esparcidos, completamente descoloridos. Irónico ¿no? Parecía que a alguien le gustaba comer en su habitación.
Cuando giré mi cabeza vi un espacio en la supuesta cama. Estaba hundido, como si alguien hubiera dormido a mi lado. Sentí la sábanas, pero estas ya estaban frías, quien quiera que hubiera estado allí ya se había ido hace tiempo. Miré debajo de las sábanas, y como me lo imaginaba, estaba en ropa interior. Parecía que la escena se repetía otra vez.
Con la mirada en el piso empecé a buscar mi camiseta, o lo que sea que había utilizado el día anterior. Me paré sintiendo el piso helado debajo de mis dedos, ¿Qué hora de mierda era? No tenía idea, lo único que quería era salir de este lugar. Cuando mis sentidos volvieron pude oler el extraño aroma en este espacio cerrado. Olía a marihuana, a cigarros, y a droga. Estaba en la casa de James, o más que nada su “estudio”.
Al darme cuenta que estaba sola, y mis ropas estaban esparcidas en toda la habitación, me di cuenta que me había acostado con él. De nuevo. Pero esta vez había sido porque no tenía dinero y la verdad no iba a conseguirme pasta con otro vendedor. Este barrio era demasiado peligroso para arriesgarme. No se tomen mal esto, no es como si James fuera cualquier persona. Él es uno de mis amigos, no tan cercano, pero lo quiero. Y a veces me acuesto con él por diversión o por el simple hecho de que no tenemos nada que hacer.
James era una de las únicas personas que conocía y que tenía un trabajo, por lo que siempre se iba temprano. Eso explicaba las sábanas frías debajo de mi tacto. Pero en fin, cuando terminé de vestirme completamente, bajé las escaleras hasta llegar a la cocina. Lo malo, era que bajo todas las cortinas estaban abiertas, así que la luz del día me rebotaba en todos los ojos. Me sentía como un vampiro con asco a la sangre y la piel menos pálida. Ojalá hubiera dejado algo para comer.
Al abrir el refrigerador sentí como mi estómago hacía un sonido de alegría. Había pan, queso, jamón, leche, etc. Era hermoso, nuestra cocina nunca estaba así de llena, o tan colorida, y ni siquiera olía tan limpia. James quizás era un desvergonzado vendedor de drogas, y tenía sexo con cualquier persona que se le cruzaba, pero, al menos era responsable. Lo cual era difícil de encontrar en las personas últimamente.
Me serví un vaso de jugo de naranja y me hice un pan derretido con queso. Mis papilas gustativas se sentían de maravilla, no sentía tantos sabores en mi lengua desde hace meses, cuando fui a la fiesta de, bueno, ya ni siquiera me acuerdo, pero tenían buena comida. Me comía hasta las migajas del pan, de verdad no sabía lo muerta de hambre que estaba. Cuando terminé dejé el plato y el vaso en la regadera mojados con agua. Después saqué un pastelillo del refrigerador, lo guardé en una bolsa y me dispuse a salir de ahí.
Pensé en dejarle una nota, pero James y yo no somos así. Nunca lo fuimos, yo siempre sé donde está y él sabe perfectamente que no tengo a donde ir. Algunas veces me había ofrecido a ir con él, pero me había dado cuenta de que si hacía eso tendría que dejar a los demás atrás, y estaba segura que nunca me lo perdonarían.
Empecé a caminar tranquilamente por la calle. Vi a un montón de gente pasar, entre estos delincuentes, viejos, niños, y mujeres con abrigos más grandes que el colchón que hay en el departamento. Sentía muchos olores a mí alrededor, como a de basura mezclada con alcohol, específicamente vodka. Tenía unas extrañas ganas de tomar algo con consistencia ahora. Pero lo necesitaba infinitamente. No, no tenía una adicción, pero cada vez que usaba drogas me quedaba la extraña sensación de querer tomar alcohol. No debía, pero quería.
Las luces de los autos me confundían, y estaba segura que había chocado con varias personas al pasar, algunas me habían mirado raro y otras simplemente se fijaban en sus propios asuntos. La calle se llenó de sonidos estridentes, bocinas de autos, gente gritando, y un barullo de silbidos confusos, me estaba hartando, sentía que me iba a dar un ataque, ¿Por qué rayos había decidido experimentar con drogas la noche anterior?
¿Estás seguro que esto no me matará?
Tranquila, sólo te hará sentir difusa. Si empiezas a ver colores, es que está funcionando.
Las conversaciones de anoche se revolvían en mi cabeza una y otra y otra vez. No lo soportaba, no recordaba nada de lo que había pasado, pero estaba segura que no quería recordar. Sentía pasos a mí alrededor, pero no sonaban reales. Sonaban… como si chocaran contra el aire en vez del piso. Me daba vuelta todo el tiempo pero sólo podía ver a una multitud de gente, nada más. Sentía como una energía externa a mi cuerpo, o una mierda parecida, no sé. Me estaba volviendo loca de seguro.
