∘ ׄ · ׂ ᗢ Baby, I'm Preying on You Tonight ੭ (repost)
Harry é o adorável e manhoso gatinho de Louis, a menos que ele não esteja tendo o que quer e na hora que quer.
Louis, seu dono, deixa de lhe dar atenção em dado momento, e isso ocasiona em arranhões e uma deliciosa caçada na floresta nos fundos de casa a fim de colocar aquele gatinho petulante no seu devido lugar.
Copyright © 2022. Todos os direitos reservados à @ilydorothrry e @louistdilf
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IMPORTANTE!!! Essa one foi escrita em 2022, portanto há a possibilidade de que você já tenha lido ela. Na época, ela foi escrita por mim e uma amiga, a mitzie, mas acabou sendo derrubada do wattpad. Tomei a liberdade de repostar porque tenho muito carinho por essa e por toda a experiência que foi escrevê-la :) Abaixo estão alguns avisos, desejo uma ótima leitura a todos!
∘ ׄ · ׂ Pet play - Onde numa dinâmica bdsm, um dos parceiros, geralmente o submisso, age como um bichinho. Nessa história, Harry é um gatinho.
∘ ׄ · ׂ Primal play/caçada - Onde se liberta os sentimentos mais e até animalescos numa cena. Aqui, também acontece uma caçada onde um é a presa e outro o caçador.
∘ ׄ · ׂ Hbottom/ltops - Na qual o casal têm uma dinâmica de BDSM em que Louis é o dominador e Harry, o submisso/break me.
∘ ׄ · ׂ Break me - Quando o submisso necessita ser "quebrado", caçado ou forçado a sua submissão, nem sempre precisando de punições físicas para tal.
∘ ׄ · ׂ Degradation - Ato de degradar verbalmente ou fisicamente outra pessoa e sentir prazer mútuo nisso.
∘ ׄ · ׂ Breeding - Quando se goza dentro da vagina ou ânus com a premissa de engravidar o parceiro.
∘ ׄ · ׂ Overstimulation - Forçar seu parceiro a ter vários orgasmos múltiplas vezes.
∘ ׄ · ׂ Dacrifilia - Sentir prazer em assistir seu parceiro chorar durante o sexo.
Claro que está, ele mora ali, Harry sabe. Harry o vê todos os dias quando acorda, lhe dá um beijo gostoso na bochecha e se aconchega mais em meio aos seus braços fortes.
Harry também sabe que ele sempre está lá quando chega do trabalho e eles jantam juntos fofocando sobre seus dias e os melhores acontecimentos. Sobre os piores também, e é nesses momentos de desabafo que é necessário ter alguém que o escute.
Harry não tem de repetir a sentença uma ou duas vezes em sua mente quando abre seus olhos naquela manhã, a qual se completa de um jeito que o garoto de cachos não gosta muito de perceber.
Louis está em casa. Mas Louis não está na cama com Harry, como deve ser.
Honestamente, Harry acha que deveria ser um crime da parte do namorado deixar seu lindo e fofo gatinho para trás assim, sem mais nem menos.
É realmente doloroso quando a única coisa que o gatinho encontra na cama para agarrar-se é o travesseiro do seu dono. Ele ainda está parcialmente acordado, mas tem completa noção de que deve agir sobre ter sido abandonado.
Louis provavelmente está em seu escritório resolvendo assuntos chatos de trabalho. Aqueles que têm ocupado seu tempo cada vez mais ultimamente, o obrigando a estar em reuniões infinitas ao invés de assistir filmes embaixo das cobertas quentinhas com seu filhote.
A necessidade de foco é parte da personalidade do seu gatinho. Não que ele precise estar grudado a Louis o dia inteiro, mas até os momentos íntimos e doces estão sendo perdidos e isso o machuca consideravelmente no fundo de seu coração felino.
Então, respirando o cheiro do namorado ainda presente na fronha, Harry idealiza um único objetivo para o seu dia:
Harry levanta e coloca os pés para fora da cama. Ele se espreguiça e coça seu olho direito, bocejando em seguida. Sim, ele está bastante empenhado sobre onde precisa ir para obter Louis, mas seu soninho ainda existe.
Assim, o gatinho tem um breve tempo para si, de modo que possa despertar, e então se dirige até a cozinha do andar de baixo. Se quiser ganhar Louis, começar pelo estômago e demonstrar seu amor com café da manhã é um ótimo começo.
Minutos mais tarde naquela manhã, o som persistente e familiar faz Louis dar um pequeno sorriso antes mesmo de reparar na figura cacheada parada na porta com dois pratos em mãos.
— Fiz panquecas — seus dentinhos frontais proeminentes aparecem quando um sorriso carinhoso se expande em seu rosto.
Ele não pede permissão para entrar, como faria em outra ocasião, muito menos se importa em saber se Louis está ocupado ou não.
Seus pés, revestidos por meias com bolinhas de gel simulando patinhas de gato, andam o curto espaço até a mesa de Louis. Ele deposita os dois pratos sobre a superfície dela antes de acomodar-se de lado no colo confortável do namorado. As pernas pendendo para fora da cadeira.
— Dormiu bem? — Louis pergunta assim que desgruda os olhos da tela do computador só para ver Harry aninhar-se melhor em si, consequentemente fazendo o guizo da sua coleira discreta tilintar. Adorável.
— Dormi, sim — ele está envolvido pelo calor de Louis com a cabeça apoiada no peito dele, não perdendo a oportunidade de acariciar sua bochecha no local. Ele não consegue evitar acrescentar depois: — Senti sua falta na cama hoje de manhã.
Se há outro sentido em sua fala, ele acabou passando despercebido por Louis que estava focado demais em tentar encontrar as palavras certas para informar o gatinho de que ele teria que ser paciente, visto que sua agenda estava lotada de compromissos que ainda tomariam boa parte do seu tempo.
— Sobre isso… — começa, rolando um mirtilo do prato com o garfo pra lá e pra cá. — Aconteceram alguns problemas com a empresa e eu preciso acompanhá-los até que sejam solucionados. Tudo o que eu quero é a sua colaboração e consciência de que, por hoje, não poderei te dar a atenção que você quer. Mas sabe que vou recompensar, não é?
As palavras atingem Harry com tanta força que ele sente o peito doer, por pouco não chorando como uma criança após o choque da realidade onde terá que sobreviver o dia sem o namorado.
O gatinho pensa em negar veementemente a fala de Louis ou até implorar para que ele mudasse de ideia, mas ele não acha que nada disso adiantaria de fato considerando a seriedade nas sentenças do namorado. Até que ele lembra do seu objetivo inicial.
Nunca foi difícil para ele conseguir atenção de seu dono e dessa vez não seria diferente. Ele faria Louis largar qualquer papelada burocrática apenas para tê-lo. Afinal, Harry era muito mais interessante.
Ele até tinha um sininho!
O gatinho não diz nada, apenas ergue o rosto alguns centímetros e deposita um beijo inocente na mandíbula de Louis. Tão doce e puro como um lobo em pele de cordeiro.
Então, o empresário volta a ficar sozinho no seu escritório.
As panquecas acabaram servindo de almoço para Louis que não teve tempo de parar o trabalho e fazer uma refeição adequada. Emendando, assim, a manhã com a tarde, sem perceber a mudança das horas.
Diferente de Harry que esteve com o tempo ocioso e contou cada segundo do relógio. Os ponteiros pareciam demorar uma vida para se moverem e o sentimento de que estava sendo deixado de lado corroía seu interior.
Ele sabia que precisava entrar em ação o mais rápido possível se quisesse tirar algo do seu dono, especialmente no único tempo a sós que tinham durante a semana, e era exatamente isso que ele tinha em mente quando escolheu sua saia mais curta e guardou o controle do brinquedo que colocou em si mesmo dentro do bolso lateral dela.
Foi, claro, um processo bastante prazeroso. Se abrir com seus dedos frios de lubrificante com o bumbum empinadinho para então atolar o vibrador bem devagarinho até a base. O gatinho soltou como um miado quando se sentiu cheio.
Enfiando apenas a cabeça para dentro do escritório, Harry é agraciado pela visão de um Louis concentrado em coisas que não fazem o menor sentido para o gatinho. Mesmo assim, sua expressão séria de sobrancelhas franzidas e mandíbula cerrada fazem o garoto precisar ainda mais do seu contato.
Ele só nota que não está sozinho quando Harry para na sua frente, impedido de avançar mais por culpa da mesa. É impossível não perder um tempo a mais observando as coxas grossas sendo exibidas dessa forma, apertadas por meias 3/4. Louis pigarreia quando percebe sua demora ali, finalmente encontrando os olhos esmeraldinos e forçando-se a ignorar a distração.
— Gatinho lindo! Está precisando de algo? — ele clica em alguma tecla do computador. Sua pergunta é genuína, ele realmente quer saber se Harry está bem. Um sorriso doce surge em seus lábios.
O menino acena a cabeça positivamente e faz seus fios cacheados balançarem no processo. Seu guizo também emite um leve som. Quando chegou no cômodo, ele retirou o objeto guardado dentro do bolso, agora segurando-o ansiosamente entre os dedos escondidos atrás das costas.
As sobrancelhas de Louis se erguem com a resposta, rapidamente ficando preocupado ou levemente interessado com o que seu garoto queria de tão urgente com ele agora.
O gatinho é a coisa mais preciosa que Louis tem, e a ideia de que seu filhote esteja passando por algo ruim ou desconfortável é o suficiente para que ele entre em estado de alerta e tente solucionar a situação o mais rápido possível.
— O que aconteceu? — ele pede uma especificação, retirando um dos fones e apoiando os antebraços sobre a mesa para ficar mais próximo de Harry.
Quando percebe a chance que tem nas mãos, Harry dá uma risadinha leve e coloca um cachinho do seu cabelo solto para trás da orelha, inclinando-se sobre a superfície em seguida para fazer contato visual com seu dono enquanto vira a mão tatuada e deixa o pequeno controle na palma dela.
Louis interrompe a conversa de olhares rapidamente para ver o que Harry colocou ali, voltando com uma expressão incrédula e lábios prensados em uma linha fina.
Ele largaria tudo para ajudar e socorrer Harry quando fosse realmente urgente e preciso, mas não havia como deixar coisas importantes de lado por causa da carência e necessidade de uma atenção que ele já deixou claro que seria recompensada mais tarde.
— Eu já disse que vou passar o dia ocupado, querido — seus dedos coçam a barba rala e o gatinho segue o movimento com o olhar, sentindo uma vontade absurda de ser arranhado por ela. — Agora estou no meio de uma reunião — ele explica, maneando a cabeça em direção a tela onde Harry espia brevemente, curioso.
Ao encarar Louis de novo, o garoto tem seus olhos brilhando enquanto silenciosamente implora qualquer coisa do seu dono. Ele não se dá por vencido, Harry precisa ser determinado e cumprir com o seu propósito. Ele sabe ser persistente quando quer.
— Mas eu quero brincar — ele choraminga e seu lábio inferior forma um biquinho fofo.
