O tempo tá passando rápido. Já fazem duas semanas que eu e o Bryan viajamos. Nós fomos pra uma casa que os pais dele tem em um lago que eu não sei exatamente onde fica, já que eu dormi o trajeto quase todo, só acordei pra sair do carro e entrar no avião e depois pra sair do avião e entrar no carro, quando acordei depois já estava na casa.
O lugar é perfeito, quer dizer, pra quem vai sei lá, passar a lua-de-mel ou ficar com a família. A casa é toda de vidro com, somente, a estrutura e as portas de madeira maciça, que se eu conheço bem, é madeira de cerejeira. É rodeada por uma floresta e na lateral tem um corredor, por dentro da casa, que dá de frente pro lago. Ela não tem nada de muito diferente de outras casas que são perto de lagos que eu já fui, as únicas coisas que diferencia é o fato de ser de vidro e madeira, enquanto as demais são de tijolos, e de ser de um tamanho exagerado - com seis suítes, três banheiros dentro e dois banheiros fora, uma cozinha, duas salas, uma de jantar e a outra de jogos, uma copa, duas varandas, salão de festas no fundo, um porta barcos e uma garagem pra quatro carros - enquanto a maioria tem o tamanho de uma casa colonial do RJ.
Nessas duas semanas o que eu mais fiz foi andar. Primeiro porque o Bryan tem uma mania muito escrota de caminhar de manhã e a tarde, não sei pra que, e segundo porque eu não sou louca de ficar numa casa no meio do nada que é enorme, sozinha. É claro que eu não caminho com ele, eu fiz o favor de fazer amizade com a Abby, uma mulher que acabou de se casar e mora a mais ou menos, um quilômetro da casa do Bryan. Eu fico lá quase todos os dias de manhã e a tarde conversando com ela enquanto o Bryan e o Paul, marido dela, vão caminhar ou correr, sei lá o que eles fazem.
A gente até que tá se dando bem como "casal", como diz a Laís que me liga todos os dias pra me encher o saco, tirando o fato de que a cada duas palavras que a gente troca, três gera briga.
Bryan: KHLOE, CHEGUEI! - ele entrou na cozinha.
Eu: E precisa gritar? Acho que não, já que nós estamos no mesmo cômodo.
Bryan: Não começa. - ele me deu um beijo.
Eu: Espera aí, você tá fedendo. - eu falei no meio do beijo.
Bryan: Foda-se.
Ele pegou a faca que tava na minha mão e colocou dentro da pia e empurrou os tomates, tanto os picados quanto os não picados, pro chão. Eu tentei me soltar pra ver a merda que ele tinha feito mas não foi possível. Ele continou me beijando e me sentou na pia enquanto eu tirava a camiseta suada dele e jogava no chão.
Eu: Seria mais higiênico se você tomasse um banho antes. - eu falei enquanto ele tirava minha camisa, que no caso, é dele.
Bryan: Você não cansa? Cala a porra da boca.
Ele jogou a camisa pro alto e voltou a me beijar. Enquanto eu passava a mão pelo cabelo suado dele, ele passava as mãos por todo o meu corpo me fazendo arrepiar a cada toque. Eu desci da pia e ele me carregou pro sofá, nós fomos tirando o resto das roupas pelo caminho e quando chegamos no sofá ele estava só com uma cueca box e eu de calcinha, já que ele já tinha jogado meu sutiã sei lá em qual parte da cozinha. Ele me deitou no sofá e se deitou por cima de mim segurando o peso em um dos braços. Ele beijava cada parte do meu corpo tirando vários gemidos de mim. Ele começou beijando meu pescoço, desceu pros meus peitos, beijou cada um e continuou descendo, tirou minha calcinha e a cueca box e voltou a me beijar.
Eu: Cadê? - eu disse em meio a gemidos.
Bryan: O que? - ele disse sem parar de beijar meu corpo.
Eu: A camisinha, idiota. - ele bateu a mão na mesinha de canto procurando a gaveta e quando achou pegou um pacotinho preto.
Bryan: Aqui. - ele jogou pra mim.
Eu abri o pacotinho com cuidado e puxei ele pelo cabelo, ele sorriu e me ajudou a colocar a camisinha. Ele voltou a posição de antes e penetrou, eu apertei o sofá com as mãos e ele sorriu, ele fazia um movimento de vai e vem devagar e depois rápido, me fazendo gemer.
