Afinal, como vocĂȘ pode saber se tem mesmo alguma crença limitante? Ă fĂĄcil! Basta observar se hĂĄ questĂ”es em sua vida que se repetem indefinidamente e vocĂȘ nunca consegue resolver. Por exemplo:
- VocĂȘ sempre atrai certos tipos de pessoas e relacionamentos
- VocĂȘ sempre atrai certos tipos de situaçÔes desagradĂĄveis
- VocĂȘ nĂŁo consegue se livrar de determinados hĂĄbitos que te incomodam
- VocĂȘ sempre fracassa quando tenta ultrapassar um limite
- VocĂȘ gostaria de ser uma pessoa diferente do que Ă© hoje, mas nĂŁo tem forças para mudar
Esses sĂŁo alguns sinais piscantes que podem ser causados por crenças limitantes. Vamos ver exemplos comuns de crenças limitantes, para vocĂȘ comparar e ver se tem algum deles:
- Minha famĂlia Ă© culpada pelo que me acontece, entĂŁo nĂŁo posso fazer nada: nesse caso vocĂȘ atribui a culpa Ă sua situação de vida Ă sua famĂlia, ao seu pai, Ă sua mĂŁe, aos seus irmĂŁos, e isso impede vocĂȘ de corrigir o problema, porque ele nĂŁo estĂĄ nas suas mĂŁos. VocĂȘ pensa que sua famĂlia Ă© quem tem que resolver o seu problema. Mas eu te digo: mesmo que sua famĂlia faça tudo para te ajudar, o problema nĂŁo vai ser resolvido, porque ele continua na sua cabeça e vocĂȘ nem vai perceber o esforço que sua famĂlia estĂĄ fazendo para te ajudar. E vai continuar culpando eles repetidamente. E vai acabar se acomodando nessa crença, se sentindo incapaz de resolver os seus prĂłprios problemas.Â
- Todos tĂȘm que me aceitar como eu sou: esse Ă© um modo de pensar que vem da adolescĂȘncia, uma fase em que nĂłs estamos buscando a autoafirmação e queremos ser aceitos por todos. Ă uma forma de parecer uma pessoa Ășnica e especial. EntĂŁo, precisamos exagerar na autenticidade, que, muitas vezes, nem temos, para parecer que somos alguĂ©m respeitĂĄvel e aceitĂĄvel. Mas esse comportamento pode acabar se tornando impositivo e atĂ© incomodar as pessoas. Ăs vezes, a pessoa se torna atĂ© agressiva para forçar as outras pessoas a aceitarem ela. Quando, na verdade, ela nem Ă© daquele jeito, tudo que ela quer Ă© atenção, carinho e ser alguĂ©m especial. Quando a pessoa relaxa com isso, sĂł entĂŁo Ă© que ela se torna autĂȘntica de verdade.
- Eu nasci assim, eu vivi assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim (sĂndrome de Gabriela): esse comportamento Ă© parecido com o anterior, mas nĂŁo pela autenticidade e sim pela inĂ©rcia ou por preguiça mesmo. Simplesmente a pessoa quer continuar sendo daquele jeito, mesmo ela sendo infeliz, porque ela acredita que nĂŁo pode mudar, que nenhum esforço vai fazer com que ela mude e acaba procurando algum subterfĂșgio, alguma fuga da realidade para nĂŁo ter que se confrontar consigo mesma. Ă um conformismo que mantĂ©m a pessoa estacionada. Imagine o seguinte: que a nossa vida Ă© como uma viagem de uma origem A atĂ© um destino B. E que nĂłs estamos sempre na estrada, em movimento, e nosso grande objetivo Ă© chegar ao ponto B. Mas no caminho tens uns postos de gasolina, uns hotĂ©is para passar a noite. Essas pessoas com a sĂndrome de Gabrielas se esquecem da viagem, se esquecem do objetivo e param ali no estacionamento, no posto de gasolina e ficam ali pra sempre, sem chegar a lugar nenhum.