O mais velho pondera por um tempo. Ele não tem como dar a devida atenção para o seu filhote naquelas condições, mas pode deixar isso um pouquinho mais interessante. Então, ele tem uma escolha.
Harry o observa como se pudesse ler seus pensamentos.
— Fique quietinho, ok? Seja bonzinho — sai mais como uma ordem do que como uma pergunta. Louis vê Harry concordar empolgado e abre o seu microfone em seguida. — Sim, estou aqui. Me desculpem, tive que resolver um probleminha.
Harry abre sua boca, ofendido, para questionar Louis sobre ter sido reduzido a um "probleminha" no instante em que o namorado se recosta de volta na cadeira e utiliza o controle para ligar o plug na vibração mais fraca. Suas mãos se espalmam na mesa, o gatinho solta um gemido quase inaudível só pelo mínimo contato e Louis sorri de canto fingindo não ser nada ao voltar a prestar atenção na reunião.
Verdadeiramente, ele tenta. Mas é difícil quando ele aumenta para a segunda vibração e Harry enfraquece, sentando na cadeira e imediatamente cravando as unhas curtas nos braços forrados dela quando o objeto afunda ainda mais dentro de si, pressionando exatamente no seu ponto doce.
Harry entreabre seus lábios deixando ar quente passar por eles, mas não pode ficar muito tempo assim, pressionando as duas almofadinhas vermelhinhas uma contra a outra para obedecer seu dono e não fazer barulho demais.
O gatinho faz questão de olhar cada reação do namorado. Certo momento, ele segura as duas pernas juntas na parte de trás dos joelhos e expõe sua entradinha preenchida pelo brinquedo. Apenas a pedrinha azul para fora. Ele nota como a língua de Louis umedece os próprios lábios finos em provocação.
Obviamente ele nem se prestou a usar alguma coisa por baixo da saia. Seu membro endurecido procura espaço entre suas pernas, manchando a parte clarinha com sua própria lubrificação que saia de sua fenda toda vez que o vibrador o estimula mais profundamente.
O empresário não faz ideia de qual assunto está sendo discutido entre as pessoas do outro lado da tela, sua atenção está totalmente voltada para seu Harry completamente excitado que passou a ondular os quadris contra o assento, fazendo expressões prazerosas, vez ou outra puxando os fios cacheados para trás.
Quando Louis muda para a última intensidade, o que não demora muito para acontecer, Harry é pego de surpresa e emite um gemido alto, perdendo qualquer controle que sequer teve em algum momento. Suas mãos correram para cobrir a própria boca, mas era tarde demais. Seu dono ouviu, claro que ouviu, e ele tem certeza de que é por isso que a vibração dentro de si parou abruptamente, o fazendo arregalar os olhos.
— Não! Não, não, não — ele pede repetidamente. As bochechas coradas e os olhos aguados. — Por favor.
Seu semblante desesperado quase faz com que Louis se deixe levar por ele antes de rapidamente lembrar-se do combinado. Ficar quieto era a única coisa que Harry precisava fazer, mas, além de não conseguir, ele ainda atrapalhou uma boa parte da reunião do seu dono.
Louis apenas pensou em como seu gatinho era mesmo nada mais que petulante.
Não tinha nem um motivo aparente para que Louis voltasse a ligar o vibrador e aquele miado do gatinho tinha sido o suficiente para que ele desistisse de agradá-lo. Por isso ele apenas mira Harry com um olhar que deixa claro sua decisão final.
— Saia daqui — ele está tapando o microfone com a mão, indicando que a conversa será breve. — Vá tomar um banho e nem pense em se tocar, eu vou saber se o fizer e então sim você vai ter algo para reclamar.
Harry o olhou frustrado e desacreditado de que iria ser deixado para trás mais uma vez. Ele encara o chão e respira fundo para não voar com fúria no pescoço do namorado, chegando a ponderar se seria uma opção viável.
Mas, felizmente, o gatinho é muito pacífico e calmo. A última coisa que ele faz antes de levantar-se para obedecer Louis é secar uma lágrima teimosa que desceu por sua bochecha rubra.
Já em pé, ele ajusta sua saia de forma comportada e leva alguns segundos para equilibrar-se com as pernas trêmulas, ainda pensando no possível orgasmo incrível que perdeu.
Harry lança um sorriso amigável para Louis e é respondido da mesma maneira, o dono parecendo não ter remorso nenhum na ordem que o deu. Ele não vê quando o gatinho vira de costas para ir embora e uma expressão oposta cobre seu rosto.
O cacheado rotulou a atenção de Louis como sendo um troféu, e ele está disposto a fazer de tudo para conquistá-lo.
O gatinho deixa o escritório a passos lentos. Ele poderia simplesmente retornar e continuar torrando toda a paciência de Louis até que ganhasse alguma reação mais condizente com seus padrões. Mas Harry tinha que admitir a si mesmo que precisava de uns segundos sozinho para, no mínimo, recuperar sua respiração daquele primeiro momento.
Ele também pensaria em como voltaria para o escritório, dessa vez com o mesmo objetivo, mas com uma artimanha diferente.
Harry desobedeceu seu dono. Ele de fato foi para o quarto, mas não estava em sua mente tomar um banho. Até poderia se tocar para aliviar-se por hora e arcar com as consequências mais tarde, mas ele sabia o quão irritado Louis ficava ao ter essa ordem, em específico, não cumprida.
Ele gosta de como sua camisa é decotada e bem rente ao seu corpo, fazendo seus peitos parecerem maiores. Gosta também da sua saia curta e do tom azul dela. Ama as suas meias que o fazem sentir como um gatinho de verdade e como tudo termina com sua coleira escura presa em seu pescoço, fazendo barulho sempre que se movimenta, contrastando com a sua pele.
Talvez, então, faltasse algumas coisinhas para lhe somar pontos para com seu dono. Talvez Louis não o visse da forma que era de fato para então atender suas necessidades.
Se ele era um gatinho, lhe faltavam orelhas, claro, então Harry sobe até seu quartinho – porque ele é bonzinho o suficiente para ter um com direito a uma gaiola cor de rosa e almofadas a vontade – e saltita na ponta das patas até a caixinha na cômoda onde pode pegar suas orelhinhas. A tiara é colocada bem acima dos seus cachos que cobrem as suas orelhas de verdade.
Elas têm o pelo escuro como os seus cabelos, realmente parecendo que era uma extensão em sua cabeça. Harry se olha no espelho e realmente gosta do que vê, ele se sente realmente bem estando assim, ainda mais quando sabe que tudo isso era para Louis.
E ainda havia algo que ele ama poder simular. Da mesma cor da "pelagem" das orelhinhas, ele tira de dentro da caixa um plug que se completava numa bonita cauda de gato, seu interior até revira-se ao saber que estaria fazendo uma bela troca agora.
Apoiado na bancada, ele retira o vibrador agora inutilizado, afinal, Louis tinha ficado com o controle e Harry sabia que o tinha perdido até segunda ordem. O gatinho se contém em foder seu buraquinho só um pouquinho, porque a sensação de estar preenchido era como o céu, mas essa não é a sua função agora.
Assim, Harry substitui o vibrador pelo plug – por enquanto frio e molhado em mais lubrificante – que é nada mais que seu rabinho e sua identidade.
A saia tem um corte perfeito para que ele passe a parte fofa para fora, ainda continuando vestido com a peça. Quando ele consegue esse feito sem gemer por ter seu cuzinho estimulado, acha que deveria ganhar uma insígnia de ouro.
O espelho é grande o suficiente para que ele possa olhar todo o seu corpo. Harry empina a sua bunda e balança o quadril, o rabinho balança junto. Suas mãos passam por seu abdômen e ele solta um suspiro baixo.
Ele se sente gostoso, mais que isso apenas se Louis batesse em suas bochechas e as deixasse rosas ou se ele ainda fizesse Harry derramar lágrimas de prazer.
Depois disso, Harry ajeita os cachos apertando com as mãos e seu rumo é o mesmo de antes: escritório.
Dessa vez, o gatinho está em quatro patas, caminhando lentamente como se um bichano fosse. Balançando o quadril para obter um rebolado lascivo e sua velocidade era a mesma de uma lady sem pressa alguma.
Ele empurra a porta com seu ombro, a voz de Louis pode ser ouvida de longe quando coloca a cabeça para dentro. Ele está trabalhando, ainda na mesma ou quem sabe quinta reunião do dia, Harry se força a não rolar os olhos com o pensamento e continuar com aquele olhar petulante e curioso que só ele sabe fazer.
Louis registra que a porta foi aberta, mas, de onde está, não pode ver Harry, então por meio segundo acha que o fato da porta abrir do nada não passa de alguma corrente de vento no corredor e que seu gatinho está fielmente o obedecendo.
Harry aproveita a deixa para se esgueirar um pouco mais em direção a mesa, ele pode ver os pés de Louis cobertos pela calça de moletom. Inteligente, porque Louis não vestiria roupas de trabalho se estivesse trabalhando em casa.
Isso vai facilitar a vida de seu gatinho também, se tudo der certo.
Harry se aproxima, a primeira coisa que faz é esfregar a sua bochecha no joelho de Louis. O dominador dá um salto, não esperando por isso genuinamente. Ele franze o cenho e olha para baixo por pouco não machucando o que está ali.
Quando visualiza, é apenas Harry. De quatro com a bunda empinada, se exibindo. Olhos fechadinhos e bochechas se esfregando agora em sua coxa.
Louis respira fundo, controlando certa paciência ao perceber que se iludiu quanto a conduta de seu submisso. Harry nota e então sorri de canto porque sabe que está sendo observado.
Louis é chamado para responder alguma coisa e assim o faz, ele pensa que, se Harry ficar bem quietinho de uma vez por todas em seus pés, não será um problema. Então ele continua o trabalho, mas sem sequer tocar seu gatinho, afinal, parece que a cada segundo ele quer ficar mais em apuros.
Harry bufa. Louis não vai fazer nem um afago em suas orelhas? Ele não pode vê-lo ali clamando atenção de todas as formas?
O gatinho abre os olhos e muda de posição, ele se faz ficar entre as pernas de Louis, que por enquanto está sendo bastante receptivo com seu filhote.
Harry se senta sobre suas panturrilhas agora, ele se inclina e lambe uma faixa na parte interna da coxa de Louis. Ele também inspira como se pudesse se envolver com o clima.
Seus toques são petulantes, arriscados. O gatinho não tem medo nenhum do perigo.
Sua mão agarra a perna de seu dono, onde acaricia mesmo com o tecido grosso. A outra mão está ali o deixando apoiado no colo de Louis que veementemente o ignora, mas é difícil dizer se seus pensamentos se correlacionam com seu pau.
Harry o excita, é sempre assim e nem precisa de muito. Ele tem um bom autocontrole, afinal seu prazer está em dar prazer ao seu filhote, mas Louis não é de ferro. Quando Harry lambe bem onde seu membro está guardado é fato que ele sente uma boa fisgada no pé de sua barriga.
Ele sabe que vai ficar duro em não muito tempo e conhece seu filhote o suficiente para ficar de olho em suas atitudes. Sua mente felina quer o levar à loucura, Louis precisa impor limites.