Quando nós estávamos quase lá, o telefone começou a tocar.
Eu: Maldita hora.
Bryan: Deixa tocar. - ele continou com os movimentos e me beijou.
Ele é bem mais doce quando a gente tá fazendo sexo, parece até outra pessoa, claro que ele também é bem grosso, mas eu gosto.
Bryan: Diz. - ele mordeu o lóbulo da minha orelha.
Eu: Ahn, pra que? - eu puxei o cabelo dele com todas as minhas forças e ele gemeu.
Bryan: Anda porra.
Eu: Bryan. - ele sorriu e por fim deitou em cima de mim.
Não entendo essa pira dele querer que eu fale o nome dele em meio aos gemidos no final do sexo, mas eu falo porque o sorriso que ele dá é a coisa mais gostosa do mundo de se ver.
O telefone tocou de novo.
Bryan: Mas será possível? Atende lá, deve ser seu pai.
Eu: Você tá por cima, sua vez. - eu disse limpando o suor da testa.
Ele levantou reclamando e tirou a camisinha enquanto ía andando até o telefone. Eu encarei a bunda dele e que bunda.
Eu: Você é nojento, não podia ir no banheiro ou sei lá?
Bryan: Você ía atender?
Eu: Não.
Bryan: Então cala a boca. - ele pegou o telefone - Alô?
Eu levantei e subi pro banheiro pra tomar banho.
Não é tão bom ficar aqui, já que nunca tem nada pra fazer mas pensando bem, não é de todo ruim, a gente acorda cedo, vamos pra casa da Abby, eu fico lá e ele vai caminhar com o Paul, ele volta pra me buscar, nós vamos pra casa, na maioria das vezes discutindo, eu faço o almoço, a gente come depois dorme ou vai jogar videogame aí a gente cansa, vai pro lago, voltamos, saímos, bebemos, chegamos e fazemos sexo, tomamos banho e dormimos, aí começa tudo de novo, mas eu não canso, é bom ficar com o Bryan, mesmo quando a gente fica brigando o tempo todo.
Eu enxaguei o cabelo e olhei pra porta, ele tava encostado no portal me olhando.
Eu: Quem era?
Bryan: O Paul.
Eu: E?
Bryan: Você tá gostosa.
Eu: Aí o Paul disse?
Bryan: Ah, a Abby tá passando mal, ele perguntou se a gente podia ir pra lá, pra você convencer ela a ir no hospital.
Eu: E o que você disse?
Bryan: Que ia falar com você ué.
Eu: Nossa, já era pra gente tá chegando lá, veste roupa, anda.
Eu saí do banheiro, me enxuguei, vesti uma roupa qualquer, fiz um coque no cabelo molhado e sem pentear e nós fomos.
Paul: Ela tá vomitando desde a hora que eu cheguei mas ela não quer ir no hospital, fala com ela Khlo, sei lá, convence ela ou tenta fazer ela tomar pelo menos um remédio.
Eu: Onde ela tá?
Paul: No nosso quarto, lá em cima, você sabe onde fica né?
Eu: Sei. - eu subi as escadas correndo e entrei no quarto, o cheiro de vômito empreguinou o quarto e por pouco eu não vomitei também, entrei no banheiro e a Abby tava deitada na tampa do vaso - Ei, tudo bem?
Abby: Eu acho que comi alguma coisa estragada na janta, você passou mal também?
Eu: Não, eu tô bem.
Abby: O Bryan?
Eu: Ótimo. Você já tomou remédio?
Abby: Tentei mas... - ela abriu a tampa do vaso e vomitou - não funcionou. - ela limpou a boca com as costas da mão.
Eu: Vem, vamos pro hospital. - eu levantei ela.
Abby: Não deve ser nada sério.
Eu: Talvez não, mas não custa nada ir não é? - eu sentei ela na cama, peguei uma roupa limpa, ela vestiu e eu ajudei ela a descer as escadas - Você tá nos dias certos?
Abby: Não sei, nunca desce no dia certo.
Eu: Já tem um mês que não vem?
Abby: Sei lá, acho que tem. - ela me encarou - Por quê?