Tiene que haber una forma de pagarte.
Ya sabes qué pasa cuando no tienes dinero…
Mi caminar era un remolino de pasos y me iba a desmayar en cualquier momento. La gente seguía hablando muy alto y lo único que quería era que un auto me pasará por encima. Oí una voz en mi oído, susurrándome que parara, pero no lo iba a hacer, estaba demasiado asustada. En contrario, seguí caminando más rápido, sintiendo como mis extremidades se iban a despedazar de un segundo a otro. Tres pasos más y seguramente iba a caer.
James…
Shh… Tú sólo disfruta ¿okay?
De la nada, sentí unos pectorales contra mi pecho. No estaba avanzando, no podía, por alguna razón, la persona que estaba delante de mí no quería dejarme ir.
-Em… ¿Por qué no paraste cuando te dije? –La voz delante de mí sonaba extrañamente reconfortante. Tranquilamente me alejé de su control, todavía con mi mirada baja.
-¿Disculpa?
-Que por qué no paraste… cuando te dije. Necesitaba decirte algo –Miré hacia arriba y me di cuenta que era un chico. Era un poco más bajo que James pero definitivamente más alto que yo. Tenía ojos cafés, eran oscuros, pero expresaban una luz, no sabía cómo llamarla.
-Lo siento, pero no tengo idea de quién rayos eres –No quería ser ruda, pero sinceramente de dónde demonios había salido este tipo. Y quién fuera, de verdad era bonito, extraño, pero con atractivo.
-Oh perdón, necesito presentarme –Aclaró su garganta de forma rústica, varias veces. Ni siquiera sonaba molesto a mis oídos –Mi nombre es Logan Henderson, y soy tu ángel guardián.
Debí haber lanzado una carcajada porque varias personas se dieron vuelta para verme. Y el tipo delante de mí parecía bastante confundido de hecho, ¿De verdad esperaba que le creyera lo que me estaba diciendo? Todos saben que esos tipos de criaturas no existen.
-Pff, si claro, y yo soy Madonna –Me dispuse a seguir mi camino como lo había hecho antes, pero una mano fuerte se puso en mi hombro. Después de eso terminé contra un poste que no tengo idea de donde rayos salió para ser honesta.
-Hey, te estoy hablando en serio.
-Oye, no tengo idea quién rayos eres, pero me tienes que estar bromeando cuando de verdad crees que te voy a creer una mentira como esa –De nuevo, empecé a caminar hacia el otro extremo, haciendo como que no escuchaba lo que este tal “Logan” me estaba diciendo.
-¿Con qué no me crees? –Gritó detrás de mí. Yo seguí caminando como si nada –Bueno, cree en esto.
Por alguna extraña razón el sonido de un chasquido de dedos se sintió fuertemente en mis orejas. Intenté tapármelas pero mis manos no se movían. De hecho, ninguna parte de mi cuerpo lo hacía.
¿Qué demonios?
De la nada, sentí como un auto pasaba rápidamente al lado mío, haciendo que con el impulso el pelo me llegara en toda la cara. Pensé en quitármelo con las manos, pero sólo pude mover mi cuello. Mis extremidades estaban pegadas a los lados de mi torso. Intenté levantar mis pies, pero estos también estaban pegados juntos al pavimento. Estaba desesperada. No podía salir de ahí y ninguna parte de mi cuerpo debajo de mi clavícula parecía moverse.
Cuando sentí otro auto pasar al lado mío de forma furiosa, casi, prácticamente matándome, me di cuenta que ya no estaba en la acera. Estaba en medio de la maldita calle y los autos estaban intentando esquivarme. Intenté calmarme pero todo lo que pensaba era ¿¡Cómo rayos terminé aquí!?
-¿Ahora me crees? –Sentí esa voz al lado mío. Giré la cabeza lo más que pude. Y ahí estaba el chico vestido con una camisa hasta sus codos, sus pies prácticamente flotando del suelo, sin tocarlo. Los autos parecían ni siquiera notar su presencia.
-¿¡Qué rayos hago aquí!? –Le grité con todas mis fuerzas a su, bonita, pero maldita cara. El estúpido me seguía sonriendo como si nada. Quizás él si podía salvarse pero yo no.
-Te dije, ángel guardián –Me dijo con la cara llena de inocencia. -¿Sabes? Los ángeles podemos hacer varias cosas además de salvar gente.
-¿A qué te refieres?
-También podemos matarlas…
-¿¡Qué!?
Sentí como la tierra se estremecía. No tenía idea si es que mi visión había aumentado increíblemente o algún efecto raro de la tele transportación, pero pude ver perfectamente como un camión de varios metros de distancia se dirigía rápidamente hacia mí. Y estaba casi segura de que “Logan” no lo iba a hacer parar.