Alguém está falando alguma besteira sobre finanças, a reunião já está no final, mas isso não quer dizer que Louis vai deixar Harry ir além – muito embora, no fundo do seu coração, sinta por perder um boquete dele, mas Harry não merece isso agora.
Harry acha que está indo bem, que conquistou seu passe livre com suas lambidinhas e esfregões. Então ele quase cantarola quando ergue sua mão a fim de liberar o pau de seu dono e poder fazer o serviço completo.
Mas ele não poderia estar mais enganado.
É bem aí que ele tem seu pulso agarrado pelos dedos tatuados de Louis, e quando olha para cima encontra com o olhar azul intenso. Harry sente as batidas de seu coração errarem um compasso, mas sua sobrancelha se ergue como se perguntasse o que raios estava fazendo de errado.
Ele está intencionalmente desafiando Louis.
— Pare. Agora. Harry — Louis diz, a voz profunda junto a ordem final, logo após ter deslogado da reunião. — Eu te dei uma ordem simples e tentei ser compreensivo na conversa, mas você não foi capaz de entender. Não te dou permissão para me tocar.
Louis afasta o braço de Harry de perto dele, o soltando perto do corpo alheio. Harry faz mais drama que o necessário, tirando o peso de seu braço como se Louis houvesse o jogado para longe.
O barulho que o guizo fez quando o corpo de Harry chocou-se contra o chão foi o único som em meio ao silêncio. Ali, aos pés do seu dono, Harry se sente minúsculo, e ele odeia essa sensação.
Não por saber que seu dono estava acima dele — onde ele sempre esteve, de qualquer forma — mas sim porque seu ego sai terrivelmente ferido. Harry é um gato lindo e bom para Louis, ser desprezado dessa maneira faz suas bochechas arderem em um misto de raiva e mágoa.
Ele tentou todos os métodos disponíveis para ter a atenção do namorado, e até poderia ser tachado de rancoroso por ter decidido que, se Louis o quisesse a partir daquele momento, teria que se esforçar muito para consegui-lo. O detalhe era que ele não dava a mínima.
Louis tenta arrumar sua tiarinha torta entre os seus cabelos, mas não obtém sucesso quando Harry desvia do seu toque e empina o nariz para o lado contrário. Sua feição está irada quando afasta-se até uma distância segura e olha uma última vez para o seu dono, ajeitando suas orelhas felpudas por conta própria e mostrando que sabe se virar muito bem sozinho.
Os olhos azuis estão com um brilho a mais desde que teve seu toque negado, algo como surpresa e irritação. Harry só estava lhe dando o troco, era apenas uma vingança por ter sido tão rejeitado.
Assim que Louis é deixado para trás por um gato esnobe, ele finalmente percebe o que acabou de acontecer. O dono brincou tanto com as inúmeras chances que teve de dobrar Harry sobre a mesa e fodê-lo como ele merecia que acabou ficando sem nada.
Ele sabe que foi cruel e o jeito que foi abandonado o deixou consideravelmente triste. Louis reconhece que precisa pedir desculpas por ter agido errado e tentar redimir-se com um sexo gostosinho e lento com direito a beijinhos molhados em todo seu rosto.
É seu objetivo quando ele sai do escritório assim que conseguiu deixar para trás todas as tarefas pendentes e vai exatamente para onde sabe que seu filhote está.
Lá, duas batidas leves na porta não fazem nada acontecer. Harry deve estar enrolado em si mesmo no tapete macio esperando que Louis ficasse de joelhos e pedisse desculpas — se fosse preciso, ele realmente ficaria. Sem resposta e já tendo deixado avisado que estava ali, ele gira a maçaneta até encontrar seu filhote sentado descontraído em sua caminha confortável.
Ele ainda está completamente montado com orelhas no topo da cabeça e um rabinho delicado para fora da saia. Louis sentiu-se péssimo por negar alguém tão gracioso, e, quando viu Harry olhar sobre o ombro com desinteresse para recebê-lo, seu coração partiu-se ao meio.
Ele deixa a porta aberta e suspira para tomar coragem e se aproximar do gatinho. Logo, Louis está de pé ao lado de Harry, o qual sequer fez questão de erguer os olhos para vê-lo e se mantém de costas. Ele se sente pior a cada minuto e precisa resolver tudo aquilo urgentemente.
O mais velho se agacha perto do garoto, ainda sem tocá-lo, e pigarreia antes de começar.
— Harry — chama, e mesmo não obtendo resposta, tenta continuar. — Acredito que você tenha ficado triste ou no mínimo chateado pela forma que eu te tratei, então eu peço perdão. Definitivamente não foi minha intenção causar esse sentimento ruim em você.
Nada. Harry está completamente distraído fazendo trancinhas finas nas pontas dos fios cacheados, sem a mínima vontade de responder Louis.
Decepcionado, o dono senta com as costas apoiadas na parede ao lado da caminha enfeitada. Ele respira fundo, as pernas esticadas e os olhos pidões na direção do seu garoto que não faz contato visual consigo.
— Sinto muito por ter te deixado frustrado. Você precisava tanto ser usado por mim e eu te ignorei, mas agora estou aqui para você e posso me redimir.
Com isso, pela primeira vez, Harry lentamente vira o rosto e encontra os olhos do seu dono, interessado nele. Suas bochechas estão mais rubras que o normal, Louis repara.
— Você merece atenção, sempre. Eu errei, estou arrependido e quero te fazer bem — seus dedos ousam acariciar a lateral da coxa do garoto como podem por algum tempo, mas o gatinho não cede.
Ele tem uma expressão inocente após finalizar o nó com a fita de cetim na ponta da trança. Sua expressão é o oposto de séria, uma covinha timidamente funda em sua bochecha.
— Oh, não se preocupe com isso — suas palavras transmitem tranquilidade e Louis sabe que há algo a mais nisso.
— Tem certeza? — pergunta, só para se certificar de que o seu filhote está falando realmente sério.
— Com certeza — assente, se virando e pondo-se de joelhos. Ele se inclina com a falsa intenção de dar um beijo em Louis e aproveita para sussurrar contra os lábios alheios. — Aquela merda de plástico não chega nem perto do seu pau, mas era a única coisa que tinha para me foder.
O gatinho tem um sorriso cheio agora, vendo Louis olhar profundamente dentro dos seus olhos, incrédulo com a sua audácia. Harry se afasta, pondo-se de costas para seu dono e propositalmente empinando sua bunda na direção dele para pegar o dildo rosinha largado no canto oposto da sua cama. Ele ainda brilha com lubrificante, indicando que havia acabado de ser usado.
— Você entende? Eu chamei seu nome, o nome do meu dono, enquanto socava um pau que não era o dele dentro de mim — o sorriso em seus lábios nunca sai enquanto seu namorado havia mudado a postura completamente e apenas o fulminava com o olhar. — Mesmo assim, Louis, eu te perdôo. E eu também peço perdão por estar tão abertinho e ter gozado tanto por causa de outra coisa que não era você — ele volta para o namorado e termina seu falatório com um selinho, quase sentindo seus lábios queimarem ao encostar-se em Louis.
Algo diferente — que Harry já esperava — emana do seu dono. Ele tinha apenas dito os fatos e isso, por algum motivo, fez a expressão do namorado mudar completamente. As mãos fechadas em punhos.
— Agora saia daqui — sua mão balança no ar em direção a porta, como um gato mimado. — Preciso pintar as minhas unhas e não quero que você me atrapalhe.
Louis abaixa a cabeça por alguns instantes e nega, não acreditando no que tinha acabado de ouvir. Ele quer deixar aquela pele pálida cheia de marcas apenas para mostrar quem era o único que dava ordens e decidia as coisas por ali. Onde Harry estava com a cabeça ao simplesmente ignorar algo importante que ele tinha dito?
Harry novamente passa a fazer de conta que Louis não estava ali. Colocar-se sobre as pernas era impossível agora que elas tremiam com o orgasmo recente, então ele fica sobre a palma das mãos e joelhos para poder sair dali. Mas o gatinho não consegue ir muito longe quando têm a cintura fortemente agarrada e inconscientemente vira-se, chocando as costas contra o chão e resmungando por causa do baque dolorido.
— Aonde você pensa que vai? Acha mesmo que você pode me desobedecer, agir como a porra de um pirralho mesquinho e ir embora assim? — seus dedos apertam a cintura fina com força, sentindo Harry se contorcer para livrar-se deles.
— Me solta! — grita, suas mãos empurram os ombros de Louis sem efeito nenhum. — Vai se foder, Louis! — em um movimento impensado movido apenas pelo instinto de sobrevivência, suas unhas deixam uma marca na bochecha do mais velho.
Vergões em linhas pintam a pele com a barba por fazer e os segundos parecem não passar enquanto o dono processa o que havia acabado de acontecer. Os dedos tatuados tocam a parte ardida do seu rosto e Harry vê seu destino nos olhos de Louis que brilham como nunca antes.
Harry está muito, muito fodido.
Mas ele não vai ficar pra ver o desfecho.
Pensando rápido, o gatinho aproveita um momento de distração para se desvencilhar de seu dono, por pouco tempo, atordoado pela ação surpresa. Então, ele usa toda a força que lhe resta depois de seu orgasmo e empurra o corpo do mais velho para o lado.
Harry quase escorrega quando tenta se levantar, mas se apoia nos joelhos e corre para fora do quarto sem olhar para trás. Louis não é idiota, ele sabe que pegar Harry ali não seria tão divertido a deixá-lo ir e eventualmente pegá-lo.
Como uma bela caça que estava prestes a começar.
— Harry, Harry… Você vai se arrepender tanto do que está fazendo — Louis diz, se erguendo e indo até a porta rapidamente. Sua pele arde, mas apenas o superficial — Pode correr, gatinho, eu vou pegar você de qualquer forma e te fazer engolir toda a sua petulância de uma vez só.
Nem que seja engolindo com a minha porra junto, Louis pensa enquando vê apenas a pontinha do rabinho cruzar o corredor e logo em seguida ouve os passinhos na escada.
O gatinho até escuta as ameaças, engolindo em seco, mas tudo o que faz é canalizar toda a sua destreza em ir para o mais longe possível de Louis.
Ele sabe que aprontou, mas não está cem por cento arrependido, ainda está magoado porque Louis não lhe deu atenção, então acha que o mesmo mereceu sua teimosia e mereceu saber que não deu a Harry um orgasmo.
Mas Harry não é bobo, ele sabe que passou dos limites arranhando bem no seu rosto e ainda fugindo logo em seguida. Ali, ele deu a Louis o aval para considerar que ele tem que ser punido por todas essas coisas da forma mais bruta que ele souber.
Então Harry não vai deixar isso fácil e, enquanto puder, ele vai fugir pra bem longe.
Ele também tem noção que Louis lhe deu uma folga para se esconder e ter o gostinho da caça. Um caçador e seu filhote pirralho. Harry ainda acha que tem alguma chance contra seus braços fortes.
Harry precisa manter-se a salvo pelo máximo de tempo possível, mas os espaços parecem pequenos demais para que ele se esconda e é questão de minutos até que Louis o encontre. O pensamento de voltar para o seu quartinho e deixar Louis usá-lo até que ele desmaiasse passa por sua cabeça rapidamente, mas está fora de cogitação.