- Meu irmĂŁo (ou minha irmĂŁ) Ă© melhor que eu. Essa Ă© a crença da comparação e da competição. Ă terrĂvel porque a pessoa nĂŁo consegue ver o valor em si mesma, a nĂŁo em comparação com alguĂ©m que Ă© melhor que ela. E tudo que ela precisa Ă© ser melhor que ela mesma e nĂŁo melhor que outra pessoa.Â
- NinguĂ©m me ama, ninguĂ©m me quer, ninguĂ©m me chama de meu amor (sĂndrome Nelson Gonçalves). Essa Ă© a crença da carĂȘncia extrema. No começo a carĂȘncia pode atĂ© se justificar, devido a um pai ou uma mĂŁe relapsa. Mas com o tempo, a pessoa se acostuma e Ă s vezes, atĂ© aprende a tirar proveito das circunstĂąncias, usando o vitimismo como uma forma de atrair a atenção e afeto das pessoas. Quando tudo que essa pessoa precisa Ă© amor. Mas o que ela consegue, provavelmente, nĂŁo Ă© o amor das pessoas. Porque, para ela ser amada, precisa primeiro amar a si mesma.Â
- NinguĂ©m tem paciĂȘncia comigo (sĂndrome de Chaves). Essa tambĂ©m Ă© uma crença que vem da carĂȘncia. Mas a pessoa Ă© do tipo que erra muito em tudo que faz, Ă© confusa, atrapalhada, desajeitada, porque ela quer chamar a atenção. E usa essa confusĂŁo que ela cria para atrair as pessoas. Com o tempo, ela passa mesmo a acreditar que Ă© atrapalhada e deixa de prestar atenção, deixa de fazer as coisas com capricho, porque ela percebe uma vantagem naquele comportamento disfuncional. Eu sempre me lembro de uma coisa importantĂssima que o Mestre Osho dizia: se a pessoa se mantĂ©m em uma situação negativa, Ă© porque ela estĂĄ obtendo alguma vantagem daquela situação. Se nĂŁo tivesse uma vantagem, ela, com certeza, jĂĄ teria saĂdo da situação. EntĂŁo, se a pessoa nĂŁo presta atenção e faz as coisas de qualquer jeito parecendo desajeitada, Ă© porque ela talvez esteja atraindo a atenção das pessoas com essa atitude, mesmo que seja uma atenção negativa. Ă aquela histĂłria: âfalem mal, mas falem de mim!â
- Eu nasci pobre e nĂŁo tive oportunidades: essa Ă© a crença mais comum sobre dinheiro. Se eu nasci pobre, mas em um paĂs livre, que nĂŁo tem um sistema de castas, entĂŁo eu posso progredir. Se eu nasci no interior, minha famĂlia Ă© simples, ninguĂ©m estudou, mas eu cresci e fui para a cidade, onde tem escolas. Se eu nasci e cresci em uma comunidade, mas posso estudar, trabalhar e crescer com meu trabalho. Por que a pessoa pensa que nĂŁo tem oportunidades? Porque ela fechou os olhos para as oportunidades! Elas estavam ali o tempo todo! A cada passo que a pessoa dava, ela tropeçava na oportunidade, porque os olhos dela estavam fechados! Oportunidade nĂŁo Ă© nascer em berço de ouro! Ă nascer na pobreza e garimpar o ouro! Sim, isso tem um custo, que Ă© abrir os olhos para poder enxergar o ouro que estĂĄ no meio das pedras! As pedras sĂŁo as dificuldades, sĂŁo os obstĂĄculos, sĂŁo as tentativas e erros. Mas com o tempo e o esforço, vamos nos tornando cada vez melhores em aproveitar todas as oportunidades atĂ© que o ouro brilhe para nĂłs!
Enfim, tem muitos outros exemplos de crenças limitantes, que poderĂamos ficar falando aqui por horas sem fim:
- Mulher Ă© sexo frĂĄgil (sĂndrome Rita Lee)
- Homem nĂŁo chora (sĂndrome Frejat)
- Quando a gente ama, nĂŁo pensa em dinheiro, sĂł se quer amar (sĂndrome Tim Maia)
- Se eu me separar, eu nĂŁo vou aguentar
- A maioria das pessoas Ă© pobre porque nĂŁo hĂĄ recursos para todos
- à mais fåcil um camelo passar pela cabeça de um alfinete do que um rico entrar no reino dos céus
- Dinheiro Ă© a raiz de todo mal
- NĂŁo sou merecedor de ter dinheiro
Se vocĂȘ quiser que eu fale aqui no canal mais detalhadamente sobre uma crença especĂfica e como vocĂȘ pode trabalhar essa crença, Ă© sĂł vocĂȘ anotar aĂ nos comentĂĄrios, tĂĄ bom?
