Complexo de superioridade
Viver em sociedade é a tarefa de muitos, porém para poucos. Implica em ser maduro o suficiente para ser autêntico e saber diferenciar as fronteiras do ser e parecer de cada um.
As diferenças culturais, intelectuais, raciais, são poucos dos exemplos que geram preconceitos. O ato de pré-conceituar algo depende inicialmente de fatores comparativos. É como demarcar o certo baseado em um fator apenas, e excluir os que não se assemelham a este.
Criar bases comparativas resulta em estereótipos que idealizam serem seguidos por tudo e todos. Estar na moda. Obedecer às tendências. Assumir ideais e identidades que não lhe pertencem, reduzindo a identidade à marca do polegar combinada com um número de Registro Geral.
A sociedade tem modelos estéticos, econômicos, políticos, modelos de sociedades esperando para serem imitados. Somente pelas barreiras criadas entre as diferenças, o próprio fato de ser indiferente às diferenças virou uma cultura.
A ignorância preconceituosa provém da infância, de problemas na formação humana. Um programa de integração cultural nas escolas não seria uma pedra no cominho, ao contrário. Ensinar as crianças a lidarem com as diferenças, respeitá-las e entendê-las,
Os frutos da Globalização estão sendo cada vez mais evidenciados no mundo. Pra que ser diferente podendo ser apenas mais um?
- Júlia Bernardes
