-Logan, ángel, lo que sea –Dije desesperada ¿qué rayos estaba pasando? –Ayúdame y por favor ¡Sácame de aquí!
-No hasta que aceptes mi naturaleza –Vi como se daba vuelta sin mirarme. El camión venía cada vez más rápido, y sentía que en cualquier segundo iba a terminar muerta y aplastada en el cemento. El tiempo se me acaba. Y si es que no estaba soñando, sólo me quedaba una cosa por hacer.
-Okay Logan, lo admito, eres un ángel, un ángel guardián, un ángel que puede matarme pero salvarme la maldita vida así que por favor, te lo pido, ¡No dejes que el camión me mate!
Como si nada se dio vuelta y me sonrió dulcemente, ¿ahora a qué rayos estaba jugando? Tranquilamente me tomó de la cintura y sentí que me levantaba del piso. Por un segundo vi como un rayo de luz se estrellaba contra el piso. Y al otro segundo, estábamos contra el pavimento de una calle que no conocía. Nos levantamos lentamente, el limpiándose lo que parecían unos pantalones de tela, y yo la falda que llevaba puesta. Los pies me dolían por el impacto, además de las rodillas, pero estaba segura que estas últimas eran por otra cosa. Él seguía sonriendo como un completo estúpido. De verdad ¿qué tipo de ángel me mandaron?
-Pues, eso estuvo cerca ¿No?
Quise gritarle cosas como ¿Cerca? ¿¡Estás bromeando!? ¡Casi muero por culpa de tus poderes!, pero estaba segura de que si decía alguna de esas cosas, él mismo podía mandarme de vuelta de donde me sacó. Miré la calle, y estaba prácticamente vacía, habían sólo unos viejos caminando, y uno que otro adulto, pero era la primera vez que veía una vecindad tan callada.
-¿Me vas a matar ahora? –Le pregunté como si nada. Estaba tranquilamente mirando las nubes sobre su cabeza cuando se dio vuelta a verme. Parecía extrañado, como si la pregunta le hubiera ofendido. Dije un “lo siento” dentro de mi cabeza, y estaba casi segura de que me había leído los pensamientos.
-Oye, puedo matar, pero no hago ese trabajo, ¿Recuerdas? ¿Ángel guardián? –Me dijo haciendo gestos hacia su cabeza, como si hubiera una aureola encima, pero esta era inexistente al estar en la Tierra. Estaba, como había dicho James, difusa.
Mi casa no quedaba lejos de la escuela, así que siempre le preguntaba a alguien si es que se podía venir conmigo. Normalmente Alex me venía a buscar y nos llevaba a casa, pero últimamente había estado ocupado con todo el asunto de querer a entrar a la universidad, así que a veces se quedaba un día entero estudiando dentro del establecimiento, por lo que me tenía que ir con gente. En este caso, necesitaba a Liam.
-¿Hay algo en especial de lo que me quieras hablar Macka? –Sí, Liam, muchas cosas como el hecho de que no sé que acaba de pasar hoy… ¿Debería decirle eso?
-Bueno, um, sé que no te hablo hace tiempo, y tengo varias preguntas que tu quizás puedas responder, al menos eso creo –Pues claro, porque eso sonaba mucho más normal ¿verdad?
Seguimos caminando por una avenida llena de árboles hasta llegar a mi casa, la cual era la única casa blanca en un camino lleno de casas rojas. Marcus dice que la casa es diferente a las otras ya que es un poco más grande porque cuando estaban construyéndolas quedó un espacio mal calculado entre dos de estas, por lo que la construcción de esta fue mucho después. Por otra parte a Alex le gustaba decirme que estaba encima de un cementerio indio y el color blanco era por el ectoplasma. La más creíble era la primera.
Abrí la puerta cuidadosamente ya que la mayor parte del tiempo Alice estaba durmiendo mientras John trabajaba, así que siempre decidía entrar con cautela. Por suerte, su puerta estaba cerrada, y el único en el living de la casa era Marcus que estaba viendo un programa de cocina, no sé por qué.
-Hola Macka, veo que al fin llegas –Me dijo dándose vuelta un poco, casi sin prestar atención –Oh, y hola Liam, hace mucho que no te veo por aquí.
-Posiblemente es por qué no vengo hace días, pero está bien –Le respondió mientras Marcus volvía a ver su programa de cocina, y yo le indicaba a Liam que subiera.
Vivía junto con mis dos hermanos adoptivos mayores, bueno, de hecho yo soy la adoptada pero no sé decirlo de otra manera. Alice y John eran prácticamente mis “padres” ya que bueno, ellos tuvieron a Marcus y a Alex y me adoptaron a mí. He estado unos catorce o quince años con ellos, y son buena gente, los he llegado a querer como a una propia familia, pero a veces me gustaría saber que le pasó a la mía.
