Oshun Altar

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Oshun Altar

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O que escrever?
O que escrever hoje?
O que falar agora?
E sobre ontem
Foram todos embora?
O que escreverei ou falarei
Sobre amanhã?
É preciso esse afã?
Diria eu que não
Contrariando todo meu elã
Mas sem dúvida
Quem crê, quanta pureza
Pois não há certeza
Do contrário, que lástima
A gente opina, esquece e acha
Diferentemente de uma prece
Que sempre algo faz a gente lembrar
Até que o céu se escurece
O espanto faz pensar
A admiração, sonhar
Assim ensinam os gregos
Vivo entre o que sei e o que não sei
Não tenho segredos
Me emaranho nas perguntas
Das dúvidas da vida
Me enamoro com os encantos
Da natureza e seus cantos
Às vezes combalida
Outras, ferida
Que sobrevive
mesmo quando arde
E se regenera
pelo amor que é
A maior arte
Leandro De M M 24/5/25
O abismo da poesia (ou a poesia do abismo)
Por toda vida temos buscado
Perguntas para respostas
Que já temos
Caminhos para chegadas
Que conhecemos
Espinhos de cada flor dócil
Que encantam e enganam
Outras vezes, sangram
Há também aquelas pedras
Para gente tropeçar
E lições para se tirar
Mesmo sabendo onde ficam
Cada passo cabe um abismo
Que a gente jura não querer cair
Puro cinismo
Porque a gente sempre cai
Mesmo quem nunca
Um dia vai
A vida é esburacada
E a natureza sabedora
Linda e debochada
Outras vezes acolhedora
Caí num buraco que tem água!
Limpei o joelho machucado
Ralei na queda, na descida
Água era limpa, diminuiu a sede e a ferida
O que machucou agora é degrau
Sabe o cipó pendurado?
Me serviu para subida
Logo voltei à superfície
Segui caminhando, pensando
Na planície já ouvia o mar
Bastava seguir o rio
Cheiro da mata virou maresia
Porque Oxum nos leva a Iemanjá
Como toda arte, a poesia
Pode até derrubar
Para nos fazer conhecer
Entranhas e mumunhas
Mas sempre irá ajudar
Com a força de um orixá
De volta, a nos levantar
Leandro De Martino Mota
2/2/25
Animals of the desert

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Salve a malandragem ❤️
Continued study is important in the Rejoice! Company. For my 2023 summer research, I immersed myself in Salvador, Bahia, Brazil, along…
Reflections on a dance ethnographic research trip in Salvador, Brazil.
Odoyá Iemanjá 💙