Eu: Porque você pode estar grávida, já pensou nisso?
Abby: Não, você tá louca?
Eu: Qual é Abby, vocês se casaram tem três meses, eu nunca me casei, mas eu sei bem como isso de lua-de-mel funciona, eu também tenho as minhas. - nós chegamos na sala e eu sentei ela no sofá me sentando do lado dela.
Abby: Mas Khloe, não, não acho que seja.
Eu: Então tá, vamos ver o que é isso já já. - eu levantei - Aí queridos, ajudem aqui, ela é maneirinha mas eu não sou forte pra ficar carregando ela.
Paul: Deixa que eu carrego ela. - ele pegou ela no colo e nós fomos pro carro.
Qual a dificuldade em convencer a esposa a ir ao médico meu Jesus amado? Esses homens não servem pra nada, só pra fazerem as coisas pra gente e nos dar prazer, mais nada. Quer dizer, o Bryan tem algumas outras utilidades mas mesmo assim.
Nós chegamos bem rápido no hospital porque o Bryan acha que está num rally e vai com o máximo de velocidade que o carro consegue.
Abby: Khloe, você pode entrar comigo? - eu encarei o Paul e ele assentiu.
Eu: Claro.
O hospital tava deserto, tinha duas enfermeiras na recepção e um médico andando pelo corredor, aproveitei que as enfermeiras estavam distraídas e já levei a Abby direto no médico.
Eu: Oi doutor, então, minha amiga tá passando mal, ela tá vomitando desde cedo e nós não sabemos bem o que fez mal, o senhor poderia dar uma olhadinha nela?
Doutor: É claro, me acompanhem. - ele nós guiou pra uma salinha no fundo do corredor - Então, você tá sentindo o que exatamente?
Abby: Ah, uns enjôos estranhos, acho que foi alguma coisa que eu comi ontem.
Doutor: Entendo. Você já fez um teste de gravidez? - a Abby me encarou.
Abby: Não senhor.
Doutor: Então, você - ele apontou pra mim - vá na recepção e peça pra uma das enfermeiras um teste de gravidez.
Eu fui até a recepção, pedi um teste de gravidez e a enfermeira me olhou de cima em baixo.
Enfermeira: Quantos anos você tem?
Eu: 16, por que?
Enfermeira: Vocês são muito adiantadinhas. - ela me entregou o teste e deu uma risadinha.
Eu: Que? Isso não é pra mim, foi o doutor que pediu, oxe.
Enfermeira: Entendo. - ela deu mais uma risadinha cínica e eu voltei pro consultório.
É cada louco que me aparece, eu grávida. Ah tá.
Eu: Aqui. - eu entreguei o teste pra Abby e ela foi no banheiro.
Doutor: Eu te conheço de algum lugar?
Eu: Não que eu saiba.
Doutor: Claro que conheço, qual o seu nome?
Eu: Khloe.
Doutor: Sim, você tem um sobrenome, exato?
Eu: Bilacchi.
Doutor: Eu sabia que essa cena já tinha acontecido com uma outra mocinha parecida com você, só que no caso, era ela que estava grávida, não a amiga.
Eu: Mesmo? Que coincidência.
Doutor: Você não tá grávida também, está?
Eu: E eu estou com cara de grávida por acaso?
Doutor: Você não nega a família, me lembro da sua mãe como se você fosse ela, vocês são bastante parecidas, quer dizer, quando ela era jovenzinha e estava grávida acho que do seu irmão, ou irmã, ela era bem parecida com você e bastante arrogante também, se não fosse pelo tempo, eu te confundiria com ela.
Abby: Apareceu duas linhas, então acho que é positivo? - ela disse pausadamente encarando o teste em sua mão.
Doutor: Agora vamos pro exame de sangue. - ele pegou o teste da mão dela colocou na mesa e puxou ela com a outra - Você, fique aqui.
Esse médico é meio estranho, primeiro ele conhece a minha mãe, depois ele quer mandar em mim. Tá, qual a pira?
Aproveitei que tava na "cidade" e peguei meu celular, tinha um pique, disquei o número da Jade mas caiu direto na caixa, vagabunda, deve estar dando. Disquei o número da Laís e ela atendeu no segundo toque.
Laís: Senhorita Belikov, o que eu posso fazer por você?