-Bueno, ahora que estamos aquí, expláyate –Dijo Liam mientras dejaba su mochila en el suelo y se recostaba en mi cama, como los viejos tiempos.
-A ver veamos, todo empezó cuando tuve este sueño medio… raro digamos, y tu sabes mucho de sueños ¿verdad?
-Así parece.
-Entonces, ¿te debo describir el sueño?
-Bueno, yo creo ya que no sé de qué se trata y tú quieres que te ayude así que adelante –Me respondió sonriendo, me senté a los pies de la cama mientras él se sentaba a la cabeza de esta.
-Veamos, ¿sabes que significa un sueño dónde estás usando algo de color rojo brillante y estás dentro de una habitación llena de espejos, la cual se transforma en una habitación DE espejos, y por alguna extraña razón todo comienza a ponerse frío y de la nada aparece un tipo vestido de negro con un cuchillo que sabe tu nombre y que se acerca a ti pero que no te mata?
Pude ver la cara de Liam, estaba completamente confundido, seguramente su mente inconclusa, ¿habré hablado demasiado rápido?
-Espera un poco, vayamos por puntos ¿okay? –Le asentí con la cabeza –A ver, dijiste que estabas usando una prenda roja brillante, ¿te acuerdas de lo que era?
-Bueno, era un vestido rojo entallado, y me quedaba a la talla, supongo.
-Sabemos que el color rojo se relaciona con la pasión, la furia, el amor etc. ¿verdad? Bueno, he descubierto que en los sueños subconscientemente indica más que nada necesidad de reflexión, ¿te sentías bastante más preocupada en el sueño?
-De hecho…-Empecé a pensar en el sueño, recuerdo que me sentía segura, pero un poco avergonzada por no tener nada más puesto, y me empecé a asustar de a poco en poco, así que… -Me sentía un poco insegura, así que podemos decir que sí.
-Y luego vamos a lo de los espejos, aparentemente cuando sueñas con espejos normales, y ves tu reflejo, significa más que nada que estás entrando en contacto con tu ser interior, ¿viste algo extraño cuando te viste en esos espejos?
-Bueno, la verdad solo me veía a mi misma en el espejo, así que quizás mi ser interior, ¿es yo vestida de rojo?
-Más que nada cuando te ves a ti misma frente a un espejo…no…. no significan cosas buenas…
Me empecé a asustar ¿a qué se refería con cosas no buenas? De la nada empecé a recordar más cosas dentro del sueño, gracias al frío el espejo de estaba trisando ¿qué significaba eso?
-¿Y qué pasa si de la nada los espejos empiezan a trisarse? –Le pregunté de la nada.
-Bueno mira, hay varias cosas junto a los espejos, cuando tú misma te ves en un espejo, significa felicidad en el matrimonio, cuando sueñas que te ves en varios, significa multiplicidad de personalidades, normalmente indicio de depresión o pérdida de dinero, cuando tú misma rompes el espejo es que no te gusta una parte tuya, y cuando sueñas con espejos rotos, normalmente es la… muerte de un ser querido…
-Pero, todo eso… ¿qué significa? –Miré a Liam, tenía un poco de sudor en su frente y sus manos las tenía apretadas en su regazo, se estaba preocupando y se notaba, al igual que a mí.
-Macka, tú, tú cree qué… ¿el espejo estaba siendo trisado por alguien?
Empecé a recordar más, pero no, el espejo no lo rompía o trisaba nadie, sólo que el frío dentro de la habitación lo estaba haciendo, era sólo el… frío.
-No, no, sólo era porque el cuarto se estaba congelando, eso, eso es todo… creo.
-¿Y crees que alguien estaba controlando ese “frío”?
En ese momento me quedé congelada. No pensé. No respiré. No recordé. Me relajé un poco sobándome las manos, pasándome las manos por la cara en signo de preocupación. Tenía miedo de responder algo como “quizás el tipo del sueño lo estaba provocando”, “quizás el provocaba la risa”, “quizás por eso se reía tanto”, pero… no quería, saber.
-Liam, ¿Qué quieres decir?
-Um, Macka, si algo, o alguien tenía algún indicio de estar realizando la acción, hay una gran posibilidad de un deseo de muerte por el pasado.
Sentí como el viento golpeaba las ventanas, y la habitación se puso un poco más fría a pesar de que nada estuviera abierto, esto no podía estar pasando de nuevo. Miré a Liam y me estaba mirando fijamente asustado, esperando a que le diera más información, o algo así. Pero yo no podía, no sabía si podía.
-El “frío” que trisaba los espejos ¿era como de hielo?
-Sí, sí, lo era, pero ¿eso qué tiene que ver?