Ele ainda está sobre os joelhos e mãos, seu rabinho felpudo ficando para trás enquanto seus movimentos são rápidos e descoordenados pelo piso laminado da sala.
Situar-se do lugar onde está o faz ter uma grande ideia. Na sala há uma escada e o gatinho tem certeza de que consegue encolher-se o suficiente para ficar lá até que a adrenalina passe e ao menos possa normalizar um pouco sua respiração.
Harry corre para lá como se sua vida dependesse disso — o que talvez fosse verdade — e dobra-se do jeito mais compacto que pode, se reduzindo ao máximo sentado no chão embaixo dos degraus. Sua testa quase toca seus joelhos e seu corpo nunca esteve tão trêmulo por causa do medo de ser pego.
O gatinho sente tudo dobrar a intensidade quando escuta passos na escada. São de Louis. Ele está perto e isso não é bom.
Pode ser intuitivo, mas Harry sabe exatamente quando Louis desce o último degrau e fica em silêncio para tentar ouvir qualquer sinal do seu filhote.
O gatinho tem sua respiração ofegante pelo esforço de despistar seu dono somado ao temor inegável que percorre todo o seu ser.
— O meu gatinho foge de mim para tentar livrar a própria pele — Louis fala, e então é possível saber que ele está se movendo de novo. — Mas é engraçado, porque isso só me irrita ainda mais…
De onde Harry está, ele pode ver quando Louis se aproxima devagar do sofá e tenta capturar qualquer coisa que estivesse escondida atrás dele, sem sucesso. Se ele não estivesse com o coração quase saltando pela boca, teria até achado a cena engraçada.
— … E me deixa com vontade de destruir ele — o dono finaliza e o coração de Harry quase para quando ele vira na sua direção. — Ouviu, querido? Eu vou te encontrar e acabar com você.
Mas Louis não o vê, ele ainda está bisbilhotando outros cantos e o gatinho está atrás de algumas caixas que o camuflam. Mesmo assim, Harry pressiona os lábios para evitar fazer qualquer mínimo som e seus olhos lacrimejam.
— Vou usar cada pedacinho da sua pele, e não vai adiantar esbravejar porque nada vai me fazer parar — Louis continua com suas ameaças, essas que Harry coloca fé que não são brincadeira nem por um segundo.
Ele acredita em tudo porque sabe que se Louis encostar nele, vai cumprir com tudo aquilo. E a ideia faz um arrepio subir por sua espinha, o gatinho sente medo e sua reação genuína é tapar a boca para abafar um gemidinho.
O gatinho observa Louis com os olhos verdes atentos, o vendo cantarolar com toda a calma do mundo enquanto procura por ele.
Poderia até ser engraçado o quão divergente é a situação de ambos. Enquanto Harry tenta seu máximo para manter-se em silêncio e fazer com que seu corpo ansioso fique parado, Louis anda com passos lentos para lá e pra cá ditando cada um de seus planos luxuriosos.
Louis está vindo na sua direção novamente, mas Harry tem sorte quando ele passa por si e segue sua busca no outro lado da casa. Ele espera o dono sumir no corredor, sabendo que foi para a cozinha, e esgueira-se entre as caixas em direção a brecha da porta da frente.
O gatinho está em suas quatro patas mais uma vez, focado em sair de dentro daquela casa o quanto antes para ficar longe por algumas horas até que a situação melhore.
Ele se sente eufórico quando fica em frente a porta da frente com a sua liberdade a centímetros de distância, mas, antes que os seus dedos alcancem a maçaneta, uma ardência repentina na sua cabeça o faz gemer assustado.
De relance, ele consegue ver Louis ao seu lado, e sente o aperto nos seus cabelos aumentar cada vez mais. Harry leva as próprias mãos para segurar a do seu dono, o que não causa nenhum efeito em diminuir a força.
Seus olhos estão vibrantes e em alerta, mas ele mal consegue registrar alguma coisa além da voz de Louis.
— Encontrei você — é um sussurro rente a sua orelha e Harry tem certeza de que também há um sorriso ladino. — Você é tão bobinho, não presta nem para manter-se a salvo.
O gatinho tenta arduamente afastar-se, mas nenhum dos seus protestos causa efeito em Louis. Ele está quase aceitando que esse é o fim da linha.
— Preste bastante atenção, gatinho — sua mão guia a cabeça de Harry para que a ponta dos seus narizes se encostem e ele possa falar claramente. — Eu iria adorar comer você agora mesmo quantas vezes eu quisesse. Imaginar você chorando por causa do meu pau fundo nesse seu rabo é tentador.
Harry fecha os olhos por um momento, tentando não deixar seus pensamentos se confundirem, o deixando ainda mais indefeso.
— Mas eu também gosto da sensação de te deixar fugir como um animal idiota só para capturá-lo depois e provar que as presas sempre perdem — Louis olha no fundo dos olhos amedrontados de Harry mais uma vez e distancia seus rostos, passando a vê-lo de cima.
Ele aproveita o momento para tirar de Harry sua coleira com o sininho, dando-lhe um bônus em não ser ouvido ao mesmo tempo que um castigo ao tê-la confiscado.
Louis não dá a Harry tempo de protesto, porque continua dando a sua lei:
— Então eu aconselho que você corra muito, Harry, e se esconda bem dessa vez, porque eu vou achá-lo e fazer você desejar nunca ter me desobedecido.
A forma como Louis o solta é rude, seu corpo cambaleia e o braço esquerdo absorve o impacto contra o chão gelado. Antes que ele saia correndo sem olhar para trás, percebe que Louis trancou a porta da frente.
Sua ficha cai quando ele olha por cima do ombro e vê a saída dos fundos, totalmente aberta como um convite. Nos fundos do quintal há uma floresta lotada de árvores antigas com troncos grossos e bons lugares para picnics românticos, entrar lá nessas condições seria apenas para adiar o inevitável, visto que ela assemelhava-se a um labirinto onde todos os caminhos levavam ao mesmo lugar.
Era impossível perder-se lá dentro. Mais cedo ou mais tarde Louis encontraria Harry, e foi por causa disso que ele limitou sua fuga somente à floresta.
E Harry sabe disso, mas ele ainda corre como se sua pele pudesse ser salva.
Um lado dele usa o instinto quase de sobrevivência para correr e se esconder o máximo que puder, mas o outro o lembra o tempo todo como que inevitavelmente terá versões prolongadas daquele puxão que teve em seus cabelos.
Sua roupa já está amassada e suas pernas tremem e eles mal começaram, ele é, sobretudo, um gato de rua. Afinal, Louis foi maldoso o suficiente para lhe arrancar sua coleira.
Ele atravessa a porta e sente a grama pinicar através da meia fina que protege seus pés, ele tem certeza ali que vai sair arranhado dali quando tudo acabar.
Harry não pensa em olhar para trás e cogitar saber o quão próximo Louis está. Ele apenas atravessa o quintal e se enfia entre as árvores sem cuidado algum onde há galhos e troncos descascados.
Ele esbarra em tudo, mas a parte boa da caçada é saber que terá marcas no final, de um jeito ou de outro. Galhos se quebram por onde ele passa e folhas saltam, ele não está se importando com nada além dele.
Depois de um tempo correndo e atropelando tudo que há pela frente, ele se esconde atrás de um tronco grosso, suas mãos limpinhas agora estão sujas e com um leve arranhão pela forma como grudou na árvore para se proteger.
O gatinho tem a respiração ofegante depois de tanto correr, mas ele checa e não está no pior de seus estados. Harry está um pouco cansado apenas.
O céu está claro, no entanto o sol deve se pôr em breve.
Ele olha em volta e já não vê mais sua casa de onde está, talvez isso queira dizer que foi para longe o suficiente.
Seus sentidos também estão apurados, qualquer barulhinho faz seu coração palpitar um pouco mais. Ele não vê sinal de Louis em nenhuma parte, então, por um segundo, relaxa.
Harry encosta com suas costas no tronco, ajeita sua blusinha levemente suja de terra e tenta desamassar sua saia. Arruma suas orelhinhas também, se ele as perdesse ficaria mais triste do que se fosse pego.
Mas felizmente tudo está no lugar.
O gatinho suspira, já meio recuperado e pronto para voltar a se esgueirar pelos espaços que aquela floresta vai proporcioná-lo, e é quando ele escuta um galho de quebrar há poucos metros dele.
Quando olha bem devagar apenas erguendo a cabeça o mínimo possível, vê que é Louis quem o quebrou.
Harry sabe que ainda não foi visto porque está do outro lado, mas ele tem que tapar a sua boca para não emitir nenhum som a mais.
— Gatinho… gatinho? — a voz rouca de Louis soa. — Sei que está próximo. Já posso te sentir, minhas mãos formigam só de pensar em tocar sua pele tão delicada.
Louis está perto, muito perto, cada vez se aproximando mais e talvez ele até saiba que o gatinho está bem atrás daquela árvore.
Harry grunhe, Louis vira o rosto na hora, a marca que Harry deixou está bem aparente agora.
Seu dono tem as feições suaves quando registra Harry e solta um riso baixo e seco.
— Você está aí, não está? — ele diz profundo. — Vai desistir assim, filhote?
Harry, paralizado pelo medo, de repente sente algo se acender dentro dele e numa tentativa primitiva de reação e desafio, ele simplesmente sai correndo na direção contrária de novo.
E Louis, provando que estava certo sobre seu gatinho estar a poucos passos de si, se põe a correr também, na direção para onde seu filhote assustado foi.
Harry perdeu um tempo precioso, ele olha para trás e vê de relance Louis mais perto do que nunca, até mesmo a bochecha avermelhada está lá fazendo o gatinho engolir em seco quando desvia o olhar e continua a correr.
Louis parece menos cansado que ele, se aproximando mais a cada segundo, assim como o coração de Harry se torna mais rápido.
Ele até ouvia Louis dizer algumas coisas, mas era tudo tão irreal em sua mente que ele mal registrava ao certo todas aquelas ameaças desejosas. Talvez fosse porque elas eram capazes de fazê-lo se render.
Seu pensamento é que ele pode desviar de Louis e ele tenta ao fazer uma curva mal calculada. Isso porque no momento em que virou, logo tropeçou em um galho altinho.
Seus joelhos vão diretamente de encontro com o chão, seu corpo é segurado pelas palmas de suas mãos, mas mesmo assim sua direita vacila e metade do seu corpo tomba.
Harry solta um grito surpreso e fino, seus sentidos registravam que os passos de Louis estavam ainda mais próximos. Ele se vira e se arrasta pela terra suja tentando fugir do inevitável.
— Não, não, não, não — ele vai repetindo baixinho para si mesmo enquanto Louis está praticamente ali, se divertindo com o desespero de seu filhote.
Soa muito como o fim da linha agora.
Quando sente suas costas em um tronco, tenta se erguer e ir para outro lado, mas Louis já tinha o alcançado e ele tropeça nas próprias pernas de qualquer forma.
