Insaciável?
Entrego a ela o meu gozo.
Deixo que suas pernas me envolvam, perco-me nelas. Beijo, chupo, me lambuzo. Deixo que trema, que perca o controle, mas que segure o gemido. Não podem nos ouvir.
Permaneço ali. Cheiro, beijo, passo a língua. Mordo as coxas, a bunda. Retorno para entre suas pernas, chupo devagar. Subo com meus seios arrastando pelo seu corpo até que meus olhos encontrem os dela. Beijo-a.
Olhando dentro dos seus olhos, coloco apenas um dedo. Sinto seu corpo se contorcer. Entro e saio devagar, provoco. Passo os dedos pela entrada de sua vagina, mas não entro de novo. Espero. Deixo que seus olhos peçam por mais.
Eles pedem.
Eu sorrio.
Não dou o que ela quer. Não até que implore:
“Por favor, me fode.”
E eu fodo.
Um dedo primeiro. Ela molhada é insanidade, é loucura, é cachoeira. Coloco dois dedos e ela já não consegue conter o gemido. Ela gosta de segurar o clímax. Eu gosto de levá-la ao céu várias vezes. Gosto de vê-la sem força, sem ar.
Beijo-a e desço novamente, deixando meus peitos passarem pelo seu corpo, sei que ela gosta.
Chupo seu clitóris. Começo devagar, em sincronia com meus dedos dentro dela. Aumento o ritmo. Ela agarra o travesseiro com uma mão; a outra se apoia na parede atrás de si. Me chama de filha da puta.
Eu paro de chupar.
Diminuo o ritmo da mão, mas não paro.
Ela me olha nos olhos, levemente triste, decepcionada com minha pausa brusca. Então eu digo:
“Sou. A sua puta.”
E antes que ela termine o sorriso, volto a mergulhar entre suas pernas. Minha boca. Meus dedos. Minha mente. Aumento o ritmo. Nada mais importa.
Ela desagua em mim.
Ali me encontro satisfeita.
Creio que, por um momento, saciada.