Esses sĂŁo os exemplos mais comuns, mas o importante Ă© que cada pessoa identifique em si mesma suas prĂłprias crenças limitantes, para que possa modificĂĄ-las. E hĂĄ vĂĄrias maneiras de identificar as crenças limitantes. Eu vou apresentar aqui trĂȘs maneiras que eu considero eficientes para vocĂȘ identificar as suas.Â
- A auto-anĂĄlise
- A anĂĄlise assistida
- A meditação
Auto-AnĂĄlise
A auto-anĂĄlise Ă© uma tĂ©cnica bastante efetiva e funciona como uma espĂ©cie de catarse. VocĂȘ pode fazer isso sozinho e de forma consciente, sem depender de ninguĂ©m. Essa auto-anĂĄlise envolve duas etapas:
- auto-retrato
- autobiografia
A primeira etapa Ă© fazer um auto-retrato, anotar tudo que vocĂȘ pensa sobre si mesmo, suas principais caracterĂsticas e seus princĂpios de vida. Por exemplo: eu sou uma pessoa honesta, orgulhosa, nĂŁo gosto de enrolação, sou prĂĄtica e eficiente, sou careta e vivo bem com isso, procuro ter disciplina e cumprir minhas obrigaçÔes, nĂŁo gosto de muita convivĂȘncia com pessoas, prefiro o silĂȘncio, valorizo pessoas que sejam honestas e corretas em suas atitudes, valorizo mais as atitudes do que as palavras etc.Â
Depois de ter esse auto-retrato, vocĂȘ pode passar para a segunda etapa, que Ă© sua autobiografia, ou seja contar a histĂłria de sua prĂłpria vida, recuperar, por meio de lembranças, as histĂłrias que vocĂȘ viveu, por meio de reflexĂŁo sobre a sua vida. VocĂȘ vai se lembrar dos acontecimentos que marcaram sua vida. Mas nĂŁo sĂł isso. Vai se lembrar, principalmente, de todas as pessoas com quem vocĂȘ conviveu e que foram referenciais importantes em sua vida. Ă muito importante fazer isso de forma cronolĂłgica, para que vocĂȘ consiga organizar os fatos e as influĂȘncias que recebeu das situaçÔes e das pessoas ao longo do tempo.
Por fim, vocĂȘ vai avaliar seu auto-retrato e a sua histĂłria de vida, procurando as ligaçÔes que existem entre o seu jeito de ser, sua personalidade, com os acontecimentos e as pessoas de sua vida que influenciaram vocĂȘ a ser como Ă©. EntĂŁo, vocĂȘ talvez perceba que âpuxouâ a sua mĂŁe na maior parte das suas caracterĂsticas, e puxou seu pai em algumas outras.
Essa anĂĄlise vai ajudar a identificar quais sĂŁo as crenças que vocĂȘ tem. Normalmente, vocĂȘ vai perceber em sua prĂłpria histĂłria aquilo que Ă© mais relevante para vocĂȘ e que sĂŁo os fundamentos da sua personalidade. Assim, talvez vocĂȘ possa identificar quais desses princĂpios, valores e crenças tĂȘm relação com o problema que vocĂȘ estĂĄ vivendo no momento.
Se vocĂȘ decidir usar essa tĂ©cnica da auto-anĂĄlise, vocĂȘ pode escolher um dia calmo, se sentar em um canto tranquilo, em que vocĂȘ possa permanecer em silĂȘncio, sozinho consigo mesmo. VocĂȘ pode usar algum instrumento de catarse para se expressar, de acordo com a sua linguagem preferida dos sentidos: pela visĂŁo, pela audição ou pela sensação.
Se vocĂȘ Ă© uma pessoa visual, vocĂȘ pode ligar a cĂąmera do seu celular e gravar um vĂdeo falando para a cĂąmera, fazendo seu auto-retrato e depois contando toda a sua histĂłria de vida. Se vocĂȘ Ă© auditivo, vocĂȘ pode gravar ĂĄudios. Se vocĂȘ for sinestĂ©sico, como eu, vocĂȘ pode escrever sobre si mesmo e depois escrever sua histĂłria de vida em um caderno ou em um editor de texto no computador ou ainda em um bloco de notas no celular.
Essa catarse pode ser feita em vĂĄrias sessĂ”es. NĂŁo precisa ser tudo de uma vez. Claro, se vocĂȘ Ă© um adolescente ou um adulto bem jovem, essa sessĂŁo vai ser mais rĂĄpida, mas para uma pessoa na faixa dos 40 anos em diante, a sessĂŁo pode ser bem mais demorada e difĂcil de lembrar.
Depois da catarse, deixe passar um ou dois dias para pegar novamente o material que vocĂȘ criou e analisar com calma, para identificar as crenças que podem estar embutidas ali na sua fala, nos seus textos, nas suas expressĂ”es. Dar um tempo ajuda a baixar a poeira das emoçÔes e a analisar as coisas mais racionalmente.
AnĂĄlise Assistida
A anålise assistida também é uma técnica efetiva e é praticamente igual à auto-anålise, com a diferença que a pessoa não vai estar sozinha e sim com outra pessoa para contar tudo. Essa outra pessoa poderia ser um terapeuta, um familiar ou um amigo. A anålise assistida também envolve duas etapas, mas com um interlocutor:
- auto-retrato
- autobiografia
A diferença principal dessa tĂ©cnica Ă© o interlocutor. Ter alguĂ©m para quem contar pode ser bom ou ruim, depende do temperamento e da personalidade. Tem pessoas que preferem fazer as coisas de forma autodidata e autĂŽnoma, entĂŁo a primeira tĂ©cnica, mais solitĂĄria, pode ser mais indicada. Outras pessoas preferem fazer as coisas com ajuda de outras pessoas, entĂŁo esta tĂ©cnica assistida pode ser melhor.Â
A tĂ©cnica assistida pode ser boa, porque a outra pessoa pode fazer perguntas importantes e estimular as lembranças; pode fazer comentĂĄrios interessantes que ajudem a identificar crenças. Mas o oposto tambĂ©m Ă© verdadeiro: a outra pessoa pode fazer perguntas desconcertantes, pode fazer comentĂĄrios inadequados que, ao invĂ©s de ajudar, acabem atrapalhando a catarse e desviando dos objetivos de encontrar as crenças limitantes.Â
Enfim, vocĂȘ deve fazer da forma que vocĂȘ se sentir melhor.