Harry fecha os olhos, e quando percebe, só sente mãos pesadas agarrarem sua cintura e seus braços, então seu corpo estava prensado contra a madeira. Ele não caiu, mas Louis o pegou.
A respiração de Louis bate na lateral de seu rosto porque ele queria mostrar que estava muito próximo agora.
Muito embora Harry tentasse se desvencilhar, sabia que não seria solto mais até que Louis estivesse devidamente saciado.
— Te peguei, gatinho — Louis provoca o óbvio só porque pode. — Exatamente como eu disse que faria. Aproveitou o gostinho de ter controle?
Harry tem algo como um rosnado com a bochecha encostada na árvore tentando olhar Louis.
— Não. Lou, me solta — ele resmunga, apertando seus braços. Sua voz está meio quebrada pela respiração ofegante, seus olhos brilham em lágrimas prontas para se formarem.
— Oh, que pena — Louis diz, enquanto Harry parece fazer um esforço astronômico para mover um músculo, ele parece segurar uma pena e não um ser humano —, porque eu estou o pegando de volta.
Ali, prensado num tronco, no chão terroso e irregular da floresta com as roupas amassadas e sujas, Harry soube que definitivamente não havia como escapar.
Seu braço é rudemente puxado e Louis o coloca deitado sobre as folhas caídas. Troncos enormes que quase tocavam o céu típico do entardecer é a paisagem que os olhos esmeraldinos enxergam, mas seu corpo está tenso demais para aproveitá-la.
Harry sente um peso sendo aplicado em seu ventre, o impossibilitando de mover ou girar os quadris. Ele ergue a cabeça para checar o que está forçando-o contra o chão e vê o sapato de Louis descansando sobre o tecido outrora limpo de sua blusa.
O gatinho arregala os olhos e um choramingo resmungado é usado para tentar convencer o dono de que aquilo não era necessário.
— O que foi, Harry? — ele pergunta, pressionando ainda mais a sola contra o garoto. — Não era isso que você queria? Ser usado? Ter a minha atenção? Você merecia ter ido para a porra da sua gaiola de gato arrogante e ficado lá, mas eu não o mandei fazer isso, então me agradeça.
Harry sabe o quão tedioso e exaustivo é ficar preso no espaço pequeno da sua gaiolinha. Por mais que ela tenha almofadas, seu fundo seja estofado e exista a possibilidade de deitar-se para esperar o tempo passar, é decepcionante saber que Louis está a poucos metros de si depois de tê-lo mandado ficar lá por causa de algum erro seu.
Tendo ficado nove horas sozinho da última vez e não querendo que isso se repetisse, ele olha Louis com os olhos chorosos e manha antes de proferir:
— Obrigado — Harry quer acabar logo com isso. O peso que seu dono está depositando em si está começando a machucá-lo. — Muito obrigado por sempre saber o que é o melhor para mim.
Seria muito melhor para Harry se, naquele momento, ele aceitasse o que tinha para receber.
A resposta parece agradar Louis que diminui aos poucos a intensidade que é depositada. Ele sente verdade nas palavras do seu gatinho, até porque Harry não está em condições de fingir para tirar alguma vantagem no momento.
— Muito bem — seu pé é removido de cima do garoto e mesmo assim não há uma tentativa de fuga por parte dele.
Louis calmamente flexiona as pernas de Harry e se ajoelha perto delas, afastando as coxas roliças e pondo-se no meio, fazendo questão de sujar a roupa do gatinho ao arrastá-lo até que seus quadris estivessem colados. O mais novo chiou baixinho ao sentir o membro de Louis já duro contra a sua bunda.
Louis aproveita para juntar os pulsos do gatinho acima de sua cabeça, sob o olhar de que não deveria tentar nada com aquelas unhas. Ele não precisa segurar para que elas fiquem onde foram postas.
— Vou dizer o que acontecerá a partir de agora — suas mãos correm pela pele de Harry até chegarem na barra inferior da sua saia, enrolando-a um pouco para cima. — Eu vou te foder quantas vezes eu quiser e te estimular como eu achar que você merece até que eu esteja satisfeito.
Mal colocando força, seus dedos seguram e rasgam o tecido que cobre o peito de Harry, o deixando vestido apenas com pedaços de roupa e suscetível a arranhões e sujeiras da natureza.
Harry ofega surpreso com a ação, seu quadril se movendo em reação, mas sendo parado de imediato por Louis antes de continuar narrando sua sentença.
— Você só vai gozar quando eu mandar, e se não o fizer, vou fazer questão de te deixar tão cansado e bagunçado que você vai desmaiar. Se você for um gatinho bom, vou te compensar no final e você vai voltar a ser meu despejo quando eu te deixar cheio com a minha porra.
A ideia de ser super estimulado cairia bem mais cedo quando isso era tudo o que Harry desejava, mas agora ele sabia que ela seria uma vingança com um modo de execução mais intenso e destrutivo.
— Você entendeu bem? — a palma da sua mão é consideravelmente fria na cintura de Harry que pondera até perceber que uma negociação para diminuir sua punição seria negada.
O gatinho assente e suspira, murmurando um "entendi", em tese consentindo tudo que viria. Em seguida, leva sua mão até o rabinho sujo de terra para retirá-lo de si, mas seu dono o impede antes que ele o faça ao segurar seu pulso.
— Como você vai me segurar dentro de você no final sem isso? — só então Harry entende que vai ser fodido enquanto usa o plug, além de ter que se alargar ainda mais para abrigar o pau grande e grosso de Louis.
Ele solta sua mão ao lado de seu corpo suspirando com a ideia e sentindo-se latejar em ser tão preenchido assim. Louis realmente levaria a sério sua desobediência com aquele dildo e a importunação no escritório.
Dada as instruções, Louis não se demora em terminar de empurrar a saia de Harry para cima, só para ter o gostinho de rasgar ela aos lados do corpo delgado, seu pênis rubro e ereto demonstrando o quão excitado o gatinho já está.
Harry tem bochechas coradas e respiração sem sinais de se acalmar, seu peito desnudo pela blusa rasgada demonstra isso com jeito. Tudo somado a sua clara excitação e o rabinho felpudo que pulsa cada vez que o cuzinho tenciona no plug faz Louis se sentir no paraíso.
— A corrida te deixou excitado, filhote? — Louis provoca, suas unhas curtas passando pela barriga sujinha, esta se movendo das cócegas que se faz sentir.
— Louis — Harry tenta se afastar, encolhendo a barriga, mas só ganha um aperto no quadril. E nem adianta quando ele segura o pulso de Louis, porque o mesmo o pega e faz virar de bruços, prendendo suas mãos nas costas.
Harry choraminga com o aperto, mas facilita quando Louis indica com o braço que o quer empinado em seus joelhos com o rostinho no chão.
— Eu te fiz uma pergunta, Harry — Louis repete, ainda prensando as duas mãos de Harry em suas costas com uma das suas. A outra busca algo no bolso da sua calça. — E eu quero palavras.
— Eu me excitei porque- — Harry solta um grito surpreso quando descobre o que Louis procurava e tem seus pulsos presos por uma fita adesiva cinza e grossa.
Todo o peso do seu corpo estava sobre os seus joelhos, agora era impossível apoiar-se e outra forma e Harry sabia que logo seu corpo ficaria cansado pelo esforço e a posição não exatamente confortável.
Louis nem precisa dizer para que ele soubesse que aquilo era para que mantivesse suas unhas longe dele.
Um beliscão em seu quadril o faz despertar do silêncio em surpresa.
— Ah! Eu me excitei porque tive medo do- do senhor me pegar.
Louis solta uma risadinha quando Harry termina, ele se põe de pé e olha a arte que é seu gatinho todo maltrapilho e empinado apenas para si com o rabinho despontando de forma felpuda e seu corpo sendo segurado por seus joelhos diretamente na terra.
Como a tarde está se preparando para se despedir, raios de sol alaranjados batem bem nas costas claras e cheias de pintinhas de Harry.
— E aconteceu do mesmo jeito, não? — Louis diz em falsa simpatia. — Pobre do meu gatinho, é uma puta tão bem feita que mesmo em apuros tem tempo de ficar duro. Será que você gozaria se eu tivesse te deixado correr por mais tempo?
Louis continua ditando enquanto afasta as coxas de Harry para que possa tê-lo bem abertinho.
— Eu… provavelmente, Lou — Harry diz, ter se fodido mais cedo não rendeu em nada, ele já se sentia na borda mesmo sem toques explícitos de Louis ainda. — Eu sou um gatinho sedento e só o senhor pode me satisfazer.
— Uhum, vejo que está entendendo qual o seu lugar novamente — Louis volta a se abaixar e deixa um aperto numa das bandas do bumbum cheinho, ele afasta de modo que possa esticar a borda do cuzinho avermelhado. — Uma pena que isso não vá me fazer pegar leve.
Louis aproveita a abertura para lamber a borda ganhando um gemido arrastado de Harry, que faz um esforço enorme para não voltar a fechar suas pernas, tudo que consegue é apertar suas mãos uma na outra.
— Lembre-se, eu quero te ouvir — Louis diz, admitindo que os gemidos de Harry lhe favorecem, então ele não quer perder nada disso.
Louis começa a devidamente estimular Harry para dar início a contagem prometida.
De um lado, sua mão envolve o pau que gotejava mais a cada frase dita por ele e pelo esforço que Harry tinha que fazer para aceitar tudo, são movimentos firmes e ritmados que fazem o gatinho gritar alto no meio da floresta. Do outro, Louis empurra o plug para dentro de Harry, mas nunca volta o suficiente para tirá-lo, apenas causa movimento dentro do gatinho.
Como bônus, sua língua lambe todo o redor possível deixando, além de tudo, o mais molhado possível, pois não tardará para que seu pau se junte àquele plug.
Harry praticamente engasga com aqueles estímulos todos, seu pau molha toda a mão de Louis facilitando os movimentos e é quase um sacrifício se manter naquela posição diante de tudo.
A boca de Louis é como seu paraíso e inferno particular ao mesmo tempo, a barba rala raspa em sua pele deixando o saber que a região deve ficar cada vez mais avermelhada.
— Louis! Louis eu vou- eu preciso… por favor — lágrimas deixam o rosto de Harry marcado enquanto ele inclina ainda mais contra o rosto de Louis.
Sua mente está tão nublada que não pode nem mesmo falar coisas que façam sentido. O gatinho está sendo estimulado desde que começou sua fuga, talvez até mesmo antes disso, no escritório ou depois de desobedecer seu dono. Mas a verdade é que cada mínimo toque ou fala o leva cada vez mais ao limite e é impossível controlar-se quando Louis o faz se sentir tão bem.
Louis, em reação, intensifica os movimentos com a mão, mas afasta seu rosto por um momento.
— Venha gatinho, goze gostoso na minha mão, vamos — ele incentiva, dando-lhe a permissão que precisava.
Fora fácil e nesse primeiro momento Harry libera seu prazer em abundância, sendo alto ao sujar a mão de Louis com seu gozo branquinho e Louis ainda é levemente bondoso, continuando só até onde sabe que é, de fato, prazeroso para seu gatinho.