-Cantidades de agua dentro de un sueño significan preocupación, algo no completado, y el hielo es agua congelada, quizás, quizás sean preocupaciones que dejaste atrás, y por eso lo del pasado y tu reflexión…
-Bueno, tú sabes, que todo lo que pasó con mis padres, y cosas que no sé, así que eso se puedo tomar como un asunto no arreglado, pero, ¿por qué alguien querría, tú sabes, a mí o a uno de mis “parientes”? No, no entiendo el por qué.
-Quizás no sea a ti, o alguno de tus “parientes”, normalmente se refiere a alguien muy querido, ¿recuerdas a quién más quieres en este mundo?
Esa pregunta me llegó muy al fondo, me hizo parar el corazón, y mi ritmo cardíaco no era el mismo, a mí, familia adoptiva, los quería mucho, los amaba de hecho, pero, no eran las personas que más había querido en mi vida, y bueno, Louis y Allie, a ellos los quería demasiado, por eso eran mis mejores amigos, estaban siempre ahí para mí, y yo siempre agradecía por haberlos conocido, pero, ellos tampoco. La única persona a la que he amado de verdad, de la que pude haber tomado una bala por, había sido un ex novio mío, se llamaba Mathew, pero bueno, él no…
-La persona que más he querido en mi vida… ya no está aquí…
Pude ver como la cara de Liam se caía lentamente, en sus labios un mísero “oh…”, no era su culpa, todo esto pasó porque tenía que pasar, él no sabía. De hecho, nadie además de él sabe ahora, a mis amigos les dije que se fue muy lejos, y que yo no podía mantener una relación a distancia, y a mis hermanos, y a mis padres, les dije que simplemente me dejó. Porque cualquiera de las dos opciones era menos dolorosa para mí.
-Yo, Macka, yo… lo siento en serio…
-Por favor, no le digas a nadie –Él me miró extrañado, pero bajó la mirada cuando me vio triste de nuevo –Todos piensan que se fue muy lejos, o algo parecido, nadie, nadie sabe la verdad, además de tú y yo…
Lentamente asintió con su cabeza, llevándose sus rodillas al pecho. Todavía llevaba zapatillas puestas, por lo que podía manchar el cubre cama, pero no me importaba, después de todo los tendría que lavar en otro momento. Puso su mentón en sus rodillas y me miró cálidamente, mientras ponía una mano en mi hombro, de verdad lo sentía. Quería decirle que todo estaba bien, que lo había superado, pero él era Liam, no podía mentirle.
-¿Quieres dejar el análisis para después?
Asentí calladamente, mientras quitaba su mano de mis hombros y se metía al computador que estaba en medio de la sala de arriba, yo me quedé en pieza viéndolo a través de la puerta, antes de ir con él también.
Pasamos el resto de la tarde jugando en el computador, cualquiera que eligiéramos era tremendamente estúpido, unos tenían que ver con helado y otros con uno monitos dentro de una cueva. La verdad no tengo idea si es que yo era muy buena o Liam me había dejado ganar todo este tiempo. A veces nos metíamos a facebook y le hacíamos bromas a Louis sobre su trasero o su adicción a las zanahorias y también el hecho de que todavía no conseguía una novia. Estaba pensando que antes se conseguiría un novio antes de una chica. Y si es que le ponía eso me gritaría a través de palabras en mayúsculas como “DÉJENME EN PAZ”. Eso siempre era divertido.
Al final de un rato bajamos a la cocina a comer algo y a tomar bebida, ya que el jugo en mi casa no creo que supiera mejor que en el colegio. Aún así no quería probar. Marcus decidió acompañarnos un poco mientras nos sentábamos en el living y veíamos una película que ninguno de nosotros conocía.
-¿Cuándo llegara Alex? –Le pregunté a Marcus mientras veíamos como la tipa se besaba dulcemente con un tipo que había conocido hace cinco minutos en un bar. Estas películas de ahora.
-Creo que Alice sabía, pero yo no me preocuparía, sabes perfectamente lo mucho que quiere estudiar medicina –Me dijo mientras no sacaba la vista del televisor. No iba a ir a molestar a mi “madre” ya que sé lo mucho que se cansa cuando llega temprano, seguramente a dormido toda la tarde.
-¿Saben? Esta película es un asco –Dijo Liam mientras veíamos a la misma tipa en otra escena, siendo apuñalada por otra tipa que parecía ser… su tía.
-¿Qué esperabas? El director no tiene imaginación y el reparto son todos unos estúpidos –Respondió Marcus al segundo.
-¿Entonces por qué la estamos viendo? –Pregunté sin más preámbulo.
-No sé, pensé que ustedes querían verla –En ese momento Liam y yo movimos nuestras cabeza en negación, a lo que mi supuesto hermano simplemente se encogió de hombros y cambió la televisión, a una película de acción que parecía “Iron Man” pero la secuela de este.
