Me arrastei mais para dentro da casa na arvore, não era uma casa na arvore grande, mas era o meu paraíso, ou melhor nosso paraíso.-Você não acha que esta na hora de mudar esse apelido? – disse ela e eu sorri
-Não consigo mudar, você é a coisa mais linda que eu já vi na vida, não me condene por dizer isso quando posso.
Ela segurou meu rosto com as mãos e eu olhei bem em seus olhos, foi o suficiente, nossos lábios se tocaram e todos os meus pensamentos se foram. Não tinha mais Seleção, não tinha mais família, só havia nós dois. Minhas mãos passaram por seus cabelos pretos, ainda úmidos do banho. Nós nos afastamos e eu não consegui esconder o sorriso.
-Desculpe, não estou de bom humor hoje. É que recebemos aquele aviso idiota pelos correios.
-Ah sim, a carta – Rebecca suspirou se sentando – Também recebemos.
Rebecca tinha um irmão mais novo, claro que ele também recebeu a maldita carta.
Ficamos conversando, vazia uma semana que não nós víamos e isso bastava para deixar os dois ansiosos, enquanto Rebecca contava como estavam as coisas em sua casa, fiquei a observando, sue vestido estava gasto por conta da “profissão”. Rebecca trabalhava como ajudante de limpeza e por conta disso não podíamos ter um relacionamento, pois éramos de profissões diferentes e minha mãe não aprovaria nem por um decreto, pois ela queria uma vida melhor pro filho e blá, blá.
-E o que você acha da Seleção? – perguntei
-Eu acho normal, a princesa precisa de um marido – disse sarcástica.
-Rebecca, quero sua opinião verdadeira.
-Tudo bem – suspirou – Por um lado eu acho meio depressivo, poxa ela precisa de uma seleção pra sair com alguém? Será que ela não conhece nenhum cara legal na vida no castelo? Eles não casam princesas com príncipes, porque com a Princesa Elisa tem que ser diferente? Não entendo – fez uma pausa – Por outro lado, acho uma ideia boa, e ate mesmo emocionante. Ele vai se apaixonar na frente de seu povo.
-Então você vai incentivar seu irmão ir pro castelo?
-Sim, quero dizer, já vimos à princesa algumas vezes e ela parece ser uma pessoa legal e também não posso negar que vai ser bom pra família.
Ficamos em silencio por uns instantes.
-Niall?
-Sim?- sussurrei
-Você vai entrar na Seleção?
-Não, claro que não! Não quero que as pessoas pensem que considero a hipótese de me casar com uma estranha
-Você quer ser musico pra sempre? Estar sempre faminto? Sempre preocupado?
-Rebecca vamos ficar bem – disse, desejando que isso realmente fosse verdade.
-Você sabe que as coisas não vão ser assim pra sempre Nini, Eu ainda teria que sustentar minha família, porque você sabe que não posso abandona-los – suspirou – E se tivermos filhos...
-Quando tivermos filhos, vamos ter dois, vamos tomar cuidado para não passar disso – disse a abraçando.
-Você sabe que isso é uma coisa que não podemos controlar Niall
De novo veio o silencio. Nenhum dos dois sabia ao certo o que dizer. Rebbeca era passional: às vezes se exaltava. Talvez eu tivesse esperança demais, talvez estivesse apaixonado demais, mais sim eu acreditava que podíamos planejar uma vida juntos.
-Eu acho que você deveria...
-Deveria o que Rebecca?
-Participar da Seleção
-Você esta maluca? Não vou participar – disse furioso
-Me escuta Nini – disse me olhando e passando as mãos em meu rosto – Se você pudesse melhorar de vida e não aproveitasse por minha causa, eu nunca me perdoaria.
-Mas que ridículo, pense nos milhares de rapazes que vão participar, não vou ser nem sorteado.
-Então porque tanta preocupação?
-Becca, não faz isso.
-Por favor? – disse com uma voz manhosa
-Ta bom, vou me inscrever