Ele para depois de segundos, Harry está apertando mais ainda o plug dentro de si, suas pernas ainda mais trêmulas, mas ele é segurado pelo braço de Louis só até ser guiado com um puxão pela nuca para que suas costas se choquem com o peito de seu dono.
— Você é tão facinho, gatinho — Louis murmura contra seu ouvido, o aperto nos cachos ainda é forte, Harry mantém a boca entreaberta e os olhos fechados enquanto absorve todas as sensações do recente orgasmo. — Vou te fazer vir tantas vezes ainda… O que você acha disso?
Sem aviso prévio, Louis empunha o pau de Harry novamente e começa a trabalhar rápido nele mais uma vez. Harry ainda meio mole e sensível demais solta um grito agudo, pois não esperava que fosse ser estimulado tão cedo.
Ele solta uma sequência de "não's" com olhos surpresos e arregalados. Uma tentativa inútil de se soltar, já que tem seus braços presos e seu corpo bem imobilizado.
— Oh, Lou, dói muito — Harry fala, enquanto chora e deixa seu rosto molhar cada vez mais. — Louis…
— Doía também enquanto você usava aquela merda de plástico no seu rabinho, Harry? Uh? — Louis diz em tom tranquilo, não como se estivesse literalmente arrancando lágrimas de seu gatinho. — Eu só vou parar quando estiver gozando de novo, então sabe o que fazer.
Com a fala só lhe resta aceitar como Louis beija e deixa marcas em seu pescoço e superestimula seu membro até que a dor volta a se tornar prazer gradativamente.
Assim, Harry desmonta nos braços de Louis mais uma vez depois de alguns minutos, o fato de ter vindo com um intervalo tão curto o fez se excitar e vir ainda mais rápido na segunda vez.
Dessa vez, porém, sua porra veio menos espessa e ele já se sentia acabado quando recostou todo seu peso no peito de seu dono.
— Muito bem — Louis revela em seu ouvido. — Você está indo bem, filhote.
Louis solta o pênis de Harry e acaricia sua barriga e cintura, ele está dando um momento maior para Harry respirar e se recuperar para que possam seguir em frente.
Esse é um bom momento para Louis checar se Harry vai bem para continuar e eles confiam um no outro para saber que o que disserem agora vale como ouro.
— Obrigado, Lou — Harry ronrona, literalmente ronrona quando esfrega sua bochecha na de Louis. — Estou bem — ele declara e Louis leva isso como o ok que precisava.
Quando foi puxado para colar-se em seu dono, Harry sentiu o pau duro entre a sua bunda exposta, mas estava ocupado demais focando no seu terceiro orgasmo do dia. Porém agora ele podia dar um jeito nisso, o que também lhe daria um tempo para respirar antes que Louis o fizesse vir mais vezes.
Então, como o bom provocador que era, o gatinho se posiciona ainda mais em cima do membro de seu dono e rebola devagarinho apenas para que ele aceite sua proposta sem pensar duas vezes.
— Lou… — ele mia, virando o rosto para sussurrar contra a bochecha alheia. — Você já está duro para o seu gatinho — sua língua atrevida aparece entre os lábios apenas para lamber uma linha fina na bochecha do namorado. — Eu posso chupar você? Por favor, eu preciso tanto sentir seu gosto.
Harry tem os olhinhos cristalinos e um biquinho proeminente nos lábios, Louis não o negaria nem se quisesse. Sua bunda está se esfregando vulgarmente em cima da calça que o mais velho ainda veste. O gatinho pode até aparentar estar precisando de um descanso, mas nunca deixaria a oportunidade de ter o pau de Louis passar.
O dono não lhe dá uma resposta imediata, os dedos tatuados descem pela pele das costas levemente suja por folhas e terra e sem aviso prévio acabam rasgando a fita que imobiliza as mãos do seu menino. Harry tem seus dedinhos movimentando-se ansiosamente assim que se vê livre.
— Vá em frente — ele sussurra contra a orelha do seu filhote, removendo com cuidado a parte colante e acariciando seus pulsos. — Mostre como um bom gatinho faz.
Harry quase saltita de alegria quando sente as mãos livres, ele se afasta só para conseguir se virar e vê quando o dono senta sobre as folhas de outono caídas pelo chão, flexionando levemente as pernas e as abrindo para Harry encaixar-se no meio e ter acesso ao seu pênis duro marcado na calça.
As mãos do garoto fazem uma viagem rápida pelas coxas alheias revestidas pelo moletom escuro antes de chegarem à barra dele, atrapalhando-se um pouco na hora de baixá-lo por ter pressa demais em levar aquele membro até o fundo da sua garganta.
Quando finalmente consegue, repara na mancha mais clara na frente da boxer branca indicando toda a excitação que o seu dono estava sentindo enquanto o perseguia, o encontrava e o fazia gozar.
Toda a ideia de caçar Harry fazia o pau de Louis latejar. Era indescritivelmente excitante para os dois toda a perseguição e o desenrolar da cena.
Os dedos de Harry adentram a peça de roupa do seu dono e ele puxa o pênis molhado para fora. Louis geme com a sensação levemente gélida do ar em contato com a glande e o garoto assiste a imagem com devoção, querendo gravar cada reação do namorado na memória.
O pênis rubro e babado pesa na mão de Harry, ele mal pode acreditar que está prestes a chupar Louis no meio da floresta. Mas ele está, e isso o faz juntar as coxas uma na outra enquanto vergonhosamente sente seu próprio membro endurecendo mais uma vez. A percepção de que seu dono ainda está vestido enquanto ele tem somente alguns poucos retalhos restantes da sua roupa em seu corpo também influencia para que isso aconteça.
Para honrar seu lado felino, o gatinho aproxima-se do pau do dono e deixa lambidinhas curtas na ponta sem nunca interromper o contato visual com os olhos azuis. Ele aproveita que está o segurando com a mão direita e dá algumas batidinhas em sua língua, emitindo um som molhado enquanto seus olhos se enchem de lágrimas por causa da sensação. Ela é indescritivelmente boa e ele ainda não acredita que está finalmente conseguindo o que queria desde cedo.
— Você demora demais — Louis reclama, suas sobrancelhas estão franzidas em descontentamento. — Leve suas mãos para trás das costas e só as use se eu deixar.
Harry se sente insultado por apenas querer aproveitar cada segundo do prazer que é ter o pau do namorado somente para si e pensa em protestar, mas ele tem certeza que irá morrer se não estiver mamando seu dono logo, então desiste de provocar e opta por obedecer o namorado. Suas mãos são postas juntas e entrelaçadas atrás de si e ele está de joelhos esperando a próxima ordem.
Louis não perde mais tempo ao agarrar um punhado do cabelo cacheado e forçar a cabeça de Harry para baixo, enquanto a outra mão segura seu próprio pênis sensível depois de tanto tempo sem alívio e o guia para dentro do gatinho.
Mesmo querendo que seu menino se engasgue no seu pau logo, ele aproveita para se vingar da provocação de Harry ao esfregar a cabecinha babada superficialmente sobre os lábios cheinhos, os deixando pegajosos até que Harry resmungue em protesto e o convença a fazê-lo ir mais fundo quando o encara com os olhos cheios de lágrimas acumuladas.
No começo, ele deixa o garoto acostumar-se com a intromissão. A língua habilidosa contra sua glande faz arrepios percorrerem seu corpo e Louis geme entredentes, ora focado na submissão de Harry, arrumando os fios de cabelo do gatinho que escaparam do seu aperto para não atrapalhá-lo, ora o deixando chupar apenas seu dedo para ter o prazer de ouvi-lo pedir por mais. Logo Harry já consegue abrigar até a metade do seu pau grosso.
O gatinho tem que parar por um momento e Louis pensa que ele precisa respirar, mas percebe que está errado quando uma quantidade significativa de saliva sai dos lábios avermelhados e escorre por seu pênis. Tudo o que ele recebe do seu garoto é um sorriso satisfeito e em seguida ele está abocanhando novamente o membro ainda mais molhado.
— Você não consegue ficar longe do caralho do seu dono, não é? — ele está forçando Harry a acolher cada vez mais de si. — Agindo feito uma vagabunda o dia inteiro só para chamar a minha atenção e acabar com essa boca gostosa cheia da minha porra.
Ele pode sentir quando Harry geme, enviando vibrações diretamente para si, e isso o motiva a forçar o que falta para dentro da cavidade do seu filhote. Louis o segura contra os pêlos pubianos ralos da sua virilha e acompanha o corpo do garoto ficando inquieto em busca de ar.
— No final das contas você só precisa ser caçado e comido vivo para lembrar que não passa de um animalzinho tolo — sua voz é um sussurro que pega Harry em cheio. — Meu gatinho é tão pervertido que eu aposto que ele foderia com qualquer um para manter-se vivo.
Quando termina de pronunciar a última palavra, ele finalmente deixa o seu menino se afastar. Harry tosse como nunca, há lágrimas escorrendo pelas bochechas e um fio de saliva ligando seus lábios ao pau de Louis. Ele ainda está sendo segurado pela mão do dono e isso o impede de ir muito longe. Sua garganta dói como o inferno e sua visão é quase nula com as gotas d'água que a deixam turva.
Além da dor e da privação de ar, a humilhação também o consome como nunca. Os fios do seu cabelo são uma bagunça assim como os pedaços de roupa que ainda permaneceram em seu corpo, a vermelhidão das suas bochechas e as lágrimas que deslizam por elas são apenas detalhes que o deixam uma visão ainda mais pecaminosa.
Mas é incrível como, mesmo sobrecarregado, ele olha Louis nos olhos e tem a voz rouca quando pronuncia:
— Goza… — seu peito sobe e desce em uma respiração profunda, ele está tentando se recuperar. — Goza na minha garganta — suas palavras estão falhas, mas Louis sabe que ele vai aguentar até que seu pedido se realize.
O dominador rosna e não tem tempo para admirar quão lindo seu menino fica pedindo por si quando o direciona novamente para abrigar todo seu pau mais uma vez.
Harry está o levando até o fundo agora e Louis esporadicamente o mantém parado apenas para ter o prazer de vê-lo chorando e sentindo-se no limite, mesmo sem nunca parar de agradar seu dono. Certo momento, a mão de Louis toca o pescoço de Harry e ele pode sentir a saliência do próprio pênis na ponta dos dígitos, tendo orgulho do seu menino por acolhê-lo tão bem.
Quando o formigamento conhecido desponta no ventre de Louis e ele sabe que está prestes a vir, lembra-se que esqueceu de um detalhe importante e dá batidinhas leves no rosto de Harry para fazer ele prestar atenção em si. O garoto o encara de baixo e mantém-se atento.
— Não engole — é uma ordem simples e o gatinho sabe sobre o que Louis está falando.
O menino assente, precisando mover sua cabeça mais algumas vezes para que seu dono realizasse seu desejo e o segurasse contra si, gemendo alto ao atingir o fundo da sua garganta com jatos de porra quentinha. O gatinho continuou chupando Louis, sedento, até que fosse afastado à força, ficando de joelhos mais uma vez.