Pasamos así por varios minutos más hasta que Liam y yo nos devolvimos a mi habitación, nos sentamos en el suelo, nuestras espaldas chocando la cama detrás de nosotros a un costado.
-Bueno, um…
-Quiero que sigamos con el análisis –Dije decidida, Liam me miró inconcluso –De verdad, estaré bien, sólo quiero saber el por qué de todo esto.
-Si tú lo dices… a ver, sigamos con el sueño, dijiste que había aparecido alguien más en tu sueño ¿verdad?
-Sí, de hecho sí…
-¿Puedes describírmelo? –Me dio un poco de risa porque Liam estaba sonando como un verdadero psicólogo.
-Bueno, tenía un capuchón negro, su voz, era rasposa, pero no de viejo, era como una voz joven, como la tuya o la mía, sólo que… más rasposa. Y se reía mucho, pero no me asustaba, o sea, lo hacía, pero era más que nada encantadora. Por alguna extraña razón tenía un cuchillo en su mano, y creo que goteaba sangre, no me acuerdo mucho. Pero me acuerdo que cuando se acercó a mí, expulsaba, un calor extraño, pero muy fuerte, que contrastaba al resto de la habitación. Fue…fue muy extraño…
Pausé un poco esperando a la reacción de Liam, pero nada. Se veía pensativo en su posición, con sus brazos en sus rodillas, intentando llegar a una conclusión.
-Lo peor de todo es que no pude ver su cara –Le dije aparte –Liam… ¿crees que haya sido un sueño existencial?
-Bueno… suena como si lo hubiera sido, pero, los sueños existenciales no contienen a otros seres. Me refiero, a que tuviste todos tus sentidos activados pero al hecho de que otro ser dentro de tu sueño haya interferido tu aura dentro de tu sueño con lo a que llamamos “calor”, ya no es un sueño existencial.
-¿Entonces? Liam… de verdad no estoy entendiendo a donde quieres llegar –Lo miré confundida, a lo que él sólo me respondió con una cara de asustado. Me estaba preocupando.
-Me refiero… a lo que tuviste fue más que un sueño existencial… te acuerdas ¿de algún síntoma después del sueño?
Por supuesto que me acordaba, gracias a eso casi me anotan en una clase de historia.
-Recuerdo, que en medio de una clase empecé a escuchar el canto de un pájaro, pero no lo vi. También empecé a sentir mi paladar salado, y la piel se me erizó, sentí un poco de picazón y… la brisa que estaba dentro de mi sueño volvió de nuevo, y creo, que en otro momento había vuelto a escuchar la risa pero no estoy segura. También, que después de eso los sonidos a mi alrededor empezaron a dispersarse, y que, todo se volvió más rápido, hasta que en un momento escuché un estruendo y todo se calló. De la nada.
Pude ver la cara pensativa de Liam, estaba confundido, intentando construir un rompecabezas que le parecía faltar una pieza, como si, faltara algo, si quisiera decir algo, pero no tenía palabras. Lo dejé pensando un poco más, solamente observándolo, él veía a todas partes como si nada.
-¿Liam? –Dije después de un rato.
-Macka… ¿notaste a alguien más con los mismos síntomas, o alguien actuando extraño hoy?
Pensé un poco, no me acordaba de nadie, a todos los que les había hablado parecían completamente normales, al menos…
-Me acuerdo que choqué con alguien en los pasillos, sentí como la brisa del sueño otra vez, y cuando fui a ayudar a la persona con sus libros, o ver si estaba bien, nada de eso estaba ahí. No había ni un solo papel, ni un rastro de la persona… nada. Fue como si, hubiera chocado con el aire –Le dije casi en un respiro, hasta que me acordé de alguien más –Y Louis parecía normal, hasta que me dijo que había visto algo que no debía estar aquí… pero no le tomé atención…
Respiré un poco mientras veía a Liam con una cara como si estuviera a punto de ver un fantasma.
-¿Qué… qué crees que significa?
-Bueno, sabemos perfectamente que ya no es un sueño existencial, pero… que pudiste haber estado teniendo uno hasta que, quizás la presciencia de algo o alguien, te cortó el sueño transformándolo a lo que se le puede llamar una pesadilla existencial. Lo raro es que, a pesar de que la presencia de alguien más estuviera en tu sueño, estas no expulsan ningún tipo de calor, porque son producto de tu imaginación en el subconsciente. Lo que significa que son como figuras de cartón, no sienten, no respiran, no expulsan vida, no se supone que debas sentirlas. Además… la única vez que las pesadillas existenciales dejan síntomas así es sólo cuando…
Me lo quedé mirando, pero no decía nada. Nada de nada. Estaba tiritando completamente, y el sudor en su frente aumentó, pensé que se iba a desmayar. Sostuve sus brazos intentando moverlo un poco, pero sólo titubeaba palabras incomprensibles. Me estaba desesperando, pero no quería hacerle daño, yo, no sabía qué hacer.
