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⎯⎯ 🍜 welcome ִ ⋆ ༉
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៸៸ ♡ ﹔Bienvenue! Estou aqui para apresentar uma visão sobre o amor e o que é amar e como são vistos os sentimentos pelo ponto de vista dos comportamentalistas. Espero conseguir prender a atenção de vocês, leitores, em meio ao que estudei. Sem mais delongas, vamos ao próximo tópico.
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⎯⎯ 🥯 Quem foi Skinner ⋆ ༉
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៸៸ ♡ ﹔B. F. Skinner (Burrhus Frederic Skinner) foi um renomado psicólogo behaviorista, reconhecido por contribuir significativamente com a psicologia comportamental.
៸៸ ♡ ﹔Foi um proponente do behaviorismo radical, uma abordagem que se concentra no estudo por meios observáveis (ambientais) e mensuráveis. Acreditava que o comportamento era moldado, principalmente, pelas interações entre organismo e o ambiente à sua volta.
៸៸ ♡ ﹔Desenvolveu o conceito de condicionamento operante, um conceito que demonstrou como moldar e reforçar comportamentos através de uso de recompensas e punições.
៸៸ ♡ ﹔Há também aqueles que o conheçam pela famosa “Caixa de Skinner”, feita especialmente para estudar o comportamento animal de ratos e pombos, moldando respostas a estímulos positivos e negativos. Skinner nasceu em 1904 e faleceu em 1990.
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⎯⎯ 🌈 O lugar do sentimento na análise do comportamento ⋆ ༉
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៸៸ ♡ ﹔De acordo com Skinner, o comportamentalismo radical nunca assumiu uma direção sobre como as pessoas se sentem. Sentimento é um tipo de ação sensorial, assim como ver e ouvir. Podemos ver e sentir um tecido, porém, um sentimento vindo do outro, não podemos ver ou escutar, muito menos sentir aquilo que o outro sente de forma igual. Não digo apenas sobre os sentimentos amorosos, mas também a dores sentimentais, como o luto.
៸៸ ♡ ﹔Do ponto de vista de William James, um comportamentalista: o que sentimos é uma condição do nosso corpo. Nós não choramos porque estamos tristes, e sim ficamos tristes porque choramos.
៸៸ ♡ ﹔Skinner diz que esta afirmação é, em partes, um disparate, pois fazemos muito mais que chorar quando sentimos tristeza e é possível sentir tristeza sem chorar, porém, a afirmação sinaliza uma direção correta: o que sentimos são contradições corporais.
៸៸ ♡ ﹔“Nós respondemos a estímulos gerados por nossas juntas e músculos, quando andamos para lá e para cá, e respondemos de outro jeito quando dizemos que nos sentimos relaxados ou claudicantes. Nós respondemos a um estômago vazio de uma maneira quando comemos, e de modo diferente quando dizemos que estamos com fome.”.
៸៸ ♡ ﹔Ainda neste assunto, Skinner afirma que respostas verbais são produto de contingências especiais de reforçamento. Não conseguimos ensinar o que é dor através de apontamentos para crianças, por exemplo. É fácil ensinar uma criança a nomear objetos ao apontar para eles, mas não há como apresentar uma dor psicológica para ela. Quando vemos a criança levar um tombo, pode-se ir até ela e acolhê-la verbalmente ou apenas fisicamente. Desta forma, não é nada fácil ensinar o que é dor, mas sim senti-la e compreendê-la.
៸៸ ♡ ﹔“Não choramos porque estamos tristes, ou sentimos tristeza porque choramos; choramos e sentimos tristeza porque alguma coisa aconteceu.”.
៸៸ ♡ ﹔Esta é uma das razões que filósofos e psicólogos concordam pouquíssimas vezes quando falam sobre sentimentos e estados da mente e que não existe uma ciência sobre o sentimento. Skinner afirma que não seria possível existir uma ciência do comportamento.
៸៸ ♡ ﹔Há muita facilidade de confundir o que sentimos com causa, pois sentimos quando estamos nos comportando ou até mesmo antes do comportamento, mas os eventos responsáveis pelo que fazemos permanecem em um passado distante. A análise experimental do comportamento favorece a nossa compreensão dos sentimentos por esclarecer os papéis dos ambientes passado e presente.
៸៸ ♡ ﹔Sobre o amor, para os comportamentalistas, um “eu te amo” significa “você reforça meu comportamento”, pois é o comportamento, não a pessoa que o comporta, que é reforçado (fortalecido).
៸៸ ♡ ﹔Existe um elemento reforçador no amor. Tudo que os amantes fazem, como ficar juntos e evitarem a separação é reforçado por consequências de sempre buscarem passar o maior tempo possível juntos, cultivando o comportamento, por isso, “eu te amo” significa “você me dá prazer ou me faz sentir-me bem”.
៸៸ ♡ ﹔Os gregos tinham três palavras para o amor. Para o sentimento de amor, pode-se aprender muito mais a partir das contingências relevantes da seleção, não só da seleção natural, como do reforçamento operante.
៸៸ ♡ ﹔Eros é o amor sexual; uma parte do amor derivada da seleção natural, pois compartilhamos com outras espécies. Eros não é o mesmo que erótico, pois o amor materno é sexual, e não erótico. O fazer amor erótico também pode ser modificado por condicionamento operante, mas uma conexão genética sobrevive, pois a suscetibilidade ao reforçamento por contato sexual é um traço evolutivo.
៸៸ ♡ ﹔Philia refere-se a um tipo diferente de consequência reforçadora e, portanto, a um estado diferente a ser sentido e denominado amor. A palavra phil aparece em palavras como filosofia (amor à sabedoria), deste modo, philia é o amor mútuo. É o amor entre amigos, uma relação de carinho, sem nenhum apelo erótico. Para Skinner, Philia é um condicionamento operante aplicado.
៸៸ ♡ ﹔Agape significa um terceiro processo de seleção/evolução cultural. A palavra Agape deriva de “seja bem-vindo", significando “ser recebido com alegria”. Neste tipo de amor, não é o nosso comportamento que é reforçado, e sim o de quem amamos ou nos importamos. Ao sentirmos prazer pelo que alguém fez, estamos reforçando seu comportamento para que, assim, continue a fazê-lo.
៸៸ ♡ ﹔Basicamente, o reforçamento é revertido em situações de amor eros quando a forma que fazemos amor afeta o outro, criando um estímulo positivo. Também há esta reversão no amor philia, quando demonstramos amor pela natureza, contribuindo com sua preservação. Em agape, quando honramos heróis, líderes ou cientistas, também há esta demonstração. A veneração é a forma mais comum de demonstrar amor a Deus, por isso, a religião apresenta muito do amor agape.
៸៸ ♡ ﹔Porém, Skinner afirma que as principais consequências reforçadoras do amor agape são, de fato, artificiais. Elas são inventadas por nossa cultura e principalmente porque o tipo de coisa que fazemos nessas circunstâncias ajuda a cultura a resolver seus problemas e sobreviver.
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⎯⎯ 🥨 finalización ⋆ ༉
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៸៸ ♡ ﹔As informações deste blog foram formuladas pelo capítulo um do livro Questões Recentes na Análise Comportamental, de B. F. Skinner. Caso se interesse pelo livro, ele aborda muito sobre os sentimentos depressivos. Ainda o estou lendo, mas logo com o primeiro capítulo, devo dizer que gostei muito, principalmente das abordagens sobre Amor de acordo com a visão de um comportamentalista. Obrigada pela leitura e até a próxima!