Uma boa parte do líquido perolado acumulou-se na sua boca, ele sabia o que Louis queria e sua necessidade de ser bom o fez lutar contra seus instintos e não engolir sua recompensa.
— Mostre — Louis tem a respiração levemente ofegante pelo orgasmo mas seu tom de voz é firme. Ele segura o queixo de Harry, o incitando a abrir a boca com o polegar sobre o seu lábio inferior.
O garoto separa os lábios e mostra a língua onde uma quantidade da porra de Louis está acumulada. Ele tem seus dentinhos proeminentes exibidos ao saber que foi bom e espera uma ordem para que finalmente possa tomar o prazer do seu dono.
— Muito bem — ele elogia, mantendo a boca de Harry aberta para presenteá-lo com a sua saliva ao cuspir em cima do próprio gozo. O gatinho geme baixinho em resposta. — Pronto, pode engolir agora.
Harry fecha a boca e o faz como se estivesse tomando sua bebida favorita. Louis sempre terá o melhor gosto para agradar o paladar do gatinho.
— Como se diz? — o dono perguntou e Harry, que tinha os olhos fechados para apreciar o sabor do dono, logo os abriu para respondê-lo.
— Obrigado. Muito obrigado — uma covinha aparece em sua bochecha, seus olhos estão quase fechando-se pelo cansaço mas algo o diz que Louis está longe de acabar.
O que é comprovado quando uma mão volta a envolver seu pênis extremamente sensível, mesmo que duro, e ele sente lágrimas voltarem a molhar seus olhos, encolhendo-se na tentativa de se afastar.
— Por favor, não. E-eu já aprendi a minha lição, por favor — sua feição implora por um descanso, mas Louis não se importa com isso.
O mais velho brinca um pouco com o pau do seu gatinho até decidir seus próximos passos e aproveita para deixar o relaxamento após o orgasmo se dissipar. Quando o faz, ele abandona o membro que quase não molhou mais a sua mão e põe-se de pé.
Harry está com a cabeça apoiada na mão e o cotovelo descansando na própria coxa a ponto de entregar-se ao sono, mas ele logo entra em estado de alerta quando Louis agarra seu braço e espera que ele abra os olhos para puxá-lo para cima e arrastá-lo como uma boneca de pano pelas folhas e galhos secos.
Harry é colocado contra o tronco de uma árvore próxima, ele sente seu rosto arranhar na textura da madeira e a respiração de Louis está próxima do seu pescoço. As mãos do namorado seguram sua cintura e ele sabe que essa é a única coisa que o mantém em pé.
— Eu preciso refrescar sua memória? — ele pergunta e Harry não tem tempo de responder. — Eu disse que ia te foder quantas vezes eu quisesse até que eu estivesse satisfeito, e eu ainda não estou.
Louis instrui o gatinho a segurar-se no tronco em que está apoiado e ele escora a bochecha na superfície. Seu corpo inteiro implora por uma pausa e a ponta do seu nariz está avermelhada por causa do seu choro recente, mas ele sabe que esse não é seu limite.
O dominador admira como Harry vai ficando cada vez mais maleável em suas mãos, cada vez mais obediente e bonzinho e com mais vontade de agradá-lo, muito embora sua teimosia natural ainda rondasse seu consciente.
Louis está ali justamente para colocá-lo na linha, não importa quanto tempo precisasse.
Harry sente a polpa de sua bunda e a parte de trás de sua coxa ser acariciada e em seguida ouve o estalo em sua pele antes de sentir a ardência, tal sentido reverbera até que ele esteja gemendo relativamente alto e ecoando pelas floresta.
— Gemendo nesse tom e eu nem pude te foder ainda — Louis provoca, deixando um tapa na outra coxa também, a ideia de deixar a pele rosinha para si é mais forte que seus atos. — Vai gemer assim como uma gata no cio também quando eu estiver enterrado te enchendo de filhotes?
Palavras são um grande prazer para Harry, ele acha que geme ainda mais quando ouve Louis falar com ele do que com os toques que está ganhando.
— Sim, Lou — ele diz em um fio de voz apenas para não deixar seu dono sem resposta. — Eu amo quando você faz isso…
— Uhum — Louis prossegue, ouvindo Harry. — Eu farei isso em breve, mas… Essas coxas, porra, Haz. Vou precisar usar elas primeiro.
Louis desce as mãos pelo quadril cheio, ele faz as pernas de Harry ficarem juntinhas, mas ainda não parece suficientemente apertado.
Ele tem o impeto de rasgar mais a saia de Harry para ter a visão melhor do bumbum e de seu rabinho e então pegar a fita adesiva novamente e começar a passar pelas pernas do gatinho, um pouco acima dos joelhos. Este se mantém quietinho agarrado ao tronco com suas pernas bem juntinhas até que Louis termine o que está fazendo.
Ele fez aquilo vezes suficientes para saber quantas voltas precisa para não machucar Harry e ainda o deixar bem apertadinho. Então, quando acaba, corta o excesso e guarda tudo de volta.
— Olha isso… — Louis retorna então a grudar seus corpos. — Como pode ficar tão gostoso assim, uh?
— Gostosinho pra você, Lou — Harry mia, seus olhos fechadinhos enquanto sente Louis pincelar com seu pau onde suas coxas se unem, muito provavelmente ainda molhadinho com sua saliva. — Use elas…
— Vou usar, sim — Louis rosna. — Vou te deixar sentindo que te usei de todas as formas por dias e mais dias e ver se assim você acalma seu fogo.
Harry sorri de canto, como se houvesse desafio em si ainda e solta uma risadinha de desprezo.
Uma frase curta é suficiente para Harry notar Louis por toda parte em seu corpo de novo, o aperto que levou em seu quadril certamente deixou marcas, o jeito como Louis prendeu seus pulsos com uma única mão em suas costas e o deixou sentir toda a madeira da árvore em sua barriga também foi algo no mínimo prazeroso por sua fala pirralha.
Logo em seguida, há mais um gemido rouco e luxurioso de Louis e Harry tem o pau alheio atravessando suas coxas impossivelmente apertadas.
Harry se sente ainda mais tomado e envolto àquilo, o impacto é como se tivesse seu buraquinho fodido. Ainda não, ele sabe que não vai terminar aquele dia ter sido comido por completo. Mas Louis tem uma dedicação elevada quando se vê também tomado pelo aperto gostoso que Harry pode lhe dar.
O gatinho pede permissão para tocar seu dono, o que lhe é conseguido naquele momento e ele não perde tempo em agarrar os cabelos de Louis pela nuca e o guiar em seu pescoço.
Harry sabe que não está em condições de pedir, mas ele tem sido tão bonzinho e acha que merece ganhar marcas em sua pele.
Louis morde seu ombro pelo puxão, seus corpos se movimentam em êxtase, Harry sendo levado pelos golpes do quadril alheio se chocando contra seu corpo e tudo que pode fazer é se empinar e manter-se apertado para o seu dono da melhor maneira possível.
Como fora de sua promessa fazer Harry gozar tantas vezes que quisesse, Louis sabe lhe dar prazer de tantas outras formas. Dar um descanso para seu gatinho não estava no roteiro, e seu pau estimula os testículos pesados e sensíveis de Harry, lhe arrancando sons esganados.
A imagem deles é, no mínimo, animalesca. Eles certamente aproveitam a floresta para deixar que todos os seus sons ecoem por aí.
Em dado momento, Louis manda que Harry se segure novamente e o dedilha até que possa alcançar seu buraquinho. O gatinho solta um grunhido ao levar dois dos dedos de seu dono com o plug já alocado ali.
Mas ele aceita, sua mente está muito inebriada de prazer para ligar os pontos do que isso significa.
Louis então se concentra entre segurar seu gatinho e foder suas coxas e seu cuzinho ao mesmo tempo.
O ponto é que se sente próximo de vir e como não pode desperdiçar a chance de encher seu gatinho, ele o prepara para receber mais que apenas seus dedos, e quando sente que é a hora certa faz questão de trocar suas coxas por seu buraquinho apertado que pode aliviar seu pau muito melhor.
Quando Louis abre espaço para caber, a pontinha de seu pênis forçando entrada junto ao rabinho felpudo, Harry se vê choramingando outra vez, com a cabeça no ombro de Louis. Sua boca está aberta e seus olhos molhados.
— Lou, ah- Eu não posso aguentar — Harry chora em miados, sentindo-se alargado pelo pau de Louis.
— Claro que aguenta, gatinho — Louis devolve, a voz profunda pelo prazer, se afundando cada vez mais. — Vai me decepcionar agora? Sem carregar meus filhotes?
A voz de Louis é tristonha, como se sentisse muito por seu gatinho não querer mais sua porra.
Harry rosna, ele ofega também quando sente Louis por completo, mesmo falando ele continuou até ter todo seu comprimento lá dentro, seu interior bem alargado por levar duas coisas ao mesmo tempo.
— Não, não, Lou — Harry se desespera. — Eu não vou te decepcionar, não… Eu quero seus filhotes, por favor.
Louis nem mesmo responde dessa vez, apenas arranca um gemido alto e constante de Harry quando passa a se movimentar avidamente, ainda lembrando de todo tom petulante que seu gatinho usou consigo.
Desse modo, surrando seu ponto doce diversas vezes, seus corpos unidos e cada vez mais quentes chegam a um ápice praticamente juntos.
Harry nem sabe como conseguiu gozar pela quarta vez naquele dia, após a ordem direta de Louis, mas sentiu todo o seu corpo tremer como se houvera sido a primeira e intensa vez.
Louis, por sua vez, despejou todo o seu prazer no interior de Harry, o fazendo guardar todo o líquido quente para si. Quando saiu, capturou com os dedos o que o plug não pode segurar e levou até os lábios do gatinho lambuzando-o todo com sua porra.
Harry, mesmo mole contra o corpo de Louis, conseguiu sorrir de canto ao passar a sua língua lentamente nos lábios sujos, sendo agraciado pelo sabor de Louis novamente.
— Vê só, haz? Você me aguenta tão bem — Louis sussura calmo em seu ouvido.
Harry se sente incrível ao ser elogiado, em conjunto com o cafuné no topo da sua cabeça, e quase dorme ali mesmo depois de toda a superestimulação o deixar hipersensível e ainda mais manhoso.
Ele consegue visualizar seu tão precioso descanso vindo em sua direção, o qual parece desviar de si quando ele sente Louis o estimulando com o plug por algum tempo sem nunca tirá-lo de dentro para não deixar seu líquido vazar. Harry consegue sentir o peito do namorado movimentar-se em suas costas enquanto ele estabiliza a própria respiração.
— Vou te fazer vir mais uma vez, o que acha? — ele está depositando alguns selares no ombro mordido para que seu garoto se acalme.
O gatinho está sentindo-se destruído como não esteve há meses. Seu corpo fragilizado treme nos braços do seu dono e ele sonha acordado com a sua caminha. Suas pernas estão prestes a ceder e ele tem certeza de que não aguenta continuar ali por mais um segundo.
— Não! — sua resposta é determinada. — Você vai deixar seu gatinho ir embora agora. Por favor, Lou.
Ele consegue sentir uma risada soprada contra sua pele e não entende porque seu dono está rindo até que ele volte a falar.