-Liam, por favor cálmate. Dime, qué pasa…
-Macka, todo esto, yo… um… esto sólo pasa cuando… Dios, qué me pasa.
-Liam, esto es en serio. Por favor, formula alguna oración, o si no voy a explotar, dime, ahora, a qué, te, refieres.
-Me refiero… a lo que estaba dentro de tu sueño… no, no era humano.
Mi cabeza se detuvo, y mis latidos también. El aire se podía cortar con un cuchillo.
-Liam…
-Macka… quien sea que estaba en tu sueño era mortífero, pero no es común, la única forma de que alguien haya entrado a tu sueño de esa forma, digo, yo…
Javier era bastante caballero, cuando llegamos me arrastro la silla para que yo pudiera sentarme, luego se fue a la suya, y se puso la servilleta en su regazo (bueno, quien quiera sea este tipo, realmente tiene buenos modales) lo único que espero es que no sea un tipo de secuestrador o algo así.
-“¿Está bien que deje tus maletas aquí?” Estaba señalando un lado de mi silla, yo solo asentí con mi cabeza, con una pequeña sonrisa. No me culpen por no estar tan feliz, es que (como ya debes saber) estos ataques de shock que me dan a cada rato no me dejan mover ni un músculo.
Estaba a punto de preguntarle algo cuando el camarero apareció:
-“Can I take your order?” Me di cuenta de que era bastante guapo, sus ojos eran azules y su pelo era más claro que el de Javier, bastante bonito para mi gusto (¿Es que acaso todos en este país son bonitos? Voy a tener un inmenso problema de concentración), Su acento también era bastante pronunciado, esto me puso algo nerviosa, si todos hablan así en este país no voy a poder entender nada de lo que digan. Me encogí de hombros en mi asiento y empecé a jugar con mi tenedor, la verdad no tenía idea de qué hacer en este momento…
-“¿Quieres algo en especial?” Javier me dijo, su voz ya no era tan baja, tal vez el hecho de que alguien le hable en inglés lo tranquilizó un poco. Yo seguía en mi asiento agachada.
-“Em… ¿Puedo pedir unos huevos?” Yo dije con voz baja, genial, ahora la que realmente estaba nerviosa era yo (ahora sé lo que se siente ser nueva en un país y casi no entender nada de lo que dice la gente). Mis pensamientos se vieron interrumpidos por un rugido de mi estómago, Javier se rió un poco de esto, la verdad es que había sonado bastante gracioso.
-“Por supuesto, después de todo yo pagaré” Me sorprendí mucho de esto, la verdad es que nadie me había pagado algo en la vida (además de mis padres).
-“¿No será mucha molestia?” Le dije.
-“No, por favor” El dijo “Después de todo yo te cuido” Él me cuida… ¿A qué se refiere con esto? ¿Estaba en lo correcto cuando dije que era mi ángel guardián? Mi estómago crujió de nuevo ¡Maldito estómago! “Y ¿No quieres algo para beber? Los huevos te podrían dar sed… junto con el pan”.
Estaba algo distraída: “Em… si… em… un té, si es que tampoco es mucha molestia para ti…”Sentí que me tenía que disculpar en cada momento ¿No le estaré pidiendo demasiado? Después de todo a penas se su nombre, ni siquiera su nombre completo, apenas sus dos apellidos.
-“Okey… Se lo diré” El se rió un poco, de nuevo, su risa no era tan molesta, de hecho, era como de niñito pequeño, lo cual me pareció tierno por un segundo, hasta que su voz cambio completamente de tono “Em… she wants a plate of eggs and a cup of tea, and i want a black coffee”. Pude ver como el camarero escribía todo muy rápido, ¿Cómo rayos lo hacía? Sabía que yo podía escribir rápido pero él escribía como a 100 k/hrs.
-“Okay, i will back in a minute” Ahora si pude entenderle lo que dijo, y espero que cumpla su promesa de volver en un minuto, ya que no creo que pueda aguantar es agujero en mi estómago por más tiempo. Pero de pronto, me vino un rayo a la mente, y me acordé de lo que tenía que hacer: “Nunca me dijiste como sabías mi nombre” le dije seria. No quería ser mala ni nada, ya que el tipo se veía agradable, pero en verdad quería saberlo.
-“Oh, verdad, lo siento” Me dijo “Lo que pasa es que soy tu nuevo acompañante.”
¿Acompañante? ¿A qué se refería con eso? La verdad es que no me respondió mi pregunta, así que volví a preguntar: “¿Acompañante?”