Meditação para Identificar as Crenças
No meu entendimento, a melhor tĂ©cnica para identificar as crenças limitantes Ă© a meditação. E por que eu penso isso? Porque as tĂ©cnicas de anĂĄlise sĂł funcionam em nĂvel consciente. Mas a meditação, alĂ©m de nos trazer a intuição, funciona tambĂ©m no nĂvel inconsciente.
Pois Ă© no inconsciente que ficam aquelas informaçÔes que, embora nĂŁo lembramos delas, interferem em nossas açÔes, pensamentos e sentimentos. Para o bem ou para o mal! E Ă© justamente lĂĄ que ficam as crenças limitantes. Esse lugar da memĂłria Ă© onde deixamos todos os nossos automatismos, toda informação que serve como subsĂdio Ă s nossas açÔes automĂĄticas!Â
Exemplo: vocĂȘ aprendeu a escovar os dentes, a comer com um garfo, a andar de bicicleta, a ler e escrever, a dirigir um carro, a fazer contas de somar, subtrair, multiplicar e dividir. E que maravilhoso vocĂȘ nĂŁo precisar pensar cada vez que vai fazer essas coisas, nĂŁo Ă©? O automatismo Ă© algo bom e essencial Ă nossa sanidade!
Quantas coisas vocĂȘ aprendeu ao longo da vida e vocĂȘ faz essas coisas sem a menor consciĂȘncia??? JĂĄ pensou se precisasse pensar cada vez que escovasse os dentes? Sabe o tanto de energia que Ă© gasta do seu corpo para pensar e realizar uma ação qualquer? Somos automĂĄticos, graças a Deus! O automatismo do nosso corpo e da nossa mente Ă© uma forma de proteção e de conservação de energia.
Assim, Ă© imprescindĂvel que boa parte das açÔes que realizamos sejam aprendidas nas primeiras repetiçÔes e sejam armazenadas nas profundezas da nossa mente, formando nosso inconsciente.
Mas como vivemos na dualidade, tudo por aqui é uma faca de dois legumes e a mesma vantagem do nosso inconsciente de guardar os aprendizados para automação das nossas açÔes, também é a desvantagem de guardar as nossas crenças limitantes.
Por meio da meditação, nĂłs conseguimos ter acesso Ă s profundezas do nosso inconsciente para buscar e identificar as crenças que estĂŁo nos limitando. A meditação nos ajuda a acessar o nĂvel subconsciente e o nĂvel inconsciente, aquele em que nĂłs armazenamos as informaçÔes que estĂŁo nos levando a agir, mas nem percebemos, porque estĂŁo tĂŁo arraigadas em nĂłs, que parece que sĂŁo parte de nĂłs. Na verdade, sĂŁo informaçÔes que jĂĄ nos esquecemos, mas sĂŁo a base de tudo o que fazemos.
Muitas pessoas conseguem meditar, entrar em um estado profundo de regressĂŁo e identificar crenças que surgiram na infĂąncia, na adolescĂȘncia ou mesmo na vida adulta. SĂł o fato de ter a consciĂȘncia de como aquela crença surgiu, muitas vezes, jĂĄ Ă© suficiente para modificar completamente o modo de pensar e de agir da pessoa de agora em diante. E, tudo isso, com a prĂĄtica da meditação.
A meditação pode nos levar para nĂveis ainda mais profundos, e podemos chegar atĂ© mesmo a vidas passadas, em busca de traumas e de situaçÔes kĂĄrmicas que nos afetam atualmente como crenças limitantes.Â
Posso contar a vocĂȘs um caso de uma pessoa que conheci, que sofria de obesidade. Fiz com ela a regressĂŁo a vidas passadas, que nĂŁo deixa de ser uma forma de meditação guiada, e ela descobriu uma vida passada em que ela viveu em um paĂs africano e lĂĄ ela passou muita fome e era sĂł pele e osso. Foi uma vida de extremo sofrimento. Na vida atual, desde muito criança, ela sempre comeu muito, para se manter com reserva de energia no corpo e nĂŁo consegue emagrecer, porque sente que precisa manter o corpo com essas reservas.