Eu: Tomar no cu, que tal?
Laís: Senhorita Belikov, se acalme, a senhorita está muito alterada. - ela riu.
Eu: Vai se foder imprestável. - eu ri também.
Laís: E aí, como tá a lua-de-mel?
Eu: Até que suportável e aí?
Laís: Tirando o fato de que as minhas melhores amigas viajaram com os devidos namoradinhos, o fato de que meu namorado me dispensou pra ir pra uma viagem com uns amigos e umas putas e o fato de que eu tenho que conviver com três velhos reclamando e pedindo as coisas ao mesmo tempo achando que eu sou um robô e consigo me triplicar pra fazer tudo de uma vez, tudo ótimo.
Eu: Mas que vida amargurada minha cara, eu não sei se você concorda mas pelo que eu ouvi você está bastante descartável, não é mesmo?
Laís: O que não vai ser nada descartável vai ser a marca da minha mão nessa sua cara branca quando você chegar aqui.
Eu: HAHAHAH, você está estressada igual uma velha, acho que é a convivência.
Laís: Você e a Jade vão me pagar, me aguardem. Aliás, onde você tá e tá fazendo o que?
Eu: Ah é, to no hospital encarando um teste de gravidez.
Laís: NO HOSPITAL? TESTE DE GRAVIDEZ? JÁ? KHLOE VOCÊ É LOUCA?
Eu: Não grita animal. Então, eu NÃO tô grávida, larga de ser idiota, é uma menina que eu conheci aqui, ela tava passando mal aí o marido dela ligou pro meu, opa, pro Bryan e pediu pra eu ir lá convencer ela a vir no hospital aí a gente veio e ela fez um teste e deu positivo aí ela foi fazer uns exames e eu tô aqui plantada esperando ela voltar.
Laís: Eu entendi mal ou você chamou o Bryan de marido?
Eu: Eu te contei quase a minha vida e você só ouviu isso? Vai se foder.
Laís: CHAMOU NÃO FOI? - ela gargalhou - O QUE? NÃO TÔ GRITANDO, ah vai se foder, EU DISSE QUE TÔ INDO.
Eu: Você disse que tava indo nada, você mandou ele ir se foder.
Laís: Cala a boca, eu tenho que desligar, meu namorado me aguarda.
Eu: Cuidado pra não matar ele na hora do beijo hein?
Laís: Miga e o cu, já deu hoje?
Eu: Dei, mas não foi o cu.
Laís: Nossa me poupe dos detalhes porque tem sete dias e meio que eu não dou, não quero saber.
Eu: Você tá contando?
Laís: EU JÁ DISSE QUE TÔ INDO, NÃO VAI DOER SE VOCÊ ESPERAR, então, tchau. - ela desligou antes mesmo de eu responder.
É, parece que eu tô com saudade de casa, na verdade, não de casa, das minhas amigas.
Eu fiquei um bom tempo esperando e quando a Abby veio de lá com um sorriso de orelha a orelha eu já sabia que o teste de farmácia não tava errado, ela me pediu pra não falar nada pro Paul porque ela queria fazer surpresa. Nós fomos embora, deixamos o Paul e a Abby em casa e fomos pra casa.
Bryan: Sério? Por que você não disse antes?
Eu: Porque ela quer fazer surpresa pro Paul, é louca. - ele abriu a porta e tava uma bagunça, tinha roupa por todos os lados.
Bryan: A gente não almoçou né?
Eu: Não, você estragou nossa salada. - eu entrei na cozinha e por acaso escorreguei nos tomates que estavam no chão e caí - AI CARALHO.
Bryan: O que aconteceu Khlo? - ele veio correndo até mim e riu - Ah tá.
Eu: Do que você tá rindo? Isso é culpa sua Bryan eu vou te matar. - ele me levantou.
Bryan: Você tá linda sujinha de tomate.
Eu: Minha mão na sua cara vai ficar mais linda ainda.
Bryan: Você não seria capaz. - ele pegou a faca na pia e me encarou.
Eu: Você tá me desafiando Bryan?
Bryan: E se eu estiver?
Eu: Você vai se arrepender. - eu levantei a mão pra bater nele e ele me segurou e consequentemente alguma coisa furou meu braço e eu dei um grito.