-“Sí, acompañante, ¿No te dijeron nada?” ¿Decirme qué? ¿Quiénes? Esto cada vez se vuelve más confuso, ojala los huevos lleguen pronto. Le negué con la cabeza “Oh, bueno en ese caso” Hizo una pausa “Debes estar bastante confundida” Asentí con la cabeza “Bueno te explicaré” Aclaró su garganta “Lo que pasa es que tú eres una estudiante de intercambio ¿Verdad?” Volví a asentir con la cabeza (Maldito estado de shock que no me deja formular palabras) “Bueno, entonces tu idioma principal debería ser el español, porque eres de Chile, y no el inglés” Suspiró “Entonces yo soy como tu acompañante en esta experiencia, o al menos, así me lo dijeron los profesores. También sirvo como tu traductor si no entiendes las clases o si no le entiendes a cualquier persona”.
Después de esto tomó un suspiro muy largo, esto me hizo reír, me recordó a la Andy cuando hablaba muy rápido y se le iba el aire de los pulmones, pero él tenía algo más para decirme.
-“Y espero realmente que tú seas la Cami que estoy buscando, porque la verdad no me dieron no fotos ni nada, así que, si no eres ella, me temo que he gastado gran parte de mi dinero en alguien que posiblemente no vuelva a ver en mi vida” El se rió de esto último, yo también, la verdad es que el tipo, (ahora Javier), tenía realmente un buen sentido del humor.
-“Descuida, si soy la Cami que buscas” El suspiró en alivio “La verdad es que al principio pensé que eras un secuestrador o algo, y me aterré un poco cuando dijiste que ahora tú me cuidabas”. El suspiró, de nuevo.
-“A sí, lo siento por eso” Suspiró una vez más “La verdad es que pensé que tú ya sabrías algo de mí o algo así, pero no te preocupes, no soy ni secuestrador, ni asesino, ni nada que posiblemente te llegue a dar un trauma psicológico.”Me reí fuerte de esto último.
-“Gracias al cielo” Dije. En ese momento llegaron los huevos, me emocioné, realmente, me emocioné, más que cuando llegué al aeropuerto, más que cuando me despedí de la Andy, más que cuando me subí al avión, más que todo, estaba realmente emocionada.
Yo y Javier comimos en silencio, bueno, yo comía como cerda él se bebía tranquilo su café. Era un café negro, negro, ¿No será muy joven para tomar algo tan fuerte? Espera ¿Cuántos años tiene? ¿Cómo no se me ocurrió preguntarle eso? El seguramente ya sabe que tengo 15, pero sería bueno saber su edad después de todo ¿No?
-“Y bueno…” Empecé “¿Cuántos años tienes?” La pregunta la hice en voz baja limpiándome la boca, después de todo estaba llena de migas y huevo, las dos combinadas no me dejarían hablar bien que lo digamos.
-“¿Mmm? Ah, sí, lo siento” Me dieron ganas de decirle que se dejara se disculpar a todo momento, pero después de todo, lo mismo estaba haciendo yo ¿Verdad? Bueno, no lo puedo culpar tampoco a él, después de todo, lo conozco hace menos de una hora “17”.
-“¿Ah?” Me había distraído, de nuevo, (por Dios Cami ¡Concéntrate! Este tipo te acaba de salvar la vida, lo menos que podrías hacer es prestarle un poco de atención) “Perdón, es que, me distraje un momento…”
Se rió un poco “No importa” Me dijo “Pero es en serio, tengo 17… años”.
¿Con qué 17 eh? Tampoco es tan joven, pero tampoco es tan viejo para tomar un café tan fuerte a esta edad, la verdad es que en algún momento de mi vida le preguntaré si no le molesta el sabor tan fuerte de ese café “Tú debes tener 15 ¿Verdad?”
-“Así es” Le dije contenta por primera vez en toda la mañana “Entonces no iremos en el mismo curso…” Tuve que “preguntar” eso, después de todo, si no iba a estar conmigo en las clases, ¿Con quién demonios iba a estar?
-“Descuida… es decir no… pero” El intentaba explicarse pero no podía al parecer “Después de las clases te puedo ayudar a estudiar y te puedo traducir lo que no entiendas ¿Okey?”.
-“Suena bien para mí” Soné segura, me gustó esa parte de mí (me terminé riéndome entre dientes por la situación).
Al final yo terminé de comer y Javier se bebió su café. Cuando pasó lo última salimos a la calle donde un taxi nos estaba esperando, era bastante bonito, no muy viejo, (¿Acaso todo en este país es bonito?). Javier metió mis maletas en la parte trasera, se dio cuenta de lo ridícula que me veía intentando abrir la puerta así que me ayudó.
ÉL (obviamente) la abrió en un segundo, y yo me sentí como una completa estúpida en ese momento. Me metí en el taxi y luego se subió él, “atropellando” un poco de mi espacio personal.
-“Oh, lo siento” dijo él un poco avergonzado.
-“Está bien” Le dije “No tienes por qué andar disculpándote a todo momento.”