— Não… Vamos fazer do meu jeito — Louis segura o braço de Harry e o gira sem esforço algum para fazê-lo olhar em seus olhos. — Está vendo ali? — ele aponta para o lado esquerdo e seu garoto olha na direção indicada.
Uma mesa de madeira clara com bancos fixos a ela, usada para piqueniques, está próxima. Se Harry se esforçar, consegue até ver as suas iniciais juntas com as de Louis dentro de um coração gravado na lateral dela, ele sabe o local exato porque foi ideia e execução sua.
Ele assente em resposta a Louis, seus cachinhos balançam no processo e ele encara a mesa, atento às próximas instruções.
— Você vai me esperar lá. Quero você deitado sobre ela com os pés em cima do banco — suas ordens fluem naturalmente e Harry as absorve.
Ele não acha que conseguirá andar muito nessas condições. A mesa não está longe, mas o gatinho se sente dolorido em todos os lugares possíveis e é uma luta árdua até que seus membros funcionem.
Enquanto falava, Harry ponderava e descansava e Louis lhe soltava das fitas nas pernas, uma vez que eram inúteis agora.
— Vá lá, gatinho — Louis incentiva, dando-lhe tapinhas no bumbum.
Com muito esforço, ele está andando até onde foi mandado, equilibrando-se sobre as pernas que quase não o sustentam mais e usando troncos grossos de apoio quando passava por eles.
Quando chega, o garoto aguarda na posição que seu dono lhe disse para ficar. Suas costas e bumbum estão sobre a superfície levemente úmida pelo orvalho enquanto seus pés descansam no banco logo abaixo.
Ele não quer erguer a cabeça para saber o que Louis está fazendo, e nem precisa o fazer quando sente dedos agarrando seus tornozelos e o expondo ainda mais ao afastá-los.
— Você foi tão bonzinho pra mim — Louis divaga acariciando suas coxas com a parte interna levemente avermelhada. — Tão dedicado em me fazer bem… O melhor gatinho.
Harry ronrona com os comentários de seu dono, ele está feliz por ouvir isso e saber o que Louis pensa sobre ele.
— Você já está cheio? — ele pergunta, tocando o plug para complementar sua dúvida.
O gatinho poderia dizer que sim, mas sabe que estaria mentindo. A verdade é que ele jamais teria o suficiente do seu dono e sempre buscaria por mais.
— Não, não estou — sua voz está fraca, mas ele precisa adicionar: — Faça isso, me deixe cheio de você, por favor.
Louis admira seu garoto tão vulnerável sob o entardecer e decide acatar seu pedido para finalizar a cena. A noite já está próxima e ele sabe que o escuro não agrada nada o seu gatinho.
— Não se preocupe, gatinho, eu vou — ele responde ao segurar as mãos de Harry acima da sua cabeça e guiar o pau para dentro dele mais uma vez.
Com menos resistência, ele sente a pontinha do plug resvalar na sua glande e geme rente a orelha de Harry que se abre ainda mais para recebê-lo.
O som molhado do seu pré gozo misturado com o líquido quente guardado dentro do menino deixa a cena ainda mais erótica, os gemidos de ambos e os choramingos de Harry ecoam pelo espaço aberto.
O corpo de Harry é empurrado para cima de acordo com as investidas de Louis contra si, e ele não consegue parar de encarar o namorado com medo de perder sua feição relaxada e prazerosa quando ele estiver vindo mais uma vez.
Louis desce a mão para tocar onde seu pau está movimentando o rabinho felpudo do garoto, gemendo ao sentir as bordas do cuzinho alargado em seus dígitos. Ele ameaça inserir um dedo na brincadeira, mas Harry praticamente grita e tenta se afastar, sobrecarregado demais.
O garoto toma a liberdade de circular o quadril do dono com as pernas para manter um ritmo de estocadas fortes que Louis dá em busca do próprio orgasmo e a mão pesada e forte do namorado deixa tapas estalados na sua coxa esquerda, o que só agrega para que ele se sinta ainda mais estimulado. O dono tira um tempo para ver como a epiderme da região está e se contenta com a coloração rubra que seus dedos deixaram.
A testa do moreno está suada e alguns fios do seu cabelo liso caem sobre ela. Harry sabe que precisa dar um jeito de fazê-lo gozar logo para não vir antes diante de uma cena tão atraente.
Então ele usa uma das suas artimanhas de gatinho.
— Você acabou comigo — sussurra, suas mãos são fortemente seguradas e suas forças estão quase esgotadas. — Eu amo tanto quando você me destrói, tão bom pra mim.
Louis está quase vindo de novo, e sabe que atingiu o ponto doce do seu garoto quando ele arqueia as costas e interrompe o falatório para gemer. Os quadris dele inconscientemente também movem-se contra o mais velho, ordenhando o pau do seu dono.
Querendo ou não, as palavras de Harry também causam efeito sobre Louis, o que o faz levar as pernas torneadas para descansar em cima dos seus ombros e, com isso, ele consegue ir ainda mais fundo dentro do gatinho.
Harry ousa olhar para baixo quando sente seu dono enterrado dentro de si e choraminga ao ver a saliência do pênis dele sob seu ventre. O garoto aproveita para adicionar isso no seu apelo e, agora que tem as mãos livres porque Louis está segurando sua cintura, ele guia os dedos tatuados para cima da protuberância que some e reaparece conforme é fodido.
— Você está tão fundo, Lou… Seu caralho me deixa tão cheio — suas sobrancelhas estão franzidas em prazer e seu tom é manhoso e pedinte. — Me dê seus filhotes. Guarde sua porra dentro de mim, Lou, por favor.
O moreno mantém um ritmo ainda mais selvagem, impossibilitando que seu gatinho continue falando e consequentemente os deixando na beira. Quando Louis desce linhas de arranhões sobre o peito e a barriga de Harry, o garoto sabe que vai gozar.
Contraindo-se ao redor do pau do seu dono, o garoto chora ao ter o quinto orgasmo do dia arrancado de si a força ao mesmo tempo em que se sente finalmente livre da punição de Louis. Seu corpo convulsiona e arrepios fortes despontam na sua coluna quando o namorado derrama mais uma vez em si no mesmo momento.
O gatinho, mesmo no estado quase inconsciente que está, surpreendentemente escuta algo caindo contra as folhas do chão e tem certeza de que é uma parte da porra de Louis. Harry está tão cheio a ponto de vazar.
Louis dá dois passos para trás, a fim de mais uma vez se agraciar com a imagem pecaminosa e destruída de seu gatinho. Ele tem orgulho no olhar, se sente não só satisfeito, mas com um sentimento de posse que ninguém mais pode tirar de si.
O gatinho tomba a cabeça para o lado, um sorrisinho curto nos seus lábios quando sua visão alcança a de seu dono. Ele sabe que só vai conseguir voltar para casa carregado, mas também aprendeu a lição. Talvez. Ao menos o olhar que Louis direciona a si simplesmente o faz inflar o peito feliz e quase ronronar como um verdadeiro gatinho.
Longe de Harry tentar arranjar seu dono de novo, mas ele acha que foi uma punição que compensou.
É oficialmente o fim da cena.
Harry de fato teve de ser carregado por Louis de volta para casa, e honestamente, ele nem cogitou colocar seus pezinhos na terra imunda de novo.
Louis, de bom grado, lidou com seu gatinho manhoso e cansado do melhor jeito possível. Afinal, depois de uma cena intensa como aquela, ele precisava de cuidados e carinhos e Louis nunca seria negligente com seu filhote.
As próximas horas foram todas sobre banhar Harry e tirar qualquer resquícios de terra que pudesse haver em si, lavar seus cabelos massageando suavemente com seus dedos, até mesmo pintar suas unhas e dar-lhe muitos beijinhos em toda parte e depois, assim que lidou com um arranhão ou outro – Harry fazendo questão de cuidar daquele na bochecha de Louis com muitos beijinhos e pedidos de desculpa aceitos –, Louis vestiu Harry com um pijama fofo e eles foram para a caminha adorável do felino.
Poderiam ter ido para sua cama de casal também, mas Harry sempre gostou mais de passar os cuidados pós cena ainda no clima da dinâmica deles, sendo aconchegado e cuidado como um gatinho.
— Como se sente, haz? — pergunta Louis, acariciando seus cabelos.
Harry tem sua cabeça no peito de Louis, inspirando seu cheiro e por pouco não caindo no sono. A noite já existia lá fora e ele sabia que teria boas horas para adormecer com Louis bem pertinho de si.
— Me sinto bem — Harry responde, desenhando padrões aleatórios no peito se Louis. — Você me fez bem, Lou. E eu ainda o sinto por toda parte. Eu gosto disso. — Harry apoia o queixo em Louis para olhar seu rosto mais de perto. — E você, Lou?
Louis sorri por saber que seu gatinho está bem e se preocupa com ele também. Harry é o ser mais encantador que ele já conheceu.
— Estou ótimo, orgulhoso de você — ele verbaliza.
Harry sorri tímido e esconde seu rosto no pescoço de Louis em seguida, que solta uma risadinha.
— Oh, quase me esqueci de algo — Louis se lembra e Harry o olha curioso quando é erguido junto a ele com cuidado para que seja pego algo atrás do travesseiro confortável. — Estou te devolvendo sua coleira agora.
Harry se acende imediatamente, em sua concepção, Louis o deixaria sem ela por mais tempo como um resquício da lembrança de sua petulância. Mas não! Ele realmente está o tendo ela de volta agora.
— Sério? — ele pergunta com olhos brilhantes e um sorriso característico da sua felicidade genuína.
— Não a quer? — Louis devolve, um leve tom provocador em seu timbre.
— Eu quero! Por favor, eu quero de volta, Lou — ele faz um biquinho para compor seu pedido.
— Estou te devolvendo porque você foi ótimo hoje e aprendeu sua lição, considere um voto de confiança — Louis dá seu discurso, já ajustando a fivela para rodear o pescoço de Harry em seguida.
Harry balança a cabeça com afinco e quase chora contente ao senti-la em seu pescoço novamente. Sua coleirinha já havia se tornado um acessório essencial, como se ele tivesse nascido com ela.
— Pode confiar em mim, eu vou me manter na linha — ele promete, mas ambos sabem que ele não pode cumprir por muito tempo e essa é a essência da coisa toda.
Harry não poderia viver sem umas palmadas de vez em quando. Agora, porém, quando Louis prende a coleira com o guizo em seu pescoço, ele é o gatinho de ouro outra vez.
O gatinho brinca adoravelmente com o sininho, o fazendo tilintar enquanto é apreciado por seu dono, e depois avança para beija os lábios de Louis com amor e intensidade.
— Eu te amo — ele diz contra os lábios do moreno, que toma sua cintura para si e os devolve para o conforto do colchão.
— Eu também, filhote. Te amo muito — Louis profere de volta.
Harry amolece ainda mais depois de estar cem por cento completo de novo e volta a se acalmar no peito de Louis. Este conta uma história, a pedido de seu gatinho, para que então o garoto durma embalado pela voz acolhedora e descanse do dia intenso e de muitas emoções como aquele.