Bryan: Desculpa, desculpa, desculpa, eu não vi, desculpa. - ele jogou a faca na pia e segurou meu braço como se fosse quebrar - Desculpa Khloe, ai meu Deus. - ele subiu as escadas correndo enquanto eu fiquei chorando na cozinha.
Tinha que acontecer alguma coisa, é claro que tinha, eu sou a Khloe, tudo de ruim acontece comigo e se não acontece pode saber que tem alguma coisa errada.
O Bryan desceu tropeçando nos degraus e batendo em alguns móveis e por um momento eu quis rir mas a minha dor era maior. Ele sentou no chão do meu lado e limpou meu braço e depois colocou uma faixa.
Bryan: Desculpa meu amor.
Eu: Você já disse isso. Não espera, o que você disse?
Ele me chamou de meu amor? É isso mesmo ou é só efeito da dor?
Bryan: Nada. Toma isso aqui pra não ficar sentindo dor. - ele me deu o comprimido e um copo com água.
Eu: Tá, obrigado.
Bryan: Eu juro que foi sem querer.
Eu: Já sei que foi sem querer, mesmo se você me odiasse você não me mataria, você é legal demais pra isso. - eu sorri.
Bryan: Você não perde uma né?
Eu: Não, agora faz o almoço que eu to com fome.
Eu levantei, dei um selinho nele, fui pra sala de jogos e liguei a tv, fui passando os canais até achar um que tava passando Os Miseráveis.
Não sei se já disse mas eu amo esse filme profundamente e choro muito também, mas isso não importa, só sei que vou ver.
Quando tava na parte que a Fantine estava chamando pela Cosette e o Valjean apareceu dizendo que ía cuidar dela o Bryan chegou e me viu chorando.
Bryan: Ainda tá doendo?
Eu: Não. - eu funguei, ele me entregou o prato com a comida e se sentou do meu lado.
Bryan: Então por que você tá chorando?
Eu: Nada não. - ele olhou pra tv.
Bryan: Não acredito, você também chora assistindo Os Miseráveis? Essa sim é nova.
Eu: Vai se foder. - eu mastiguei, tava perfeita a comida, como tudo que o Bryan faz.
Bryan: Agora você tá comendo.
Eu: E daí? - eu percebi o que eu tinha falado e ri - Ah tá.
Bryan: Você só não é mais lenta porque é uma só.
Eu: E você gosta de mim do mesmo jeito.
Bryan: Quem disse que eu gosto de você?
Eu: A gente dorme de conchinha, é claro que você gosta de mim. - ele riu e revirou os olhos.
Nós comemos, ele levou os pratos e voltou pra terminar de ver o filme comigo, a cada cena que eu chorava, ele ria de mim e depois me abraçava e me dava um beijo.
Não é ruim passar o tempo com o Bryan, a gente briga muito mas ele me faz muito bem.
Quando a gente briga e ele me deixa falando sozinha me dá nos nervos mas quando a gente briga e ele fala que vai sair me dá vontade ir atrás dele e fazer as pazes pra ele não sair de perto de mim, mas é claro que eu não faço nada disso, eu só falo um tá bom seco e vou pro lado oposto que ele.
Eu não demonstro que tô gostando de ficar com ele igual ele demonstra mas eu gosto e muito, ele me faz bem e ele é bom no que faz, se é que vocês me entendem. Não é sempre que ele me trata bem, mas também não é sempre que eu trato ele como ele deve ser tratado então eu relevo. Eu não entendo muito bem esse negócio de ter que ser legal com o parceiro só porque vocês estão juntos mas eu me sinto no dever de tratar o Bryan como ele merece, não entendi o porquê ainda, já que quando eu namorava o Matheus eu não tratava ele do jeito que eu achava que ele devia ser tratado, eu não queria ficar de grudezinho com ele e muito menos via filme de romance abraçadinho no sofá depois do almoço.
Acho que eu mudei um pouco nessas duas semanas e me adaptei ao ritmo do Bryan, por exemplo, eu acordo cedo só pra ele ir caminhar, quando eu fico, eu faço o almoço antes dele chegar e fico esperando ele, quando ele saí e não volta antes da meia noite eu fico preocupada e essas coisas ridículas, mas sei lá, acontece não é mesmo?